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27 de jun. de 2010

OITAVAS - JOGO 4 - ARGENTINA x MÉXICO

Favoritaça, a Argentina não poderia perder esse jogo - como não perdeu. Os primeiros 20 minutos foram preocupantes, com o México melhor na partida. Messi arrancava muito de trás, e não chegava bem ao ataque. Os mexicanos já haviam chutado uma bola na trave de Romero (goleiro que tinha a desconfiança de todos, mas que vem fazendo boa Copa).
O jogo seguia complicado até que aos 26' Messi arranca, passa a Tevez que chuta, a bola respinga para Messi que novamente passa a Tevez que de cabeça, em impedimento, abre o placar - o segundo grande erro de arbitragem num só dia, e o replay no estádio fodendo com a vida do árbitro. O bandeira deu o gol, depois viu a merda no telão, mas aí, já Elvis - o árbitro italiano Rossetti, mesmo informado do erro, com base na regra da FIFA que não permite consulta ao recurso eletrônico, manteve a marcação do gol.
Cinco minutos depois, Osório foi sair tocando pelo meio, fez um passe curto e ridículo, praticamente no pé de Higuai, que só teve que por o corpo a frente de Osório, para então driblar o goleirinho mexicano e, com 2 a 0, praticamente encerrar o jogo.
No segundo tempo, a Argentina postada um pouco mais atrás, dada a vantagem no placar, teve numa bola aos 7', um direitaço de Tevez do meio da rua, o terceiro gol assinalado, matando o jogo. O México ter descontado aos 26' (aos 24' Heinze salvara uma bola em cima da linha), com Hernandez, não mudou o panorama do jogo.
Os hermanos venceram apenas o primeiro jogo de mata-mata no tempo normal desde que Caniggia desclassificou os brasileiros, em 1990. Naquele jogo, Maradona driblou Dunga e Alemão, dando o passe para o gol argentino. Hoje, o baixinho está no banco, a confiança do time em alta, o ataque perigosíssimo. O problema...
É a Alemanha. Pelo jogo que fez pela manhã, a Alemanha é favorita contra a Argentina. Uma zaga firme, contra-ataques rápidos, um centroavante grosso, mas eficiente (Klose - doze gols em Copas), bons meias (Podolski, Özil, Schweinsteiger, Müller); o time deu um show contra a Inglaterra. O que não se sabe é se essa é a Alemanha de todos os dias. Jogou bem contra a Austrália; mais ou menos na derrota para a Sérvia; mal na vitória sobre Gana, bem de novo contra a Inglaterra.
Tenho a impressão que a Argentina precisará de um dia de seus craques, ou seja, um dia em que Messi jogue demais, Tevez esteja bem, Verón idem, Higuaín não perca as eventuais chances criadas. A Argentina terá que fazer um ótimo jogo, pois de outra forma, os contra-ataques alemães em cima dos lentos Heinze, Otamendi, do horroroso Demichelis - o gol mexicano se deu em cima dele - liquidarão os portenhos.
Lembro-me, quando criança, de torcer pela Alemanha na final de 1986, vencida pelo time de Maradona, Valdano e Burruchaga. Hoje, de outro modo, torço pelos hermanos contra "os alemão", pela raça, pelo futebol, pelo povo, enfim, pelo grande país que nossa vizinha Argentina é.

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