NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

24 de fev de 2010

EU JÁ SABIA (MENTIRA! NÃO ERA POSSÍVEL SABER SEM TER ESTADO LÁ)


Penso que, para mim, realmente eram necessários esses três ou quatro dias após o jogo para pesar o que aconteceu e escrever alguma coisa relevante sobre o jogaço do último domingo, que nos deu o título.
A partida foi tensa o tempo todo. No primeiro tempo, tivemos três chances de gol. Na primeira, o Lima recebeu cruzamento da esquerda, tocou na bola, e o Zé Carlos, o goleiro deles, defendeu sabe-se lá como; depois, o Chris chutou de prima uma bola por sobre o gol e o Lima sofreu um pênalti não marcado. Do lado deles, uma jogada pela lateral-esquerda em que o Fabiano fez a primeira das várias grandes defesas que teria de perpetrar durante o jogo.
No segundo tempo, acho que lá pelos 12 minutos, o Patrick abriu o placar para o Avaí, dando um drible fácil em cima do César Prates e batendo cruzado e forte, longe do alcance do nosso goleiro.
Depois disso o JEC teve uma boa chance com o Lima, outra num escanteio que o zagueiro tirou de cabeça, em cima da linha, e uma falta bem cobrada pelo Ricardinho. No mais, uma abafa despretensioso, balões para a área, e um jogo nervosíssimo com a bola rondando o gol avaiano e os contra-ataques deles nos incomodando perigosamente.
De fato, de uns 30 minutos pra frente o jogo virou só vontade e torcida; o esquema tático já tinha ido pro pau. Como sintoma dessa garra desorganizada que nosso time demonstrou, o Samuel era nosso principal armador.
Aos quarenta e cinco minutos, a meu ver um pênalti sobre o Medina, não marcado pelo assoprador de apito (provavelmente para compensar aquele não marcado no Lima, e porque deve ter pensado: "essa porra já acabou mesmo, e o Avaí tá ganhando, vai ser campeão".
Pois bem, assim fomos, na base do abafa e incentivo ao time, até os 48min57s, quando o Ricardinho (que era impiedosamente achincalhado na FM89,5 - esses mais cornetam do que torcem - bastaria também que simplesmente narrassem o jogo) acertou, de primeira, a famosa ximba, bica, bicanca, ali da alça do balde e estufou a rede, depois de uma bola rebatida do interior da área avaiana.
Foi uma loucura o que se viu então na Arena. Quando parei por um instante de comemorar, vi o Ramirez, os gandulas, os reservas, todo mundo dentro do campo. Se pudéssemos, entraríamos os quinze mil em campo. Os jogadores, os torcedores, todo mundo se abraçando e cantando a grande vitória do Joinville.
Não me lembro de jogo tão emocionante na Arena, principalmente pelo final apoteótico. Gol de título, faltando 3 segundos para o fim da peleja, não ocorre todo dia. O pai de um amigo, certamente torcedor desde os primórdios do JEC, em 1976, disse que nunca vibrou tanto.
De tudo isso, o que me traz mais conforto é que aparentemente aquela zica que o JEC penava e carregava na Arena foi definitivamente exorcizada. Lembremos dos jogos da série C contra Novo Hamburgo, contra o Noroeste, aquele 2 a 2 com o Atl-Ibirama, com jogada do Benson, etc. Acho que tudo isso pode ser tido como passado, e apagado da nossa memória. A nossa retomada em rumo a dias mais gloriosos se consolidou, ao darmos mais esse importante passo. Acho que o que era uma tendência de melhora agora pode ser considerada efetiva melhora. "Daqui pra frente, tudo vai ser diferente", como diria o rei Roberto Carlos. Avante JEC, CAMPEÃO DO PRIMEIRO TURNO!

16 de fev de 2010

DA ARTE DE FALAR SOZINHO


Às vezes, cansamos. Parece que aqui nesso blog falo só comigo mesmo. Há um grande disco dos Los Hermanos, chamado "O Bloco do Eu Sozinho". Sinto-me, assim, às vezes. Não sei se basta se dizer o que se pensa, ou se é necessário o absurdo, o estardalhaço (tipo Mira, Carvalho), sendo insuficiente a crítica fundamentada, a discussão equilibrada e bem pensada (pensar é muito difícil para essa gente, acredito).
O fato é que no JEC, ou na nossa imprensa pensar é algo raro. Li, essa semana passada, o Ricardo Freitas falando (escrevendo muito bem) em A Notícia sobre a nossa propensão à vaia. Comento abaixo.
Dizia Nelson Rodrigues - o maior (se houvesse blogs naquela época seria uma covardia a competição, tamanho o talento do homem), que no Maracanã se vaiava até minuto de silêncio. Digo que na Arena não se vaia apenas o minuto de silêncio, vaia-se o time ganhando, por três a zero, como ocorreu contra o Juventus. Ouvia as carpideiras xingando o Ramirez mesmo com o placar folgado a nosso favor. Com altos e baixos, o fato é que terminamos o turno em primeiro - não há dúvida de que o primeiro objetivo foi cumprido. Raramente ouço incentivos ao nosso time. Durante aproximadamente 25 anos frequentei a descoberta, no Ernestão e na Arena. Agora, há uns seis meses, vou à coberta. A chatice é a mesma em qualquer lugar. No último jogo, por exemplo, havia um corneteiro xingando o Eduardo o tempo inteiro (tínhamos uns 20 minutos de jogo). Aí, ele fez o cruzamento e o Chris meteu um a zero. Minha vontade era dizer: xinga agora, seu chato. Mesma coisa com o Chiquinho, que também foi decisivo cinco minutos depois.
A torcida do Joinville é cansativa. Vai ao jogo mas não torce. Se torce, torce contra (ou seja, corneteia o tempo inteiro). Na descoberta a situação é a mesma. O grito mais ouvido na arquibancada não é JEC, JEC. É "senta"!!!! Caralho, quer ver o jogo sentado, compra o Pay-per-view e fica em casa no sofá. Vou dizer uma coisa. Fazer "OLA" não é torcer pro JEC, é torcer para a própria torcida, um verdadeiro absurdo.
Vai pro jogo? - Berra JEC, porra! Avante, tricolor. Amanhã, todos contra o Metrô.

10 de fev de 2010

DEVER DE CASA: JUVENTUS


Nada mais do que a obrigação! A vitória por três a zero contra o JUMENTUS, lanterna da competição, que de bom até aqui apenas fez roubar dois pontos do Avaí, foi mera formalidade, simples cumprimento de um dever. Nada de extraordinário.
Vencemos, conquistamos três pontos, nada mais. Vamos adiante.
Com dois gols do Chris e um do Leandro Costa, além de dois ou três gols perdidos (dois também foram perdidos pelo Juventus, ou melhor, não aconteceram em razão de defesas portentosas do Fabiano), reafirmamos nossa liderança, que, contudo, corre sérios riscos no final de semana, justamente na rodada derradeira do 1o turno. É importante dizer que nossa marcação anda um pouco falha, o que me preocupa já que a Chapecoense, hoje na zona do rebaixamento, deve vir com tudo e pode nos complicar.
O Atlético-IB, que sapecou três a um no Avaí, pega o JUMENTUS em Xaraguá; e nos jogaremos com os caboclos de Chapecó. Seria importantíssimo ficar em primeiro lugar para decidir tanto a semi como a final em casa, jogo simples, com a vantagem do empate.
Temos um problema sério com as viagens a Chapecó. Desde que me conheço por gente, sei que em 1977 deixamos de ganhar o título estadual, o único em dez anos, e quem ganhou foi a colonada.
Em meados de 1996, por causa do então presidente Vilson Florêncio - ao que sei os jogadores queriam jogar - deixamos de entrar em campo com um time afiado (entre outros, Marcão, Bandoch, Jairo Santos, Luis Américo, Fabinho, Marcos Paulo) no dia marcado para a final, para somente seis meses depois voltarmos ao Oeste com outro time, já todo desfigurado. Tínhamos ganho dois jogos seguidos da Chapecoense no Ernestão, e por culpa da pipocada do Florêncio perdemos o título no final de 96. Enfim, lá sempre é complicado. De qualquer forma, uma vitória nos garante toda a vantagem dos jogos em casa, e até com o empate é possível, mas não provável, que fiquemos em primeiro lugar.
Avante, JEC!

7 de fev de 2010

5 A 1, FORA O VAREIO. E TEM NEGO JOGANDO SÓ NO NOME


Estive na Arena na quinta-feira, contra o Metrô. Uma vitória por 3 a 1, enganadora, a meu sentir. No primeiro tempo, não fizemos nada. Deu-se uma liberdade ampla a Cesar Prates, que no plano tático, poderia trocar de posição ora com o Eduardo, ora com o Chiquinho. Isso, contudo, não deu resultado algum, salvo confusão enorme no meio campo. Os jogadores do Metropolitano, principalmente o número 6, conseguiram chutar várias bolas da meia-cancha, sem marcação, perdida no jogo. Nosso gol saiu de uma jogada do ZAGUEIRO Samuel pela lateral direita, complementada pelo ZAGUEIRO Lacerda. Pela diferença de qualidade entre os jogadores, e no segundo tempo (depois do empate de cabeça, do Tripodi, em falha de marcação do Lima), com expulsões e com boas substituições, o JEC ganhou a peleja .

Mas a tragédia se anunciava, e hoje, contra o Avaí, na Ressacada, concretizou-se. Aos oito minutos do segundo tempo já tava 4X0. Depois ainda teve bola na trave, defesas do Fabiano, etc.

O meio campo vinha jogando certinho e com a entrada do César Prates confessadamente fora de forma (tava morto na quinta-feira, e hoje, pelo que disseram na rádio, não fez porra nenhuma; TÁ JOGANDO NO NOME), e com as inversões de posição muito mal treinadas, a bagunça tomou conta - a culpa não é dele, é de quem manda e/ou arma o time. Nosso eterno candidato à reserva, o Claudemir, está injustamente no banco - jogou bem no segundo tempo contra o Metrô. O único consolo é a permanência do Tricolor na liderança do certame. Como teremos um jogo fácil no meio de semana, contra o lanterna Juventus, decidiremos no final de semana que vem, contra a Chapecoense, se terminaremos o turno em primeiro, para ao menos decidir a semi e a final em casa. Avante, JEC (hoje sem tanta empolgação).

3 de fev de 2010

A "VELHA COQUELUCHE" DE SEMPRE


Janeiro foi um mês tranqüilo. Até esquecera de que um dos objetivos deste blog era tratar também de como a imprensa cobre o JEC, costumeiramente muito mal.
Mas eis que surge fevereiro, e a vida retoma seu curso normal, ao menos nas páginas de "A Notícia". O "mestre" Joel do Nascimento voltou. 40 anos e não cansa.
Todavia, quando abro o jornal, parece que a coluna de hoje é igual a de dezembro, igual a de 2008, ou a de 1900 e guaraná com rolha. Talvez os leitores estejam cansados.
A palavra "coqueluche" - primeira manchete da coluna de ontem do jornal, significa doença caracterizada por acessos violentos de tosse espasmódica, de tosse violenta, e tem uso figurado significando moda, mania, entusiasmo momentâneo.
Parece-me, no entanto, que a própria palavra saiu de moda, e talvez mesmo o tal colunista. Palavras como aquela que dá título ao post, ou "baluarte" ou "latente", "linhagem", comuns no texto "joelino" parecem estar no texto apenas como pastiche daquilo que escrevia Armando Nogueira, por si só, um texto já enfeitado demais. O texto esportivo deve ser escrito para quem o lê, e não para mero prazer de quem o escreve.
Quem lê o jornal sou eu, é o torcedor da arquibancada, o integrante da União Tricolor, da Independente, o trabalhador, que quer é saber como vai o JEC, e não ler um tratado estilístico.
Simpatizo muito mais com o Edenilson Leandro, aparentemente muito mais ligado no que acontece no dia-a-dia do esporte. A seriedade e afinco com que trata o esporte amador de Joinville, os fatos da primeirona, deveria servir de parâmetro para toda a imprensa de joinville. Ouço programas de rádio e os apresentadores ou fazem piadas entre si, ou atendem telefonemas sem qualquer propósito. Falar do JEC é acessório, quando deveria ser principal. Ser menos opinativo e mais informativo é algo que penso saudável para nossa "crônica esportiva".
Avante, JEC!

2 de fev de 2010

CÉSAR PRATES VEM AÍ, LÁLÁ-LÁLÁLÁLÁ...


Quem não se lembra do Silvio Santos anunciando Pedro de Lara, Wagner Montes, Aracy de Almeida, entre outros jurados, no show de calouros? E por fim, a música, Sílvio Santos vem aí.....
Pois é, o Martinelli (um mini Sílvio Santos, pelo tamanho) apresentou o César Prates (vide o César aí ao lado). Já jogou no domingo em Ibir(r)ama e estréia na quinta-feira dentro de casa, perante a torcida.

A contratação é boa? Vai dar resultado?
A contratação é, em tese (como todas são, antes de o cara entrar em campo), muito boa. Vejamos o que nosso novo candidato a ídolo fez no ano passado.
Jogou na Portuguesa de Desportos (Lusa), 5ª colocada no Brasileirão da Série B – foi dispensado quando a Lusa estava em sétimo, participando de 44 jogos na temporada (Paulista + Brasileirão), e era o capitão da equipa (!! – estamos à portuguesa, ô pá) até a dispensa.
É um jogador que apesar dos 34 anos não é chinelinho nem bichado, jogou bastante ano passado, e é tido como ótimo profissional pelas pessoas do meio do futebol. Já jogou em grandes – uns nem tanto – times (Inter, Vasco, Botafogo, Corinthians, Real Madrid B, e outros pequenos da Itália – Livorno, Chievo), e só vem para qualificar nosso elenco, chegando e jogando, quer como lateral, quer como meia (aposto que jogará nessa posição, eis que nosso lateral-direito, o Tesser, também anda jogando muito bem, e parece que o reserva Eduardo também trata a bola por “minha nega”). Acho que o Paulinho Dias (ou o Claudemir, que sempre está ameaçado, mas como bom operário da bola e organizador do jogo, sempre consegue se manter no time) perde a posição.
Parênteses: importante também lembrar que Elton está retornando. Acho que será titular na lateral-esquerda pelo que jogou durante a Copinha.
Esse breve resumo indica que o teremos bastante em campo, e provavelmente em forma. É jogador que faz poucos gols – segundo o que pude apurar na internet fez dois gols no Brasileirão-série B – mas é um motor dentro do time, correndo como um louco (parece que chegou ao Joinville ABAIXO do peso ideal, e não um gordo, como costuma acontecer por aí). Com um jogador experiente como ele, penso que não tomaríamos uma virada ridícula como a que levamos do Imbituba, com gol de cabeça de um guri de 17 anos (salvo equívoco, esse piá não era o Pelé, de 58, na Suécia; se for, retiro o que disse).
Acho que tem tudo pra dar certo. Quando jogou no Figueirense, foi muito bem.
Parafraseio Arthur Muhlenberg – blogueiro do Mengão no site Globoesporte.com: “O cara vestiu o Manto [lá, rubro-negro; aqui, tricolor] e agora faz parte da nossa galera. Enfiem as cornetas [o que tem de corneteiro na Arena não é pouca coisa] lá onde o Sol não bate e tratem de apoiar”.
Torçamos por ele. Avante, JEC!