NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

30 de abr de 2012

MAIS UM ANO NA FILA. MAS A FILA ANDA.

Acabou. Chorare.
Estamos fora do Catarinense, e ninguém duvida que isso se deu, no campeonato, em razão das péssimas primeiras cinco rodadas, e nesse mata-mata, por não termos liquidado a fatura em casa, quando tivemos tudo para fazê-lo, e não fizemos por erros nossos. 
Em Florianópolis, até jogamos bem, mas perdemos - e não merecíamos vencer. 
Deixaram o Fernandes acabar com o jogo. Fez o primeiro gol (pra mim Pedro Paulo deu o bote errado e o Linno deu muito espaço pro Aloísio), e no segundo, recebeu com um trezentos metros quadrados de liberdade - vendo a imagem no FutebolSC dá até vergonha pela falta de marcação - e enfiou a bola pro Aloísio. Caixão pro Billy!
O nosso gol, de pênalti, empatando o jogo aos 25' do 2ºT, até nos deu alguma esperança, bastava fazer mais um gol que poderíamos avançar à final. Mas aos 37' o jogo acabou, com o segundo gol do Figueirense - e é verdade que desde o momento em que empatamos não mais chegamos ao ataque, o time do Estreito não correu risco de tomar o segundo gol. 
A expulsão de Linno, ainda na primeira etapa - esperamos que doravante Maurício seja efetivado na zaga - ao contrário do que pregava a sabedoria de Argel, não nos fez ficar melhores no jogo, não fez mal ao time do Estreito. Lá no Meurer até brincávamos no momento da expulsão: agora vai melhorar!
Fabiano Silva foi recuado pra zaga e, aí, foi um terror - não sendo só sua culpa, mas sim da frouxa marcação que passou a ser feita (ou não ser feita) na meiúca. Ficou olhando o Fernandes no segundo gol, e, no terceiro, levou uma finta de corpo do Aloísio que até agora deve estar com dor nas costas. 


Em resumo, o time do Figueirense foi melhor, tem três homens do meio para a frente que são muito bons, nos tínhamos desfalques importantes (Lima e JH). Qual a razão de Fernandes - o único meia pensante - ter jogado tão livre é para mim um mistério profundo. São três volantes, um meia de ligação, e dois atacantes rápidos. Além disso, os laterais deles sobem bastante. Penamos na marcação, Ivan teve que fazer pelo menos umas três defesas difíceis, Aloísio ainda perdeu um gol no primeiro tempo. 
O campeonato terminou, a fila anda. Podíamos ao menos já ter conquistado uma vaguinha para a Copa do Brasil - que, parece, virá de qualquer jeito, se nos mantivermos na Série B. 


Em tempo (e fugindo um pouco do assunto) , para mim o Bezerra - um amigo meu estudou com ele e diz que o cara é "bvaiano" doente - operou a Chapecoense, que  embora tenha abdicado de jogar no segundo tempo, chamando o adversário pro seu campo, foi efetivamente garfada. Nos minutos que antecederam a virada do avaíbis, o Cleber Santana tinha que ser expulso, não foi; o Bezerra inventou uma falta pro timeco de Carianos, o quase-expulso bateu e deu-se a virada. Em três ou quatro minutos o "filho da vaca" "resolveu" o jogo.


Volto ao JEC: temos agora 20 dias para formatar o elenco e arrumar o time para a Série B - esse será o assunto nos próximos dias sem bola rolando. Precisamos de jogadores. Parece-me que pelo menos mais um zagueiro, um ou dois volantes, dois meias (rápidos, de preferência, porque Ricardinho e Ramon são lentos, e que faça gols). Tenho dúvidas ainda sobre a lateral-esquerda. 
Há jogadores com os contratos vencendo ao final de maio, e portanto alguns jogadores do atual elenco devem ser dispensados. 


E tenho dúvida principalmente sobre nosso técnico, sobre sua capacidade para montar um time. Embora eu acredite que quem vai montar o "novo" time, ou seja, quem vai decidir quais e quantos serão e trazer os reforços será o Nereu - e ponto final - e não o técnico (e é bom que seja assim, pois Natan, a única indicação do Argel é até agora uma nulidade), ainda assim desconfio, e muito, da imaginação, das ideias do Argel, ainda mais para um campeonato longo como é a Série B.
Devemos montar um time que possa ser bom com qualquer treinador, porque se formos jogar a Série B só na base da motivação (principal característica do Argel), vai ser dureza. Ontem, ele até começou com o time certo - é bem verdade que com uma semana de atraso - e não tem culpa de Aldair ter feito partida discretíssima. Mas a minha impressão é que ele não tem uma boa leitura de jogo durante as partidas. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. 
Dos seis primeiros jogos na Segundona, quatro serão em casa (depois virão dois jogos fora em seqüência). E nesses primeiros seis jogos, teremos ABC e Avaí fora, e em casa o principal candidato ao título (Atlético), o atual finalista do Paulistão (Guarani), além de ASA e Ceará. Temos de começar à toda velocidade, para que não tenhamos de fazer correções de rumo - troca de comando, contratações desesperadas, etc. - já no começo do certame. A hora de fazer tudo certo é, portanto, agora. Voltaremos ao assunto.  AVANTE, JEC - AGORA NA SÉRIE B.


PS: A propósito, o Alisson Tovar já poderia mostrar algum serviço nesses vinte dias, não acham? 

27 de abr de 2012

PARABÉNS AO FRANÇA!

Sei que o jogo de domingo é importante; mas outras coisas também as são.
Como diria o próprio: FAZ TEMPO!
Parabéns ao França, que hoje completa 63 anos. Por intermédio desse blog é que conheci o hoje querido amigo Wilson Leonel Pinto de França, e só por isso já vale a pena ter começado a escrever esse espaço sobre o nosso, nosso, nosso Tricolor. 
Como diria o "imorrível" Oscar Niemeyer, a arquitetura - ou o futebol, diria eu -  é importante, mas mais importante são os amigos. Conheço-o há pouco, mas ele me parece um daqueles amigos de sempre. 
Vou concluindo o post tal qual Beth Carvalho termina Andança: "este samba é para Dorival Caymmi, Danilo Souto, e Paulinnho Tapajós". Este post é para Wilson França. Porque se é verdade que já faz algum tempo que estás por aqui, é mais verdade ainda que desejamos permaneças por muito mais. Feliz aniversário! Um abraço.

26 de abr de 2012

É HORA DE TOMAR UMA PROVIDÊNCIA PARA DOMINGO!

Começo com o óbvio: temos de vencer no Scarpelli, o carinhosamente chamado "chiqueiro". 
Temos de vencer, vírgula; nosso time é que tem de vencer, pois se o JEC dependesse só da torcida já teríamos vencido no domingo passado, e nem precisaríamos jogar no domingo futuro, pois a vitória seria também a lógica.


Por isso, para que vençamos, é que temos de tomar UMA PROVIDÊNCIA, digo mais, Argel é que tem de tomá-la.
Primeiro porque todos sabemos que com duas doses de providência na cuca, qualquer um fica mais criativo, mais, digamos, esperto (exceto os amantes da lei-seca nos estádios). É como dizia Humphrey Bogart: "a humanidade está sempre três uísques abaixo" do devido. 
Eu de minha parte, já estou providenciando o apronto para o jogo: vou tomar umas Brahmas, lá no Meurer, às 18h30 do próximo domingo. 


Argel tem de achar o meio-tom, entre um time precavido mas também com alguma novidade, alguma coisa diferente, ousada, porque repito, só a vitória nos interessa.
Fico preocupado se nosso time for escalado exatamente como foi no domingo passado e se a postura do time fora de casa, nos jogos mais difíceis, não for um pouco mudada.
A constante balela de Argel de que jogamos bem (acho que sob a batuta de nosso "maestro" - na opinião dele, é claro - nunca jogamos mal) fora de casa contra os "grandes" de Santa Catarina tem de ser bastante relativizada. Faço um breve resumo: Contra o Criciúma, embora quase tenhamos ganho o jogo ao final (o empate deles veio de pênalti inventado), no primeiro tempo fomos sufocados, corremos tantos riscos que não seria absurdo o Tigre ter enfiado uns 3 ou 4 na primeira etapa. Contra a Chapecoense, levamos 4 gols. Contra o Fig, no 3 a 3, levamos três gols na primeira etapa - e embora ao final também pudéssemos (e devêssemos) ter vencido virando para 4 a 3, com um pênalti que não marcado e um gol perdido. 
O fato é que se fizermos um primeiro tempo horrível (como foi contra CHA, CRI e FIG) novamente, estaremos lascados, agora que se trata de um jogo decisivo.


Então, de fato, contra os principais adversários, fora de casa, são dois empates e duas derrotas, ou seja, não vencemos nenhuma vez, e neste domingo, só há um resultado que nos serve. 
Como já disse várias vezes, minha compreensão tática do futebol é limitada, sou torcedor de arquibancada - aquele da tática "vamo lá, JEC", mas opino que se jogarmos com o setor de meio-campo excessivamente lento, e o "time do estreito" vier com três volantes, e na frente Roni, Aloísio e Júlio Cesar, prevejo Ramon e Ricardinho encalacrados pela marcação na meiúca. Argel tem de achar uma solução. 
João Henrique está fora; Lima só terá condições por milagre; Tiago Real teria de jogar - ou pelo menos entrar no jogo, o que sequer ocorreu no último jogo. Aldair poderia ser uma opção, embora com campo pesado eu tenha minhas dúvidas. PROVIDÊNCIAS, ARGEL, PROVIDÊNCIAS!
O jogo deve ser sob chuva, provavelmente com campo pesado, a bola parada pode decidir. Esse é um fator que pode nos ajudar, se Ricardinho ou Ramon estiverem com o pé na forma. 


Resta a esperança, de que - embora não seja ainda a hora da volta olímpica, e nem nos baste um empate - possamos repetir as façanhas que obtivemos, por exemplo, em 1983 e 1984, quando conquistamos o título dentro do Scarpelli. Em um desses títulos, choveu pra cacete, e como já disse, nesse final de semana devemos novamente enfrentar o Scarpelli nessas condições climáticas. Que a história se repita. AVANTE, JEC!

23 de abr de 2012

JEC 1 X 1 FIG - MÁQUINA TRICOLOR ENGASGA, COM AJUDA DO MAQUINISTA

Ainda fora da Arena, ouvi a escalação do Figueirense sem Aloísio e, desta forma, já soubemos que a equipe adversária jogaria sem seu ataque titular, o que - sem dúvida - nos favorecia. 
Enguiçou, chefia! Que que eu faço?
Houve realmente um pênalti a nosso favor, já no início do jogo, que o apitador - que tirando esse lance, esteve bem - preferiu marcar fora da área (acho que o PP também fez pênalti no fim do jogo, e o assoprador de apito também ignorou). Depois, aos 9', abrimos o placar, em falta cobrada por Ricardinho (que para mim só fez isso no jogo todo), com falha de Wilson. Aos 22', Túlio dá um safanão em Bruno Rangel e é expulso, fazendo o time do estreito jogar com um a menos por 68 minutos. 
Dadas essas circunstâncias, em qual resultado - se você não estivesse no jogo, mas sei que você estava - final para a partida você apostaria? Vitória do JEC, não é?


Pois é, mas com todas as chances a nosso favor, não conseguimos vencer. E a meu ver, por um somatório de fatores, entre eles, a má jornada do Argel - que chegou a dizer que a expulsão do Túlio dificultou nossa vida; que o Figueirense ter um jogador a menos em campo foi ruim pro JEC!
Convenhamos, é dose pra leão! Seguindo essa lógica, deveríamos entrar só com dez jogadores em Floripa, que será melhor pra gente. 

Quando o volante do Figueirense foi expulso, Branco foi simples: recuou o Fernandes para a meia, e manteve a consistência tática da equipe, que passou a se comportar como um time que estava satisfeito com a derrota por um a zero
Fomos para o intervalo, e na minha cabeça, o nosso time voltaria pelo menos com um jogador rápido - ou Aldair ou Tiago Real (ou os dois), pra botar correria contra um time com um a menos, e matar no cansaço. Não o fez! 
E aos 4', gol deles, numa jogada pelo lado esquerdo, onde deveria estar Badé. Jogo empatado. 
E agora, José? Ou melhor, e agora, Argel?
Já deveria ter mudado o time enquanto vencíamos, pra continuar com a vantagem, e agora era obrigado a mudar para buscar um resultado contra um time na retranca. Perceberam a diferença?
  
Bruno Rangel vinha mal (até teve umas duas chances) - até porque sem o Lima, o Rangel fica com menos espaço para jogar - mas acredito que Argel preferiu mantê-lo para ter um homem de área, o que para mim se revelou um erro de estratégia, ou melhor, um erro tático. 
Com um jogador a mais, ficar jogando bolas na área, a esmo, só serviria pra consagrar (como aconteceu) o Wilson e os zagueiros do time do brócolis. Tanto é assim que a chance que o Rangel teve foi em um cruzamento por baixo do Aldair, vindo da linha de fundo. 
O primeiro erro, então, foi não mudar no intervalo; o segundo, as substituições que, já tarde, foram feitas. 
Tirou Badé - deslocando Glaydson para fechar o lado esquerdo - e colocou Aldair. Errado! O alemón tinha de entrar mesmo, mas acho que já no lugar do Rangel, centralizando o Alex. Com essa substituição, Argel deixou o Glaydson fora de lugar, privilegiou o chuveirinho, o deus-nos-acuda. Dizem que o Badé sentiu "desconforto", então por que não o Tiago Real pela direita e o Eduardo pela esquerda?
Poderia ter sido a tarde dele, do real.
Daí, tira o Alex pra botar o Cristiano, que dês que chegou no JEC só fez chutar uma bola pro gol - e nem fez o gol, se não me engano, contra o Metrô (ou Ibirama). Não me recordo de ele ter produzido alguma coisa ontem. Por que não o Real?
Por fim, no apagar das luzes, botou o "Balarotti", que tudo bem, é guri, é nosso, dizem que chuta bem, etc..., mas querer que ele resolvesse o jogo em dois minutos é ter muita fé, pouca razão. 
É verdade que Ramon jogou bem, mas ou ele ou Ricardinho (este, na minha ideia) deveriam ter dado lugar ao Tiago Real


Tudo dito e posto, empatamos um jogo em que tudo esteve a nosso favor, e isto pode ser decisivo - contra nós. "As chances estão contra nós, mas nós estamos por aí, a fim de sobreviver". 
Ficou bem mais difícil, mas... AVANTE, JEC!

19 de abr de 2012

O JOGO CONTRA O TIME DO ESTREITO E O DIVERSIONISMO!

Centrau de inteligênça do figeira tá demaix!
Diversionismo, todos sabemos nesse blog que só mestres e doutores lêem (esse acento caiu, não é?), afora o anarfabeto que escreve, é falar uma abobrinha qualquer para desviar o foco do assunto realmente importante. E não é que estamos diante de uma nova lenga-lenga vinda lá da ilha?
Outro dia foi o Carlinhos Santos, agora o Lima. Não bastasse a informação de que o "FIG quer o Lima, PARA O ANO QUE VEM", o time do Estreito também "quer" o William Batoré (ex-ídolo do Avaíbis). Mais um ou dois dias, basta a Chapecoense não perder para o Avaíbis no palco do show do Paul McCartney (sim, parece que eles vão jogar em cima do palco) vão querer também o Eliomar e o Souza. Cambada de filhos da puta. 


E o Lima, que defendo sempre, e veementemente, também não precisava entrar nessa - e não é a primeira vez que ele alardeia interesse de algum outro clube. Fica parecendo que já tá querendo cavar uma extensão de contrato ou um aumentinho pra esse ano ainda.


Eu tive que fazer uma coisa de que tenho asco, procurar notícias sobre o maior rival do Flamenguinho de Capoeiras, e só se vê notícia fabricada, e só notícia ruim. Tô até com pena do nosso adversário. Agora tá todo mundo machucado, o Branco tá cheio de problemas, enfim, só falta dizer que o Figueira tá em crise. Será que pensam que só tem burro no mundo, e espertos só eles?
O time do estreito conseguiu limpar todos seus cartões nas últimas duas rodadas, poupou meio time em cada jogo, e agora tá tudo ruim? Os dois atacantes fora, os dois laterais fora? Ah, parem com isso! Posso até ser meio burro, mas por favor, não me digam isso na minha cara. 
Tá todo mundo dodói. Conta outra!
Agora, se realmente eles vierem sem os atacantes titulares (Júlio Cesar realmente não deve jogar), nossas chances aumentam, e muito. Mas aposto que domingo vai estar todo mundo em campo, tendo "se recuperado - milagrosamente - no vestiário".


Mas vamos falar do que interessa: o JEC!
E nós vamos de Badé, na esquerda. A medida é acertada. O Gilton não pode reclamar nada por sair do time. O Argel foi até teimoso, deixando-o jogar mais do que ele merecia por acreditar que ele recuperaria o futebol de Série C. Não recuperou, e seria pouco inteligente deixá-lo no time. Badé, não vá nos desapontar!
A zaga: é verdade que Maurício e Linno fizeram boa partida, mas convenhamos, foi contra o Brusque, que vinha numa draga incrível. Pra mim, o melhor zagueiro do JEC tem sido, desde o ano passado, o Pedro Paulo, e deixá-lo fora do time é um pouco estranho, ainda mais porque a sua expulsão foi injusta. Espero que o Argel saiba o que está fazendo.


ALISSON TOVAR: Chegou, finalmente, um profissional para o marketing do JEC. Ao que consta, ele tem experiência com o programa sócio-torcedor (trabalhou com isso no Atlético-PR). E quer dar ênfase no relacionamento clube-associado. Vou esperar um pouco para analisar, depois desses jogos decisivos, mas já falamos aqui de muitas coisas simples que podem ser feitas, e é isso que cobraremos primeiro: o simples. Só isso já fará o Clube dar um salto de qualidade. 


CERVEJA: parece que a galera vai se reunir, por volta das 13h30, 14h, em frente ao Chawarma - na calçada do outro lado da rua. Até será prudente manter essa distância do estádio porque como o jogo é com o time do Estreito, deve haver bastante policiamento perto da Arena. Quem quiser comparecer, vai ter Chopp e Dança, a famosa chopeidança. Tá a fim de bater um papo, é só chegar. Se cada um levar uma cervejinha, ainda melhor. AVANTE, JEC!

16 de abr de 2012

JEC VENCE COM ALGUMA DIFICULDADE E VAI ÀS SEMIS.

Eu já ganhei minha taça ontem. O JEC ainda só era tetra!
O jogo foi fraco. Quando abrimos o placar aos 6', com gol de Ramon (que injustamente não gostou de ser substituído, pois ao subir a placa com seu número, botou o indicador no peito, como que perguntando: eu?), parecia que tudo seria facílimo. Amarga ilusão a da torcida. 
O Joinville não jogou bem, mas mesmo assim teve algumas chances de ampliar o placar, com Alex fazendo boa partida mas perdendo gols, além de o bom goleiro João Ricardo (sempre achei que esse seria um bom reserva para o JEC contratar) ter evitado que o placar fosse aumentado no primeiro tempo.
Na segunda etapa, ficamos no rame-rame, sem oferecer muito perigo, e sofrendo sustos ocasionais. Estávamos por uma bola. Uma cagada do Brusque e as coisas poderiam ter se complicado. 
Mas, quis o destino - ou melhor, quis Argel ver o óbvio - que tudo se tranquilizasse com as entradas de Badé e Aldair
Gilton ficou cabreiro ao sair - diga-se, sem razão alguma, pois vem jogando mal há algum tempo - e Badé entrou e pelo menos colocou vontade no jogo, até pediu a vibração da torcida. 
Aldair é um jogador que após a confusão sobre a renovação do contrato foi posto de escanteio, e de forma míope, pois qualquer um pode ver que o JEC só tem um jogador no banco para realmente jogar pelas pontas, para abrir o jogo. Já falei aqui que Alex e Cristiano são jogadores que chegam ao ataque pelo meio do campo, e não pelos lados. 
Pois os dois reservas é que tramaram a jogada que matou o jogo e classificou o JEC às semifinais. 
A estreia de Maurício, na zaga, foi segura. É bem verdade que o Brusque não causou grandes riscos, mas o zagueirão esteve bem. Eu já o colocaria de titular - pois o será na Série B - mas acredito que Argel escalará Linno e PP no próximo jogo. 
Em resumo, vitória segura em jogo fraco, em que "jogamos para o gasto", segundo Argel.

AS SEMIFINAIS:
Não é Missão Impossível!
Não sei o que vai acontecer nas semifinais, mas eu digo, a minha taça eu já ganhei ontem. Esse caneco lá em cima, do "1º Baile do Chopp Tricolor", realizado em 5 de junho de 1982, me foi presenteado ontem, pelo Duda, quando estávamos ali no Chawarma bebendo uma gelada no pós-jogo. Fiquei muito feliz com o presente, e me vale como um troféu. O "COPO" DO MUNDO É MEU! Espero tomar uma cervejinha no meu caneco quando ganharmos o título.

Voltando ao campeonato, vou dizer o óbvio: o Figueirense é o favorito - e principalmente por ter a vantagem dos resultados iguais (dois empates, ou vitória e derrota pelo mesmo placar). Os números mostram que o melhor time do Estreito fez a melhor campanha do campeonato e tal-e-coisa, coisa-e-tal, mas, há um detalhezinho...
Não podemos deixar de incluir nas contas das campanhas de JEC e Figueira, nossas medonhas 5 primeiras rodadas, sob o comando do GONZAGÃO. Tínhamos uma tabela facílima, e conseguimos fazer 2 pontos em 15 possíveis, com um aproveitamento de 13% contra CAMB, MAR, FIG, ATL-IB e MET, e quatro desses times que não chegaram a lugar algum.
A partir daí, em 13 rodadas fizemos 29 pontos, com um percentual de 74,35%. Se o mesmo percentual tivesse sido obtido naquelas primeiras rodadas, teríamos feito, em vez de 2 pontos, 11 pontos. E teríamos chegado aos mesmos 40 pontos que o FIG obteve ao longo do campeonato. 
Então, não vamos jogar contra um verdadeiro esquadrão, contra um timaço, mas contra um time que está rigorosamente no mesmo nível do nossoNão há comparações com o time deles que nos venceu em 2006, por exemplo, que tinha Rodrigo Souto, Henrique, Cícero, Soares, Schwenk, Marquinhos Paraná, tudo jogador de primeiro nível até para a Série A. Esse time de hoje, embora forte, é perfeitamente vencível.
Como eu falei, o que mais nos complica é a vantagem deles jogarem pelos resultados iguais. Eles não nos venceram até agora no campeonato, é bem verdade; mas nós também não os vencemos. É hora de ganhar deles. AVANTE, JEC!

Ficha técnica: JEC 2 x 0 Brusque, Arena, 15.04.2012, Público 10474
JEC: Ivan; Eduardo, Maurício, Linno e Gilton (Badé); Fabiano Silva, Ricardinho, Tiago Real e Ramon (João Henrique); Bruno Rangel (Aldair) e Alex. T: Argel
Brusque: João Ricardo; Cleyton, Heverton (Tayron) e Pereira; Marcelo Guerreiro, Luiz Henrique (William), Talheti, Evandro e Rafinha; Cleberson e Cris (Thiago Maestri). T: Joceli dos Santos.
Gols: Ramon, aos 6/1º tempo; Aldair, aos 37/2º tempo (Joinville).



14 de abr de 2012

SÓ O IMPONDERÁVEL NOS ASSUSTA. SE FOR SÓ NA BOLA, CLASSIFICAREMOS

Terça ou quarta-feira ouvia o programa das 18h na Rádio Clube, e Joceli dos Santos, o técnico do Brusque, era o convidado ao vivo. Perguntaram-lhe se o Brusque não merecia melhor sorte no jogo contra o Figueirense. Sua resposta foi exata, no ponto: como seria possível um resultado diferente do que o que houve, com a arbitragem desse nível, com um pênalti escandaloso marcado na faixa pelo assoprador de apito. E um empate lá - que seria o resultado sem a interferência do man in black - lembremos, teria deixado o JEC na liderança do returno. Mas, prossigamos.
Joceli sempre me pareceu um cara sério, já nos impôs tristezas na Arena treinando o Brusque (na bola, diga-se, sem sacanagem) e esse desabafo - ele em momento algum culpou a arbitragem pelo rebaixamento do Brusque, e disse que houve erros demais no clube nesse 2012 - mostra que as coisas aqui em Santa Catarina sempre têm um peso diferente quando em um dos lados da disputa esteja a Capital. Parece que esse "pedacinho de terra, cercado de mar" tem mais peso físico e político que todo um estado continental e as coisas sempre pendem praquele lado. 
Coincidência - ou não - no mesmo horário, na Ressacada, o Rodrigo Dalonso, cantado em prosa e verso como um dos melhores apitadores do Estado, assinalava outro pênalti vergonhoso, mais uma vez a favor de um time da Capital - logo contra um do interior - e, de quebra, tirava nosso melhor zagueiro (PP) do jogo decisivo. Yo no creo en las brujas, pero...


Bráulio da Silva Machado apitará na Arena - sei lá o que esperar. Clodoaldo Juviaski, natural de Mafra mas vinculado à Liga Joinvilense de Futebol apitará FIG x Camboriú, e uma arbitragem que não agrade ao time do Estreito certamente poria em risco sua carreira - já sai de casa pressionado. Célio Amorim (ai ai ai) apitará Metrô x Avaí. No último jogo em que ele esteve por aqui fez muita força (não recordo exatamente se contra o MET ou ATL) para  não deixar o JEC vencer, e não há dúvida de que hoje o Avaí tem mais apelo do que o Metrô. 
Parece certo de que seria melhor para a TV, para a Federação, para o outro time da capital, para todo mundo, exceto para os interessados do interior, a classificação do time de azul-e-branco. Antes o Avaí do que o Metrô, mas se não der pra vencer o time de Blumenau, quem sabe não seja possível operar o tricolor lá de Joinville, devem pensar.


Então, precaução. Sem teoria da conspiração, mas sem deixar tudo ao deus-dará. Uma não-vitória do JEC interessa, e diretamente, ao Avaí, e com um empate em Blumenau, classificariam-se Metrô e o time da Costeira. Basta o Bráulio operar o JEC para que o time da Capital nem precise vencer.


Portanto, rapaziada, o negócio é jogar pra cima do Brusque, sufocar - respeitando até pelo que o Joceli e seus blue caps já fizeram por aqui - e vencer bem, com alguma folga, pra não correr o risco de uma bola vadia no fim do jogo ou de um "apito inimigo", com um pênalti mágico aos 45', para que assim não precisemos nos preocupar com o que possa acontecer nas outras canchas. Vencer! TODOS À ARENA! AVANTE, JEC!

12 de abr de 2012

DE BARRIGA DE MUIÉ, CABEÇA DE TÉCNICO E BUNDA DE NENÉM...

Tá sentido a pressão, Argel?
... NINGUÉM SABE O QUE VEM! Espero que ele acerte nas suas opções!


Ainda mais porque, desde a sua estreia, me parece que para o importantíssimo jogo de domingo, contra o já rebaixado Brusque, será essa a oportunidade em que o Argel terá mais desfalques, e importantes. 
Eu já falei - e desculpem-me se os canso com a repetição: pra mim, quando o Argel tem de improvisar, ele se complica!


Bom, pra começar, vai faltar o Lima. Essa parece a solução mais fácil, pois jogará o Alex. É a troca mais fácil apenas em tese, porque perder o principal artilheiro do time num jogo em que precisamos vencer, é sempre uma dificuldade a ser considerada. 


Depois, jogaremos sem PP, sem Glaydson, e provavelmente sem o Tiago Real (esse já treinou ontem, deve jogar). Como montar o quebra-cabeças? E o Gilton, mesmo com as repetidas más atuações, continua?


Parece que na zaga Argel promoverá a estreia de Maurício (ou seja, o Ênio é mais um relegado à condição de oitavo reserva, como tantos outros no elenco). Linno e Maurício, portanto, e que deus nos proteja - ou que o Fabiano Silva nos proteja.
Fabiano Silva, que diga-se, vai aliviar um pouco a dor de cabeça do professor, porque teremos o primeiro volante titular. Ai resta achar alguém para jogar no lugar do Glaydson, pela esquerda, como segundo volante. Pode ser o Real, pode ser o Ricardinho, pode ser o Mateus (difícil, hein!), pode ser Carlos Alberto - que não fez má partida em Floripa. 
E na armação, JH e Ramon? JH e Tiago Real? Real e Ramon? Ricardinho e Ramon? Pelamordedeus e espíritosanto? Corremos o risco de Argel inventar um Cristiano por ali (esse parece que não , teve um mal súbito no treino de ontem)?


O Brusque já foi pro buraco, mas não os impede de querer dar o famoso "abraço do afogado" no JEC. Todo cuidado é pouco para esse jogo. Na verdade, eu diria que toda a ofensividade, toda a gana, toda a vontade de jogar para a frente, para vencer, é pouca nesse jogo. É só não deixar o Brusque querer fazer um brilhareco, eles estão mortos, é só não ressuscitá-los.


Um time com três ou quatro desfalques em jogo importante, decisivo; um técnico com imaginação razoável - não mais do que isso; a pressão pelo resultado. Como dizia (e ainda diz) o Silvio Luiz: "se segura na cadeira, vovó!" AVANTE, JEC!

8 de abr de 2012

DEPOIS DO VENDAVAL, A GRIPE! - MAS JÁ ESTAMOS CONVALESCENDO.

PRIMEIRO TEMPO:
Antes do jogo, choveu até pedra. Campo pesadíssimo, com certeza; vento; enfim, jogo de risco. 
Começamos o jogo com a meiúca meio atrapalhada, errando passes, e um desses erros, do João Henrique, deu a primeira grande chance pro time da Capital (au, au, au, pau no cu dela - só para constar). Em dez minutos já tínhamos passado por três ou quatro jogadas de perigo. Só chegamos pela primeira vez, sem grande efetividade, aos 10'.
Aos 15', Tiago Real se contundiu, e, numa primeira impressão, achei que esse azar de nosso polivalente poderia ser a solução para a marcação frouxa, que deixava o Avaí mandar no jogo até então. Mas, nos primeiros minutos de "gato" em campo, nada mudou. Só o timeco da Costeira jogando. E também nunca estivemos bem na partida, tivemos lampejos.
Em 30', Argel foi obrigado a segunda substituição, novamente  em razão de contusão: como dito, Real primeiro, e agora o Lima, após quase fazer um gol de cabeça, que explodiu contra a trave depois de grande defesa de Diego. 
Ricardinho cabaço tomou cartão ao perder na corrida pro Cleber Santana, fazendo falta no bico da grande área, e Ivan foi obrigado à difícil defesa, aos 32'. 
Nos últimos quinze minutos do primeiro tempo finalmente entramos no jogo, e demos uma equilibrada na peleja. Não jogamos merda nenhuma, mas também não deixamos mais a smurfete jogar, exceto por um chute de longa distância. O Avaí começou a nos dar a chance dos contra-ataques. Poderia melhorar ainda mais na segunda etapa. Começamos mal, terminamos de igual pra igual a primeira etapa.  Dá pra ganhar no contragolpe!

SEGUNDO TEMPO: Início morno. Aos 5', perdemos um gol feito. Alex chutou e Diego fez milagre. Aí, a merda: gol de lateral. É sério, embora pareça brincadeira: o cara bate lateral, o Cleber Santana recebe nas costas do Linno, e chuta sem ângulo, por baixo das pernas do Ivan. Gol de lateral é foda, uma puta falta de atenção, pois dá pra armar toda a defesa antes da cobrança, logo é imperdoável. 
Aí parei de prestar atenção no jogo para comentar por aqui, apenas para torcer, nervoso. O Avaí perdeu gols (e um tão feito que não dá para acreditar), o JEC perdeu gols também; mas o JEC virou time peladeiro - e essa desorganizada que dá por vezes em nosso time é que me dá cagaço - abrindo a zaga por completo, e correndo riscos medonhos. E acabamos perdendo. 
Mas a verdade é que mais do que em nosso jogo, eu prestava atenção às partidas de Criciúma (vs MET) e Brusque (vs FIG) e Chapecoense (x ATL-IB). Esse assunto virá abaixo.

A GRIPE OU A BONANÇA?
Quando eu morava em Florianópolis - sim, confesso: já estive do lado negro da força - eu vi uma manezinha dizer que depois da tempestade, o que vem é a gripe. Achei que ela estava certíssima. E esse seria nosso destino, não fossem os resultados de hoje e os cruzamentos da próxima rodada. 
Primeira coisa - que na verdade eu estaria escusado de dizer: VENCER O BRUSQUE - O QUE É OBRIGAÇÃO!  E basta para a classificação.
Depois, é de se dizer que, por um milagre, Chapecoense perdeu em casa pros alemón e o Criciúma perdeu em casa pro Metrô (esse é um resultado que não importa tanto assim). Desta forma, a classificação pelo critério técnico (ganhar o returno para mim já é utopia, pois o Figueirense vencerá o Camboriú em casa) é possível, e digo mais, provável (mas repito, mister vencer o Brusque).

Tudo considerado, tivemos uma derrota ruim não só pelo resultado, mas também pelos desfalques para o próximo jogo (Lima, Gleydson, Pedro Paulo e talvez Tiago Real), mas que se torna menos amarga porque os confrontos da última rodada nos são favoráveis.

Enfrentam-se MET x AVA e CHA x CRI.
A classificação atual está assim: FIG - 37, CHA - 30, AVA - 29, MET - 29 e JEC - 28. 
Basta vencer o Brusque, cacete!
Com base nesses números e no cruzamento do próximo final de semana, é de se ver que se chegarmos a 31, MET ou AVA - mas nunca os dois (e o empate seria ótimo) - e CHA, se vencer (mas vou torcer pelo Criciúma), podem fazer mais que 31 pontos. Se tudo der certo - vamos crer nisso, porque somos antes de tudo, crentes no Tricolor - ainda podemos chegar com o melhor índice técnico. Ainda que todos os resultados nos sejam desfavoráveis, com nossa vitória, nos classificaremos, apenas como o pior dos quatro, e enfrentaremos o Figueirense já na semifinal.

Essa semana sai o faz-me-rir. Então, domingo que vem, todo mundo tá com os cobres no bolso (os não-sócios, por óbvio), e tem obrigação de guardar 30 merréis para ir ao Estádio Municipal no domingo, ver (e ajudar) o JEC a se classificar. E quem quiser levar uma arruda, um comigo-ninguém-pode, uma macumbinha básica pra secar, ao mesmo tempo AVA, MET e CHA, está incentivado por este que vos escreve.
O post tá meio confuso, misturando tudo, mas o time também esteve assim. Pra quem se resfriou, SAÚDE! AVANTE, JEC!
Ficha Técnica: Avaí 1 x 0 Joinville – Ressacada, 08.04.2012.
JEC: Ivan; Eduardo, Pedro Paulo, Linno e Gilton; Glaydson, Ricardinho, Tiago Real (Carlos Alberto) e João Henrique (Ramon); Bruno Rangel e Lima (Alex). T. Argel.
Avaí: Diego; Arlan, Renato Santos (Cássio), Leandro Silva e Aelson; Bruno, Pirão, Diego Palhinha (Diogo Orlando) e Cléber Santana; Felipe Alves e Nunes (Maurício). T: Hemerson Maria.

5 de abr de 2012

PRA VENCER O RETURNO, SÓ GANHANDO EM FLORIPA

Pelo menos não é o Dadá no apito!
Não acredito que o empate contra o Avaíbis seja suficiente para que possamos ganhar o returno. Precisamos vencer na Ressacada. Olhando a tabela de jogos e a classificação do returno, temos o seguinte:


Bem, nós, na LIDERANÇA, hoje temos 16, e pegamos Avaí (F) e Brusque (C);
O Criciúma, segundo colocado, tem 15, e pega os encardidos Metrô (C) e Chapecoense (F);
O Figueirense tem 14, e pega os fracos, como dito, Brusque (F) e Camboriú (C);
A Chapecoense tem 12, e tem dois jogos relativamente difíceis em casa (Atlético e Criciúma).


O Avaí tem onze pontos, e eles podem ir à merda, não têm chance alguma de vencer o returno.  Terão de brigar pela vaga pelo índice técnico.
Considero que Chapecoense também não tem chances, pois mesmo que vença as duas só chega a 18 (e tira o Criciúma do páreo), e ninguém em sã consciência acredita que o JEC não chegue, no mínimo, a 19, ao vencer o Brusque. Mas o time do Oeste está muito forte na briga, pelo índice técnico (hoje vice-líder geral). Uma vitória nos dois jogos em casa já os garante. Vai classificar.


Sobram, de fato na disputa do RETURNO apenas três times: JEC, Criciúma e Figueira. Como já disse, considero improvável que o Figueira não chegue a 20 pontos, pois tem duas babas pela frente. O Criciúma, acredito eu, não vencerá em Chapecó, o que também nos faz acreditar que eles possam chegar no máximo a 19 pontos, e na hipótese de perdermos em Floripa, decidir tudo no saldo de gols. 


Em breve resumo: acredito que somente vencendo na Ressacada, e por óbvio, completando o serviço aqui na Arena, contra os zumbis (verdadeiros mortos-vivos) do Brusque, é que venceremos o segundo turno do campeonato. Mas, se empatarmos por lá, praticamente nos garantimos pela campanha e, quase certamente, eliminaremos o melhor time da Costeira do Pirajubaé. Como se ninguém soubesse, direi então o óbvio: é decisão de campeonato, mais uma vez.
Precisamos ganhar por lá. Vamos ganhar, então! E como domingo de Páscoa é dia de Coelho, estamos na época apropriada para vencer o jogo. AVANTE, JEC!

2 de abr de 2012

JEC VENCE FREGUÊS HABITUAL. UM TIME COM PHOTOSHOP.

Primeiro tempo mal-ajambrado!
Não há como e nem o que reclamar do jogo de ontem. Um primeiro tempo sem emoção, num jogo muito truncado, amarrado, com poucas chances de gol para ambos os lados, com o JEC um pouco melhor, tendo Andrey feito umas duas boas defesas que impediram a vantagem jequeana ainda na primeira etapa. Não foi um primeiro tempo bom de se assistir, e os mais de dez mil tricolores na Arena poderiam ficar preocupados se o futebol continuasse da mesma qualidade na segunda etapa. Nosso meio-campo, com Ricardinho e Ramon, fica muito cadenciado, falta um jogador mais veloz - e por isso não entendo porque João Henrique é banco (e ele participou dos segundo e terceiro gols). Tem de ser titular, e efetivamente entrou no intervalo no lugar de Ramon
O retrato do time até então  não era lá essas coisas, era preciso um photoshop, para deixar as coisas mais ajeitadas. 


Já na volta do intervalo, Ricardinho (sem marcação alguma na ala-direita) acertou belo cruzamento para Bruno Rangel abrir o placar. Tudo ficou mais fácil. Mesmo após a expulsão de Fabiano Silva e Douglas, num entrevero no dentro da área, Argel manteve a estrutura do time, que não perdeu a organização, e o nosso gol de pênalti, que ocasionou a expulsão de mais um jogador do Criciúma decretou a vitória. Daí para diante, foi só administrar, fazer as substituições de praxe - saíram Rangel e Ricardinho para as entradas de Alex e Carlos Alberto
Photoshop deu um jeito para a segunda etapa.

Jonathan, o goleiro estreante foi muito bem, fez o simples, socando as bolas que vinham em sua direção, em vez de tentar segurá-las, assim evitando riscos;  no lance mais perigoso do Criciúma, fez bela defesa espalmando uma bola que ainda bateu na trave antes de ir a escanteio. 

Lima é um capítulo à parte. Três ou quatro jogos sem marcar, parecendo displicente, já começava a ouvir na arquibancada um ou outro pregando que Lima deveria ir para o banco (heresia!) e repetindo o Coalhada, bradavam: "O Lima isso, o Lima aquilo". Como disse anteriormente, no primeiro tempo teve duas chances, e só não fez os gols porque Andrey fez ótimas defesas. No segundo tempo, Lima ali, na dele, parecendo desligado, se fazendo de morto pra pegar o coveiro. Daí dá uma arrancada, ganha na corrida da zaga e sofre o pênalti, por ele mesmo convertido. E aos 48', recebendo passe de João Henrique, vai em direção ao gol, dribla o goleiro e rola para o fundo da rede, terminando - literalmente - o jogo. Pronto, já tá de novo na ponta dos cascos, volta a ser o centroavante em que todos confiamos. Não fez gol contra Metrô, Ibirama, mas meteu dois no "clássico do interior". Não era isso o que pediam dele?


Enfim, o time "photoshopado" na segunda etapa, construiu uma vitória segura, correndo pouquíssimos riscos defensivos. Esperamos que o time repita essa boa atuação - a do segundo tempo - no próximo domingo, lá no mangue! AVANTE, JEC!