NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

28 de dez de 2011

FILOSOFIA E FUTEBOL: PRIMEIRO TRATADO DA BOLA SEGUNDO SÃO BARÇA. E ATÉ O ANO QUE VEM!

É hora de encerrar o ano: o JEC tá parado, vamos de outro assunto.
Fonte: seriec.com.br. E "tamo" de parabéns mesmo!
Antes de entrar na discussão filosófica, um abraço a todos os amigos que acessaram o blog neste 2011, que para nós tricolores sempre será de ótimas recordações.
Um título nacional, o acesso à Série B, o início da ampliação do CT, um time confiável, um clube em franca reestruturação. Acho que não poderíamos pedir mais nesse 2011. Mas em 2012 nos é permitido querer mais.
Queremos (pelo menos eu desejo) a conclusão do CT, o Título Catarinense (ou no mínimo a vaga para a Copa do Brasil 2013), e uma boa campanha na Série B. Pra mim, se conquistarmos isso, já estará bom - e  convenhamos, não é pouco.
Portanto, JEC, muito obrigado pelo ano que tivemos, mas ano que vem estamos aí para torcer, incentivar, reclamar, apontar erros, mas acima de tudo, sermos cada vez mais tricolores.
Os apenas leitores, os comentaristas; os elogios, as críticas; enfim, a todos que por aqui estiveram (e foram perto de 95 mil acessos durante o ano) e que ajudaram a melhorar este espaço, novamente, um grande abraço. Valeu. Ano que vem, na Série B, deve ficar ainda mais legal. Passo ao assunto que pretendo tratar, sem pretensões de achar uma resposta.


O FUTEBOL E A FILOSOFIA:
No domingo passado, pela manhã, assisti à derrota do Santos para o Barcelona, por 4 a 0. Nunca vi o futebol brasileiro tomar uma lavada tão grande, em qualquer tempo. É claro que já vimos jogos vergonhosos (Flamengo 0 x 3 América do México, no Maracanã, por exemplo), mas nunca um jogo em que além da derrota fragorosa, se presenciasse uma dominação tão flagrante de um time brasileiro por um time estrangeiro. Foi constrangedor, ainda a se considerar que nos dois últimos anos o Santos tem sido o melhor time do Brasil (ergueu a Copa do Brasil, o Paulistão, a Libertadores, sempre jogando bem e vencendo).


A minha dúvida é: o que leva a uma derrota tão marcante? Reconheço que para haver um time como o do Barcelona é preciso uma conjunção de fatores que, reconheça-se, não ocorre a todo dia, e nem por acaso, mas não é só mérito deles, senão também nossa culpa, nossa máxima culpa.
Uma tese que tenho - e me desculpem, não lembro se já a expus aqui - é que para ser um jogador fora de série, é necessário um somatório de qualidades impressionante. O jogador tem de ser craque (habilidade e técnica), mas tem de ter um fôlego privilegiado (vigor atlético e físico), e mais do que tudo, inteligente (visão tática, estratégica, espacial). Um time ser espetacular, a conjunção astral é ainda mais rara.
Dou exemplos de jogadores. Robinho é habilidoso, tem técnica, mas uma força e velocidade apenas razoáveis, e uma visão estratégica estreita (suas opções de carreira, por exemplo, mostram que não soube pensar o todo, e poderia ter sido muito mais do que foi).
Ramires, habilidade e técnica poucas, fôlego impressionante, visão estratégica boa: sabe de seus pontos fortes e fracos, e investe nas suas qualidades.
Cito ainda o nosso ex-lateral Super Zé (os exemplos seriam muitos, mas paro por aqui). Corria bem, habilidade pouca, inteligência quase nada. De uma semifinal de Copa do Mundo a fazer 300 votos pra vereador em Joinville foi um passo (para o abismo).


Então, pro nego ser um Messi, não basta jogar pra cacete (como joga), mas ainda ter uma velocidade e força descomunal para ser uma "la pulga" invencível - vejam como dificilmente cai ou se joga, e uma inteligência para jogar bola descomunal. Começou como um dez clássico, e hoje é um misto de meia, "ponta-de-lança" - o antigo 10, tipo Zico, Pelé, Maradona;  centroavante, sabe jogar pelos lados, dá milhares de passes para gols, e faz muitos gols.
Agora, imaginem um time conseguir juntar vários jogadores com essas qualidades, quase todos com esses atributos (técnica, físico, estratégia) em níveis bastante elevados. Messi, Xavi, Iniesta, Piqué, Puyol, Daniel Alves, Fábregas, Villa (num primeiro nível), Busquets, Valdés, Abidal, Pedro, Thiago, entre outros, e além disso, ter (o Clube) uma ideia consistente de um modo de jogar futebol pregada a todos estes e por longo tempo.
Convenhamos, não é nada fácil para um dos times mais ricos do mundo, imaginem para nós, pobres mortais de Joinville. O fato é que precisamos (não só o JEC, mas o futebol brasileiro), pensar o que queremos, o que entendemos sobre esse jogo de 22 homens correndo atrás de uma bola - na verdade, se for o Barça, serão 11 homens com a bola e 11 homens correndo atrás dela.
Queremos um futebol defensivo, de volantes que só correm mas não acertam um passe de 5 metros, um jogo só de contra-ataques, em que o passe (correto) é momento raro (o Barcelona troca entre 700 e 800 passes, em média, durante o jogo; os times do brasileirão não chegam a 300), e chutões para a frente e bolas paradas são a única emoção que esperamos de um jogo de futebol?


Barcelona construiu uma divisão de base incrível (ainda que tenha deixado jogadores da base saírem para buscá-los, quatro ou cinco anos depois, a um custo muito alto. Exemplos: Piqué e Fábregas. Nem tudo é perfeito).
Ponte Preta, outro dia, anunciou que vai extinguir a sua divisão sub-21, porque ou o jogador está pronto aos 20 para ser profissional, ou, segundo "A Macaca", nunca vai virar borboleta.
Márcio Vogelsanger já cogitou de extinguir o sub-17 no JEC, por motivo diverso. Explicou: um jogador menor de idade não pode ter contrato, e nosso mandatário disse que apostar nesses jogadores sobre os quais o Joinville dificilmente terá algum direito (ainda mais se mostrarem algum talento) pode parecer um grande desperdício de dinheiro).
E o que se ensina nas divisões de base senão a reprodução desse modo meio tosco de se jogar bola?


Tudo posto, sou como o filósofo: só sei que nada sei. Tanto falei que acabei por misturar estações, falando da falta de um projeto, de uma visão a longo prazo, de um "o que fazer", de uma desorientação das divisões de base, de um futebol a que por comodismo aceitamos (os chutões, as milhares de faltas, o passe como objeto de luxo), que fica difícil concluir alguma coisa, exceto que alguma coisa está muito errada. Esse baile de um time espanhol sobre o time de Pelé, e hoje de Neymar, me assustou. Só sei disso.
Não quero que o JEC seja o Barcelona (na verdade, adoraria), e não almejo um patamar tão alto, mas se pensarmos alguma coisa, planejarmos alguma coisa, podemos, nesse deserto de idéias que é o futebol brasileiro, apresentar algo diferente e, para nossa felicidade, nos sobressair no planejamento e, via de conseqüência, nos resultados do futebol.



Pra 2011 já deu. Volto no dia 02 de janeiro de 2012, com a reapresentação do elenco. Feliz ano novo a todos. Em 2012: AVANTE, JEC! - e que o mundo não se acabe - os Maias que se fodam!, que eu ainda quero ver o Tricolor na Série A.

20 de dez de 2011

IT'S ALIVE. ESTÁDIO FRANKENSTEIN

Pelo que vejo, por mais que eu me regozije com a possível (mas ainda duvidosa) conclusão da Arena - principalmente pela possibilidade de maior arrecadação para o nosso JEC -  tenho uma impressão fortíssima de que veremos uma obra pronta que será (mais) um verdadeiro remendo. 
Na inauguração, nossos políticos (atuais e passados) deveriam se reunir e ao entregar a obra, em vez de dizer, está "inaugurada" a Arena concluída, deveriam berrar tal como Dr. Frankenstein ao ver sua criatura vir à luz: It's alive, It's alive (assistam ao filme original de James Whale, filmado em 1931, com Boris Karloff), pois teremos um Estádio bem diferente do que planejado em sua "concepção", e todos sairão correndo de medo. Ninguém, em sã consciência, dá à luz um Frankenstein. Todo mundo quer seu filho bonitinho, perfeitinho. Quer dizer, pelo que vejo, QUASE todo mundo.


Isto dado, vou me meter num assunto que não conheço - arquitetura e engenharia, apenas apelo ao meu bom-senso - se é que tenho algum.
Assisti no Jornal do Almoço que a turma que "projetou" (haja condescendência) a Arena, agora "resolveu" que a melhor solução para o caso é acrescentar 7.500 lugares atrás do gol em que fica a torcida Independente. 
Primeira constatação: quem projetou o Estádio - escritório de arquitetura - teria a obrigação de "defender" o projeto inicial. Que nada, me parece que importante é fazer a obra, seja ela qual for. Se não, estão concordando com um "puxadinho". Cada um cuida de seu filho como bem lhe aprouver, é bem verdade.
Segunda constatação: se hoje cabem cerca de 3.500 torcedores naquela arquibancada, praticamente triplicar a capacidade daquele espaço - para 11 mil torcedores - construindo um tobogã, criará uma arquibancada altíssima, destoante do restante do Estádio. 


Não comparemos o "tobogã" da Arena com o tobogã do Pacaembu. 
Para sermos mais uma vez condescendentes, nem digamos que a construção do tobogã do estádio paulista foi o responsável pela demolição da concha acústica, decisão arquitetônica muito contestada, em razão da descaracterização daquele Estádio histórico. Mas, mesmo assim, o Tobogã paulista não é um corpo estranho (ao menos na altura), se comparado com o restante das arquibancadas.
Esse plano, se levado a cabo, me leva a crer que o projeto original era uma bosta; e depois, que o Estádio, num inimaginável exercício de imaginação, poderia chegar à dispensável capacidade de (bem) mais de 40 mil pessoas, se todas as as arquibancadas fossem elevadas ao mesmo nível desse "novo" setor (digamos, mais 7.500 no lado verde, e talvez, chutando, mais 12000 na arquibancada "vermelha"), para que o Estádio ficasse "equilibrado". Perto de 50 mil, portanto. Seria uma rematada besteira.


Enquanto isso, para que a irritação não cresça muito, nos contentemos com a perspectiva da Arena - finalmente - repintada. Fiz uma gambiarra no Photoshop, com as novas cores, e o Estádio Municipal deve ficar mais ou menos como está aí ao lado. Das cores, pelo menos, eu gostei. Acho até que as arquibancadas vermelhas serão visualmente interessantes, misturando-se com o vermelho preponderante nas camisas dos nossos torcedores, dando, ao menos para a TV, uma impressão de estádio quase sempre cheio.


Volto à ampliação da Arena e ao bordão que vez ou outra uso: Pode dar certo? - Pode! Vai dar certo? Provavelmente não! Torço para estar completamente equivocado.
O Estádio será concluído (é possível que o seja), mas sabe lá deus como. O Estádio ficará desigual, aleijado, com uma arquibancada quase da altura da cobertura das cobertas, ao passo que as demais arquibancadas ficarão na metade da altura desse novo setor. Será uma  "bombonera" manca. O arquiteto que assine tal projeto pode ter uma certeza: entrará na história. Será partícipe de um case a ser estudado por muitos anos daqui por diante. "Como menosprezar seu projeto original, criar alguma coisa inaudita, ganhar amigos e influenciar pessoas". It´s alive. AVANTE, JEC!

15 de dez de 2011

A FALTA DE NOTÍCIAS QUE É NOTÍCIA! E MONEY MAKES THE WORLD GO ROUND!

Sabe, véio, tenho muita coisa pra te dizer!
Pois cá estamos tentando achar assunto, e não só nós nesse humilde bloguinho, mas toda a imprensa de Joinville tá procurando alguma coisa para ter o que falar. Ontem, mais uma vez, ficamos no diz-que-me-diz sobre Arturzinho, agora com as palavras do Nazareno, jogando ainda mais pimenta no caldo que já tava saturado. É assunto que já deu o que tinha de dar. Mudemos a pauta.
Mas falta inspiração. 


O que acontece é que o JEC não tem (ou quase não tem) notícias no futebol profissional, salvo a contratação do goleiro Jair (parece ser boa contratação) - para a reserva de Ivan. Mesmo assim, é um jogador para compor grupo, e não para dar um salto no futebol da equipe.
Os demais times catarinenses estão se movimentando mais do que o JEC, e me parece que embora em (des)construção (ao passo que mantivemos a base), Avaí e Figueirense deve contar com bons times. Criciúma e Chapecoense são ainda incógnitas. O resto será figurante. 
De principal, ficamos na especulação da perda ainda de um ou dois jogadores (acho que os mais possíveis de sair são Ricardinho e Gilton), até porque o João Martinelli falou que a venda de um jogador pode ser uma das soluções (ou um mero paliativo?) para os problemas financeiros do clube.


O déficit no orçamento do clube, este ano, foi de 1,6 milhão. Não é nada desesperador, mas não podemos continuar nessa toada indefinidamente. 
Soluções encontradas - ou ao menos tentativas:


Alguns conselheiros abriram mão de uma grana que emprestaram durante o ano. Reduz-se 100 mil da dívida.
O DVD - A saga do Coelho pode render, com algum otimismo, uns 100 mil para o Clube. 
Haverá a venda das novas camisas, já com a estrela e o escudo da CBF (é uma camisa que eu acredito vá vender muito bem), pois esse escudo só teremos o direito de usá-lo durante o ano de 2012 (a não ser que sejamos campeões da Série B, o que convenhamos, não será nada fácil).
Ricardinho ou Gilton vendidos? - Redução ainda maior.
Tem essa chance do 13º - cujo vencimento do boleto é hoje, e pode dar uma graninha, embora eu ache que vai dar pouca coisa. Eu vou pagar, assim, como vários leitores do blog. 
Mas é só isso, minorar o rombo. Solução definitiva para o buraco na folha ainda precisa ser construída.


O fato é que nossas receitas (e desculpem repisar esse assunto) não cresceram ainda como esperávamos (ou pelo menos como eu achava que subiriam). O patrocínio master tá meio devagar. Os outros serão reajustados (os menores em 100%; os maiores, em percentual menor).
Por fim, os sócios: como disse o Sandrão outro dia, nossos sócios já são 8.290. Tá melhorando! Menos rapidamente do que o devido, mas estamos aumentando os associados.
Vamos esperar que a tal D'Araújo, a nova agência de marketing consiga alavancar rapidamente esse número para os 10 mil sonhados desde o ano passado, e espero eu, para bem mais do que isso. Já temos de começar a pensar mais alto, algo em torno de 12 mil. Money makes the world goes round.


Só não entendi muito bem a decisão da Diretoria (que colhi no NASCEUCAMPEÃO) de aumentar somente a mensalidade lá do zé povinho (nós) da arquibancada em que ficamos. A nossa mensalidade vai passar de 35 para 42 merréis (20% de aumento), o que digo eu, não é nada absurdo, e eu concordo com o aumento, e diga-se, avisado antecipadamente aos torcedores (agiu com acerto a Diretoria). 
Mas por que é que as mensalidades da turma que nem chuva pega não vai sofrer reajuste? A bem da verdade, se bem me lembro, no último reajuste, a arquibancada subiu de 30 p/ 35 (cinco reais) enquanto as cadeiras subiram 10 reais (de 70 p/ 80 e de 90 p/100). Percentualmente, note-se, o nosso aumento já fora maior, e agora, nem uma merrequinha de aumento pra turma da cadeira estofada?
Não falo em meu benefício (ou seja, "eu quero pagar menos"), mas do clube (que precisa arrecadar mais). Parece pauta do Partido Republicano - menos impostos para os "ricos". We are the 99%.
AVANTE, JEC!

12 de dez de 2011

HÁ TANTA DIFERENÇA ASSIM NOS ORÇAMENTOS DOS GRANDES CATARINENSES?

Uma boa reportagem de "A Notícia" de hoje me deixou bastante intrigado: há tanta diferença assim do orçamento de Figueirense para o dos demais "clubes grandes" de Santa Catarina?
Parece que o Figueirense, por estar na Série A receberá cota de R$18 milhões da TV (segundo apurei na internet), para transmissão de seus jogos na TV aberta e na TV paga. Essa é (quase) a diferença toda, me parece, entre os quatro grandes catarinenses, e infelizmente para nós, tem cara de realmente representar o hiato entre o time do Estreito e os demais clubes - no quesito grana.
Só isso - a verba da Globo - dá 1,5 milhão por mês de diferenças nas estimativas de receita dos clubes. Mas, lembremos, isso é só uma estimativa.  
Também segundo o "confiável" Google, o Figueirense e o Avaí já contam com mais de 13 mil sócios, o que deve dar também uma diferença de arrecadação, haja vista que estamos em torno de 7,5 mil sócios (e por que não aumenta esse número, porra, mesmo depois do título?). O Criciúma também tem mais sócios, acredito eu (não encontrei números confiáveis).
Alguém falou que no borderô - ainda não consta do site da CBF - constaram mais de 9 mil sócios no jogo do título. Acredito que seja algo que não condiga bem com os fatos. Há vários ingressos distribuídos livremente, as cortesias para o pessoal da PMJ, patrocinadores, e outros penetras que devem existir por aí. Seria bom se fosse verdadeiro o número, e também seria bom que essas "cortesias" não existissem, mas esse é o ônus de o Estádio não ser de nossa propriedade.


No jornal, a estimativa de nossas receitas gira em torno de 1milhão/mês, a do Criciúma, em R$1,25 mi/mês, a do Avaíbis 1,7 mi/mês, e a do Figueirense, 3,5 mi/mês.
Avaí e Criciúma terão a mesma receita decorrente das transmissões da série B. A diferença para o Avaí - 700 mil por mês - parece um pouco grande demais. 


Penso, contudo, que  há um erro grave de avaliação na reportagem de ANotícia, embora os números possam estar corretos. Porque se o Figueirense gastar igualmente essa verba durante o ano, ou seja, dispender mais de 1,5 milhão por mês, montando um timaço para o catarinense, abrirá mão de aproximadamente 7,5 milhões antes mesmo de começar o Campeonato Brasileiro, ou seja, só restarão 10,5 milhões da grana da TV para enfrentar os 7 meses de Brasileirão, onde como diz o outro, "a pegada é seca". 


Não me parece duvidoso que o Figueirense é o clube com melhores condições financeiras, mas acredito que eles não poderão esbanjar no Catarinense, sob pena de ficarem com os cofres vazios para o Brasileirão. Se eles fizerem um time com folha de 2 milhões por mês para o Catarinense, são os favoritos (mas favoritismo, por si só, não ergue o caneco). 
O fato é que precisamos aumentar bastante nossa arrecadação, e as perspectivas não são as mais promissoras. Achei que aumentaríamos mais nossas receitas decorrente da venda de espaços na camisa (estou um pouco frustrados com o que foi anunciado), e os patrocínios "master" (cadê a FIAT, cadê a Eletrosul) ainda não se concretizaram. A partir de maio teremos mais 200 mil a receber a cada mês por força das transmissões televisivas, e isso, segundo também ouvi do Márcio, não consta da reportagem, pois esse um milhão que está representado em "A Notícia" não leva em conta com esse dinheiro, ou seja, nosso orçamento é na verdade, um pouco maior do que uma milha - mas não muito. E, ademais, teremos um dinheiro bastante razoável decorrente das rendas nos 18 jogos da série B, bem como economizaremos por não precisarmos gastar com viagens e hospedagem. Mas ainda é pouco.


Uma última do Arturzinho: como se sabe, ele pediu 260% de aumento, para ficar no JEC, enquanto nosso clube está renegociando com seus patrocinadores com um incremento na verba de patrocínio entre 50 e 70%, segundo o quase-ex-presidente Márcio (quem dizia "Fora, Nereu" agora - ou em algum momento do ano que vem - o terá como mandatário máximo do clube).
Ou seja, não é possível que o clube tenha incremento de receita em 70% e aumente suas despesas em 260%. Qualquer pessoa que consiga contar até 3 consegue entender isso.
É isso aí. Precisamos de mais dinheiro. Só não sei se ele virá. 


E a última (mesmo), ESPETACULAR: ganhamos a aba no globoesporte.com, como anunciou agora há pouco o Fronzi. É o JEC no maior portal de esporte do Brasil, com um espaço só seu. Confira aquiAVANTE, JEC!

7 de dez de 2011

ARTURZINHO, VALEU! REI MORTO, REI POSTO?

Homenagem do pessoal do meujoinville.net ao Arturzinho
O assunto já começa a ficar velho, mas eis o que acho sobre a saída de Arturzinho:


Qualquer palavra de agradecimento a Little Artur (ou como disse o França outro dia, Little BIG Artur) é pouco para dizer o quanto ele ajudou o Joinville nesses 5 meses que cá esteve. O mesmo elenco que parecia uma cambada de bêbados jogando bola, virou um timaço, o time de maior aproveitamento da história do JEC, em qualquer campeonato que tenhamos disputado nesses 35 anos (e não me venham dizer que a Série C era moleza, porque num estadual com Metrô, Marcílio, Brusque e outros conseguimos fazer aproveitamento de menos de 50%, e, em outro ano, já conseguimos a proeza de sermos rebaixados em certame que só tinha timinhos).


É claro que o Márcio tem suas razões (financeiras) para não renovar com Arturzinho. Acho que a divulgação dos valores de salário atual e pretensões de nosso agora ex-técnico (mas para sempre lembrado) acabou gerando mais um atrito desnecessário, e até acho que o Artur pode ter ficado meio "cabreiro" com a divulgação dos números, porque se cria uma coisa contra ele, do tipo "como é que ele que ganhava 25 não aceita menos de 90", e essa divergência exposta poderia lhe trazer problemas ano que vem. Logo alguém diria, nos primeiros tropeços: porra, o cara ganha 90 mil e não consegue resolver os problemas do time!".
E sabemos que embora as coisas estejam aparentemente caminhando bem na área administrativa, o JEC ainda tem problemas de caixa para fechar o ano (ouvi na rádio, acho que foi o Mira, que o JEC tem de pagar 800 mil nesse fim de ano, entre prêmios, décimo-terceiro e outros compromissos), e que assumir uma despesa fixa de 90 mil, sem saber exatamente o que vai acontecer, poderia ser temerário. Lembro que do jogo de sábado vão sobrar uns 250 mil limpos (ainda não saiu o borderô no site da CBF).
As perspectivas de aumento dos patrocínios (Márcio quer 350 mil da camisa), sócios - ainda não crescemos como deveríamos - mais uns 450 mil, estão nesse pé, perspectivas factíveis mas ainda não fatos. E a Diretoria precisa trabalhar para fazer essa expectativa virar realidade.


O fato é que é estamos abrindo mão de um cara que deu certo. E temos de saber das (possíveis) conseqüências disso. 
O lugar-comum "rei morto, rei posto" não será verdadeiro para o JEC tão facilmente. Nas monarquias (não é o nosso caso, pois somos a República Independente e Torcedora do JEC) tão logo morra o rei, outro assume o lugar por hereditariedade, e já chega com os mesmos poderes do defunto.
No JEC não é assim. O rei morto (Artur) é o cara que conhece o time, que tem a confiança dos jogadores, criou esse time vencedor, já sabe como jogar, ainda que Renato Santos, Jailton e Capixaba estejam deixando o Clube, o "modus jogandi" do JEC já estava estabelecido com Arturzinho.
Quem vem, e o que vai querer, são incógnitas cuja resposta pode ser desagradável, e sobre o novo pairarão as comparações inevitáveis com seu muito bem-sucedido antecessor.


Depois de rascunhado o texto, Luiz Gonzaga, o Miliolli - ou seja, em vez do Rei Artur chega o Rei do Baião (valeu, Jonas) - foi guindado de técnico dos juniores a técnico do time campeão brasileiro da Série C (êta, promoção, hein?).
Aventei no post anterior que ele chega para manter o que está aí. Sem invenções, sem "pardalzices". 
Como ele mesmo disse em AN, ontem: "vou procurar manter e tentar acrescentar mais alguma coisa para ter outras alternativas... Teremos uma reunião [com a Diretoria] nessa terça-feira para ver como isso vai ser, para ver até onde posso ou não posso ir".
Ou seja, o cara pega um time pronto, não deve inventar, e tem, em princípio, mandato por prazo determinado (essa de que ele está efetivado não cola, ao menos para mim). Se for bem, fica (o catarinense vai até fins de maio, portanto, uns 5 bons meses para ser incensado ou queimado), se não, au revoir. Seus títulos catarinenses datam de 1995 e 1997, há 17 e 15 anos, considerando que ano que vem disputaremos o certame de 2012. Já faz tempo. Tá numa seca maior que a do JEC
Quem sabe juntando dois esfomeados, não dá pra ficar com bastante larica pra buscar o caneco? 
É arriscado, contudo, até porque o novo técnico há muito vinha trabalhando só com a base, o que, é certo, é muito menos difícil que treinar e comandar um elenco profissional.


Volto a Arturzinho.
Como diria Polônio, em Hamlet, e eu cito o bardo sobre essa despedida de nosso reizinho, não o da Dinamarca: "é verdade que é uma pena; e é uma pena é que é verdade" que ele se foi.
Isto porque o saudosismo (ou nostalgia) é uma característica do ser humano, e logo, logo, tão logo surja uma crise - o que não vivenciamos há 5 meses - aparecerão (e não me excluo) as viúvas do Arturzinho, e ficaremos todos, sebastianistas, aguardando o retorno do rei que já morreu. E Artur Netto é o maior exemplo disso. Estávamos, até outro dia, o esperando, e já fazia dez anos esse aguardo de D. Sebastião, o "desejado das gentes".
Aguardemos o trabalho do novo técnico, porque por ora não há nada a fazer além de lamentar a saída de Artur, e mais uma vez, agradecê-lo, mas sem enviuvar dele, sem ficar indefinidamente esperando por seu retorno. Valeu, Artur. Sucesso e felicidades! Agora é contigo, Miliolli. AVANTE, JEC!

6 de dez de 2011

O ELENCO 2012 - QUEM FICA, QUEM SAI, QUEM DEVERIA FICAR.

Não ficamos pra trás!
Depois da reunião que definiu os primeiros passos após o título, criando a base do elenco para 2012, dou meus pitacos. Deixo o post específico sobre o Arturzinho para amanhã.
Assim será o JEC no início do próximo ano:

Goleiros - Ivan renovou; Max saiu - tá certo, é um jogador veterano, e quando titular não correspondeu. Wanderson também vai - mais um acerto. Devemos contratar um goleiro mais jovem, talvez mais barato que o Max, e contar com a sorte, de que Ivan não se machucará. Talvez pra Série B, contratar alguém experiente. Não há erro aqui.
Laterais. Ficam Eduardo, Tiago Real, Badé, e Gilton, se não for negociado (até pela volta que ele deu sozinho para cumprimentar a torcida, acho que tá pensando em sair). Tá tudo certo. 
Zagueiros: Ficam Pedro Paulo, Linno, Charles. Renato Santos sai - porque assim quis. Fabiano Silva fica. Ênio fica pelo menos no Catarinense. Mais uma vez, perfeito.
Volantes: Ficam Glaydson, Mateus e Tarcísio (esse veio agora no final de ano ou é da base?). 
Meias. Jailton deve sair (só volta se o Atl-PR liberar). João Henrique fica. Ramon e Ricardinho ficam. Jocinei tem de ficar (e melhorar), até porque é da base. 
Atacantes. Lima e Aldair ficam, é certo. Rangel também permanece. Kiko, da base, integra o elenco.
Abre o olho, Gonzagão!
O técnico, até final de fevereiro, será o Milioli, o Luiz Gonzaga, para segurar custos (economiza pelo menos 60 dias de um salário mais alto, ou seja, no mínimo 180 mil a menos de custos, e se ficar até o final do campeonato, 6 meses de despesa a menos - 540 mil). Só o tempo dirá se o barato não sairá caro, e me aprofundarei no tema amanhã.
Ou seja, em resumo, saem: Max, Wanderson, David, Tarracha, Renato Santos, Zanutto, Capixaba, Jailton, Eduardo Salles. Dispensas corretas. Perdemos mesmo os jogadores que quiseram sair ou tem pendências com seus clubes de origem.
Ficam Ivan, Jhonatan (G); Eduardo, Badé, Real, Gilton (L); Linno, Pedro Paulo, Fabiano Silva e Ênio (Z); Glaydson, Mateus e Tarcísio (V); Ricardinho, Jocinei, Ramon e João Henrique; Lima, Aldair, Rangel e Kiko.
O elenco tinha 28 ou 29 jogadores. Destes, permanecem 21.
Não se trata de desmanche, como já li por aí, e afirmo que isso foi dito apressadamente. Trata-se de revisão pontual dos rumos atuais, e planejamento para 2012. Dois jogadores vão embora porque querem, o JEC dispensou 6, que a bem da verdade, nunca foram utilizados. 75% do elenco ficou, mesmo com as dispensas voluntárias. 

O clube dá todas as dicas de que o Miliolli não terá autonomia para mexer no esquema. Manteve todos os zagueiros e laterais que são a base desse jogo no 3-5-2. João Henrique será o homem rápido que pode ser a "cópia" do Jailton ou Ramon o jogador cadenciador, ou seja, teremos de jogar do mesmo jeito, procurando, em verdade, dois jogadores para "fechar" o time: um pro lugar do Capixaba e outro pro lugar do Jailton.
O próprio Gonzaga, em entrevista ao AN de hoje disse "teremos uma reunião [com a Diretoria] nesta terça-feira para ver como isso vai ser, para ver até onde posso ou não posso ir".

Começamos bem. Linno cobre a do Renato Santos. Aldair será titular pelos lados do campo em substituição ao Ronaldo. João Henrique ou Ramon farão a meiúca, em vez de Jailton.
Tenho convicção de que as manutenções e dispensas seguem o plano-2012 que havia sido alinhavado pelo Arturzinho. Se ele tivesse ficado, teria acontecido exatamente a mesma coisa.
Não vejo nada de errado. O clube acertou (exceto por perder o Arturzinho), dispensou bem, só não segurou quem não dava pra segurar - aqueles que quiseram sair. 
Pela lógica, o início de 2012 será sem sobressaltos. Já é alguma coisa. Depois a gente vê depois.  AVANTE, JEC!

5 de dez de 2011

É VERDADE! SOMOS CAMPEÕES BRASILEIROS. UM CLUBE RENASCEU!

É CAMPEÃO! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!

Um clube de futebol não se forma só nas conquistas; e um time de futebol não são apenas onze jogadores, que em certo momento, vestem a camisa de um agremiação.
Um clube e um time de futebol é uma história: de vitórias, derrotas, felicidades (algumas), tristezas (muitas, em muito maior número). Um clube é o seu presidente, seus ex-presidentes, o seu time atual, o primeiro time, lá nos idos de 76. É o torcedor modinha, mas é o torcedor do Olímpico, do Ernestão, da Arena. É o torcedor das sociais, do alambrado e dos poleiros do Ernestão, do concreto maltratado da Arena, daquele que sequer tem dinheiro para ir aos jogos, mas fica em casa, no seu radinho, ouvindo o jogo de seu time.
Um clube é a derrota para o Brusque, para o Novo Hamburgo, é também a vitória contra o Inter de Lages, numa noite fria de quarta-feira na Serra de um ano remoto, e de outras muitas em que vencemos e erguemos um dos 12 canecos do Estadual.
Um clube é a seca de 10 anos sem títulos de expressão, e mesmo assim, com sua torcida ali, firme.
E para o NOSSO CLUBE, bastam três letras, que resumem tudo isso: JEC!

E o jogo: ah, o jogo foi 4 a 0. Mas foi um detalhe. A festa foi o prinicipal. O Joinville cozinhou o "galo maluco", ficou amorcegando o jogo, até que Gilton cruzou e Lima abriu o placar no finalzinho da primeira etapa. No segundo tempo, mais uma vez o JEC veio para controlar o jogo, porque a vantagem era muito grande, e não faria muito mais lá no ataque se não houvesse um jogador expulso do lado de lá. Aí o que já era dificílimo, ficou impossível para o CRB, e ao desanimarem um pouco, deram a chance para o JEC matar a partida. Eduardo foi pela direita, ninguém marcou, ele chegou na cara do gol, e fuzilou. Ramon deu passe para Pedro Paulo que, como atacante, fez o terceiro, e Gilton fechou a conta.
O resumo do jogo é isso. Mas como afirmara, o jogo foi apenas um capítulo dessa conquista nacional, apenas um capítulo da história Tricolor.
Como eu disse no início, um clube não se forma só nas conquistas, mas que esta conquista de sábado foi maravilhosa e pode fazer esse clube ainda maior, disso não há a mínima dúvida. SOMOS CAMPEÕES BRASILEIROS. Parabéns pra todos nós, que já fomos muito felizes, já sofremos muito, e hoje temos mais uma dessas alegrias que ficarão para sempre na memória. JEC CAMPEÃO! AVANTE, JEC!

Ficha técnica: Joinville 4 x 0 CRB, Arena Joinville, 03.12.2011
JEC: Ivan; Linno, Fabiano Silva e Pedro Paulo; Eduardo, Mateus (João Henrique), Ricardinho, Jaílton (Ramon) e Gilton; Lima e Ronaldo Capixaba (Bruno Rangel). T: Arturzinho.
CRB: Anderson; Pio, Ednei, Rodrigão e Rafinha; Roberto Lopes, Marco Antônio, André (Paraíba) e Ewerton Maradona (David); Aloísio (Cadu) e Geovani. T: Paulo Comelli.

Gols: Lima, aos 44 do 1ºT; Eduardo, aos 30’, Pedro Paulo 33’ e Gilton, aos 41 do 2º T.

2 de dez de 2011

É AMANHÃ A FINAL: UMA FESTA PARA 20 MIL

Eis o obscuro objeto de desejo!
O JOGO DO ANO, DOS ÚLTIMOS ANOS, DOS ÚLTIMOS 35 ANOS!
Está chegando a hora, rapaziada tricolor. Dentro de pouco mais de 24 horas espero que já tenhamos desentranhado o grito de "É CAMPEÃO" de nossas gargantas, vibremos DAS ARQUIBANCADAS, com uma volta olímpica do nosso time, ovacionando jogadores, técnico, diretoria, comemorando um título importante, depois de uma seca de dez anos
E a festa vai ser maior do que se esperava, porque, em cima do laço, mais uma boa tacada (melhor, um golaço) da Diretoria que conseguiu a liberação da Arena para 20 mil torcedores (e mais 150 mil reais em caixa), e e os ingressos já se acabaram. Eu não acreditava na lotação completa do Estádio, mas ela se realizou - e tal realidade traz bons ventos para o ano que vem, sabendo que já temos capacidade ao menos para 20 mil espectadores (dá pra chegar a 22,5 mil com algumas providências).
O maior público dos 7 anos da Arena já está estabelecido, e teremos um multidão comparável aos míticos jogos contra Vasco e Grêmio, lá nos idos de 76, um típico jogo em que "todo mundo esteve", e que dizem que tinha nego saindo pelo ladrão. Vai ser um dos três ou quatro maiores jogos da história do JEC, e nós estaremos lá. A festa vai ser linda.


O ADVERSÁRIO (pra não dizer que não falei de flores):
Olhando os jornais da "Capital de Alagoas", vejo que o CRB vai jogar no 3-5-2, mudando a forma de jogar, para ser mais ofensivo. Se por um lado vão querer nos atacar, por outro, vêm num esquema pouco ensaiado, e todos sabemos que o 3-5-2 pode ser um ótimo esquema (como está sendo no JEC), mas demanda treino e repetição. Pode ser que enfrentemos um time ofensivo, porém confuso. O CRB já está em Joinville, chegou ontem pela manhã, e está descansando no hotel e se preparando para sua missão quase impossível (até já dobraram o bicho para caso de conquistarem o título aqui na nossa casa). Farão um treino no campo do América antes da peleja. 
Haverá três modificações em relação à equipe que começou a primeira partida da final, e o time do último treino foi o seguinte: Anderson, Filipe, Rodrigão e Ednei; Pio, Roberto Lopes, Geovani, Ewerton e Rafinha; Cadu e Aloísio.
Olho nos homens! Não vamos deixar que eles queiram crescer pra cima do JEC.


A INVASÃO TRICOLOR: vai, sim, haver invasão. Serão 20 mil na Arena. E é só isso. 
Nada de invasão ao campo de jogo (e lembremos sempre, é preciso confirmar o título antes de comemorar) após o término do campeonato.
Invasão mesmo, pra macho, é essa aí ao lado. Conseguir pular três metros, por sobre o fosso, e pisar no gramado, pra achar que está "abafando" é coisa de guri pequeno (já fui, já fiz, e achava legal; hoje essa fase adolescente passou). E para que não sejamos obrigados a fazer "invasões" ano que vem, em Curitiba, Florianópolis, porque perdemos mandos de campo, vamos nos contentar em comemorar da arquibancada, porque quem não conseguir aproveitar efusivamente um momento tão raro e tão esperado ali, com a bunda no concreto, vendo os jogadores desfilarem sob nossos aplausos, não terá entendido a grandeza do momento.


NOSSO TIME: Ivan, Eduardo, Linno, Pedro Paulo, Fabiano Silva e Gilton; Mateus, Ricardinho e Jailton; Capixaba e Lima. T: Arturzinho.
E ainda Max, Real, Ênio, Badé, Ramon, Rangel, Aldair. E por que não Renato Santos e Glaydson?
Precisa dizer mais alguma coisa?


ENTÃO, ATÉ AMANHÃ!
Não, não há mais nada a dizer até a hora do jogo, ou pelo menos eu não sei mais o que dizer. Cada um amanhã, vestido com a Tricolor ou com a Preta, com suas mandingas, seus rituais, sua confiança, a sua torcida, a sua camisa, a sua bandeira (e até um bonezinho verde), um grande time jogando bola, e principalmente, vinte mil pessoas ali na Inácio Bastos, 1084, jogando junto com o time. São 90 minutinhos que nos separam da redenção total, que nos reerguerão definitivamente, nos colocando novamente entre os melhores times do Brasil, fazendo bordar uma estrela brilhante em nosso manto.
VAMOS, PORRA! AVANTE, JEC!

APEDREJA ESSA MÃO QUE TE AFAGA

Vamos esperar a definição se o cara vai ou não vai, e o novo post sai em duas ou três horas (já está escrito, mas essa notícia que saiu é grave, e a indignação é grande). Leiam e digam o que bem quiserem.

Vês! Ninguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


E vai! Mas, antes, vai tomar bem no meio do cu! E amanhã, é Aldair! AVANTE, JEC!