NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

28 de abr de 2015

É DE LASCAR... TAPETÃO, DE NOVO? DOMINGO É DIA DE JOGO, DEPOIS, GUERRA.

Surgiu a informação de que o melhor time do "extreito" denunciou
o JEC por escalação irregular de um atleta da base - André Koerber, ou algo assim - parece, no jogo contra o Metrô, quando já éramos os primeiros colocados no geral, com a final e a vantagem garantida pra Joinville.

Parece - e estou com preguiça de pesquisar - que no julgamento do América-MG na série B 2014, decidiu-se que só se dá a perda de pontos se o jogador efetivamente entrou na partida, o que parece não ter ocorrido, segundo o STJD. O problema é que no TJD de Santa Catarina, essa interpretação não vale (porra, porque as instâncias inferiores da "justiça" desportiva não seguem de uma vez o que se decide na última "instância")?
Parece que o jogador completou 20 anos de idade e não poderia jogar com contrato de atleta amador, sendo necessário um novo contrato, de profissional. Mas isso será decidido mais tarde.

Depois, e aqui uma coisa que não perdôo, temos de saber quem são nossos amigos, quem são nossos inimigos, e tratá-los da forma adequada.
Sempre preguei que na última rodada da Série B, em 2013, bastava perder por um a zerinho pro Ceará, lá na casa deles, para deixar o timeco da capital na Série B 2014. 
Mas não, fomos lá, vencemos por três a zero e demos a vaga na Série A de presente para o Figueirense, dando, ao menos, uns 16 milhões de receita inesperada para o ano de 2014 para os alvinegros - uma cabacice - mais divulgação na Série A, rendas polpudas, e motivo pra gracinhas - não jogamos a Série A 2014.
E, depois, na final do ano passado, nossa diretoria foi praticamente humilhada pela diretoria do adversário, na final lá do Scarpelli. Mas engolimos, e seguimos em frente.

Porra, é hora de - passada a decisão (até pra não dar argumento pro Argel motivar seus cabeças-de-bagre, a única opção que lhe resta, até porque ele me pareceu moralmente derrotado na entrevista pós-jogo, dizendo que nada ainda estava decidido, mas com cara de enterro) - e com o título na nossa sala de troféus, bradar: - A partir de agora, somos terminantemente contra tudo que vier do Figueirense. O que eles quiserem, somos contra. São nossos adversários e, mais do que isso, inimigos no campo desportivo. Deviam até agora estar nos agradecendo pelo acesso que podíamos ter negado. Mas não, talvez ainda recalcados pelas surras dos anos 80, e por terem a grande parte de seus títulos conquistados antes da segunda guerra, querem achar que são maiores que nós.

Agorinha, na rádio, na minha opinião, Nereu praticamente confessou uma cagada fática - talvez a jurídica tenha salvação, pela interpretação do STJD acima apontada.

Cinco mil ingressos vendidos, a cidade motivada, e agora essa merda.

Não conheço os fatos, mas pode ser - como sempre vem daquele timeco - uma marola pra tumultuar. Quem não se lembra que ano passado, quando antes da final, o Ivan já tava contratado pelo timinho do Estreito. É sempre assim. Vamos erguer o troféu "CONSERVÃO 2015" -  a "taça" é uma tampa de pote de conserva - e, no dia seguinte, declarar guerra à diretoria mesquinha do Brilinguer e seus sucessores ou asseclas (nem sei se esse cara ainda é o presidente, esse timeco não me interessa, a não ser quando vem de mimimi pra cima do Tricolor). AVANTE, JEC!

5 de fev de 2015

UM TIME DE SÉRIE A NÃO PODE SE CAGAR - OU: IMPRIMA-SE A LENDA.

Durante 28 longos anos sofremos a pecha de não  jogarmos a Série A. Pois, neste ano do senhor (calendário gregoriano, lembremos), jogaremos.
E, quando vinha um Santos jogar a Copa do Brasil, por exemplo, contávamos com a derrota certa (embora tenhamos empatado, mesmo com o CRACAÇO - sem aspas - Neymar em campo), afinal de contas, enfrentávamos um time da Primeira Divisão. Por que, agora que somos SÉRIE A, não metemos o mesmo medo no Atlético de Ibirama?

O JEC perdeu o direito de medrar, de borrar, de se cagar. Especialmente no catarinense, e contra times pequenos. A Chape - que não pode ser tão melhor que a gente - meteu 5 a 0 no glorioso (nem tanto, mestre) Inter de Lages, e venceu o Guaraná de Palhaço, por três a um, em Palhoça. Mas, nós, temos que ouvir que o Hermann Aichinger foi melhor que nós no jogo de anteontem. 

Ah, tenham paciência. Não posso aceitar essa realidade. Em "O homem que matou o facínora" - filmaço chamado, em inglês, de The Man Who Shot Liberty Valance - do grande John Ford - há uma fala em que se diz, após ser contada toda a estória - uma grande farsa -  que se a tal mentira era o que havia de melhor, restava uma única solução possível: se a lenda é melhor que a história, imprima-se a lenda.

É exatamente como penso: se a lenda diz que um time de Série A é melhor que um timeco de Ibirama, não importa se os fatos desmentem o mundo real. A lenda tem que prevalecer. E, hoje, o JEC é a lenda. 

Acho que não vou a JEC x Marcílio, no sábado (acabarei indo, só quis contar uma lenda - ou lorota, para os mais chegados), porque prefiro acreditar no que se diz àquilo que ando vendo. AVANTE, JEC!

31 de jan de 2015

DAQUI PRA FRENTE, TUDO VAI SER DIFERENTE. E MUITO MAIS DIFÍCIL.

Filosofei bonito. Na verdade, o Galeano.
Depois de quase 30 anos longe da Série A, temos muito a fazer para que as coisas aconteçam de forma mais ou menos tranquila no ano que vem (isso já é um eufemismo). E pensar nos adversários, como um todo. Não adianta pensarmos ser do tamanho do Cruzeiro, por exemplo.

Encerradas as Séries A e B, temos definidos todos nossos adversários a partir de dez de maio do ano que se aproxima. Há três ou quatro escalões no Brasileirão (com variações ao gosto do freguês), e não há dúvida, estamos num dos grupos mais lá de baixo. 

Tomemos por base este ano de 2014, embora as coisas mudem muito de um ano para outro no futebol brasileiro, mas que tem mudado de forma mais definitiva porque começam a se sedimentar os clubes, em certos segmentos - os muito grandes, os tradicionais com problemas que podem sanar os problemas ou se apequenar, e os pequeno-médios ou, para usar um jargão que se usa para países mais ou menos lascados, os "em desenvolvimento". 

Uma variável a ser sempre considerada é que como disse certa vez Márcio Braga, ex-presidente do Flamengo: "acabou o dinheiro". Vemos sinais evidentes disso. A Unimed largou o Flu; Tardelli dizendo que o Galo lhe deve muito dinheiro; o Palmeiras recorrendo a mais de 120 milhões do dinheiro do bolso de seu presidente neste 2014; o Botafogo falido; o Vasco semi; o Coxa devendo salários - Alex reclamou em sua despedida, etc.  há muitos outros exemplos. 
Embora sejamos pequenos - no orçamento - não devemos nada (ok, uns dez milhões - no balanço de 2013, 8,6 milhões). O time do Extreito deve mais de 70 milhões, por exemplo; e o Avaí, em maio, devia 52 milhões, e tinha déficit mensal de 600 mil. Deve, portanto, ainda mais - hoje em dia, e só não ter dívidas consideráveis pode ser um ponto a nosso favor (tratarei disso detalhadamente no post da semana que vem).

Mas, mesmo assim, parece difícil escapar que, nesse momento, temos num patamar de primeira grandeza Cruzeiro, Galo, Corinthians, São Paulo e Inter (muita tradição, bom dinheiro, bom time, basta manter que terão um bom ano) num primeiro escalão, ainda mais porque terão a Libertadores para jogar. 

Num segundo escalão: Grêmio (anunciou redução de 30% nos gastos para 2015), Fluminense (querendo ir pra baixo), Flamengo (querendo ir pra cima), Santos (fudido), Palmeiras, Vasco (lascado, salvo por alguma euricada). São clubes de muita tradição, times meia-boca, e alguns - ou muitos - problemas financeiros, elenco não tão bem formado. Falta alguma coisa para brigarem seriamente pelo título, e provavelmente não o farão no ano que vem. 

Depois, colocaria Atlético-PR,  Coritiba (acho que estes estão melhores, com estádios próprios, novos ou renovados), Sport, Goiás, Joinville, Figueira, Avaí, Chapecoense, Ponte. Este terceiro grupo mistura times com poderio apenas regional, e que dificilmente estarão lá em cima, e por fim, alguns que são considerados visitantes na Série A, que ficam ali por um ou dois anos, caem, se recuperam, sobem de novo, nessa eterna gangorra que, diga-se, não é demérito algum.

Contra aqueles primeiros cinco, do primeiro grupo, praticamente não temos chances. Os venceremos, ocasionalmente, em casa, e igualmente, ao acaso, faremos alguns pontinhos em suas casas. Os do segundo escalão, quase a mesma coisa, dependendo da oscilação natural de suas condições - por exemplo, acredito que Vasco e Fluminense, ano que vem, se juntam ao terceiro grupo, pelas dificuldades financeiras.

No meu modo de ver, brigaremos de igual pra igual com os outros três catarinenses e Ponte. Goiás, Vasco, Fluminense, Coxa e Sport podem estar um pouco à frente, pela tradição, mas são clubes que também devem estar no bololô. Isto porque, apenas excepcionalmente estarão lá em cima, como o Vitória de 2013, que ficou em quinto lugar - e este ano foi rebaixado. 
Queremos egalité.

Concluo, portanto, que há uns dez clubes contra os quais o que importa é roubar alguns pontos. 
Contra os outros 9 ou 10 é que será o nosso campeonato: jogar à vera, tendo que matar em casa e roubar pontos fora, não perdê-los de vista na tabela, exatamente contra esses clubes que estarão em condições de igualdade conosco, pelas posições intermediárias da tabela. 

É nisso que devemos nos concentrar. E nos planejarmos para não estarmos em inferioridade de condições em relação a estes times no Brasileirão 2015. 

No próximo post, trato do orçamento para 2015. AVANTE, JEC.