NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

5 de fev de 2015

UM TIME DE SÉRIE A NÃO PODE SE CAGAR - OU: IMPRIMA-SE A LENDA.

Durante 28 longos anos sofremos a pecha de não  jogarmos a Série A. Pois, neste ano do senhor (calendário gregoriano, lembremos), jogaremos.
E, quando vinha um Santos jogar a Copa do Brasil, por exemplo, contávamos com a derrota certa (embora tenhamos empatado, mesmo com o CRACAÇO - sem aspas - Neymar em campo), afinal de contas, enfrentávamos um time da Primeira Divisão. Por que, agora que somos SÉRIE A, não metemos o mesmo medo no Atlético de Ibirama?

O JEC perdeu o direito de medrar, de borrar, de se cagar. Especialmente no catarinense, e contra times pequenos. A Chape - que não pode ser tão melhor que a gente - meteu 5 a 0 no glorioso (nem tanto, mestre) Inter de Lages, e venceu o Guaraná de Palhaço, por três a um, em Palhoça. Mas, nós, temos que ouvir que o Hermann Aichinger foi melhor que nós no jogo de anteontem. 

Ah, tenham paciência. Não posso aceitar essa realidade. Em "O homem que matou o facínora" - filmaço chamado, em inglês, de The Man Who Shot Liberty Valance - do grande John Ford - há uma fala em que se diz, após ser contada toda a estória - uma grande farsa -  que se a tal mentira era o que havia de melhor, restava uma única solução possível: se a lenda é melhor que a história, imprima-se a lenda.

É exatamente como penso: se a lenda diz que um time de Série A é melhor que um timeco de Ibirama, não importa se os fatos desmentem o mundo real. A lenda tem que prevalecer. E, hoje, o JEC é a lenda. 

Acho que não vou a JEC x Marcílio, no sábado (acabarei indo, só quis contar uma lenda - ou lorota, para os mais chegados), porque prefiro acreditar no que se diz àquilo que ando vendo. AVANTE, JEC!