NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

20 de ago de 2013

DUAS PALAVRAS SOBRE (A PROMESSA D)O PATROCÍNIO DA CAIXA

Estou com um post engatilhado sobre os métodos pouco ortodoxos
Por enquanto, só acredito nesta.
de Drubscky treinar, nossa situação na tabela, etc., mas acho importante dizer duas palavrinhas sobre o patrocínio da CEF, dizem, acertado, para o JEC, no ano que vem. 


Uma: vamos esperar. Como diria Senor Abravanel, "só acredito, vendo". Até não ver o chamegão do presidente da CEF e a publicação do contrato no Diário Oficial, é tudo expectativa de direito - o que sabemos é o mesmo que quase nada.

Duas: outro dia vi um documentário na ESPN, chamado "No Limits". É um soco no estômago. Muito foda. Um cara era o recordista mundial de mergulho em apneia, e começou a namorar uma moça que estudava oceanografia ou algo do tipo. De outro lado, outra guria (mas bah, tchê) bateu o recorde do então recordista, e ele então, ficando velho para os mergulhos, resolveu treinar sua namorada, já esposa, para recuperar o recorde. 
Aquela que "roubou" o recorde, mergulhou com 20 assistentes para que não desse nenhuma merda. 
Quando a mulher do "perdedor" vai mergulhar, faz a apneia com três ou quatro ajudantes - um enjambre total. Para voltar à superfície depois de imergir 170 metros sem quaisquer aparelhos, a moça deveria ter o auxílio de um balão de ar, que a faria subir em poucos segundos. Acontece que a pessoa responsável por preparar esse balão era exatamente o marido que perdeu o recorde, e quando sua esposa chega aos 170 metros de profundidade e aciona o balão de gás, este está vazio, e a mulher começa a subir a passos de tartaruga, prontinha pra morrer. Evidentemente, ela vai desfalecendo, e depois de cinco ou seis minutos sem respirar ela chega aos 90 metros. O marido, então, resolve inopinadamente vestir seus trajes de mergulho, ir até os 90 metros e buscar a mulher. Busca, a traz até a superfície, mas ela chega já espumando, botando o pulmão pela boca, já morta, depois de 9 minutos sob a água.
A conclusão de um dos membros do staff que acompanhou o mergulho é horrível: o marido deixou de encher o balão de propósito, exatamente para fazer um resgate de emergência, e ser visto como o heroi do resgate no dia em que sua mulher bateu (Senna bateu forte - lembrei disso agora, eu sei, não tem nada a ver) o recorde de sua adversária. Filmaço, história horrível.

Volto ao JEC: não consigo presumir a burrice de ninguém. Muito menos a do mais hábil - esse não é nenhum elogio, mas uma mera constatação - político que Joinville já conheceu - goste-se ou não dele, é um gênio da política. Quem derrotou o Amin na eleição mais perdida de todos os tempos tem o meu total respeito. Quem perdeu, desde 1974, uma só eleição, e para o ícone Wittich Freitag, idem. Não vai aqui nenhuma questão político-partidária, mas apenas a constatação da inteligência política do "bigode".
Então, assim, do nada, há umas duas semanas, LHS apareceu na mídia, desapontado com a negativa da CEF em patrocinar o JEC, e disse alguma coisa como "eu nem sabia que estavam pleiteando tal patrocínio", e "ninguém me pediu nada". Entrou no circuito, agendou discussões, fez uma reunião em Brasília, à primeira vista com respostas negativas.
Não há quem possa acreditar que um político habílissimo como Luiz Henrique não soubesse da via-crucis por um patrocínio para o Tricolor (até porque foi sabidamente o articulador do melhor patrocínio da história do JEC, com a Consul, em 2004). A não ser que acreditemos que ele nunca falou com o Nereu, com o prefeito Udo Döhler, com o Darci, com a mãe do guarda; que ele nunca lê A Notícia, que ele nunca vê RBS ou RIC Record, enfim, que ele viva numa clausura franciscana; ou então, que ele não tenha sido um dos responsáveis pela construção da Arena. Resumindo: é óbvio que ele sabia das necessidades do JEC.
Por tudo isso, parece-me que ele fez o papel do "mergulhador" dos 90 metros. Agora que o clube tá afogado, eu vou fazer o papel de salvador que está me esperando. Eu vou conseguir o patrocínio da CEF. E parece que conseguirá. Eis mais uma prova do gênio político - e da influência política - de LHS. 
O vice-presidente de marketing (!) da CEF é o Geddel Vieira Lima, peemedebista tal qual Luiz Henrique, e aquele que teria garantido o patrocínio para o JEC, no ano vindouro. Maravilha, precisamos mesmo do dinheiro, mas é tudo conjuntura política. Tomara que a promessa se cumpra. E ano que vem, o grande fiador do novo patrocínio será, ele e sempre ele, LHS. Heroi inquestionável, com méritos.

Mas, me parece obrigatório voltar à primeira parte (palavrinha) desse post: "vamos aguardar". E cobrar. E, ao final, perguntar sem a possibilidade da resposta concreta: - por que não falaram primeiro com o "bigode", se afinal, é ele que manda? AVANTE, JEC!

14 de ago de 2013

DE ESPANHA A TAITI EM 9 PASSOS: JEC 0X1 PALMEIRAS

Paramos para a Copa das Confederações como a Espanha (embora ao final derrotada para o Brasil, foi vice,
como nós que estávamos em segundo na tabela, e agora somos o 10º), e saímos de lá para cada vez mais parecermos o Taiti (salvo pela razão de que não tomamos goleadas) - 1 vitória, 3 empates, 5 derrotas.

O jogo de ontem foi triste. Aos 5', gol do Palmeiras. Já tinha lascado tudo no início da peleja.
Baita público, mais de 15 mil pessoas, com chuva, frio, renda alta pra dar uma aliviada nas contas do clube, todo mundo molhado ou comprando as capas de saco de lixo a preços extorsivos, e o time naquela "inhaca".

Não quero ser impreciso, mas tivemos, se tanto e se é que assim se pode chamar, duas chances - pouquíssimas - apenas em bolas paradas, uma em que a bola passou por baixo das pernas do Lima, e uma outra, num bololô dentro da área, no segundo tempo. Não vi muito mais do que isso. Henrique e Wilson não deixaram nosso time chegar perto do gol. Fernando Prass declarou que não teve trabalho nenhum durante o jogo.

Drubscky falou que o time esteve bem. Sinceramente, vi outro jogo, sem emoção até, num frio dos infernos, dada a inoperância de nosso time. Não chegamos perto de empatar, quem dirá de vencer o jogo. Não sei se não seria o caso de voltar ao time que começou bem o torneio, com mais consistência defensiva, com Carlos Alberto na lateral, Marcus Vinícius e Recife na contenção, e (pasmem e aceitem a contradição) o lento mas mais defensivo Ricardinho. Tentar voltar ao que deu certo. 
Coincidência ou não (meu entendimento tático é precário), com a entrada de Eduardo na volta da pausa da Confederations, aos 3' do primeiro tempo do jogo contra a Chape, após a contusão de Charles Albert (by Jorge Lafond - falecido, intepretando Vera Verão), nosso time começou a desandar.

A derrota de ontem não seria frustrante e nem foi surpreendente, pois a capacidade de investimento do Palmeiras é absurda frente à nossa "pobreza". O que fode é que a frustração vem acumulada desde resultados como entregar um empate para a Chape, empatar com lanterna ABC, perder do BOA, do Paysandu, do ICASA. 

Felizmente - ou não-, não há muito tempo para lamentações (pois é só o que se ouviu hoje), e sexta-feira já voltamos a campo, contra o Oeste de Itápolis, a quem enfrentamos pela última vez na Série D (aliás, nosso jogo de estreia na 4ª Divisão foi exatamente contra o Oeste, num dia chuvoso, na Arena, com pouco mais de três mil torcedores no estádio - veja texto sobre o jogo aqui, e notem que Eduardo, Ricardinho e Lima já estavam por aqui e lembremos que as coisas já foram bem piores há não muito tempo). 
Contudo, as esperanças de vitória, contra quem quer que seja, já começam a esvair. Se o Oeste nos vencer, já nos ultrapassa na tabela. É começar a vencer, e logo, trocar vitórias e derrotas, e não apenas acumular maus resultados. AVANTE, JEC!

12 de ago de 2013

PORQUE AQUI É O MEU LUGAR. EU VOLTEI.

Se Artur Neto voltou, se Arturzinho voltou, por que não posso eu voltar? Ainda que não pra sentar no banco do técnico, mas naquele lugarzinho de costume, lá na arquibancada.
- Pois o fato é que depois de quase um ano morando longe de Joinville (nesse ínterim, no interior do Paraná, fronteira com o glorioso Paraguai, e em Criciúma, escrevi apenas 34 textos, esse é o 35º e último longe das arquibancadas da Arena), estou de volta a "manchester" a partir de hoje, esta segunda-feira, e como canta o Rei (não o Artur, mas o RC), brilhantemente interpretado por Didi Mocó Sonrisal Novalgino Mufumbo, "agora é pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar" - ao contrário dos dois Artur, que voltaram e já vazaram.
É ótimo voltar pra perto da família, pra nossa cidade, a ver os jogos do JEC na arquibancada, em vez de ouvir pela rádio ou pela internet - lenta pra caralho -, pra cervejinha antes e depois dos jogos (amanhã estaremos lá, no lugar usual). É bom estar em casa. E quem sabe, dar uma ressuscitada no blog, se o time ajudar.

E o JEC também volta pra casa depois de um empate (Paraná) e derrota para o Paysandu, que frequentava a zona do rebaixamento. Tá foda. Nos últimos 8 jogos, 4 derrotas, 3 empates, e uma vitória, 6 pontos conquistados em 24 disputados. Medonho. 
Amanhã enfrentamos o líder Palmeiras, ao que tudo indica, sem dois de seus principais jogadores, Valdívia e Allan Kardec - espero que não soframos gols espíritas sem o mestre deles - e uma vitória pode nos colocar novamente entre os quatro melhores da tabela, apesar dessa sequência terrível de resultados.

Hoje pela manhã, houve a apresentação do novo patrocinador - a FREMAX - empresa de freios. Alguma inspiração somente para frearmos a sangria de pontos, e o número de gols tomados de forma boba. Não frear o ímpeto de atacar, de vencer, de voltar a fazer pontos. E um dinheirinho novo sempre é bom, pois segundo o presidente não cansa de alardear, o JEC tem um déficit mensal entre 200 e 300 mangos. 
Nessa oportunidade, Nereu foi ouvido - escutei parcialmente suas entrevistas na 89FM e na 103FM - e a ladainha continua a mesma: eu contratei jogadores bons, de renome, e eles não estão rendendo, o grupo não "casou". E se não renderem depois do jogo de amanhã, pode haver mudanças. Eu tô pagando tudo em dia, inclusive 20 contos por rodada no G4, e eles é que estão perdendo grana, etc, etc. Enquanto isso, a Chapecoense vai disparando, e nós remando no mesmo lugar.
Nosso técnico já escreveu até livro.
O primeiro problema é o técnico, sempre. Já mudamos o técnico e a má fase continua. 
O segundo problema, portanto, passa a ser os jogadores. A mudança já é cogitada, como expliquei acima. 
A diretoria se equivoca? - Imagina! Maria Antonieta já está alerta, e as cabeças que rolam, ao contrário do exemplo histórico, não são as da realeza. 

Botar o Eduardo à venda no Mercado Livre (além de ser piada sem graça e mais velha que cagar de "croca") também não ajuda.
Não é agourar, mas se notarmos, vemos que Drubscky saiu do Atlético-PR na vice-lanterna da Série A, e agora, com Vagner Mancini, o time curitibano está em 5º lugar, com o mesmo elenco. Por isso, nem se sabe se a opção pelo novo treinador foi uma melhora em relação ao treinador demitido (que nos venceu na última sexta-feira). Drubscky, pelo menos, deu uma amenizada nas declarações do presidente, e acho que o elenco pode entender o recado apaziguador do técnico, e quem sabe, trazer os jogadores definitivamente para o seu lado. 
De novidades, apenas o zagueiro João Paulo, relacionado (era um jogador para nos dar uma grande qualidade na bola parada, mas sequer estreeou), certamente no banco de reservas, e um ressuscitado Mateus Carvalho

Mas o importante é que amanhã, às 21h50, todos nós estaremos, de volta, à Arena. 
É isso aí. Meu cachorro me sorriu latindo. Eu voltei. Mas falta o JEC voltar a jogar bola após a pausa pós-Copa das Confederações. Que comece contra o Parmera, na noite de amanhã. AVANTE, JEC!