NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

30 de set de 2010

JEC x OPERÁRIO, O PORTÃO DOS CÉUS

Quando falei do jogo de volta contra o Iraty, lembrei da música "A Volta", de autoria do Roberto Carlos, interpretada terrivelmente pelos VIPS, e acho eu que deu alguma sorte - sabem como é torcedor, acredita em cada coisa, até que você influencia mesmo no resultado de uma partida de futebol.

Bate, bate, bate na porta do céu - Zé Ramalho
Então, agora, na volta contra o Operário, trago outra música do Rei, a famosa "O portão", que diz: "Eu voltei, agora pra ficar, por que aqui [quase] é o meu lugar". Assim, estamos quase voltando para a Série C, e logo, logo, para a B, esse sim, nosso lugar.

Estamos batendo às portas de nossa redenção como clube de futebol - thanks, Bob Dáilan. Uma vitória contra o Operário, lá no Paraná, será importantíssima, para excluir de vez UberlândiaMadureira e o próprio Operário de nosso caminho, na hora da "final", ou seja, na próxima fase.

O Operário limpou parcialmente seus cartões aqui em Joinville. Tinha seis pendurados, três receberam o terceiro amarelo: o goleiro titular Ivan (que impediu a derrota do Fantasma aqui no Estádio Municipal com duas grandes defesas e um pontapé no Eder), e os dois laterais - Cassiano e Rogerinho.
Considerando que jogam eles num 3-5-2 ferrenho, a perda dos dois alas pode ser um caminho para nós explorarmos, e um complicador para a saída de bola e criação de jogadas para um time já pouco efetivo no ataque.

Nós, em princípio, iremos completos para o jogo, salvo se Marcelo Silva e Ricardinho não se recuperarem, mas com cinco jogadores no gancho com dois cartões, o que torna o jogo perigoso, pois pode ocasionar desfalques importantes nas quartas-de-final, sem dúvida o confronto mais importante do ano, dos últimos anos, de há muito na história tricolor.
Se no decorrer da partida estivermos vencendo (e aí o Operário precisar virar) ou a vaca já tiver ido para o brejo (t'esconjuro demonho) - por exemplo, com 2x0 para eles - será hora de tirar logo três do pendurados (Luis André, Tesser e Souza, por exemplo) para garantir que não tenhamos muitos desfalques (ou os tenhamos em pequena quantidade) para a hora que mais importa - a "FINAL".
Outra opção seria poupar alguns (2 ou 3) jogadores, correndo riscos um pouco maiores de passar a outra fase como "melhor perdedor". Palpites para economizar: poupa-se o Souza e entra Renato Santos - que jogou muito bem contra o Iraty aqui na Arena; poupa-se um dos laterais (Tesser talvez, que seria outra vez muito marcado pelo Sopp), entrando Daniel; guarda-se o Luis André e deixa o Paulinho Dias jogar - mas por favor Leandro, três volantes, NÃO; guarda-se o Marcelinho, e jogam Ricardinho e Neném ou Marcelo Silva na meiúca. Reduziríamos, assim, bastante os riscos de suspensão para a decisão.

Nossa zaga continua sólida. O único risco que realmente corremos no jogo aqui na Arena foi em decorrência de uma bola perdida lá na frente, pela esquerda, em que o Operário puxou rápido contra-ataque e lançou nas costas de Luis André, e um fantasma desses qualquer bateu para fora, cara a cara com Fabiano. Mesmo com o lumpemproletariado jogando em sua oficina, acho que eles terão muita dificuldade para fazer um gol em nossa zaga; e se eles vierem para cima - embora não seja seu estilo - ganharemos no contra-ataque.
O importante é não sair perdendo, pois daí vai ser a mesma retranca que se viu por aqui, e o empate só sairá a fórceps. AVANTE, JEC!

28 de set de 2010

A CIGANA (QUASE) LEU O MEU DESTINO...

Em verdade, eu ia consultar uma cigana, mas no meio do caminho lembrei-me da merda que acometeu o personagem do conto "A Cartomante", do Machado, e resolvi mudar a abordagem, pra não receber uma boa notícia e logo ali adiante morrer na praia (bem sei que Camilo da historinha não morreu na praia, mas aqui trato de futebol, ora bolas).  
Mesa branca, bola redonda, grama verde
Pensei melhor, e então, escolhi uma mesa branca para saber do passado, do presente, e principalmente do futuro - ah, pra quem não me conhece, sou eu aí, o segundo à esquerda - para ver se algum nego véio me diria quem seria o adversário do JEC no cruzamento das quartas-de-final. 
Poucas coisas ficaram claras depois de muito consultar mortos e feridos. A mais clara de todas, é que essa mãozinha saindo aí da fumaça parece ser a mão do Paulo Henrique de Godoy Bezerra, na final do catarinense contra o Avaí. O resto é incerto.

Pois bem, entre Uberaba e Madureira, é muito provável que o Madura se classifique como vencedor e o Uberaba como perdedor da chave - provavelmente como o melhor ou segundo melhor perdedor. Isso pode ser preocupante. 

Se formos vencedores contra os proletários (empate com gols ou vitória), seremos ou primeiro ou segundo vencedor, não há como sair daí em virtude dos cruzamentos entre JEC x Operário e Madureira e Uberaba, e aí ou pegamos o terceiro melhor perdedor ou o segundo melhor perdedor, respectivamente.

Se perdermos o confronto (empate zero a zero e azar nos pênaltis ou derrota em Ponta Grossa), seremos ou o melhor perdedor, com 18 ou 19 pontos, ou os segundos melhores, podendo ficar atrás do Uberaba, por exemplo, se esse vencer no Rio mas não por mais de dois gols de diferença, chegando a 20 pontos. Nesse caso, nosso adversário  seria ou o 2º melhor primeiro ou o 3º melhor primeiro (Operário, de novo, ou Madureira, ou, com menos chances, o Araguaína)

O fato (ou o não-fato, a visão) é que fiz(emos - eu a turma lá de cima)  várias simulações, mas é impossível conhecer de antemão o nosso adversário da próxima fase. Consegui ver o JEC contra o Guarany, contra o Sampaio (mais prováveis), mas também contra o Vila Aurora, contra o Operário de novo, contra o Uberlândia, e até contra o América/AM.

Acontece que hora H o nego véio embaralhou-se todo, e escafedeu. Assim, só mesmo no próximo sábado, lá pelas 20 h (há jogos que começam depois das 16h), inclusive antes de irmos às urnas para eleger presidente, governador, síndico e inimigos, é que saberemos quem são os eleitos.
Por que é como disse está escrito em Mateus, não o Vicente, mas o Evangelista: muitos são os chamados, poucos são os eleitos!

Muito dificilmente enfrentaremos uma baba para garantir o acesso.
Absurdamente, dado o estranho regulamento da série D, o jogo mais fácil e fraco deve se dar entre os vencedores que ficarem com a 4ª e 5ª campanhas, algo como Brasília x América/AM, ou Vila Aurora x Araguaína. 

O nosso adversário na "final" deve ser uma pedreira, mas agora é pau na máquina e vamos ver o que acontece.
Assim, pra terminar, como vaticínio do futuro tricolor, na falta da visão além do alcance, fico com o samba da União da Ilha do Governador, de 1978: "O Amanhã".
"O que será, do amanhã? Como vai ser o meu destino? (...) E o realejo diz, que eu serei feliz!" AVANTE, JEC!

27 de set de 2010

A GENTE TENTAMOS, MAS A GENTE NÃO CONSEGUIMOS

Usei, no título do post, o linguajar do "professor" Caçapa, do Operário, para resumir o que foi o JEC 0 x 0 Operário. Não é muito agradável ouvi-lo falando, nem é muito bom de ver seu time retrancado jogar. Mas há de se reconhecer que é um time que tem um sistema defensivo bem montado.
O jogo foi truncado; tivemos três ou quatro boas chances de gol (Souza, Eder, Pantico, e possível pênalti sobre o Eder), e o Operário pelo menos uma claríssima, em erro nosso pela esquerda, possibilitando contra-ataque para os proletários que não resultou em gol porque o avante paranaense, sozinho, chutou para fora (se a defesa é boa, o ataque deles é muito fraco).
Em resumo, na minha opinião foi um primeiro tempo bem razoável para o Joinville, mas uma segunda etapa muito ruim.
Acho que hoje, até em razão da falta de Marcelo Silva e Ricardinho - que fizeram falta, sim, senhor - na segunda etapa o Leandro Machado inventou.
Por tudo que acompanhei durante a semana, em vez alguma o técnico treinou com três volantes. Testou Edinho, Marcelo Silva e Neném pela meia. Aí, lá pelas tantas, o jogo empatado num zero a zero modorrento, o treinador tira um meia - Neném - e coloca o Paulinho Dias. Aí não dá, professor!
Se o LM desejava ganhar o jogo, a entrada de Edinho deveria ter sido a primeira opção. Só aí perdemos mais de dez minutos até que o treinador resolvesse meter o Edinho no jogo, tirando o Pantico, e essa substituição não acertou o time, que ficou todo confuso. A meu ver, o time já tinha se desorganizado e não voltou mais a se encontrar.
Mas, tudo bem! Acho que fizemos nosso mau jogo na hora exata. Agora temos de olhar as coisas pelo melhor ângulo. Se havia hora para não vencer em casa, a hora era hoje. Na próxima vez que pisarmos o gramado da Arena, a vitória será obrigatória. Ainda completamos o 5º jogo sem sofrer gols.
 Nesse mata-mata-mas-não-mata, o empate sem gols, dos maus resultados em casa, é o melhor. Um empate com gols fora de casa (ou obviamente uma vitória) nos dará a classificação para decidir o acesso em casa, mas ainda preciso analisar com mais calma os outros resultados (UBE 1x3 MAD, AME 1X0 VIL-AUR, GUA 3X2 SAM, ARA 4X4 BRA), para ver se é vantagem passar, por exemplo, com a melhor ou segunda melhor campanha, ou se ser o melhor perdedor pode ser bom. As possibilidades de cruzamentos ainda estão muito nebulosas. Tentarei adivinhar alguma coisa para amanhã, se a cigana que eu consulto me disser algo.
A arbitragem, que eu elogiara antes do jogo, a meu ver deixou o Operário baixar o sarrafo, embora tenha dado 7 amarelos para os parananeses. O camisa 10 deles, o tal de Edson Grilo, já tinha amarelo e fez pelo menos mais duas faltas passíveis de admoestação, mas o assoprador de apito gaúcho deve ter guardado o cartão em algum lugar escuro de sua anatomia.
Nenhum de nossos pendurados (Souza, Eduardo e Marcelinho) tomou cartão, mas em compensação mais dois jogadores estão agora com dois cartões (Tesser e Luis André). Cinco pendurados. Essa é uma situação perigosa para a hora H. Muito cuidado na próxima partida. Poderíamos chegar na hora da decisão, na pior das hipóteses, sem metade do time em uma das partidas. 
Por fim, o placar que existe mas não foi inaugurado (e que não tem nada de espetacular), retratou em suas luzinhas um jogo chato, para pouco mais de 4.000 torcedores - mais uma vez uma presença de público decepcionante para um clube que se gaba de ter mais de 6000 sócios. De qualquer forma, AVANTE, JEC!

Ficha técnica: Joinville 0 x 0 Operário, Estádio Municipal, 26.set.2010

JEC: Fabiano; Rafael Tesser (Charles), Souza, Fernando e Eduardo; Carlinhos Santos, Luis André, Neném e Marcelinho; Eder e Pantico (Edinho). T: Leandro Machado.
Operário: Ivan; Fabiano, Rodrigo de Lazzari e Leonardo; Cassiano (Vinícius), Diego Zanuto, Cambará, Edson Grilo (Péricles) e Rogerinho; Ícaro (Edenílson) e Baiano. T: Pedro Caçapa.
Público: 4.121 (total).

24 de set de 2010

JEC x OPERÁRIO - PRÉVIA - 3ª PARTE

O Operário, a princípio, não tem  nenhum desfalque. De Lazzari se recuperou bem de uma uma fratura na costela, e o Damião deve escalar o time, mais uma vez, com três zagueiros (Leonardo, De Lazzari e Fabiano).
Fizeram um amistoso, ontem, contra o time B, do Coritiba, e venceram por dois a zero, o primeiro gol no primeiro tempo, com as formações principais, e o segundo gol já depois de uma porrada de substituições.

Operário prestes a entrar pelo cano.
Nosso time, por sua vez, lida com dúvidas que eu pensava não existiriam mais a tal altura do campeonato.
Marcelo Silva não deve jogar - ao que tudo indica. Fará trabalho de reforço muscular - ele próprio reconhece que suas atuações pioraram ao longo do campeonato, por falta de ritmo depois de sua temporada no Catar. Menos mal que Pantico é uma ótima opção, e acho que não perderemos tanto assim, melhor, não perderemos nada, pois o baixinho está mais inteiro do que o Marcelo, embora tenha feito aquela artroscopia, e vem jogando muito bem.
Ricardinho é dúvida após pancada distribuída, em treino, por Paulinho Dias. Achei estranhíssimo o Leandro Machado treinar o Edinho na meia-cancha ontem pela manhã, acho que foi só um despiste. Se Ricardinho ficar fora, entra Neném, pela lógica - e até foi essa a formação do treino vespertino de ontem.
É bom lembrar que na final da Copinha, contra o Brusque, Edinho começou jogando e foi muito mal, sendo logo substituído.
Assim, nesta sexta pela manhã, parece que o Time vai de Fabiano, Tesser, Souza, Fernando e Eduardo; Carlinhos, Luis André, MarcelinhoNeném; Pantico e Éder.     
Mas ainda há treino hoje à tarde, e tudo pode mudar - embora com chuva talvez o treino nem aconteça.
Ouvi dizer que o técnico do Operário vai querer limpar pelo menos parte de seus pendurados. Tem 6 titulares com dois cartões, e, naturalmente, alguns deles já levariam os cartões. Então uns três jogadores - se não mais - devem ficar de fora da segunda partida.

Uma vitória nossa na Arena pode encaminhar definitivamente a nossa classificação como vencedor da chave, para pegar, em teoria

Por fim, teremos um bandeira FIFA em nosso jogo - Altemir Hausmann - que inclusive participou da Copa do Mundo. Além disso, o apitador será Marcio Chagas da Silva, aparentemente um bom árbitro, jovem, já no quadro da CBF com pouco mais de 30 anos. Foi eleito o melhor árbitro do campeonato gaúcho de 2008 (isso com Simon, Gaciba e Vuaden filiados à Federação do RGS). Esse ano já apitou na série A, por exemplo Fluminense 1x1 Palmeiras, e foi muito elogiado. É realmente de bom alvitre que nessas fases decisivas bons árbitros sejam escalados pela CBF. Não podemos perder, pelo menos no apito.
Nos finais de semana, o número de leitores do blog cai sensivelmente, e por isso só voltarei a postar no domingo, após o jogo - Lá pelas 8 da noite. Todos ao Estádio Municipal. AVANTE, JEC!

23 de set de 2010

JEC X SOPP(ERÁRIO) - PRIMEIRAS IMPRESSÕES - 2ª PARTE

A turma da terceira idade aqui em Joinville está bastante acostumada a dançar no Círculo Operário, ali próximo ao Ernestão. Esse clube, junto com a Sociedade de Tiro Operário da Benjamin Constant são os únicos clubes de nome Operário que têm, por aqui, alguma importância.
Mas, como quero comentar o próximo jogo do Tricolor, que, por acaso, dar-se-á contra um Operário menos famoso por estas bandas - o Operário Paranaense - terá de ser mencionado.

Matutando sobre nosso adversário (8J, 5V, 1E, 2D, 7GP, 5GC), vê-se que em casa venceu os quatro jogos que disputou, todos por um a zero. Por isso, desde já, é importante pensar que temos que ir lá e fazer um golzinho, para tirá-los dessa zona de conforto em que conseguem sempre se colocar ao vencer em casa sem que sua defesa seja vazada.
Fora, só ganhou do Metrô - que vinha em franca decadência (os Boys do Subterrâneo - música do Replicantes, procurem e ouçam - só jogaram bem no turno da primeira fase; no returno já vinham decaindo; no mata-mata, então, nem se fala), por três a dois.
Por isso discordo quando o Nardela imagina que o Operário tenha evoluído - como disse na rádio outro dia. Eu acredito é que o Metrô é que andou pra trás (ui!), e facilitou a vida do Sopp(erário).
Essa última partida foi a primeira em que o Operário fez mais de um gol.
Os três tentos do time paranaense contra o Metrô saíram, o primeiro, um numa jogada pela direita, em que o atacante se antecipou ao zagueiro blumenauense, no primeiro pau; o segundo, em outra jogada pelo mesmo lado, em que o atacante surgiu livre dentro da área. Toda a zaga do Metrô vinha voltando desesperada. Dois gols de Ícaro (reforço, que não jogou contra o JEC na primeira fase). O terceiro gol, no finalzinho, em jogada individual pelo lado esquerdo. Parece que a marcação pelo setor do Eduardo deve ser uma preocupação do nosso time para o jogo.
O Operário sofreu um gol de bola parada - cabeceio, depois falta na batida da lateral do campo, e outro em chutaço de longa distância.

Como já os enfrentamos na primeira fase, um breve flashback:
Nossa pior partida na competição - e única derrota até o momento, foi exatamente lá em Vila Oficinas, na segunda rodada da primeira fase, por um a zero, em uma partida medonha do Tricolor. 
Pedro "Damião" Ilitch Caçapa Ulianov
Dirigente-tecnico dos Proletários
Foi o jogo em que nosso primeiro chute a gol se deu aos 44' do primeiro tempo, e o gol que sofremos foi de uma cabeçada da entrada da área, e não foi necessário nem que o atacante deles pulasse para fazer o tento da vitória.
Foi o primeiro jogo após a remontagem do time Tricolor (Lima foi embora, chegaram novos atacantes todos ainda fora de forma e sem nunca terem jogado juntos, o Marcelo Silva só entrou em campo porque a janela internacional foi adiantada). Nosso time melhorou desde então, e o ambiente interno, nem se fala.
Na verdade, até aquele momento, sequer tínhamos um time, mas um bando. Eram os mesmos jogadores de agora, mas sem organização. Agora temos uma boa equipe!

Por outro lado, já os vencemos na primeira fase, por 2x0 aqui no Estádio Municipal (com gols de Paulinho Dias e Marcelo Silva), em jogo encardido, em que não jogamos tão bem mas que mesmo assim poderíamos até ter vencido por maior diferença de gols, mas como tratei em "Ótimo Resultado, razoável partida". Nosso time ainda estava um pouco confuso, com Marcelo Silva na meiúca, sendo adiantado para o ataque somente na segunda etapa, quando melhorou e fez um golaço. 

Para o primeiro jogo, temos três pendurados (Souza, Eduardo e Marcelinho). O "proletários" têm 9 pendurados, dentre estes seis titulares. Dependendo do andamento do jogo, eles podem querer limpar cartões e até facilitar o jogo de volta.

É importante dizer que o auxiliar técnico do Leandro Machado, o Edinho, esteve em Blumenau para observar o nosso adversário contra o Metrô. Esse é um pequeno detalhe que me faz crer que o Joinville, aos poucos, vai se organizando. Demonstra algum planejamento, o que é, por incrível que pareça, uma notícia novidadeira em se tratando do JECÃO.
Esses primeiros passos são metade de toda ação. É bom que começamos a arrumar a casa. Com as coisas andando certo na parte administrativa, o bom momento do futebol se torna um reflexo imediato dessa arrumação. E se o clube realmente se organizar, o acesso deste ano e no próximo são, para mim, uma quase certeza. AVANTE, JEC!

22 de set de 2010

JEC x OPERÁRIO - PRÉVIA I - PANTICO VOLTA: O TIME DEVE MUDAR?

Outro dia ouvi o "mais vezes campeão sem nunca ter chutado uma bola" finalmente falar alguma coisa aproveitável, embora tenha alguma dúvida sobre o acerto de sua tese.
Isso, contudo, não inválida a boa ideia - essa reforma ortográfica é de lascar - que deu em seu comentário no Jornal da RIC, ao meio-dia, embora tenha falado mais do seu time carioca do que sobre o Tricolor. Só de vê-lo falar alguma plausível já fico estupefato.

Ele aventou que com o retorno do Pantico, esse assumisse uma vaga no ataque junto a Eder, e que Marcelo Silva fosse recuado para a meia-cancha, fazendo companhia a Marcelinho. Ricardinho perderia a posição, nesse time. É uma formação interessante, que não pode ser descartada de pronto.

Contudo, tais mudanças demandariam uma série de acertos na formação de nosso time, em uma equipe que finalmente parece ter achado um jeito de jogar. Tenho de reconhecer que o time melhorou bastante  desde que Leandro Machado assumiu o comando técnico do JEC.

O que mudaria com essa nova formação?
1. O time ficaria mais ofensivo e mais desprotegido, pois Marcelo Silva joga muito mais pra frente do que o Ricardinho, mas marca muito menos. Ricardinho compõe defensivamente, auxiliando os laterais e os volantes. Marcelo teria dificuldade para executar tal função. E é de se notar que "o cara" não esteve bem nos jogos contra o Iraty - parece que cansado fisicamente. Oxalá esses quinze dias de descanso o tenham recuperado, pois será muito importante para conquistarmos o acesso.
2. Nossa bola parada mudaria completamente. Ricardinho bate bem faltas diretas ao gol, é um bom cobrador. É, ao que tudo indica, também o cobrador de pênaltis - bateu lá em Iraty. Igualmente, é ele que alça todas as bolas para a área, tanto em escanteio quanto em faltas laterais, embora, para mim, nessa função, sua eficiência não impressione. Mas há mais de ano jogamos assim, e parece que não vai mudar até o final da série D.
3. No ataque, diminuíriamos nossa já diminuta estatura. Pantico é baixo, e Eder também não é um gigante. A reposição de bola do Fabiano busca sempre o Marcelo Silva, que dá a primeira "espanada" de cabeça, quase sempre pelas laterais do campo. Quem fará este papel? A saída de bola ficará mais difícil, facilitando marcação pressão do adversário.
4. Marcelo Silva prefere jogar no ataque e rende mais por lá. Acho que a pior atuação dele desde seu retorno se deu no único jogo - quando Edinho ainda era treinador - em que atuou na meia-cancha.

A substituição mais simples seria a substituição de Éder pelo Pantico, ainda nosso artilheiro na série D, e eu até sou favorável a este câmbio. Mas, com os dois gols marcados pelo Éder na última partida (e além disso a sua melhora na parte física), tal mudança, nesse momento, soaria estranha e queimaria o substituído. Ademais, Leandro Machado vem elogiando Eder pelo seu papel de atacante de contato, de força, que dá o corpo pros zagueiros, faz o pivô de forma eficaz. Mudar o ataque pra dois jogadores leves não parece ser a intenção de nosso "professor".
Isso posto, penso que a tendência, na cabeça do LM, é a manutenção do time para os jogos contra o Operário, ficando o Pantico como primeiríssima opção para o lugar de qualquer um dos avantes, e Neném como o substituto eventual dos meias.
Esse quarteto mais ofensivo - além de nunca ter jogado junto - fragilizaria um time que vem se notabilizando pela compactação defensiva. De toda forma, essa formação deve ser testada (em treinos ou quando os jogos já estiverem decididos), para a eventualidade de estarmos perdendo algum jogo. Assim, o time que ganhou as duas últimas sem sofrer gol é que deve começar jogando no domingo, contra os Proletários, aqui no Estádio Municipal. AVANTE, JEC!

21 de set de 2010

DILEMA TOSTINES: ATAQUES BONS OU DEFESAS FALHAS

Lembram-se daquela bolacha Tostines - achei que nem era mais vendida, mas parece que só mudou a embalagem - e de seu dilema, que era enunciado na publicidade: Tostines é fresquinho porque vende mais, ou vende mais porque é fresquinho?
Esse é mote para analisar os times do Centro-Oeste e Norte-Nordeste, que protagonizaram jogos de muitos gols neste campeonato.
Por exemplo, há algumas semanas, o Sampaio Corrêa meteu 5 no CSA, o Santa Cruz bateu o Guarany de Sobral por 4 a 3, isso já no mata-mata. Antes, houve outras goleadas.

Trago o dilema para o mundo do futebol e, mais especificamente, da Série D: a defesas só são vazadas porque os ataques são muito bons, ou os ataques são muito bons porque as defesas são frágeis, lá para cima?

O Uberaba, por exemplo, fez 14 de seus 22 gols em apenas três jogos em casa na primeira fase. Os outro oito gols saíram em 5 jogos. 
O Guarany de Sobral fez 12 de seus 18 gols em três jogos, um 4x0 contra o JV Lideral e um 5x1 contra o Flamengo/PI, o que mostra que este time é perigoso em seus domínios. Mas em outros jogos dificilmente marca.

O Sampaio Corrêa, igualmente, fez 10 de seus 16 gols em dois jogos, contra o mesmo Flamengo/PI e contra o CSA. Os outros seis gols levaram 6 jogos para acontecerem.

Então, em parte, os saldos dilatados, as goleadas, o grande número de gols pró, podem ser creditados à fragilidade de alguns adversários que enfrentaram lá para cima no mapa do Brasil e não a um ataque que faça inveja a Romário e Ronaldo - no auge.

Nosso time é um mais equilibrado. Temos só 11 gols, mas apenas duas partidas não marcamos. Vamos jogar mais duas vezes contra um time de boa defesa- o Sopp(erário).
Aqui pelo Sul, as goleadas são bem mais difíceis de conquistar, o futebol é mais defensivo do que ofensivo, o acerto da defesa é sempre buscado primordialmente.

Defesas sólidas ou ataques de asma no nosso grupo?
 Nós só sofremos 4 gols em 7 jogos (e dois deles, contra o Zequinha, nos descontos, em bobeiras de nosso time, que parecem ter acabado).  
Ademais, vê-se que em nossa chave estavam Joinville e Operário - dois dos três melhores times e defesas do campeonato. O Operário, mais São JoséIraty jogavam no 3-5-2, apostando praticamente só na defesa, com times fortes e altos.
Para se ter um noção do equilíbrio da nossa chave na primeira fase, este foi o grupo, disparado, em que menos gols foram marcados - só 19. Ao passo que no grupo do Uberaba, por exemplo, saíram 49 gols.
O segundo grupo com menos gols teve 24 tentos, e depois, o terceiro, com 28 gols. Ou seja, nosso grupo era o das defesas mais equilibradas, sem sombra de dúvida. O 4º colocado do nosso grupo - o Oeste - foi o melhor lanterna, com 5 pontos.

Nosso saldo de gols só é menor exatamente que o do Uberaba (13) e do Sampaio Corrêa (9) e igual ao do Guarany (7). Todos, contudo, têm defesas mais vazadas do que a nossa. A diferença no saldo é decorrente das goleadas eventuais que aqueles times aplicaram.
A meu ver, então, os ataques mais positivos lá pras bandas do Nordeste se devem mais à fragilidade defensiva de ALGUNS times já eliminados, do que à qualidade das linhas ofensivas.
Obviamente essa é uma impressão que só vai se confirmar nas quartas-de-final, se os cruzamentos colocarem frente a frente os times aqui do Sul contra os do Centro-Oeste e Norte-Nordeste.
Seriam confrontos de opostos - a defesa sulista (mas sem retrancas, por favor) e o ataque nordestino. Acho que as linhas defensivas e o jogo no contra-ataque prevalecerão. Pelo menos essa é a minha torcida. AVANTE, JEC!

20 de set de 2010

EFEITO ORLOFF III - É BRINCADEIRA, GÉRSON!

Dentro da série de posts inspirados (de forma metafórica e também líquida) na marvada Vodka Orloff,  com o famoso bordão das propagandas - "Eu sou você amanhã", constato que hoje é dia de uma uma ressaca daquelas, ou melhor, de um travo amargo na boca.

Criciúma e Chapecoense, dois times que vimos sendo melhores há um bom tempo, classificaram-se para a "final" da série C e estão a um passo da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, ocupando um lugar que nós é que deveríamos ocupar. A Chapecoense, este ano, foi rebaixada no Catarinense, vejam só, e está a um passo de se garantir numa competição de temporada inteira, com pontos corridos, e enfrentando grandes clubes do Brasil.
Como diria o Canhotinha de Ouro: É brincadeira!

Pra não dizer que não há nada a elogiar nesses times, ambos tem, até o momento, médias de público bem superiores às nossas. Em Chapecó, cerca de 5.000, em Criciúma, mais de 8.600 por jogo, isso em cidades muito menores do que Joinville.

Bom, de qualquer maneira, acho que vou dar uma secada básica, e aí, para o ano que vem, antevejo nossa chave na Série C com Tigre, Bugrada, Brasil de Pelotas e Caxias/RS. Ou seja, um mini-Catarinão, com uns enxertos de times médios do Rio Grande do Sul para que cheguemos na almejada Série B.
Porque nesse ponto vou de novo com o Canhota: se você gosta de levar vantagem (fume Vila Rica, ele diria), vamos torcer por uma chave que nos possibilite - além do acesso neste ano, que tem de vir -  outro acesso no ano que vem.
Quando escrevi o segundo post dessa série infame baseada em pesquisas etílicas, e analisei a Série C deste ano, como você pode ler AQUI, falei da moleza que era essa porra dessa terceirona. Se estivéssemos lá, seríamos favoritos ao acesso tanto quanto somos agora na série D, talvez até mais.

Mas... uma coisa de cada vez. Vamos com tudo nesses 28 dias que faltam até o 17.outubro - o dia do acesso. Depois sim, pensemos na série C. Agora, nas sábias palavras de Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo: CACENTRAÇÃO! AVANTE, JEC!

17 de set de 2010

POSSÍVEIS ADVERSÁRIOS NA "FINAL" - PARTE II

Ontem tratei de Uberaba x Madureira e Araguaína x Brasília, apontando o Uberaba como favorito no primeiro grupo, e não sendo capaz de identificar quem é mais forte (ou menos fraco) no segundo confronto.


Hoje analiso os perigosos Sampaio Correa x Guarany de Sobral/CE e os fracos Vila Aurora/MT x América/AM.


VILA AURORA/MT x AMÉRICA/AM
O matogrossense Vila Aurora, de Rondonópolis (180 mil habitantes), tem campanha razoável (3V, 4E, 1D, 9GP, 6GC), tendo se classificado em segundo no seu grupo na primeira fase, atrás do já eliminado Mixto, encontrando-se agora com a sexta melhor campanha entres os dez clubes restantes.
No mata-mata, eliminou o favorito Remo/PA, com dois empates (0x0 e 1x1), prevalecendo o empate com gols fora de casa.
Em seus domínios, tem 1V, 2E e 1D, e fora de casa 2V e 2E. Venceu, na primeira fase, somente times do Acre e Rondônia (Náuas e Vilhena), o que, convenhamos, não impressiona ninguém. A campanha razoável, a meu ver, só se deve à fragilidade dos adversários. É claro que nunca vi tal time jogar, mas pela lógica, é um time fraco.
Manda seus jogos no Luthero Lopes, um estádio para 18.000 pessoas, no meio do nada. Tem média de 310 pagantes por jogo, tendo colocado contra o conhecido Remo, apenas 520 pessoas no campo. Se for nosso adversário, será jogo em campo neutro, pois estádio grande e torcida minúscula não empolgam nem assustam ninguém. Dá pra ir lá e jogar tranqüilamente.

O América/AM, que neste ano até tentou mudar de nome para Manaos - mas a iniciativa deu chabu - vai mais ou menos na mesma toada de seu raquítico adversário. Sua campanha (apenas a 8ª entre os dez clubes que continuam na disputa) é de 3V, 3E e 2D, 14GP, 12GC). Lá em Manaus, tem 2V e 2E. Fora de sua casa obteve 1V, 1E, 2D. É de se notar que duas de suas três vitórias foram contra o tal de Cristal - um timeco do Amapá (tem futebol por lá?), que ficou em último na chave A1 - primeira fase.
Manda seus jogos no Estádio Francisco Garcia, pra 4.000 pessoas (ou 8.000, dependendo da fonte). É um campinho de nada, com seis ou sete degraus de arquibancada. Há umas fotos na internet mostrando que as arquibancadas não encobrem casas simples que ficam foram da "arena". Sua média de público não ultrapassa 490 pagantes. E ainda está numa draga financeira, como se vê aqui.
Ambos seriam adversários perfeitamente vencíveis; o JEC seria favorito em qualquer desses confrontos; Rondonópolis é bem mais próximo do que Manaus, mas para ir à amazônia os vôos também não seriam muito complicados, embora longos - e caros.

SAMPAIO CORRÊA/MA x GUARANY DE SOBRAL/CE

Desse confronto sem favorito sai um adversário, qualquer um que seja, que representa certo perigo para o Tricolor. Explico:

O Sampaio Corrêa (5ª campanha, com 3V, 4E, 1D, 16GP, 7GC), terminou em segundo na sua chave na primeira fase, atrás do próprio Guarany de Sobral, mas ambos com baixos 9 pontos. É um time conhecido, mas não anda bem. Já ganhou uma série B, em 1972 e uma série C, em 1997. Não é time a se dar bobeira, tem tradição e alguma torcida.
Nos confrontos anteriores entre esses dois times, na primeira fase, dois empates, por 0x0 e 2x2, este jogo com gols foi no Maranhão. O equilíbrio é patente (o Maceió diria latente - ele adora a palavra mas a usa mal - porém agora ele está em férias; que alívio por trinta dias).
No primeiro mata-mata, o Sampaio Corrêa protagonizou uma goleada incrível contra o CSA, por 5x0, em sua casa, no Nhozinho Santos, estádio para 16.500 torcedores onde manda seus jogos. O empate por 2x2 em Maceió foi só para cumprir tabela. Realizou uma primeira fase pífia, mas um mata-mata contundente.
Sua média de público é de mais de 4.000, e no contra o CSA, em casa, colocou quase 6.000. Num eventual jogo valendo acesso, o campo estará lotado.

O Guarany de Sobral (7ª campanha, com 3V, 3E e 2D, 18GP, 11GC), tendo desclassificado o Santa Cruz no primeiro mata-mata. Perdeu no Mundão do Arruda, com 55 mil torcedores corais, por 4x3, num resultado que engana, que não diz o que foi o jogo.
Isto porque o Santa começou perdendo por dois a zero, tendo o mesmo zagueiro feito ambos os gols, e contra. Então, o clube coral virou para 4 a 2, mas permitiu um golzinho no final do jogo, reduzindo a vantagem para o jogo de volta.
No Ceará, o Guarany fez 2 a 0 e protagonizou a catástrofe tricolor, o clube de maior tradição na série D, como se pode ver no ótimo Blog do Santinha.
De toda forma, sofrer uma virada de 2x0 para 4x2 para mim demonstra alguma fragilidade da defesa sobralense.
Em casa, o Guarany tem 3V e 1E; fora de seus domínios, 2E e 2D. Joga no Estádio do Junco, o Juncão, com capacidade para 15.000 viventes, mas tem média, até o momento, de 1.966 torcedores, malgrado com crescimento acentuado na última fase - 4.756 contra o Santa Cruz. Também aposto em grande público na "decisão" lá em Sobral.
Há um outro componente a atentar: o calor por lá é senegalesco. O clima é quente e seco, e nesses dias que correm a máxima tem batido direto em 37°C. Não é a condição ideal de jogo para um time aqui do sul. .
Em relação a Guarany ou Sampaio Corrêa há de se considerar ainda as longas viagens (cerca de 4.000km para ambos os casos), a logística difícil, os custos, o cansaço, etc.

Dois confrontos equilibrados, um mais forte e um mais fraco, ambos sem favorito. 
Torço para pegar os mais fracos. Contudo, vou de lugar-comum: quem quer subir não pode escolher adversário (mas se vier uma baba, melhor). AVANTE, JEC!

16 de set de 2010

POSSÍVEIS ADVERSÁRIOS NA "FINAL" - PARTE I

Os confrontos da terceira fase da série D são os que seguem abaixo, com o time que aparece à esquerda jogando a partida inicial em casa e decidindo fora:
UBERABA x MADUREIRA
JOINVILLE x OPERÁRIO
ARAGUAÍNA x BRASÍLIA
GUARANY/CE x SAMPAIO CORREA
AMÉRICA/AM xVILA AURORA

Daqui saem os oito classificados para as quartas-de-final, fase em que se decide o acesso, como todos sabemos. Classificam-se para "A FINAL" os cinco vencedores dos embates, além dos três "melhores perdedores", papel este, que no caso de saírem derrotados nos mata-matas, já está assegurado ao Tricolor ou ao Operário e ao Uberaba.
Quem deve ganhar cada um dos confrontos? Quem são, como estão no momento estes times? Sobre JEC x Proletários, falarei em post específico. Aqui só me interessam os outros cruzamentos, tratando primeiro dos perigosos Uberaba x Madureira e dos fracos Araguaína x Brasília.

UBERABA X MADUREIRA
O Uberaba (5V, 2E, 1D, 22GP, 9GC), time de melhor campanha até agora na competição, só perdeu na segunda rodada da primeira fase para o agora já eliminado Rio Branco/ES por dois a zero. Fez 22 gols e sofreu 9.
Em casa, são quatro vitórias, duas por quatro gols, uma por 6 gols, e essa última, contra o Tupy, por dois a zero. Fora, venceu apenas o Camaçari (que só fez um ponto na primeira fase), empatou duas e perdeu aquela para o Rio Branco.
Em Uberaba, a torcida comparece timidamente, com média de 1.561 torcedores (pouco mais de 1900 foram ao jogo do mata-mata contra o Tupy) por jogo no Estádio João Guido, com capacidade para 13.000 pagantes.
O time que for a Uberaba numa primeira partida é capaz de já voltar eliminado, pois a equipe tem se demonstrado forte em casa. E foi bem isso o que o sorteio determinou para o confronto com o Madureira. Cuido que o time mineiro praticamente encaminha a sua classificação no jogo de ida, vencendo, e bem, o Madura (que tomou umas biabas fora do Rio, como se vê abaixo).

O Madureira, 4º colocado no geral (4V, 2E, 2D, 12GP, 13 GC) é o único classificado entre os oito que tem saldo de gols negativo. Na primeira fase, em dois (de três) jogos fora de casa sofreu muitos gols.
Na segunda fase, contra o Rio Branco/ES, empatou fora e venceu em casa por dois a um.  Sua média de público beira míseros 420 pagantes. Invicto em casa, venceu 3 e empatou uma. Fora, conquistou 1V, 1E e 2D (ambas as derrotas por goleada).
É um time do subúrbio carioca, e se aqui em Joinville encontramos muitos torcedores dos times grandes do Rio e que dão às costas ao time local, imaginem se um clube de bairro, da periferia daquela cidade, conseguiria grande número de adeptos.
Joga no Aniceto Moscoso, com capacidade para 10.000 torcedores.

Parece-me que o favorito é o Uberaba, e portanto é necessário que ganhemos o mata-mata contra o Operário para não correr risco - pequeno - de pegar os mineiros na hora H.
O Madureira, por outro lado, pode ser um adversário ao nosso gosto. Se for adepto da escola carioca, que joga mas deixa jogar, acho que seremos favoritos, pois nosso time vem se notabilizando, nas últimas partidas, por marcar bem e por não sofrer gols.
Aqui, apesar do favoritismo uberabense, torço para que o Madureira roube uns pontinhos dos mineiros nessa disputa abrindo a chance para que fiquemos em primeiro no geral. Mesmo que tome um pau em Minas, uma vitoriazinha no Rio o garantiria como um dos repescados.

ARAGUAÍNA e BRASÍLIA - Briga de cachorro pequeno.
São, entre os dez classificados, os dois times de pior campanha, e de torcidas pífias.
O Araguaína, de Tocantins, é o time que mais empatou (2V, 5E, 1D, 9GP, 8GC), o que significa que vence pouco mas também que pouco perde. Nessa última fase empatou lá e cá e tirou da briga o Treze da Paraíba, que deveria ser considerado favoritaço.
Em casa, o Araguaína colocou 1661 pagantes em seu campo, contra o Mixto, no mata-mata. Sua média de público é de 1400 testemunhas. Seu estádio zero-bala, o Mirandão, comporta 10.000 pessoas. Como mandante, tem 2V e 2 E, e fora de seus domínios, 3E e 1D.

O Brasília - clube empresa que tirou da jogada o Fluminense de Feira de Santana no primeiro mata-mata, é um time para mim de todo desconhecido. Achei que fosse o time do Dimba, mas não é não. Ilustres sabe-se-lá-quem fazem parte do elenco candango. Na última partida da primeira fase, no "clássico" contra o conterrâneo Ceilândia, somente 80 pagantes foram ao campo. Vem jogando no "Boca do Jacaré", para trinta mil pessoas, mas também jogou no Abadião, para 4.000 viventes, e ainda no CAVE, pra sete mil. Não sei se escolhe o estádio de acordo com adversário, mas me parece que não, a coisa é meio aleatória, porque nunca há torcida, e desse jeito, penso eu, os jogadores não se acostumam com um só campo, com suas dimensões e gramado, para que pudessem considerá-lo sua casa. Daqui sairia um adversário na medida para o JEC, a meu ver. Contra qualquer um deles seríamos favoritos.

Os dois times estiveram na mesma chave na primeira fase, e empataram duas vezes, por 1x1 em Araguaína e 2x2 em Brasília. Não há favorito para este confronto.
Amanhã trato dos perigosos Guarany/CE x Sampaio Correa/MA e dos inofensivos Vila Aurora/MT x América AM. AVANTE, JEC!

15 de set de 2010

É SEMPRE AO GOSTO DO FREGUÊS - DECIDIR FORA OU EM CASA

Iniciando a série de assuntos prometidos ontem, cuido do primeiro deles, dizendo que embora seja o tema mais simples, é aquele cuja resposta conclusiva é das mais difíceis: é melhor jogar os mata-matas disputando a primeira partida fora, para decidir em casa, ou é melhor jogar primeiro em casa, construir uma vantagem, e ir para o segundo jogo já garantido (ou pelo menos com alguma vantagem)?

Essa é uma dúvida que sempre me assalta e para a qual não há resposta certa; trata-se de preferência, de puro palpite ao gosto do freguês. Mas, nesses mata-matas da série D, em especial naquele mais importante, no embate que considero "a final", o que deve preferir a equipe Tricolor?

Nossa casa tem que ser um terror para os adversários


Rezam a tradição e o senso comum - mas os lugares-comuns estão aí exatamente para serem derrubados - que é melhor jogar a segunda partida, ou seja, decidir a classificação, em casa.

Digo eu: Depende! E de muitas coisas!

Nesse ano de 2010, já revertemos vantagens em disputas de ida e volta (contra o Criciúma) e já deixamos de revertê-las (contra o Brusque) em casa.
Da mesma forma, já começamos uma decisão no nosso campo e perdemos, pior, tomamos vareio cá e lá (contra o Avaí).
O que importa, afinal, é jogar bem, é ter o time pronto, e aí tanto faz onde começa e onde termina a disputa, pois a ordem dos fatores não altera o produto, se o time estiver bem (como agora está).

Nessa série D que agora disputamos à unha, nos dez confrontos da segunda fase, exatamente 5 times que jogaram a primeira fora se deram bem (JEC, Uberaba, Madureira, Guarany, Brasília); e a mesma quantidade de equipes que disputaram a primeira em casa se classificaram (Sampaio Corrêa, Vila Aurora/MT,  América/AM, Operário, Araguaína). 
Ou seja, considerando que ficou absolutamente igual o número, só pela matemática não é possível afirmar o que seja melhor. Depende, também, muito do resultado do primeiro jogo, mas nesse ano nem isso foi relevante. Só o Sampaio Correa, JEC e Vila Aurora fizeram dois gols de diferença no primeiro jogo, e o do Joinville foi fora de casa, deixando a questão ainda em aberto.
Repito, é questão de gosto, e de não tomar uma biaba fora na primeira partida, se esse for esse o caso.

Para concluir, eu acredito que o grande fundamento de se preferir jogar a segunda partida em casa é, muito mais do que a lógica do futebol, um componente afetivo que indica ser melhor jogar o segundo jogo em seus domínios. 
Isto porque é claro que a torcida quer ver o time erguer a taça (ou conseguir o acesso) na sua frente, pois, depois de só roer o osso, em jogos mequetrefes por anos a fio, na hora que chega o filé seria bom que ele fosse servido em nossa casa. 
Mas devemos nos conscientizar que pensando só dessa forma, se está tratando do acessório como se principal fosse. O importante é subir, e não que se suba necessariamente com o segundo jogo no Estádio Municipal. E se o primeiro jogo da "final" for em casa, temos que lotar nossa cancha neste momento.
O Joinville, ademais, não pode renegar a sua história. Nossos doze títulos estaduais nos acostumaram a buscar troféus fora de casa. Tirando o ano de 2000 e mais um que não me recordo, o JEC teve por hábito realizar fora de casa seus maiores feitos, e trazer o troféu no bagageiro do zarcão.
Lembro-me do primeiro jogo do JECÃO que assisti pela TV, a final do Catarinão-84, Figueira 0x0 JEC, no Scarpelli, sob chuva que deus mandava e arbitragem de Dalmo Bozzano. Naquele jogo, o empate FORA DE CASA nos deu o heptacampeonato.

A hora da verdade pode ser lá fora!

Depois, em 87, lá em Criciúma, Nardela e Geraldo Pereira fizeram os gols do 2x0 que nos permitiram mais uma longa viagem com a taça no colo. Em 2001, igualmente começamos a final em casa, e metemos 3x0 no mesmo Criciúma por aqui. Só fomos ao Sul para buscar o caneco, no segundo jogo.

Vamos fazer o teste agora, contra o Operário/PR - primeiro jogo aqui, segundo lá, para ver como nos comportamos, ensaiando bem a nossa estratégia para a próxima fase, aquela que realmente interessa.  AVANTE, JEC!

14 de set de 2010

ASSUNTOS DIVERSOS PARA A QUINZENA SEM JOGOS

Bem sei que esse blog não é calendário da SEICHO NO IE, mas todo dia tem uma mensagenzinha por aqui. Achei essa aí ao lado, de tal seita, e que cabe muito bem no presente momento para a nossa SEITA, a Tricolor.

Com este campeonato de jogos somente nos finais de semana, e  com a segunda folga de quinze dias durante o certame, sempre há de se procurar assunto para tratar aqui, ainda mais quando o time está mais ou menos acertado, a fase é boa, o treinador não parece ter muitas dúvidas sobre a escalação, a classificação para a quarta fase está assegurada.
Mas, de qualquer forma, tenho uma pequena lista de assuntos  (porque não dá pra falar dos proletários por 15 dias) a tratar nesssa quinzena, até para que o blog não pare.
Já esgotei o que havia a dizer sobre o confronto com o Iraty, que agora é página virada. Daqui por diante, até o confronto com o Operário, pretendo esboçar algumas idéias sobre os seguintes assuntos:

- Possíveis adversários da quarta fase - análise dos times que poderão estar em nosso caminho na hora decisiva;
- Jogar a primeira fora ou em casa. O gosto do freguês é que manda.
- Times com ataques muito positivos lá pras bandas do Nordeste e que podem ser nossos adversários. Os ataques é que são bons ou as defesas é que são fracas?;
- Nosso próximo adversário - o Operário/PR e a importância de fazer bons resultados contra esse time (assunto mais pra próxima semana).
- Efeito Orloff III - Eu sou você amanhã - uma breve análise do Santa Cruz, o maior Clube da série D, precocemente eliminado, e as pedras de que devemos desviar.
- Vale a pena tentar algum reforço para o elenco para a disputa decisiva?
- O que deve fazer o treinador com a volta de Pantico? O time deve continuar o mesmo ou deve mudar peças? E mais: deve simplesmente mudar uma peça, ou pode mudar até a forma de jogar?
- O que o torcedor pode fazer - além de ir aos jogos e ser sócio - para ajudar o JEC?
Você tem opinião sobre esses assuntos? Ou algum outro assunto que gostaria de discutir? - Manda ver nos comentários, depois discutimos.

Começarei amanhã pelo assunto mais simples, mas que no entanto, é o que menos comporta algum grau de certeza na resposta: é melhor jogar a primeira em casa, ou é melhor decidir em casa nesse sistema de mata-mata?
Ademã, que eu vou em frente! AVANTE, JEC!

13 de set de 2010

RAPIDÍSSIMA: A PRIMEIRA É EM CASA

O JEC abre sua participação na terceira fase do Brasileirão da Série D no domingo, dia 26.set, às 16h, no Estadio Municipal, a Arena; o jogo de volta contra o Operário será em 02.out, no mesmo horário, no Vila Oficinas, em Ponta Grossa. É vencer bem aqui e defender o placar por lá. Sobre a conveniência de abrir ou fechar um mata-mata em casa, falarei em post a ser publicado num futuro próximo (em quinze dias dá tempo pra falar de muita coisa). AVANTE, JEC!

JEC 2 x 0 IRATY - ESTAMOS NA "FINAL".

Aquela estratégia de torcer e secar de que eu falava outro dia não poderia dar mais certo - entre os maiores e melhores times da série D, só faltou o Uberaba cair fora. Começamos a segunda fase com a oitava campanha, acabamos na vice-liderança geral. Dos dez primeiros colocados no início da fase, 7 foram eliminados.
Nossas duas vitórias, somados aos tropeços dos clubes com boa pontuação, e com o acréscimo de que os times de maior tradição da competição, ao lado do Joinville  - CSA, Santa Cruz, Remo, Treze - foram todos eliminados, tudo somado cria uma chance de ouro para obtermos o acesso, no campo, para a terceira divisão, abrindo pela primeira vez em anos, reais perspectivas de efetiva melhora do panorama do Joinville Esporte Clube.
Eis aí ao lado a tabela que produzi, com a classificação atualizada dos dez times que disputarão a terceira fase, estando já Uberaba, JEC e Operário classificados de qualquer maneira para a 4ª etapa do certame, ainda que percam seus dois jogos nesta fase. Isso significa que já garantiram seus lugares naquela fase em que se decide quais serão os times que ascenderão e disputarão a Série C do Campeonato Brasileiro em 2011.
No jogo de ontem, o Joinville fez um primeiro tempo muito bom, firme, tendo aberto o placar com poucos minutos de jogo, em jogadaça de Marcelinho, que puxou contra-ataque após bola roubada por Luis André, e enfiou um passe preciso para Eder chutar cruzado, da direita para a esquerda, por baixo do bom goleiro Valter.
Ainda na primeira etapa, uma vez com Tesser aos 25', outra com Ricardinho, o JEC esteve na cara do gol, mas ambos demoraram um pouco pra chutar e perderam as chances. Um zagueirão do Iraty também só não fez um gol contra em razão de ótima defesa de Valter. Eder ainda teve mais um bom arremate.
Na segunda etapa, ao 21', Eduardo, após jogada de sacrifício de Eder, chegou sozinho frente ao arqueiro paranaense para chutar na trave. No apagar das luzes, Eder dominou bem um lançamento longo vindo da direita, rente à linha de fundo, e fuzilou para definir o placar.
O Iraty, por sua vez, foi bastante perigoso no segundo tempo, e enquanto o jogo esteve 0x0, teve pelo menos umas três chances claras para empatar, com Ceará, Bruno e Eydson. Fabiano fez pelo menos duas grandes defesas, e Renato Santos salvou um gol. Este zagueiro, aliás, entrou muito bem no lugar de Souza, que sentiu - tudo indica - a mesma contusão decorrente da pancada  no joelho que sofreu lá em Iraty.
O que o time paranaense mais fez, pra dizer a verdade, foi bater. Tomaram seis amarelos, mereciam até ter jogador expulso, mas mesmo assim, para mim, o árbitro gaúcho foi bem. Temos que aguardar a definição do quadro clínico de nossos contundidos - Ricardinho e Souza, com a atenuante de que o tempo para recuperação é longo.
Resumindo: pegamos um adversário não muito qualificado e fizemos (bem) o nosso dever. Ganhamos lá e cá por dois a zero, não tomamos gol nos dois jogos, já temos a melhor defesa da competição, subimos bem na classificação, e ficamos a um passo do acesso.
Só faltam dois
Logo após a primeira vitória na série D, contra o Oeste, por 2x1, escrevi um post com o título "Como diria o Zégallo, faltam 11". Pois agora só faltam dois jogos - esses contra o Operário são apenas o aperitivo para o prato principal - a "FINAL". Antes, tínhamos que ser melhores que 36 times para subir, agora só precisamos ser melhores do que um - o adversário das quartas-de-final. O título, se vier, será a sobremesa. É agora, Tricolor! AVANTE, JEC!

Ficha técnica: Joinville 2 x 0 Iraty - Estádio Municipal, a Arena - 12.09.2010

Joinville: Fabiano; Rafael Tesser, Souza (Renato Santos), Fernando e Eduardo; Carlinhos Santos, Luis André, Ricardinho (Neném) e Marcelinho; Marcelo Silva (Charles) e Eder. T: Leandro Machado.
Iraty: Valter; Ailton, Rogério (Gilvan), Rene e Marquinhos; Sílvio, Almeida, Bruno e Ceará; Leandro e Eydson (Eduardo). T: Gilberto Pereira.
Público: 6.002 (total - mais de 900 não pagantes) Renda: R$ 18.215,00
Gols: Eder, aos 4/1T e aos 44/2T – Joinville.