NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

7 de ago de 2010

TORCIDA PARANÓICA - EXEMPLOS

Continuando a falar sobre a torcida, concluo que esse nosso comportamento bipolar - silêncio quando o time está razoavelmente bem, e xingamentos quando na adversidade (a torcida só incentiva, a meu ver, quando o time está perdendo e diminui o placar ou empata - aí a torcida passa a apoiar), só nos prejudica.

A União Tricolor incentiva, canta o jogo inteiro, fica de pé, pula - embora não possa concordar com a postura da organizada em muitos aspectos - o mais ridículo foi o mutismo em relação a Carlinhos Santos só porque este preferia ir para o Figueirense - diga-se, hoje, terceiro colocado da série B. Outra coisa que costumam "educadamente" fazer é obrigar que torcedores com camisas de outros times que sentem perto da UT retirem, "tranqüilamente" suas camisas.
É óbvio que seria preferível que todos fossem à Arena com a camisa tricolor pra que a torcida parecesse mais do que um amontoado de camisas diversas (problema apontado ontem), mas daí a exigir que o cidadão que pagou o ingresso tenha que tirar sua camisa vai uma grande distância.
Lá vai outro comportamento típico da torcida: o JEC toma um gol lá pela metade do segundo tempo. Já começa "uma montoeira" de gente, como se diz por aqui, a tomar o rumo de casa.
Isso sem falar que aos 40' do segundo tempo, faça chuva ou sol, e não importa qual seja o placar, a debandada começa porque "tem que pegar o carro no estacionamento", pra sair na frente de todo mundo. Até parece que moramos em São Paulo e ficamos duas horas no trânsito pra voltar pra casa.
Esses os problemas psicológicos de quem vai ao campo. Mas há outros esquisitões. Quando encontramos um amigo na rua e ousamos perguntar se o infeliz vai pro jogo, vem outra sorte de considerações científicas do "não-torcedor que se diz torcedor", das quais, por tão repetitivas, já me cansei: Só viro sócio quando o JEC subir pra série C, ou só vou pro jogo quando ganhar o Campeonato Catarinense, ou qualquer outra sorte de ponderações inacreditáveis (e por isso mais cômodas ainda) do tipo só volto quando contratar o Pelé, ou quando o galo cantar na aurora e Pedro negar Cristo por três vezes.
Sinto muita falta do antigo grito da galera - JEEEE-QUEEEE, repetido à exaustão.
Acho que desenhei o quadro que enxergo de nossa torcida. Pouca gente vai ao campo, quem vai tem comportamento paranóico, a diretoria não nos conhece adequadadamente. Temos muito a melhorar - assim como o time.
Talvez essa última questão (o time) seja preponderante sobre todas as outras, e a culpa, no final das contas, não seja tanto assim da torcida, mas sim de um Clube que desde 1987 - 23 anos - só ergueu dois canecos (um deles com o time aí acima). Aposto que se o time engrenar uma nova boa fase, dois ou três bons anos - e é hora, pois o Caxias está se estruturando novamente -  chegando logo à série B, nossa esquizofrenia se resolve. É muita frustração acumulada, e essa se expressa por nosso comportamento errático durante as partidas. Melhoremos todos, pois. É hora de deixar esse despretensioso tratado sobre a torcida, por isso logo mais falo do jogo de amanhã. AVANTE, JEC!

Nenhum comentário:

Postar um comentário