NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

30 de set de 2010

JEC x OPERÁRIO, O PORTÃO DOS CÉUS

Quando falei do jogo de volta contra o Iraty, lembrei da música "A Volta", de autoria do Roberto Carlos, interpretada terrivelmente pelos VIPS, e acho eu que deu alguma sorte - sabem como é torcedor, acredita em cada coisa, até que você influencia mesmo no resultado de uma partida de futebol.

Bate, bate, bate na porta do céu - Zé Ramalho
Então, agora, na volta contra o Operário, trago outra música do Rei, a famosa "O portão", que diz: "Eu voltei, agora pra ficar, por que aqui [quase] é o meu lugar". Assim, estamos quase voltando para a Série C, e logo, logo, para a B, esse sim, nosso lugar.

Estamos batendo às portas de nossa redenção como clube de futebol - thanks, Bob Dáilan. Uma vitória contra o Operário, lá no Paraná, será importantíssima, para excluir de vez UberlândiaMadureira e o próprio Operário de nosso caminho, na hora da "final", ou seja, na próxima fase.

O Operário limpou parcialmente seus cartões aqui em Joinville. Tinha seis pendurados, três receberam o terceiro amarelo: o goleiro titular Ivan (que impediu a derrota do Fantasma aqui no Estádio Municipal com duas grandes defesas e um pontapé no Eder), e os dois laterais - Cassiano e Rogerinho.
Considerando que jogam eles num 3-5-2 ferrenho, a perda dos dois alas pode ser um caminho para nós explorarmos, e um complicador para a saída de bola e criação de jogadas para um time já pouco efetivo no ataque.

Nós, em princípio, iremos completos para o jogo, salvo se Marcelo Silva e Ricardinho não se recuperarem, mas com cinco jogadores no gancho com dois cartões, o que torna o jogo perigoso, pois pode ocasionar desfalques importantes nas quartas-de-final, sem dúvida o confronto mais importante do ano, dos últimos anos, de há muito na história tricolor.
Se no decorrer da partida estivermos vencendo (e aí o Operário precisar virar) ou a vaca já tiver ido para o brejo (t'esconjuro demonho) - por exemplo, com 2x0 para eles - será hora de tirar logo três do pendurados (Luis André, Tesser e Souza, por exemplo) para garantir que não tenhamos muitos desfalques (ou os tenhamos em pequena quantidade) para a hora que mais importa - a "FINAL".
Outra opção seria poupar alguns (2 ou 3) jogadores, correndo riscos um pouco maiores de passar a outra fase como "melhor perdedor". Palpites para economizar: poupa-se o Souza e entra Renato Santos - que jogou muito bem contra o Iraty aqui na Arena; poupa-se um dos laterais (Tesser talvez, que seria outra vez muito marcado pelo Sopp), entrando Daniel; guarda-se o Luis André e deixa o Paulinho Dias jogar - mas por favor Leandro, três volantes, NÃO; guarda-se o Marcelinho, e jogam Ricardinho e Neném ou Marcelo Silva na meiúca. Reduziríamos, assim, bastante os riscos de suspensão para a decisão.

Nossa zaga continua sólida. O único risco que realmente corremos no jogo aqui na Arena foi em decorrência de uma bola perdida lá na frente, pela esquerda, em que o Operário puxou rápido contra-ataque e lançou nas costas de Luis André, e um fantasma desses qualquer bateu para fora, cara a cara com Fabiano. Mesmo com o lumpemproletariado jogando em sua oficina, acho que eles terão muita dificuldade para fazer um gol em nossa zaga; e se eles vierem para cima - embora não seja seu estilo - ganharemos no contra-ataque.
O importante é não sair perdendo, pois daí vai ser a mesma retranca que se viu por aqui, e o empate só sairá a fórceps. AVANTE, JEC!

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