NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

28 de set de 2010

A CIGANA (QUASE) LEU O MEU DESTINO...

Em verdade, eu ia consultar uma cigana, mas no meio do caminho lembrei-me da merda que acometeu o personagem do conto "A Cartomante", do Machado, e resolvi mudar a abordagem, pra não receber uma boa notícia e logo ali adiante morrer na praia (bem sei que Camilo da historinha não morreu na praia, mas aqui trato de futebol, ora bolas).  
Mesa branca, bola redonda, grama verde
Pensei melhor, e então, escolhi uma mesa branca para saber do passado, do presente, e principalmente do futuro - ah, pra quem não me conhece, sou eu aí, o segundo à esquerda - para ver se algum nego véio me diria quem seria o adversário do JEC no cruzamento das quartas-de-final. 
Poucas coisas ficaram claras depois de muito consultar mortos e feridos. A mais clara de todas, é que essa mãozinha saindo aí da fumaça parece ser a mão do Paulo Henrique de Godoy Bezerra, na final do catarinense contra o Avaí. O resto é incerto.

Pois bem, entre Uberaba e Madureira, é muito provável que o Madura se classifique como vencedor e o Uberaba como perdedor da chave - provavelmente como o melhor ou segundo melhor perdedor. Isso pode ser preocupante. 

Se formos vencedores contra os proletários (empate com gols ou vitória), seremos ou primeiro ou segundo vencedor, não há como sair daí em virtude dos cruzamentos entre JEC x Operário e Madureira e Uberaba, e aí ou pegamos o terceiro melhor perdedor ou o segundo melhor perdedor, respectivamente.

Se perdermos o confronto (empate zero a zero e azar nos pênaltis ou derrota em Ponta Grossa), seremos ou o melhor perdedor, com 18 ou 19 pontos, ou os segundos melhores, podendo ficar atrás do Uberaba, por exemplo, se esse vencer no Rio mas não por mais de dois gols de diferença, chegando a 20 pontos. Nesse caso, nosso adversário  seria ou o 2º melhor primeiro ou o 3º melhor primeiro (Operário, de novo, ou Madureira, ou, com menos chances, o Araguaína)

O fato (ou o não-fato, a visão) é que fiz(emos - eu a turma lá de cima)  várias simulações, mas é impossível conhecer de antemão o nosso adversário da próxima fase. Consegui ver o JEC contra o Guarany, contra o Sampaio (mais prováveis), mas também contra o Vila Aurora, contra o Operário de novo, contra o Uberlândia, e até contra o América/AM.

Acontece que hora H o nego véio embaralhou-se todo, e escafedeu. Assim, só mesmo no próximo sábado, lá pelas 20 h (há jogos que começam depois das 16h), inclusive antes de irmos às urnas para eleger presidente, governador, síndico e inimigos, é que saberemos quem são os eleitos.
Por que é como disse está escrito em Mateus, não o Vicente, mas o Evangelista: muitos são os chamados, poucos são os eleitos!

Muito dificilmente enfrentaremos uma baba para garantir o acesso.
Absurdamente, dado o estranho regulamento da série D, o jogo mais fácil e fraco deve se dar entre os vencedores que ficarem com a 4ª e 5ª campanhas, algo como Brasília x América/AM, ou Vila Aurora x Araguaína. 

O nosso adversário na "final" deve ser uma pedreira, mas agora é pau na máquina e vamos ver o que acontece.
Assim, pra terminar, como vaticínio do futuro tricolor, na falta da visão além do alcance, fico com o samba da União da Ilha do Governador, de 1978: "O Amanhã".
"O que será, do amanhã? Como vai ser o meu destino? (...) E o realejo diz, que eu serei feliz!" AVANTE, JEC!

2 comentários:

  1. Se vencer o Operário, o JEC escapa de pegar Ube ou Madureira e provavelmente também não pega Operário, porque o Operário e o perdedor daquele confronto deverão ser os dois melhores perdedores, e o Joinville, vencendo em Ponta Grossa, teria a melhor campanha e enfrentaria o terceiro melhor perdedor. O jogo do próximo sábado é fundamental. Uma vitória deixa o acesso meio encaminhado. É a hora de pesar a camisa, de mostrar a grandeza desse time. O histórico recente de "se" e "quase" do JEC tem que ser apagado; é vencer o Operário, pegar um adversário teoricamente menos qualificado e garantir esse acesso. Chega de "quasismos" e "seismos".

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  2. "Com os emigrados de Portugal, veio também para o Brasil a praga dos Ciganos. Gente ociosa e de poucos escrúpulos, ganharam eles aqui reputação bem merecida dos mais refinados velhacos: ninguém que tivesse juízo se metia com eles em negócios, porque tinha certeza de levar carolo. A poesia de seus costumes e de suas crenças, de que muito se fala, dexaram-na da outra banda do oceano; para cá só trouxeram maus hábitos, esperteza e velhacaria, e se não, o nosso Leonardo pode dizer alguma coisa a respeito." Memórias de um sargento de Milícias, p. 26

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