NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

11 de jul de 2010

TRISTEZA...

"Tristeza, por favor vá embora, minha alma que chora, está vendo meu fim. Fez do meu coração a sua moradia, já é demais o meu penar. Quero voltar à minha vida de alegria, quero de novo cantar!"


Penso que Niltinho Tristeza, que incorporou o nome da música ao seu próprio nome (embora, reconheça, que o que descrevo seja faticamente impossível -eis que a música data de 1963 - antes mesmo da criação do JEC) poderia ter perfeitamente criado tal canção sentado na arquibancada de concreto da Arena, logo após mais uma tragédia na história tricolor.
Porque convenhamos, a Arena é um lugar de episódios trágicos para nosso time, e para nós, da torcida. Lembro, assim, de chofre, a desclassificação para o Novo Hamburgo na C em 2005, para o Atl-Ibirama; três derrotas para o Brusque (Copinha 2008 e returno e final da Copinha 2010); pênalti perdido por Guilherme, aos 40 e cacetada contra o Villa Nova na C de 2007; Noroeste(0x1) na série C de 2006, depois de termos vencido por duas vezes o futuro campeão Criciúma; o primeiro jogo da finalíssima do Estadual 2010, contra o Avaí, dentre outras peripécias tricolores.
Tenho algumas sugestões para Arena, tratarei delas proximamente.
JEC, pare de fazer sofrer os que tanto te apoiam. São cinco ou seis anos do mais completo sofrimento e ostracismo, entremeados por brilharecos.
Parei!...
... Mas só até o domingo próximo, contra o Oeste de Itápolis, na estreia da série D. Esta semana, a contragosto, escreverei sobre nossos rumos na série D e sobre os desdobramentos do que houve no sábado.

O jogo de anteontem apresentava-se como um divisor divisores de águas. Vamos ou não vamos? Garantiremos vaga na Copa do Brasil e na série D do ano que vem?
O jogo de anteontem - mais uma vez - apontou que não, que o futuro é incerto e opaco. Tomamos um gol do Brusque digno de pelada. Um gol desse lá no meu futebolzinho semanal é capaz de terminar em briga, é capaz de um zagueiro dar um tapa no outro se um drible ridículo como o que Luis André e Renato Santos tomaram de um tal de "Ratinho" acontecer por lá. Depois, naquela pressão desordenada típica do JEC, ficou muito mais difícil. O JEC, apesar das cinco ou seis chances claras de gol, não mereceu.
Os fatos nos desanimam.

Contudo, não posso concordar com os fatos. Como já disse uma personagem de filme "O homem que matou o facínora", quando a lenda vira fato, imprima-se a lenda. Prefiro acreditar na lenda, na história do JEC, do que nos fatos a que presencio nesse Estádio do "Demonho".
"O fato, em si mesmo, é uma droga", afirmou peremptoriamente Nelson Rodrigues. Concordo plenamente. AVANTE, JEC - embora tenhamos andemos só de lado ou pra trás, há um bom tempo.



Súmula: JEC 1x1 Brusque, 10.07.10, Arena Joinville
Joinville: Fabiano, Tesser, Renato Santos, Fernando, Eduardo (Chiquinho), Carlinhos Santos, Luis André, Ricardinho, Miro Bahia (Charles), Edinho (Lino), Lima. T: Edinho.
Brusque: João Ricardo, João Neto, Rogélio, Cris, Valmir, Carlos Alberto, Têti (Guto), Diogo Oliveira (Rogério Souza); Pantico (Ratinho), Rafael Xavier. T: Joceli dos Santos.

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