NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

4 de mai de 2010

Edinho Nazareth - Lose Hurts



Temos um novo técnico. Veja-se que agora chegou alguém que pelo menos tem estofo, tem carreira, já treinou times grandes, com uma carreira relativamente vitoriosa.
Um amigo meu que torce para o Figueirense disse que a pasmaceira do time do Estreito – estava há 21 anos sem ganhar um catarinense sequer, até vencerem em 1994 – acabou quando contrataram técnicos novos (e além disso, em outras letras, apareceu dinheiro), fora daquela panelinha catarinense que até outro dia era Ladinho, Lauro Búrigo, Granitti, Nasareno Silva, Vacaria, etc., e hoje é Gonzaga Millioli, Sérgio Ramirez, Ovelha, Suca, Macuglia e quejandos.
Só para exemplificar, nestes últimos anos o Figueirense já teve Muricy (três títulos brasileiros), Dorival Júnior (campeão agora com o Santos, cinco estaduais em seis anos de carreira), Adilson Batista (Cruzeiro – Libertadores), o “rei do acesso” Benazzi (o único que esteve por aqui), PC Gusmão, Cabralzinho. O Criciúma teve seu auge com Felipão, com Levir Culpi. O Avaí se deu bem com Silas e Queimarrusca.
O último técnico desses de fora que tivemos foi o Artur Netto, que parecia um puta de um chato, vivia brigando, mas entendia do riscado. O Benazzi era tachado de retranqueiro por nossa torcida (acho que o que faltava era jogador). Também veio o Valdemar Lemos, mas a parceira com o Luxa não deu muito certo e o cara foi embora logo – aquela turma carioca não entendeu o futebol catarinense.
Bom agora habemus Edinho. Veja-se que o cara jogou pra cacete, foi um grande zagueiro, esteve em três Copas do Mundo, defendeu o Flamengo, o Fluminense, a Udinese. Segundo a Wikipédia, treinou Flamengo, Fluminense, Botafogo e Grêmio, pra ficar entre os grandes. Também deu as caras em Portugal, comandou Vitória, Lusa, Bahia, Goiás.
Foi CAMPEÃO da série B, em 2004, com o Brasiliense; ganhou umas Taças Guanabara, um Baianão, um Goiano, uma copa Centro-Oeste.
Tem nome, tem títulos, é tarimbado, e é um nome de fora desse eterno círculo de enganadores a que estamos acostumados.
Vai dar certo? Não sei, mas acho que a chance é grande, desde que o meu mantra (e o de qualquer um que entenda um pouquinho de futebol) – “É NECESSÁRIO QUALIFICAR O ELENCO” – seja também o pensamento obsessivo dos dirigentes de nosso Clube. Um bom técnico e um timezinho ajeitado (mais ajeitado que o atual) podem começar a nos tirar do buraco em que nos metemos nos últimos anos. AVANTE, JEC

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