NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

25 de jan de 2011

GIBA NÃO É MAIS DO MESMO; O JEC TAMBÉM NÃO PODE SER

Antônio Gilberto Maniaes - o Giba - é o novo técnico do Tricolor. Aliás, o 7º novo treinador da gestão Márcio/Nereu, e o 5º num espaço de 12 meses. Será que os 5 técnicos desse último ano é que estavam sempre errados? Mas vamos adiante.

Não quero nem ler o que escrevi quando chegou Edinho, pois acho que o post pode ser bem parecido - e isso não é bom sinal, e como não quero destino para Giba igual ao que teve o Nazareno (não foi crucificado, mas quase), deixo pra lá.  Mas pra quem quiser ver algo parecido com o que vai abaixo, aqui está.
Não basta só mudar técnico.
O Clube também tem de mudar.

Já disse em outra oportunidade que fazia anos que o JEC vivia um círculo vicioso. Era mais ou menos assim: Mauro Ovelha vai bem no AH Aichinger - contrata; em Joinville não faz nada. Gelson vai bem no Tigre, em Joinville é uma merda; Macuglia vai bem na PQP, no JEC é um ignóbil; Edson Gaúcho vence a série B com o Criciúma, no JEC é demitido em 5 rodadas.
Não fosse esse cacoete feio - o de chamar qualquer um que ganhe um joguinho, ainda que no par ou ímpar - havia o outro, o dos eternos retornos - do tipo (e agora é pros mais antigos em JEC) Rafaelle Granitti, Lauro Búrigo, Ladinho, Abel, daí Granitti de novo, e Búrigo de novo, e assim ad infinitum.

Edinho foi uma grande novidade - técnico campeão de série B, eixo Rio-São Paulo; Moysés Cândido, outra boa nova - participou de campanhas vitoriosas (a nível nacional) com o Paulista e com o Avaí; Giba é a terceira boa notícia - em tese - em um ano.

Digo em tese, porque é de ser ver que Edinho durou apenas 66 dias no cargo de Treinador; o Cândido (ou do Otimismo) ainda não disse a que veio, parece personagem de "Onde está Wally", pois quase não se vê o parceiro de Cunegundes no dia a dia tricolor. No máximo, foi garoto de recado do Nereu para noticiar a demissão ao Leandro Machado.

Para o Giba, contrariando a lógica recente, torçamos para que dê tudo certo.  Acho que nisso (e não muito mais do que nisso) o Nereu acertou - chega de técnicos que já passaram por aqui, que acham que porque treinaram o Imbituba ou Brusque podem assumir o JEC.

Por fim, o que fez Giba em sua carreira que o credencia para comandar o JEC em campo?

1. Bom, primeiro foi jogador de grande clube. Esteve no Corinthians campeão brasileiro em 1990, com o gol do "amuleto" Tupãzinho. Sabe lidar com o bafo na nuca (ui!) da Torcida .

2. Depois, treinou Guarani, Portuguesa, Sport, Paulista de Jundiaí, Fortaleza, Remo, Ipatinga, Santa Cruz, São Caetano, e o SANTOS.
Porra!, quem lida com grandes (Santos) e médios paulistas, grandes do Nordeste e Norte, não vai tremer à frente do JECÃO - espero eu.
Treinou o Santos vice-campeão paulista em 2000, e o time era "só" esse aqui: Carlos Germano, Baiano, Claudiomiro, André Luís e Rubens Cardoso; Anderson Luís, Rincón, Valdo e Robert (Eduardo Marques); Valdir (Dodô) e Caio (Deivid). 
Quem já lidou com malacos do tipo de Rincón, com Dodô no banco, e o  maluco do Robert na meia-cancha (é sério, ele chegou a ficar internado na ala psiquiátrica quando jogava no Grêmio, com depressão) não vai se assustar com cara feia de quem quer que seja por essas bandas.

3. Venceu uma Série C em 2001 - é verdade que faz tempo - com o ETTI-Jundiaí (atual Paulista), quando a competição se assemelhava muito mais à atual Série D (havia 65 clubes naquele torneio) do que à C de 2011, que terá 20 clubes.

4. E Giba já mostra não ter medo de se arriscar: fez contrato sem prazo, ou seja, pode ser demitido (mas também pedir o chapéu) a qualquer hora, sem indenização. E já se propôs a acompanhar o time no jogo de amanhã, com apenas um treino (tá cheio de nego que é contratado como técnico e não vai - ou não fica no banco - no primeiro jogo, para não se expor).

Por fim, descontraio: Se tem algo que me conforta na não-contratação do especulado Roberval Davino (que embora faça parte daquele eterno círculo de técnicos que sempre rondam o Catarinense, me agradava), é que o Divino é de Maceió, Alagoas, como vi em seu site pessoal.
Porra, agüentar um, todos os dias, já não é fácil; dois, seria desesperador. Com Maceió, um já é demais (o ditado "um é pouco, dois é bom, três é demais"  não conheceu o menestrel).
AVANTE, JEC! SORTE, GIBA!

10 comentários:

  1. Que humor peculiar! É coerente e engraçado.

    Eu acrescentaria nesse círculo vicioso o José Galli Neto, Otto Valentin... Também tem o Roberto Cavalo, Artur Neto - uma salva de palmas, esse merece. Melhor técnico da década, foi apenas bicampeão catarinense -, Sergio Ramirez, entre outros.

    Davino seria uma boa escolha também.

    ResponderExcluir
  2. Blogueiro;


    É obvio que você entende muito mais de futebol do que eu e já conversamos pessoalmente sobre isso.
    Sou mais um torcedor, apesar de não ter ido a nenhum jogo neste ano mais acompanhei dois pelo rádio e um pela televisão.
    A declaração do todo poderoso do Jec após a derrota do time na capital foi bastante temerária.
    Um diretor não pode vir a público e criticar a escalação de um time de um profissional de futebol, isso tem que ser discutido internamente, ou seja, quem manda é o cara.
    O presidente parece uma dona de casa, pois pensa que manda e o todo poderoso finge que obedece.
    Nenhum técnico vai conseguir fazer um bom trabalho no Joinville, pois é claro como a luz solar que não manda em porra nenhuma, pois se não dançar conforme a música sai fora.
    Como dizem os radialistas do pretinho “ta ruim pra todo mundo magnata”, porra o time não vem jogando nada, as contratações talvez equivocadas, tendo em vista que a zaga, meio de campo e ataque não demonstraram nada até o momento.
    Precisamos urgentemente de um bom zagueiro e um volante que jogue com a faca entre os dentes e no mínimo um matador, pois o Lima deveria ir agora para Coréia do Norte e o Pantico mostrar para que veio, caso contrario emprestá-lo para o meu Minerasil jogar a primeirona (se mais um time levantar acampamento) senão joga a segundona mesmo.
    Abraço; RAFAEL

    ResponderExcluir
  3. RAFA: deixa de ser corneteiro (rs). É do modo de proceder do Nereu, no momento em que discorda do treinador, queimá-lo em público, deixar repercutir na imprensa, e aí ter pretexto para demiti-lo - ou seja, exatamente porque a imprensa caiu de pau. Veja-se que embora eu ache que o LM tava fazendo merda, ele não foi xingado pela torcida em nenhum momento.
    Zagueiro, concordo, precisamos. Volantes: precisamos ver como essa gente que está aí joga quando estiver em forma e com um esquema bem montado (o que não tínhamos até domingo, o time era uma zona), e, por mais estranho que possa parecer, ainda ponho fé em Lima e mais alguém - Pantico ou MS.
    Olegário: Me lembrei do Galli, mas não quis encher demais o post com nomes. Tem cada nó cego que já passou por aqui diversas vezes que é triste.

    Não escrevi sobre o LM o seguinte, bem anotado pelo Diego Santos em AN: ano passado ele disse que precisava montar um elenco com vencedores, e aquele time não era de vencedores. Acontece que continua quase todo mundo por aí, por isso não duvido que puxaram seu tapete. Ser chamado de "perdedor" e ficar calado não é mole. Derubaram, sim.

    ResponderExcluir
  4. Realmente, as declarações do LM ao término da série D foram impactantes. Para dizer a verdade, nem me lembrava dessas declarações, mas agora que elas foram relembradas pelo Diego, fica fácil concluir que os jogadores fizeram de tudo para derrubá-lo neste início de competição.

    ResponderExcluir
  5. Boa gostei...Vamos esperar a reação do time após esse início de campeonato.
    Concordo com o comentaário do outro amigo leitor, quando diz que precisamos mesmo é ir para a série "B"´e lá permanecer.
    Só uma coisa, duas vagas para a Copa do Brasil para SC é muito pouco. Vai uma sugestão para que escreva sobre isso uma hora.
    Abraço;RAFAEL

    ResponderExcluir
  6. Ouvi comentarias de que o cara não gosta de pitacos quando trabalha, justamente por isso muitos do interior de sp não contratam. Vai ser legal!!!!
    Granitti??? Putz, nunca vou esquecer desse napolitano. Certa vez quando dirigia o time da terra das maçãs, no jogo contra JEC no Ernestão, almoçaram no restaurante do meu velho e largaram um cheque...e mais aquele tapinha nas costas!
    Vai JEC!!!!!!

    ResponderExcluir
  7. Não há dúvida, Rafa, de que o objetivo é a série B. Deves ter lido o post em que falei sobre fazer figuração no Catarinense. Defendo que a única forma de o JEC dar o passo seguinte para voltar a ser grande é subir. Ganhar o Catarinense não faz tanta diferença nessa escalada.

    Emerson: eu também já esquecera da declaração do LM, quando vi a nota do Diego, tudo fez muito mais sentido. Ab, ST.

    ResponderExcluir
  8. Mario L. Nascimento26 de janeiro de 2011 14:35

    Palavras de alguém do JEC, ao final do jogo de domingo: "devíamos ter tirado logo depois da desclassificação na série D. O que ele falou o prejudicou muito com o elenco". Nenhuma dúvida de que o elenco queria mesmo era a troca do comandante. Vamos ver se provam isso em Concórdia. Se for o mesmo desastre dos últimos jogos, tenho pena do Giba...

    Sucesso de treinador é imponderável. Quem apostaria em Márcio Goiano antes de ele ser levado em emergência ao comando do Figueirense? Alguns comentários sobre nomes citados:

    Ramirez: bom para recuperar o moral do time e unir o elenco. Mas seu prazo de validade é pequeno.

    Ovelha: a velha síndrome do bem sucedido em times menores. Chegam a um time com mais torcida, mais cobrança, mais gente mandando, mais maus hábitos e não conseguem mostrar nada. Com raras exceções (Ney Franco, Luxemburgo... Alguém lembra mais?). Vale a mesma coisa para jogador. No fim do jogo de domingo, conversei com a cornetagem das numeradas. Em 35 anos de JEC, qual foi o jogador ou treinador que arrebentou em times menores de SC e fez bonito no JEC. Só conseguimos lembrar do João Carlos, lateral que veio do Inter de Lages. Ainda assim não arrebentou no JEC. Encontrei o Nardela e fiz a mesma pergunta. Ele não lembrou de mais ninguém. Alguém falou no (Dorival) Júnior. Mas não dá pra comparar o Avaí (mesmo naquela época de freguesia) ao Ibirama ou ao Brusque.

    Galli: não foi bem no JEC. Mas no Caxias mostrou que se consegue montar um time (disparado o melhor do estado na época) sem grandes estrelas, mas que jogue bem e consiga bons resultados. Acho que o Giba tem um grupo semelhante hoje. Se for competente e tiver condições de trabalhar, pelo menos vai fazer o time jogar.

    Edinho: experiente, jogador de copa do mundo, personagem de expressão. Eu achei que seria "o cara". Nas primeiras entrevistas já deu pra ver que não queria nada com o trabalho. A imagem que deixou foi de um "boleiro" encostado, que queria um lugar para passar a aposentadoria. Devia ter ido para o Imbituba. Lá pelo menos tem praia. Talvez o Marcílio, do ladinho de Balneário Camboriú... Ou será que ele percebeu alguma coisa e ficou esperando ser demitido? Será?

    Por fim, um alerta à nação tricolor. Em alguns ângulos o Giba é fisicamente parecido com o Nereu (vejam uma das fotos do post de ontem no blog do RDB). Vamos ficar de olho!!! Quem sabe não pinta uma troca de papéis mais explícita... huahuahuahua

    ResponderExcluir
  9. Mário, não tenho esse conhecimento tão profundo dos técnicos que passaram por aqui. Desde 1987 são anos difíceis, com os títulos de 2000/2011 com o Arthur Netto. Citei só alguns nomes para ilustrar o post falando do LM e do Giba.
    Aqui tem acontece alguma coisa que faz que as coisas nunca dêem resultados. Citei campeões que passaram por aqui e deram errado. Poderia acrescentar Benazzi, por exemplo, que deu certo em mil lugares mas aqui foi demitido, e assim por diante. Leandro Campos, por exemplo, por causa do filho de alguém da diretoria foi embora, e conseguiu o acesso pra série B. Barbieri, vinha de um ótimo trabalho no Paraná, e aqui foi embora em 15 minutos.
    Não é só o técnico é o nosso problema. Ab, ST

    ResponderExcluir
  10. Mário, eu lembrei de um jogador que fez história no JEC e veio de time pequeno de Santa Catarina. Seu nome é Ademir Padilha. Talvez o melhor da posição em 35 anos - disputa acirrada com Paulo Egídio. Ele veio o Kindermann.

    ResponderExcluir