NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores

15 de jul de 2013

JEC 2X2 CHAPE: A VACA DEU VINTE LITROS E CHUTOU O BALDE

Tá exibida essa indiada.
O Joinville começou, embora bem marcado, dominando o jogo contra a bugrada, com Eduardo jogando da meia-cancha para o ataque, sem obrigações defensivas, cabendo a Marcus Vinícius a cobertura de nosso lateral. Deu muito certo, e as duas jogadas que resultaram nos gols de Ricardinho e Lima - de letra o gol deste, seu 133º gol com a camisa tricolor - isso sem contar o gol que fez contra os padres aqui da diocese (hehe). 
Um primeiro tempo com domínio do jogo, a Chapecoense só se defendendo e tentando arranjar algo no contra-ataque - teve uma bola com o Fabinho Alves, defendida por Ivan, sem grande esforço.
Tudo muito bem, tudo muito bom, time que vai para o vestiário vencendo por dois a zero, em casa, não pode se cagar na segunda etapa. Mas...

Comentávamos lá na arquiba, que no segundo tempo era cuidar para não tomar gol nos primeiros minutos, e aí meter o Kim pra tentar o contra-ataque (eu já teria posto o Kim no intervalo ou ainda no primeiro tempo, após dois a zero). Quinze minutos, e Kim entra no lugar de RRRRRonallldooo. O script vinha sendo seguido à risca, tal qual um storyboard do Hitchcock, até que veio a temida virada digna do mestre do suspense - pra matar do coração os espectadores. 

Primeiro, numa jogada pela direita de nossa defensiva - onde Ricardinho e Eduardo já vinham batendo cabeça na marcação, um cruzamento achou Bruno Rangel na área, e aí, aos 20', nossa vantagem diminuía perigosamente. 
Arturzinho, então, resolveu começar a errar - e este não foi seu único erro, mas foi o principal. Tirou nosso único meia de articulação, o Wellington Bruno - não me digam que Ricardinho é meia pensante, e colocou o eternamente lento Somália. Chamou a Chapecoense para cima de nosso time. 
Aos 28', Eduardo deu uma grande contribuição para a tragédia, ao entrar aloprado (by Mercadante, Berzoini et alii) e acertar um tapa - não na cara, mas no pescoço do jogador da Chape - foi bem na minha frente, eu estava lá em cima, perto do placar, e escutei o "estralo" do tapa. Rua.
Então Little Artur errou mais uma vez. Tirou Lima - que jogava bem mais uma vez, nos deixando sem qualquer presença além da linha de meio-campo, e colocou um tal de Ramon - volante do Sobradinho, que não acrescentou porra nenhuma (não nos esqueçamos que nas bolas aéreas defensivas Lima é um dos principais e mais efetivos jogadores, afastando as bolas no primeiro pau).
Aos 34', como diria o magrão, antes de falecer, "consumatum est". Bola alçada na área e Soares (ex-Figueira-Fluminense-Cruzeiro) empatou a peleja, que só não perdemos por detalhes. Resumindo, a merda estava feita. O empate a esta altura já era bom resultado.

O coice pequeno no balde foi dado por Eduardo, este balançou mas não tombou. Arturzinho, sim, deu um bico e esparramou tudo. Tem muito crédito, acertou o time na Série C e nesta Série B, igualmente. Mas não se pode esconder que ele errou - e muito - na partida de sábado. 
Há de se dizer que num time com Wellington Bruno, Marcelo Costa, Ligüera e Artur Maia (nem no banco ficou) dentro do elenco, parece-me inadmissível a intocabilidade de Little Richard. Porra, contra o Santos jogamos com dois meias ofensivos - aqui com Marcelo Costa e Liguera no segundo tempo, ou Liguera, Artur Maia e Liguera, como foi em Santos - e não perdemos poder de marcação. Arturzinho não pode morrer abraçado com seus "bruxos". 
Nereu já teve de tomar uma atitude e dispensar o Jailton para que Arturzinho desencarnasse desse jogador. Será que ele não vai ceder e ver que Ricardinho é uma boa opção, mas não o titular incontestável?

As reações pós-jogo foram intempestivas, e só pioraram as coisas. Nereu, useiro e vezeiro dessa tática destrambelhada, desancou o técnico, falou mais do que devia. Arturzinho reagiu. Na saída do campo, Ivan quase saiu no tapa com um zagueiro da indiada. Sob as arquibancadas, Eduardo veio discutir com a torcida (e a União também não tinha de modo algum de estar dentro das áreas privativas do Estádio), houve confusão com um "assessor de imprensa" - na verdade um torcedor travestido de profissional - da Chape. 
Enfim, terminamos a semana ainda no G4, mas em situação muito mais conturbada do que a começáramos. 

Baixar a fervura, voltar a treinar, chamar a turma na "chincha", conversar, corrigir os erros, e botar na cabeça que contra o lanterna ABC (dois pontos em 8 jogos, ou seja seis derrotas) só a vitória será admissível - e que se foda que é fora de casa - e que resultado diverso poderá acarretar mudanças, pois saíriamos do G4, e instalaríamos desnecessariamente uma crise num time que vem bem no campeonato.

Que não se esqueçam - ou melhor, que Arturzinho saiba - como eu já disse por aqui há uns tempo, que o gringo Sérgio Ramirez (adorado pelo Nereu) já está dentro da Arena, ali, à espreita. AVANTE, JEC!

6 comentários:

  1. Mario L. Nascimento15 de julho de 2013 15:40

    Há muito a comentar, mas aqui vou só pontuar sobre o pós-jogo.

    Primeiro, o moleque idiota contratado pela Chapecoense para Assessor de Imprensa. Não o conheço e, portanto, só posso falar pelo que aconteceu no fim do jogo. Apanhou da polícia por ter se portado mal. Ao que eu soube (segundo relato de vários tricolores, fato que foi admitido até por dirigentes da Chapecoense), o cidadão provocou acintosamente torcedores e jogadores do JEC ao final do jogo. O quarto árbitro solicitou sua credencial e ele, ao invés de calmamente se explicar, saiu correndo. A polícia foi atrás. Nova chance de se explicar e ele tenta se desvencilhar dos PMs, que lhe dão um sossega leão. Ao que consegui ver no vídeo postado, ele finge um desmaio para não apanhar mais. Foi preso e o imbróglio teve outras consequências. É curioso que quem postou o vídeo mostra apenas o que a polícia fez e não o que o infeliz fez antes, provocando toda a confusão. Agora quer posar apenas de vítima, como se não tivesse feito nada de errado. Ora, tenha a santa paciência!

    A par de se condenar um possível abuso da PM, é preciso que se diga que nada teria acontecido se o cidadão tivesse agido com profissionalismo, coisa que passa longe da figura. Primeiro, não é papel de ninguém no campo de jogo provocar o adversário. Acabou o jogo, pode fazer sua festa (empatar com o Joinville na Arena é mais que uma vitória pra time pequeno, mereciam mesmo fazer a festa), sem jamais se dirigir ao adversário ou à sua torcida. Só que esse pessoalzinho miúdo não sabe se portar. Terá que viver, jogar e lutar muito ainda para que possa ser reconhecido como um clube de futebol. Por enquanto é um amontoado de amadores, que está fazendo uma boa campanha. Da linha lateral do campo pra fora, continuam como nos tempos de Beiço, Volmir, Janga e Eluzardo: um timinho. Mas, diga-se de passagem, conversei com o diretor de futebol Mauro Stumpf e com o Maringá, que concordaram com a inconveniência das atitudes do "assessor" de imprensa. Parece que tentam mudar a cabeça do time.

    A confusão com o Eduardo não envolveu a violência gratuita da UT. Eles estiveram próximos da porta que dá acesso à zona mista. Felizmente foram impedidos de entrar pela tropa de choque. Quando o Eduardo chegou, essa confusão já havia acabado. Quem cobrou dele foram torcedores "comuns". É incrível como a falta de profissionalismo faz coisa! Um jogador que é expulso, vaiado ao sair de campo (não aprovei as vaias), vai encarar a torcida furiosa! Onde já se viu isso? Ninguém do clube cuidando disso? Eu estava bem próximo dessa confusão e ajudei a tirar o Eduardo do tumulto. Ainda tem muita coisa pra ser mudada. Mas isso é outra história.

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    1. Acho que vc queria bater no Eduardo também.Coitadinho do nosso assessor só porque é mala ninguem gosta dele. Não concordo com a parte do timinho mas é opinião, quanto a parte de amadores não faço parte da diretoria mas faço parte do Conselho e apesar da maioria dos cargos do clube não serem remunerados o que caracteriza o amadorismo, a gestão que vem sendo realizada no clube do final de 2006 pra cá é uma gestão altamente profissional que estruturou o clube e recuperou as finanças e principalmente conquistou titulos e acessos, hoje talvez somos um dos poucos times do Brasil que não tem dividas. A mentalidade aqui mudou e muito se comparada a decadas passadas creio que o que aconteceu ai foi apenas um fato isolado de uma pessoa que (de fato não sei o que aconteceu)não é daqui e talvez não saiba ao certo o histórico de rivalidade que tem nos jogos entre esses times.
      Ab Fabricio

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  2. Nem vou comentar as "cagadas" do Arturzinho no sábado...só sei que no final do jogo estávamos com 5 volentes em campo...porque o "maestro" da Serie C não joga de meia e sim também de um tipo de terceiro volante...é pra acaba!!!

    Time que quer subir não pode nem pensar, eu disse, NEM PENSAR em não ganhar do lanterna ABC no próximo jogo....e não me venham dizer que ainda temos 30 rodadas, é cedo, bla bla bla bla....

    Lembremos que ano passado nós salsifufu justamente com times que estavam na rabeira....

    PORRA, VAMOS BOTAR OS MELHORES JOGADORES PRA JOGAR....A SERIE C JÁ ABABOU A ANOS PARA NÓS E, SINCERAMENTE, EU NÃO TENHO SAUDADE ALGUMA!!!!

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  3. Olha, nem vou entrar nessa discussão anoréxica pós jogo Nereu x Arturzinho.

    Meu ponto aqui é outro.
    Já que a Laurinha foi embora, talvez fosse bom não contratar ninguém para o departamento espírita de marketing do Jec. Desperdício puro de esperança tricolor. Afinal, toda vez que muda o setor de um só, fica a esperança da bonança.
    Não investem como deveriam no marketing, então que não se gaste nada. Ou faz direito ou não onera o clube.

    E cadê o anônimo com seu marketing verborreico?

    É não saber ganhar dinheiro mesmo.

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  4. Mário, já li teu artigo lá no meujoinville. É isso mesmo. Erros amadores se repetem, a evolução para o "profissionalismo existe, mas tá lento.
    Se foram torcedores comuns que cobraram o Eduardo, retiro parcialmente a crítica à UT. Mas, de qualquer forma, o que fazem torcedores comuns ou organizados em áreas internas do clube e não na arquibancada? Isso também é falta de profissionalismo.

    Fernando, seis pontos seria o ideal, quatro bom, três aceitáveis nesses dois próximos jogos. Menos do que isso, a escala de Arturzinho no Rio pode ser definitiva. E, concordo, se Little Artur quiser morrer abraçado a certos jogadores, ele terá sucesso nessa missão - a de morrer.

    Bocão, o marketing eu não sei mais. Laura foi elogiada, e saiu do JEC porque a Atletic a contratou, o que indica que alguém viu que ela sabe trabalhar, e a levaram.
    É óbvio que falta muita coisa, mas eu não sei exatamente o quê. Intensificar sócio-torcedor? Intensificar presença no estádio? A tecla em que sempre bato é que os recursos de informática são muito mal utilizados pelo JEC. Não se recebe um email, uma mala direta, uma notícia de promoção que o JEC está fazendo. São 9 mil sócios que não recebem um feedback do clube, nunca.
    Eu sempre digo que uma contratação necessária no JEC é um profissional de TI (não custa 5 mil). Cuidar do site, criar um mailing, lembrar os sócios dos convênios que podem ser utilizados pelos torcedores, ativar os sócios, valorizar os patrocinadores, etc.
    Outra coisa: o movimento por um futebol melhor ainda não tem um mercadinho sequer para que pudéssemos aproveitar os descontos prometidos.
    Ab, ST

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  5. Não vou falar de marketing e da briga inútil do Nereu x Arturzinho, isso já encheu o saco.
    Quanto a Eduardo, esse anda saindo na porrada com torcedor faz tempo, no jogo dos padres ele e o Somália protagonizaram uma cena lamentável em frente a churrascaria Arena as carolas no ponto de ônibus ficaram apavoradas, o caso foi tão grave que o Nereu tem pago tratamento medico a vítima para que não vaze na imprensa, e a imprensa por sua vez fica quieta para garantir entrevistas, assim o estrelinha segue fazendo cagada.

    O que realmente gostei no post do Jequeano foi o seguinte trecho:

    "Há de se dizer que num time com Wellington Bruno, Marcelo Costa, Ligüera e Artur Maia (nem no banco ficou) dentro do elenco, parece-me inadmissível a intocabilidade de Little Richard."

    Sei que currículo não entra em campo mas vejam:

    Marcelo Costa:
    Clubes: Juventude-RS, Nacional de Madeira-POR, Grêmio-RS, Palmeiras-SP, Ipatinga-MG, Caxias-RS, Goiás-GO e São Caetano-SP.

    Liguera:
    Clubes: Uruguai (Seleção), Nacional-URU, Defensor Sporting-URU, Fénix-URU, Real Mallorca-ESP, Grasshopper-SUI, San Luiz-MEX, Alianza Lima-PER, Olimpia-PAR, Unión Española-CHI e Atlético-PR.

    agora vejam o Ricardinho:
    Clubes:Ulbra-RS; Rio Branco-SP; Marília-SP; Noroeste-SP.

    O maior clube que jogou foi o JEC.

    O Liguera foi o melhor jogador do Uruguai em 2005, jogou libertadores da América, campeonato espanhol e é reserva no JEC!

    Marcelo Costa tem passagem por 3 dos maiores clubes do Brasil e experiência internacional é reserva do Ricardinho no JEC.

    E ainda se o Arturzinho acha que se manterá no cargo com o Ricardinho está enganado. A casa vai cair!
    Em qualquer formação que o Arturzinho montar não há espaço para o "Iluminado", 4-3-3, 3-5-2, 4-5-1, num elenco com cobras criadas como o JEC o único jogador que não contestaria o banco seria exatamente o Ricardinho, é uma condição natural para ele, prova foi o choro após o gol, deixou visível que a pressão está maior que ele pode suportar.

    Ainda temos Artur Maia e Kim com currículo indiscutível também, (lesionado agora) que apesar de não ser meia no esquema 4-3-3 para puxar contra ataque entraria a meu ver exatamente na vaga do Ricardinho e não no lugar do meia de criação.

    Caso alguém questione dizendo que Marcelo Costa não vinha bem, lembro que por duas vezes em 4 jogos esteve na seleção Futebol Interior e tem 7 participações em gols além de ter anotado 2, se isso ainda for pouco, eu penso que entre dois jogadores que estejam mal sempre optarei por aquele que tem mais talento, e nesse caso o Marcelo não pode ser comparado com Ricardinho.

    Quanto a setor de marcação, essa história que o Ricardinho marca é balela, ele apenas cerca o marcador a 2m de distância. Além disso o Jequeano já usou os jogos com o Santos para mostrar que não há problemas em jogar sem o Ricardinho.

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