NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores
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10 de fev. de 2012

JEC x CRICIÚMA: CALÇA DE VELUDO OU BUNDA DE FORA! E A "CHUVA DE MILHÕES"

O JOGO DE DOMINGO:
Vamos a Criciúma, e precisamos buscar ponto(s). E mais do que isso, tirar pontos do time do sul, que no frigir dos ovos, deve ser um dos que vão brigar conosco por uma vaga às finais. O Tigre é um time que faz muitos gols (tem o segundo melhor ataque, Zé Carlos está bem), mas também sofre muitos gols (sua defesa só é melhor do que a do Marcílio Dias). Se acertamos defensivamente, temos tudo pra mais uma vez comemorar uma vitória lá no Sul do Estado, lugar em que já demos tantas voltas olímpicas.
É de se ver se nós andamos com problemas em bolas aéreas, o Tigre, em seu último jogo, sofreu três gols em escanteios no Scarpelli. Argel sabe disso, e tem de tirar vantagem.
Não dá pra ficar num chove não molha, e achar que derrotas, mesmo nos "clássicos", seja algo natural nesta altura do certame. Já fizemos nossa cota de cagadas durante o campeonato. Não que perder do Criciúma lá seja o fim do mundo, em CNTP, mas é hora de plena recuperação, de afirmação do time, de garantir três pontos e ter dez dias de calma para que Argel consiga dar seu padrão de jogo ao nosso time, antes de encarar o avaí na quarta-feira de cinzas. 
Imagino que não haverá muitas surpresas, o time deve ser o mesmo que iniciou contra a Chapecoense (até porque o do segundo tempo foi uma bagunça), provavelmente com Eduardo de volta à lateral-direita. 
O JEC tem de ir pra matar, pra vencer, temos de fazer um apresentação decente, não adianta jogar meia-boca. E o Argel disse que o que ele buscará em seu trabalho é dar padrão de jogo ao nosso time, buscar um estilo para o nosso jogo, e não ficar esperando as definições do adversário para aí ver o que fazer. Tá certo. Mas tem de ter um estilo definido, sabermos o que queremos. É calça de veludo ou bunda de fora. 


O DINHEIRO ESTÁ AÍ! 
Depois de muitas idas e vindas, o quê se anunciava desde dezembro parece que nesse mês de fevereiro se consolidou, e em março será realidade - assinada, preto no branco. 
O BMG fechou e assinará em março, e a Eletrosul também deve assinar nos próximos dias, o contrato de patrocínio. 
O valor com o banco mineiro é estimado em R$ 300 mil por mês que, somados aos 250 mil prometidos pela estatal energética, representam uma injeção de 550 mil por mês, dinheiro que nunca antes na história desse Clube se viu por aqui. 
Vamos acrescentar a este montante - e alguns números são estimativos, porque não os tenho exatos (desculpem os que já leram comentário semelhante na postagem anterior) - os seguintes:
1. 180 mil que já arrecadamos atualmente com a camisa - declarados pelo MV, talvez um pouquinho a mais, agora com a MG Eletro;
2. 30 mil dos conselheiros;
3. 370 mil de sócios (6000 mil arquibancadas a 42 reais e mais 1500 cadeiras a uma média de 80 merréis);
4. 400 mil de renda a cada mês. São 19 jogos em casa na Série B, em seis meses e uma semana de competição, ou seja, cerca de três partidas na Arena a cada 30 dias; supondo uma média de 12 mil (na série C foi de 11231) torcedores, descontados os sócios, ou seja, com venda de 4.500 ingressos por jogo, com ingresso médio de 30 reais (tem muita meia-entrada), com receita bruta de 135.000 por jogo, ou seja, por volta de 400 mil por mês.
5. 200 mil de TV/pay-per-view.
6. Arrecadação da Toca do Coelho, que não sei estimar. 
7. Sobras da Timemania (após pagamento do passivo tributário) e É GOL (é pouco, mas é nosso).


Tudo somado, em um rabisco, cheguei a pouco mais de 1,7 milhão por mês de receita bruta. Não nos esqueçamos que ainda estamos recebendo uma grana pra ampliar o CT, e haveria aquele outro numerário -1,2 milhão - para investir na base (liberando dinheiro para o futebol profissional) que viria do governo federal, mas nunca mais se falou nisso. 
Chegamos ao fim das "torneiras fechadas", mas diz a sabedoria popular que novo-rico (ex-pobre, para os íntimos) quando come muito se lambuza. Chegou a hora de sabedoria pra gastar essa grana. Não dá pra contar com o Richard Pryor pra investir nosso dinheiro. Ele tinha de gastar 30 milhões em tinha dias pra receber 300 milhões de herança. Nós temos é que cuidar dos nossos trintinha (ou vinte e poucos milhões por ano), porque "só" temos isso, e fazer com isso um time para brigar pelo acesso à Série A.
Em um ano, saímos de uma situação deficitária, em que éramos os primos pobres de Santa Catarina, para igualar nossas receitas às de Avaí e Criciúma. Se tudo der certo (acesso), ano que vem podemos estar em pé de igualdade financeira com o Figueirense. E aí, com a mesma grana, nossa camisa e nossa torcida nos garantem. "Tamo" chegando.
E temos de reconhecer a competência da diretoria nessa questão. Ao que se sabe, tudo foi fruto do trabalho deles, com alguma ingerência - benéfica e exterior ao clube - de políticos, sem intermediários, sem comissões para "agências", sem atravessadores, tudo pelo JEC e para o JEC. E isso é digno de nota. Fizeram algumas cagadas - nossa posição na tabela exemplifica isso-, mas acertaram bastante também. 


Faço só um pedidozinho modesto: peguem uns cinqüentinha desse montante, e façam um puta de um projeto para angariar novos sócios (no longo prazo é garantia de dinheiro), com mídia, folders, marcação homem-a-homem (ui!) em dias de jogos, com distribuição de formulários para associação na saída das partidas (pode ser no verso do próprio folder explicativo das vantagens de ser sócio (dois coelhos com uma caixa d´água só). Temos de atacar em todas as frentes, começando domingo, contra o Criciúma. AVANTE, JEC!

23 de jan. de 2012

BONITINHO, MAS ORDINÁRIO - OU DERROTA NA ESTREIA

Eu falara na sexta-feira, no twitter, que achava que o BENDER, o Nilson Wilson,  estava meio velho pra apitar o jogo do JEC, mas até ele, com seus indefectíveis barriga e suspensórios, e mais de 80 anos nas costas, teria feito melhor que seu parente mais novo, o Evaldo Bender. Puta que o pariu, que juiz ruim e confuso. Prejudicou um pouco o JEC, irritando nossos jogadores (inverteu e inventou faltas, deu muitos cartões), mas também não adianta tapar o sol com a peneira e culpar só o árbitro por nossa má estreia. O Lima, pra variar, conseguiu uma expulsão besta, amarelo por reclamação (no intervalo), e mão na bola no segundo tempo (esse segundo cartão foi sacanagem do árbitro). Se o nível da arbitragem for esse, teremos, além dos habituais que nos prejudicam (Zé Acácio, Bezerra), outros que serão de lascar.


Mas, ao jogo. Voltava eu da praia, lá pelas 15h30, e encontrei, parado num posto de gasolina ali perto do Sinuelo, o ônibus do Camboriu, imagino eu que os jogadores estavam fazendo um lanchinho de beira de estrada, antes do jogo às 19h30, um pão com ovo daqueles que dão uma indigestão da porra. Imaginei, essa rapaziada vem aí só na capa da gaita, sai de casa só no dia do jogo, a partida está no papo. Mas...


Jogo jogado, some-se ao sempre perigoso jogo pós-título (o famoso carimba-faixa), o fato de que nosso time não esteve nada bem. Na minha opinião, GONZAGÃO escalou mal, e ajudou a complicar ainda mais o que já se anunciava complicado. Explico:
Aldair tivera, pela manhã, no hotel, uma virose (a famosa caganeira), e forçou Miliolli a improvisar, algo em que não se saiu bem. Resolveu escalar João Henrique no ataque (não me lembro de ele ser atacante, ou de ter jogado como atacante uma única vez, aqui no JEC). Aqui, Miliolli tinha de fazer o feijão com arroz e colocar o Rangel. Já tivemos uma boa dupla de atacantes fixos na área (Lima e Chris), e com laterais apoiadores, essa parecia a melhor opção com a ausência do proprietário do "col pola". 
E a opção por Tiago Real, como eu suspeitava, mostrou-se improdutiva (é jogador que carrega a bola, e sem a vantagem de poder explorar a sua velocidade, no segundo tempo, não me parece ser jogador capaz de organizar um time). Mateus me pareceu uma opção bem melhor, jogou mais do que Tiago Real, mas sem Ricardinho e Jailton, só nos resta torcer para que Carlos Alberto, de quem ainda não falei muito, possa encorpar nossa meiúca. 
Em resumo, as duas "opções" do Miliolli se mostraram erradas. Acho que já da pra adivinhar o que o homem vai fazer em Itajaí. Jogarão Mateus, Ramon, Aldair e Rangel. É torcer para ser melhor que ontem.


Ramon parece incapaz de bater uma falta por cima da barreira adversária, e seus escanteios, com grande freqüência, vão muito além do segundo pau, lá na linha da grande área do outro lado. Fez partida fraca, também.
Espero que a estreia seja 5ª feira!
Individualmente, ninguém jogou porra nenhumaDessa forma, com três alterações do meio para a frente em comparação ao time do ano passado, ficamos sem opções ofensivas, e num dia pouco inspirado dos que já estavam por aí, a derrota aconteceu de um jeito que há muito não víamos (6800 torcedores no campo, público razoável) no JEC


Aí, acabado o jogo, vou pra casa, e meu filho tá vomitando que parece  que tá no filme do Exorcista. Levei ao hospital, e, pensando, cheguei à conclusão que realmente não foi um bom dia. Mas como meu filho hoje já tá novinho em folha, espero que na próxima quinta-feira, vejamos um novo JEC (ou quem sabe, o velho JEC do ano passado). AVANTE, JEC!
Ficha técnica: JEC 0 x 1 Camboriú, Arena, 22.01.12, público 6881

Joinville: Ivan; Linno, Fabiano Silva (Tarcísio) e Pedro Paulo; Eduardo, Glaydson, Tiago Real (Mateus), Ramon e Gilton; Lima e João Henrique (Bruno Rangel). T: Gonzaga Millioli.
Camboriú: Cairo; Paulo Ricardo, Peixoto, Kau e Rodolfo; William Feijó, Ramon )Mendes), Geninho e Renan (João); Maílson (Néris) e João Paulo. T: Eduardo Clara.

4 de jan. de 2012

CAMPEONATO CATARINENSE 2012 - COMO SERÁ?

Pessoal de Chapecó vindo jogar o Praeirão no litoral!
O Praieirão-2012 já tem fórmula de disputa e tabela completa. De 22 de janeiro a 13 de maio estaremos envolvidos no Catarinão para, pasmem, em 19 de maio já fazermos nossa rentrée (ui!) na SÉRIE B (êita, porra!).
Teremos turno e returno de 9 rodadas, com pontos corridos. Depois, haverá um cruzamento semifinal com jogos de ida e volta, entre os campeões de turno e returno, além dos dois melhores times por índice técnico (ou três, se o mesmo time ganhar na ida e na frida). Os vencedores desses cruzamentos farão a final.
Como Atlético-HA, Metrô, Brusque, Marcílio Dias Camboriú farão figuração, restam 5 times para quatro vagas a esse quadrangular final. É claro que pode haver alguma surpresa num campeonato no máximo mediano, como o Catarinense, e o Marcílio Dias parece estar querendo fazer algo interessante (licenciou a imagem do Popeye para ser seu mascote, parece que quer se reestruturar). Vamos esperar, mas a lógica diz que JEC, Fig, Ava, Cha e Cri é que brigarão pelas quatro vagas para decidir o certame.

É óbvio que nosso nível de exigência com o JEC não será o mesmo do Estadual deste ano, em que entramos para apenas para não fazer feio (confira aqui o que escrevi antes do Catarinense deste 2011), e eu realmente não acreditava no título. Ficamos em 5º, menos do que queríamos, mas não muito mais do que merecíamos. 
Em 2012, não. TEMOS DE BRIGAR PELO TÍTULO

Eu quero MEDALHA!
Ano passado, em 18 jogos, o quarto colocado fez 27 pontos (o JEC também fez 27 e ficou em quinto). 
Só ganhando dos times fracos (em casa e fora) em 2012,  já são 30 pontos. Nada que não seja estar entre os quatro semifinalistas será um fracasso retumbante. E não há como acreditar em fracasso com o bom (e entrosado) time que temos.


O Avaí terá de refazer do rebaixamento, da rescisão com a LA Sports. Acho que terá um ano difícil. Mas com o Ovelha - que não é uma Brastemp, mas que se cacifou com o título pela bugrada -, e com alguns bons reforços que vieram da Chape (e do JEC), é, para mim, time que certamente estará entre os 4 semifinalistas.
A Chapecoense vem mais ou menos no mesmo nível de agora, e até mais fraca. Pensando bem, bem mais fraca. Contratou o ex-técnico do Cianorte (que vem tendo uns brilharecos), perdeu seus melhores jogadores, acho que é o mais fraco entre os cinco postulantes. É capaz até de aprontar um papelão (como fez no ano retrasado). 
O Criciúma e o Figueira são incógnitas. O "melhor time do Estreito" tem um orçamento muito superior a todos outros concorrentes, mas também acho que não vai se descabelar (financeiramente) no Catarinão, sob pena de gastar um dinheiro que lhe fará falta quando o bicho pegar, na Série A. Faz tempo que o Figueira não dá muita bola para o certame estadual.
O Tigre que lutava pelo acesso à Série A, nas últimas 7 ou 8 rodadas da Segundona só fez cagada, e também deve estar com uma certa crise de personalidade, não sabendo se mantém o time caro da Série B, ou dá uma aliviada no orçamento durante o Catarinão.
A ordem dos jogos do JEC é a seguinte, no turno (no returno, basta inverter os mandos de campo):


JEC x Camboriú (provavelmente) - embora não seja o mesmo time, tá na hora de devolver aqueles 5x0.
Marcílio x JEC
JEC x Figueirense
Atlético-IB x JEC
Metrô x JEC
JEC x Chapecoense
Criciúma x JEC
JEC x Avaí
Brusque x JEC
Nossa tabela está bastante boa. No turno, pegamos os concorrentes mais fortes em casa, salvo o Criciúma. Se continuarmos a jogar bem fora de casa, podemos precisar de uns poucos pontos contra Avaí, Figueira e Chapecoense para abiscoitar o primeiro turno.
No returno, pegamos os times mais fracos todos em casa, ou seja, quatro babas na Arena, além do Criciúma. Teremos 5 jogos em casa nesta fase, em vez de apenas 4, como será no turno.


Não me canso de ver os sites sobre nosso título! 
Esse é o da CBF!
Mais especulações sobre o certamente, só adiante, quando forem realizados jogos-treino, e os clubes efetivamente entrarem em campo. Por enquanto, especulações, e o JEC, por ora, nem sequer buscou repor os jogadores perdidos (Capixaba, Renato Santos, Jailton). Será que no início vamos de Aldair, Linno e Ramon, dando chances no banco pros jogadores da base, agora com o apoio do Gonzaga Miliolli, um conhecedor das divisões inferiores? Esperemos. 
AVANTE, JEC! AGORA EU QUERO O CANECO!

25 de abr. de 2011

CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA (ÊTA TÍTULO CHINFRIM)

Não há título mais surrado para um texto pós-derrota (ou uma não-vitória) já esperada do que esse que dei acima. Não vou fugir do lugar-comum, até porque era lugar-comum que não chegaríamos ao título.
Contudo, só pra sair um pouco da mesmice, cito que o título vem de um romance curto do Gabriel Garcia Marquez, e que assim começa:
"No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30 da manhã para esperar o navio em que chegava o bispo.Tinha sonhado que atravessava um bosque de grandes figueiras onde caía uma chuva branda, e por um instante foi feliz no sonho...".

Deixando de lado a obra literária, já antecipara ao final do primeiro turno (ler aqui), que dificilmente chegaríamos ao título, principalmente depois da derrota ridícula contra o Metrô que nos tirou um fácil primeiro lugar do Turno, para disputar semi e final com vantagem do empate, e sempre em casa.
Como no livro, por um instante fomos felizes, no sonho de conquistar o campeonato, embora improbabilíssima a realização dessa quimera.

No fim e ao cabo, ficamos em 5º lugar, a meu ver. Perdemos as duas vezes nas semifinais, enquanto Avaí, Figueirense e Chapecoense chegaram cada um uma vez, à final dos turnos, além do Criciúma que já venceu o Primeiro Turno.
Chegamos onde deveríamos ter chegado. É claro que todos desejávamos mais, mas nosso time é pra isso aí mesmo, e não muito mais, não é aquilo que às vezes acreditamos que ele seja. Avaí, Tigre e Figueirense tem orçamentos muito maiores que o nosso. A Chapecoense deve estar no mesmo nível ou um pouco abaixo.
Na verdade, só ficamos à frente dos times pequenos (MAR, IMB, CON, MET, BRU). Preocupante!

SÉRIE C:
É de se ver que a bugrada será nossa adversária na Série C. Precisamos melhorar. Nosso objetivo deve ser vencer as quatro partidas em casa, na primeira fase, e buscar empates (no mínimo) fora, quem sabe, uma ou outra vitória além do Catavento, para poder compensar eventual tropeço dentro da Arena. Treze ou quatorze pontos devem bastar para classificar.
Essa semana é de expectativas - e mais nada - pelas dispensas e contratações. Parece que já há 6 contratações alinhavadas.
Agora só nos resta torcer, nas próximas três semanas, para que o Tigre ou a Bugrada ganhem o campeonato. Melhor qualquer um deles do que o Avaí.
AGORA É SÉRIE C, JEC!

20 de abr. de 2011

COELHINHO, O QUE TRAZES PRA MIM?

Eu boto fé na garra desse coelho (eu particularmente não gosto muito do hino do JEC, mas que esse verso se converta em verdade no domingo de páscoa). Mas o que ele trará para nós lá de Chapecó o Coelho Tricolor?

Um ovo, dois ovos, três ovos assim - na bagagem? Espero que não.
Temos de ir dá e deixar nossos ovos (entenda-se mostrar culhões e ganhar o jogo) de presente pra bugrada.

O jogo é dificílimo, a Chapecoense só perdeu um jogo no returno, por 2 a 1 pro Figueira, no Scarpelli, e já nos acréscimos. Em casa sofreu uns empates enjoados, mas de regra vem fazendo os resultados de que precisa, quando joga no Índio Condá - já morei em Chapecó, e ia ao estádio, silenciosamente, secar o Verdinho do Oeste. Tanto isso é fato que, confesso um pecadilho: uma única vez torci para o Caxias, quando no Campeonato Catarinense (de 2002) o Gualicho enfrentou a Chapecoense lá no Oeste, e o time da Cel Francisco Gomes venceu.

A Chapecoense não terá o lateral-direito Thoni e o volante Marcos Alexandre. Em compensação, o bom avante Aloísio, que marcou contra o JEC em ambos os jogos, volta. Thoni jogou todas as partidas, e pela primeira vez estará fora. Talvez seja o lado para o Jailton explorar, pois quem entrar ou estará sem ritmo, ou será um meia improvisado. Estará aí o mapa da mina?

Nós não temos desfalques, só uma renca (gostaram desta) de pendurados. Mas não é hora de pensar em cartões. Tem de ir lá e jogar à morte, se foda se alguém for suspenso. Agora é pensar neste jogo. Na semana que vem, se vencermos, montaremos o time como der pra pegar alguém da capital.

Até pela vantagem do empate, o favoritismo não digo para vencer, mas para conseguir a vaga, é a Chapecoense. Não tenho receio em afirmar isto, como várias vezes, nos jogos em que somos favoritos, afirmo tal fato peremptoriamente (embora me lasque às vezes).
Vamos contrariar a lógica! Tantas vezes o fizemos para o lado ruim (não vencer o América, não vencer o Brusque na Copinha, perder para o Metrô no turno), vamos agora fazê-lo para o nosso lado. Novo post provavelmente só no domingo, após o jogo, porque é feriado, e os ateus, graças a deus, também aproveitam a folga religiosa.  AVANTE, JEC!

16 de abr. de 2011

XOCO EM PLUMENAU, UM VEZ! E O RESTO DO CAMPEONATO (SE HOUVER)

Programação do JEC para os próximos finais de semana!
Para sermos campeões catarinenses mais fácil seria contratar o Ethan Hunt, do Missão Impossível do que jogar - ocorre que o passe do Tom Cruise deve estar muito caro, vamos com esse time mesmo - que está bem, mas terá de fazer cinco jogos heróicos, e o que é mais difícil, em seqüência.

Olha, nosso caminho é "simples" assim: vencer o Metrô no domingo (podemos nos classificar com empate ou até derrota, se o Brusque não vencer, em casa, a Chapecoense), e aí, GANHAR de Chapecoense ou Figueirense, FORA DE CASA, provavelmente a Chapecoense, e depois, BATER o vencedor de Avaí e CHA ou FIG (provavelmente o FIG), FORA DE CASA NOVAMENTE. Pronto, é só isso para ganhar o returno. Acho que aqui o bicho pega, ganhar esses dois jogos fora de casa é que será o capeta.

Daí viria a decisão do campeonato - contra o Tigre (e aqui reside a maior importância de vencer o Metrô). Se vencermos domingo, independentemente do resultado do Criciúma contra o Marcílio, teremos uma campanha geral melhor do que a do time do Sul e, portanto, se chegarmos à final, o último jogo será na Arena, e jogaremos por resultados iguais. Nessa remota hipótese, dois empates nos dão o título, uma derrota e uma vitória pelo mesmo placar, também nos dão o título.

No domingo, o Tricolor deve aparecer com Max, Daniel, Linno e Renato Santos (Pedro Paulo não treinou hoje pela manhã) e Gilton; Zanutto, Mateus, Jocinei, Jailton, Ramon e Lima.
O Metrô jogará com Dalton; Marcus Vinícius, Téio (deve ter uns 49 anos de idade) e Leonardo; Nequinha, Alex Albert (isso é nome de travesti), Caio, Mário André e Rafinha; Matheus e Jonatas.

Não vou mais chamar esses times pequenos de timecos (embora o sejam) que vinha dando um azar danado. Contra o Concórdia, contudo, já funcionou. Por precaução, contudo, vamos chamar os boys do subterrâneo de um time "modesto", pra ficar no meio caminho entre um time de merda (que é o que são) e time respeitável, e chegar lá no SESI e meter uma bucha nos metroviários.
Tudo que está acima é hipotético (várias vitórias em seqüência e fora de casa), e para fazer isto virar verdade, devemos começar domingo, no primeiro de possíveis quatro compromissos pra lá do Catavento. Não classificar para as finais nos colocará num hiato futebolístico de pelo menos um mês até o início da Copinha (só em 18 de maio) - se é que ela sai, pois só cinco times estão confirmados. AVANTE, JEC!

10 de abr. de 2011

LIMA (OPS, JEC) 5 X 0 IMBITUBA - E NÃO LEVOU O MOTORÁDIO

LIMA fez 5 gols hoje à tarde, na Arena. Isso mesmo, os 5 gols do JEC foram marcados pelo LIMATADOR. Dois no primeiro tempo, um em rebote após chute de longa distâcia do Jocinei, e um de primeira, após grande jogada e cruzamento de Jailton. No segundo tempo, fez o terceiro após passe do Tiago Real, e dois de pênalti (sofridos por Tiago Real e Jocinei -Rodeio para os íntimos), para fechar a quina.

Aí, na AM 1250, eleição do craque do jogo. Adivinhe quem ganhou? Não, não foi o Lima. Não nego que o escolhido - Jocinei - tenha feito boa partida, mas tão de sacanagem, né não?
Parece que foi só a terceira vez que alguém fez 5 gols num jogo  durante toda a história do JEC, uma vez o Edgar, e duas vezes ele, o Lima. A gente não quer falar mal da imprensa, mas essa de hoje foi, como se dizia lá no Glória, "de trincar os bago".  Na AM 1590 fizeram o óbvio e correto - deram o Motoradio (lembram dessa) para o Lima.

Lima, com esses 5 de hoje, chega a 16 no campeonato e está praticamente garantido como o artilheiro do Catarinense. Dificilmente alguém o ultrapassará, ainda que fiquemos fora das finais. De ruim, só o cartão que tomou ao tirar a camisa no terceiro gol (está pendurado, agora).
Diga-se também que chegou aos 79 gols na sua história no Tricolor, ultrapassando o Paulinho, e encostando no "Agulha" Marcos Paulo - que tem 80. Zé Carlos Paulista tem "só" 84 tentos com a camisa Tricolor. Lima caminha a passos largos para, seguindo no JEC no segundo semestre, ficar apenas do mito Nardela.

Agora (e quem não entende ironia pode parar de ler por aqui!), para os que teimam em reclamar do nosso atacante, uma boa notícia: aventaram na rádio que o Criciúma está interessado em contratá-lo para a disputa da Série B.

Sobre o jogo - é o menos importante hoje, o dia é do Lima - nosso time começou amarrado, e abriu o placar após rebote pós-chute longo do Jocinei (essa opção que o nosso jogador da base dá é muito importante). Daí pra frente, foi fácil.
O tal de Thomas, n. 10 deles realmente parece bom jogador, e o tal de Luan - lateral esquerdo, tantas vezes elogiado pelo alagoano matou uma bola com o nariz que foi coisa medonha, e foi substituído no intervalo. Diria o xará do lateral, de sobrenome Santana, para o Maceió - foi um meteoro da paixão do jornalista.
No mais, botaram um guri de uns 14 anos e canela fina pra marcar o Lima. Deu no que deu!

Agora, só falta fazer o mais difícil - classificar de uma vez por todas, sem pipocar na última hora. Tomara que estas três últimas boas partidas não sejam desperdiçadas com uma cagada lá em Blumenau. As perspectivas não poderiam ser melhores: O Metrô, ao vencer hoje o Brusque por um a zero, escapou do rebaixamento e garantiu sua vaga na Série D. Estarão de sangue-doce, sem qualquer preocupação maior, basta ir lá e jogar a bola que vimos jogando, que a classificação virá, provavelmente em quarto lugar (isso porque não alcançamos mais Chapecoense e Figueirense, e o Avaí, que está em terceiro, pega o fraquíssimo Concórdia, na Ressacada).

É bom que se diga que o JEC pode se classificar ainda que empate, ou mesmo perca o jogo. O Criciúma precisa tirar uma diferença de 9 gols para nos passar. O Brusque, se não vencer a líder Chapecoense - que não pode perder sob pena de ver o Figueira terminar o returno em primeiro lugar - nos deixa classificados.
Acho que já é hora de nos prepararmos para mais uma viagem ao Velho Oeste, e escalpelarmos a indiada na semi.

E se o Lima puder pedir música no Fantástico, tenho certeza que ele pedirá a 5ª Sinfonia do Beethoven. AVE, LIMA! AVANTE, JEC!

Ficha técnica: JEC 5 x 0 Imbituba, Arena, 10.04.11.
Joinville: Max; Daniel, Pedro Paulo, Linno e Gilton (Eduardo); Diego Zanuto, Mateus (Júlio Bastos), Jocinei e Jaílton; Jonatas (Tiago Real) e Lima. T: Giba.
Imbituba: Sérgio; Adriano, Giovani, William e Luan (Roger); Márcio Martins, Anderson, Bruno Sabino e Tomaz; Alan (Natan) e Mateus. T: Müller.
Gols: LIMA(TADOR), aos 27/1º tempo, aos 32/1º tempo, aos 16/2º tempo, aos 24/2º tempo e aos 33/2º tempo. Público: 5.646 (total), Renda: R$ 63.062,00.

7 de abr. de 2011

JEC x ZIMBO TRIO. E O PRIMEIRO TRATADO SOBRE A VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS.

Cara, o escrevinhador tem de ser praticamente um McGyver pra achar assunto em semanas tão paradas quanto esta. Ele, com um clipe e uma caneta construía uma bomba; aqui, com um outro fato sem importância, tem-se que arranjar um texto!

Vou falar do jogo que se avizinha: o Imbituba; e por tabela (e a pedidos), do alagoano.

Quem é o Imbituba? Primeiro, e mais importante de tudo, é o time do Maceió - pelo menos é o que eu presumo ao ler sua coluna em ANotícia - meu ídolo eterno. O presidente Robertinho é, segundo o alagoano, o mais competente dirigente esportivo do mundo. Laporta, Florentino Pérez, Abramovich, Galliani, Valdano, etc, etc, são fichinha perto do grande Robertinho (... mas como é grande, o meu amor, por você...).
Pra se ver o gabarito da administração do Imbituba, perderam uma porrada de pontos, por escalação errada de jogadores. Hoje, o Imbituba está tecnicamente REBAIXADO (tem que ganhar os dois jogos e torcer contra Metrô e Concórdia). Claro que ainda podem lutar nas instâncias jurídicas superiores, mas eles virão aqui com a notícia do rebaixamento fresquinha, e com a moral no chinelo.
Depois, é um timeco da porra. Vai vir retrancado, naquele esquema que por vezes acaba nos complicando aqui na Arena. Temos que abrir o placar rapidamente, e aí golear. Mais não digo. O time está completo, faltando só (só?) o Ramon. Se o time mantiver o padrão de jogo das duas últimas partidas, vence fácil.

A obra do alagoano
é melhor!
Voltando ao Maceió: eis o início da sua quinta-coluna de ontem, um verdadeiro primeiro tratado sobre a violência nos estádios: "a indiciscipla campeia livremente no futebol catarinense. É briga de torcidas dentro e fora dos estádios, provocações via Twitter, agressões até a policiais, como ocorreu recentemente em Joinville...".
Ah, tenha paciência!
Nossa torcida tem comportamento bovino (direitos autorais: Nelson Rodrigues), é calmíssima, malemale empurra o time. Veja-se que após uma série de 5 ou 6 anos de tragédias, vexames, derrotas humilhantes, nunca houve sequer uma rebelião, uma pancadaria. No máximo protestos pela internet, alguns xingamentos contra a Diretoria, uma ou outra "tirada de satisfação" com este ou aquele jogador. Brigas mesmo, isoladíssimas. Até a uniformizada, que arranja confusão vez em quando, na verdade é mais vítima do que algoz (basta lembrar da perda de visão de um torcedor e da morte de outro).
Chegamos ao ridículo patético de a maior manifestação contra o time e o Clube ter sido uma "chuva" de carteirinhas da rapaziada das cobertas, após o empate com o América-AM.
Então, usar o espaço do jornal e dizer que até agressão a policiais houve significa omitir informações importantes, pois a torcida apenas reagiu à truculência policial.
Pedir para que a torcida apanhe quietinha já é um pouco demais. De 1964 a 1985 a turma agüentou (alguns não), mas de lá para cá a população ganhou alguns direitos, e, veja só, até o de não apanhar da polícia.
E afirmo isso, pois, como diria o velho índio de I-JUCA-PIRAMA (não o da novela do Sassá Mutema): Meninos, eu vi!

Se houve algum culpado pela confusão, são dois: a PM e a torcida do Avaí. Esta por não ter avisado que vinha (fácil solução: põe todo mundo no ônibus e manda de volta pra Floripa, por não ter combinado com a Polícia a sua vinda, como era obrigação da torcida; assim vai aprender a cumprir o combinado); aquela por ter descido a ripa na galera (em vez de exigir que a torcida do Avaí tivesse feito sua parte, preferiu reprimir a torcida do JEC), usando de cavalos na rampa do estádio e na entrada deste, imprensando gente contra as catracas da Arena, usando balas de borracha, etc.

No final do jogo, na frente do portão das sociais, do outro lado da rua, onde se pode beber uma cervejinha (porque dentro do estádio vergonhosamente está proibido - Como o Brasil é evoluído, não? Bebe-se na Europa, nos Estados Unidos, mas no Brasil, exemplo para todas as nações do mundo, não), vieram uns 8 policias em dois carros, ops, viaturas, estacionaram onde estávamos, e um samango veio e disse mais ou menos assim: "vamos saindo daqui - não disse por que (mas, de novo, era para "proteger" a torcida do Avaí, por ali sairia) - e vejam que por enquanto eu só estou pedindo". Ah, vai pra PQP! Se eu não sair, vai descer a porrada, sr. policial? É muito despreparo - e truculência.
Achei melhor não discutir! Não se discute com quem tem como argumento a violência. AVANTE, JEC.

3 de abr. de 2011

CRICIÚMA X TIGRE - TEMPO QUASE REAL (É O DELAY DA SKY)

Aos 3' o Criciúma teve boa chance. Aos 11', bateu o reumatismo no Ramon que teve de ser substituído pelo Jonatas. O bom é que tão logo nosso vetusto jogador sentiu a perna, já pediu pra sair, espero que para não agravar a lesão. O fato é que Ramon, até agora, ficara em campo todos os jogos, durante todo o tempo. Lima, enquanto se procedia à substituição, fez boa jogada e chutou de longe.
Nos dez primeiros minutos o Tigre esteve um pouco melhor. A partir dos dez o JEC teve três boas chances, duas vez com Lima e uma com Jailton.
O jogo assentou, acalmou. O avante criciumense, o tal de Lincoln, segurava bem com o corpo nossos zagueiros, sempre levando perigo. Gilton, quando tinha de ir mano a mano contra o Roni, ia bem, mas às suas costas sempre havia espaço para jogadas do Tigre, pela direita do ataque deste.
Muitos erros simples de passes prejudicavam nossa saída para o jogo, nosso contra-ataque. Jocinei foi quem mais errou passes. Nós não conseguimos entrar dentro da área, e qualquer analfabeto sabe que de dentro da área é mais fácil fazer gols.
O primeiro tempo acabou igual. Vamos para a segunda etapa.

Nossa bola aérea defensiva continua problemática - o primeiro toque na bola sempre era do Tigre. Isso pode dar merda, qualquer hora dessas (mas hoje não deu).

Aos 8', Lima teve ótima chance, mas a bola caiu na perna ruim. Aos 9', resposta imediata. Ótima defesa de Max e, no rebote, bola na nossa trave. O JEC deixou o jogo ficar mais aberto, o que não era interessante para quem estava jogando fora de casa e deveria (mas não conseguia) jogar no contra-ataque.

Aos 15 minutos, depois de quase termos feito três gols na mesma jogada, na batida do escanteio, o Lima, depois de sofrer pênalti e tudo, e mesmo sentado abriu o placar para o Tricolor. 11 Gols no Catarinão (empatado com Leandrinho, que meteu três pelo Brusque, hoje).
Mas PQP, dois minutos depois, empate criciumense. Gol de Roni, de cabeça, sobre o Gilton - que hoje não foi bem (talvez falta de ritmo pós-contusão na asinha).
Pedro Paulo não teve problemas no jogo, pois coube ao Linno marcar o único - e  perigoso - atacante de ofício do CriciúmaLinno que fez ótima partida, uma vez mais.
O Criciúma esboçou uma pequena pressão. Fernandinho entrou - imagino eu que para dar um pouco mais de qualidade no passe - dada a grande quantidade de bolas que o Rodeio passou mal, mas pouco fez o Santa Clara (eterno amor do alagoano).
Aos 31', lance duvidoso - possível pênalti sobre o Lima. Pareceu normal, tanto que nem nosso atacante reclamou (e nisso ele também é especialista - nisso e em fazer gols.
Aos 38' Lima perdeu gol feito - uma injustiça, considerada a ótima partida que nosso atacante fez - após jogada de vontade e sorte do Tiago Real.
Nada mais de importante houve. Empate por um gol. Poderíamos ter ganho.
O JEC, sem o brilho da semana passada, foi consistente. Gostei. Comentários mais elaborados só amanhã. Dormiremos fora do G4, mas só dependemos de nós mesmos. AVANTE, JEC!
Ficha técnica: Criciúma 1 x 1 JEC, Heriberto Hülse, 03.04.11

JEC: Max; Daniel, Pedro Paulo, Linno e Gilton; Diego Zanuto, Mateus, Jocinei (Fernandinho), Jaílton (Tiago Real) e Ramon (Jonatas); Lima. T: Giba.
Criciúma: Andrey; Fábio Santana, Rogélio, Toninho e Fabiano (Diego Felipe); Carlinhos Santos, Mika, Rosembrick (Diogo Oliveira) e Pedro Carmona (Valdo); Lincom e Roni. T: Guilherme Macuglia.
Gol: Lima, aos 15/2º tempo.

1 de abr. de 2011

CRICIÚMA X JEC: VAMOS FAZER DE CONTA QUE É A FINAL DO CAMPEONATO

Que VENHA! o Tigre.
Porque é só assim que conseguiremos alguma coisa: jogando pra "conquistar um título" lá na terra do Carvão.

Relembro 1987 e 2001, para dizer que quando fomos lá jogar a final, vencemos.
Lembro também o infausto ano de 2006 em que o Criciúma venceu a Série C e nós demos aquela entregada básica contra o Noroeste (perdemos em casa por um a zero, quando bastava o empate para a classificação à terceira fase da Série C). Mesmo naquele ano filha da puta, ao jogarmos com o futuro campeão, vencemos por 5x1 em casa e 1x0 lá em Criciúma. Puta, como ainda tenho raiva do que fizemos (ou deixamos de fazer) naquele ano.

Nosso time está escalado: Max, Daniel, Linno, Pára Pedro, Pedro Paulo e Gilton; Mateus, Zanutto, Jocinei, Ramon, Jailton e Lima.
O Renato Santos embora não seja um craque (e no Joinville só temos dois que podem assim ser chamados, e para o nível de JEC), é mais rápido que o Pedro Paulo. Espero que o Gilton, ali pela esquerda, compense a lentidão do PP, pois é melhor que Eduardo na marcação. O pênalti que PP se viu obrigado a fazer depois de ser bisonhamente driblado pelo indiozinho lá em Chapecó ainda está na minha cabeça. Se o Souza estivesse com ritmo de jogo eu o escalaria, mas ainda não dá, tá voltando de contusão.

O Criciúma vem meio cagado para o jogo, com três volantes, e sofrerá três ou quatro desfalques, o que não deve enfraquecer o time, que está com um elenco mais caro e qualificado que o do Tricolor, e está pensando na Série B.
O provável time da minerasil vem assim: Andrey; Fábio Santana, Nirley, Toninho e Fabiano; Henik, Carlinhos Santos, Mika e Rosembrick (estréia); Roni e Lincoln.
Vamos ver no que dá. AVANTE, JEC!

PS1: Gostei de ver o contrato do Christhofer renovado. Nessa foto aí ao lado ele tá um pouco mais branquinho do que hoje em dia, mas tenho certeza que isso é efeito desse sol intenso de Joinville, e de nosso clima - há 4 anos, 11 meses e 2 dias, sem chuvas - exatamente ao contrário de Macondo. Acho que nos será muito útil na Série C.

PS2. Não sei se a Copinha vai sair. Se ela sair, não sei se será bom para o JEC. Vamos com o time principal? E se começar a perder? Vamos com juvenis e reservas? E se começar a ganhar?
Olhando por outro lado, com os titulares, em princípio manteríamos o time com entrosamento, preparo físico, ritmo de jogo, aquecendo os tamborins para o mais importante: a Série C. Isso sem contar que teríamos pelo menos mais uns 7 ou 8 jogos para assistir na Arena (caso contrário, ficaremos mais de dois meses na seca).
Ah, sei lá! Digam vocês o que acham. F-O-I, FUI.

29 de mar. de 2011

UM POUCO DE LÓGICA...

Nossos problemas são de fácil solução! Monta esse
     quebra cabeça aí, Giba!
...Embora a lógica não tenha sido uma constante no dia-a-dia Tricolor.

O Tigre, com vários suspensos (Xuenqui, Rogélio e Pirão - este último parece ser um bom lateral) , vem de um resultado frustrante contra o Metrô, em Plumenau. Três a três, depois de estar dois gols à frente.
Mas, na última vez que nós cruzamos com os boys do subterrâneo, nós sofremos 4 gols - naquela chuvosa e infeliz tarde do Max e de muitos outros - principalmente da torcida.

Agora no returno - talvez até em razão da conquista da primeira volta do campeonato - o Criciúma vem fazendo uma campanha não mais do que regular - tal qual a nossa. Venceu o Concórdia, perdeu da Chapecoense (em casa), empatou com o Avaí, venceu o Brusque, empatou com o Imbituba (em casa, novamente), e empatou com o Metrô. Em casa, no returno, só venceu o Brusque. Não tá com essa bola toda o Tigre, em seus domínios. Não é impossível ir lá e buscar três pontinhos.

Vamos também apostar na mística do Heriberto Hulse, onde já demos voltas olímpicas. Lembro-me das últimas duas, a de 1987, com o Nardela parecendo uma múmia, todo enfaixado; e a de 2001- nesse ano morava longe, só pude acompanhar pela internet, com um gol do Perdigão, após pênalti sofrido por Zé Galo, e outro do Marlon.

Nossa perspectiva para as próximas três partidas decisivas - a melhor possível seria vencer os três jogos - é ruim, até porque dois jogos são fora de casa, malgrado tenhamos melhores resultados, este ano, longe da Arena - para chegar aos 18 pontos, classificando em segundo, provavelmente. Se chegarmos a 15 pontos ou a 13 pontos, ficaremos em terceiro, ou quarto, ou até mesmo fora (nessa última hipótese). Passando em terceiro ou quarto se repetirá a novela do primeiro turno, quando jogaremos fora, e só a vitória interessaria. O negócio é - se realmente ainda quisermos algo no Catarinão -, vencer os próximos três jogos, para, quem sabe, jogarmos a semifinal em casa e com a vantagem do empate.
Sabem de uma coisa - só nos resta isto: vamos contrariar a lógica!
AVANTE, JEC!

28 de mar. de 2011

JEC 4 x 0 AVAÍ: QUE MARAVILHA DE GOLEADA

Primeiro, só escrevo agora porque ontem à noite festejei, tomei umas cervejas e dormi o sono dos justos.
Depois, que maravilha! Que jogo bonito o JEC fez ontem! Até pensei em fazer alguma graça no título, em relação a um time que oscila muito ,a não se saber o que pode acontecer já no próximo jogo, mas hoje não tem lugar pra gracejos, só para comemoração. 

Tirando a confusão que a PM armou no começo do jogo - uma autêntica palhaçada - o dia foi perfeito. Nosso time jogou muita bola. Jailton esteve muito bem, Lima idem, Ramon, e muitos outros. Gostei muito até do Diego Zanutto (pra se ver como o Tricolor estava bom).  

No começo da partida, um pênalti - que nem pude ver em razão da correria lá fora - em favor do Avaí, Marquinhos bateu e Maximus Meridius pegou. Daí pra frente, só deu JEC.

Lima abriu o placar, ao cabecear falta cobrada por Ramon. Depois, Jailton enfiou bola açucarada para Ramon, que entrava em diagonal da direita para a esquerda, dominou e bateu forte e cruzado. 2x0. Já no segundo tempo, um golaço, não tanto pela finalização do Lima, mas pela jogada. A bola veio da intermediária, Jailton passou de peito para Lima, que devolveu de primeira, com os pés, para Jaílton, que de cabeça devolveu para o matador, que então avançou e chutou de esquerda, rasteiro, no canto direito do goleiro avaiano. No quarto gol, Ramon enfiou bela bola para Jailton (definitivamente vai ganhar a posição de Jônatas), que fechou a tampa.
Ainda houve tempo para o JEC perder um pênalti, que no fim foi até bom. Não vamos gastar todo nosso futebol num só dia (assim espero).

Não tenho dúvida nenhuma que não houve nenhum jogo tão bom do JEC pelo menos desde que comecei a escrever este blog (nov.2009). E digo mais, fazia muito mais tempo do que isso de que não víamos uma partida tão bem jogada pelo nosso Time. 
Todas as cornetas hoje estão silenciosas.
O Lima não faz gol contra os grandes de SC? Pois ontem fez dois! E adivinhem: é o ARTILHEIRO isolado do campeonato.
O Ramon não tá batendo bem as faltas? Pois ontem colocou a bola na cabeça do Lima.

A alegria depois de um jogo como esse é muito grande. A torcida ensandecida, feliz nas ruas em frente à Arena. Risadas e não lamentações, ranger de dentes. Felicidade e não revolta!
A minha única dúvida é: Por quê? Por que não podemos jogar sempre assim, por que não podemos ser um pouquinho mais felizes a cada domingo? Uma pena que apenas 6174 torcedores presenciaram esse dia, ao vivo, lá na Arena. Agora vamos, sem deixar de comemorar, porque merecemos - e muito (e merecemos na verdade muitos outros dias assim), aguardar nossos próximos compromissos, na esperança que não tenhamos tido um dia atípico, mas sim que aquela evolução que se anunciava no início do returno tenha finalmente se confirmado. É HOJE O DIA DA ALEGRIA, JEC!
Ficha técnica: JOINVILLE 4 x 0 Avaí,, Arena, 27.03.11

JEC: Max; Daniel (Tiago Real), Renato Santos, Linno e Eduardo; Diego Zanuto, Mateus, Jocinei (Aldair) e Ramón; Jaílton (Edinei) e Lima. T: Giba.
Avaí: Renan; Emerson Nunes, Cássio e Leonardo; Gustavo (Estrada), Marcinho Guerreiro (Marquinhos Gabriel), Diogo Orlando, Marquinhos e Julinho; Rafael Coelho (Acleisson) e William. Técnico: Silas.
Gols: Lima aos 20’/1º tempo e aos 21’2º tempo, Ramon aos 39’/1º tempo e Jaílton aos 34’/2º tempo

24 de mar. de 2011

E O JOGO ACABOU...

Aloísio "cutucou, guardou". CHA 1 x 0 JEC
Como dizia o mais desanimado narrador de todos os tempos, o Alexandre Santos, da Band, "e o jogo acabou". Pois acho que o Catarinense acabou.

Ouvi a peleja de ontem na rádio, e até pela rádio o jogo pareceu ruim. De novo o Max teria sido o melhor em campo - por que será que só joga bem fora de casa? - o que indica que as melhores chances foram da bugrada.

O Pedro Paulo cometeu um pênalti ridículo - e típico de jogador sem velocidade alguma, depois de levar uma entortada do atacante da Chapecoense. Acho que tão logo o Souza esteja pronto, deve jogar ao lado do Linno pra ver se melhora alguma coisa.

No mais, só a papagaiada do Lima em relação ao Ramon no final do jogo. Pronto, agora HABEMUS CRISIS. O Nereu ou o Moysés vão ter de entrar em campo e resolver a parada, ou enquadrando o Lima, ou dispensando um dos dois jogadores. Infelizmente nossos dois melhores boleiros não se entendem - pior para o JEC.

Não dá muita vontade nem de comentar, por isso vou encerrando: 6 pontos em 5 jogos  no returno é de lascar. No primeiro turno, a essa altura, tínhamos 9 pontos, mesmo com um time que se convencionou dizer ser bem pior que esse que está aí.
Melhorou mesmo?
Outra hora vou escrever sobre uma idéia que tive, e que brevemente adianto: parece que o JEC contraria Darwin e os próprios fatos, pois o JEC é um exemplo acabado da Involução da Espécie. UGA, UGA, JEC.

Ficha técnica: Chapecoense 1 x 0 Joinville, Índio Condá, Chapecó, 23.03.11
JEC: Max; Daniel, Pedro Paulo, Linno e Eduardo; Júlio Bastos (Diego), Mateus, Fernandinho (Jocinei) e Ramon; Jaílton (Tiago Real) e Lima. T: Giba.
Chapecoense: Rodolpho; Dema, Grolli e Marcos Alexandre; Thoni, Everton Garroni (Neném), Diogo Roque, Aelson e Cléverson (Kleber Goiano); Aloísio e Neílson (Leandro). T: Mauro Ovelha.

20 de mar. de 2011

THE HORROR, THE HORROR: JEC 2x2 CONCÓRDIA

Por que tá coçando a cabeça, Giba?
Ainda não estamos em nível de um "Apocalypse now", mas as frases finais daquele filme resumem o jogo de ontem: o horror, o horror.
No primeiro tempo ficamos com a bola nos pés praticamente todo o tempo, chegávamos próximos à meta do time do Oeste, mas não conseguíamos uma conclusão limpa, uma chance clara de gol contra o esforçado Concórdia.
Depois de 35 minutos literalmente "cercando o galo", mas sem matá-lo, eles tiveram um escanteio, e o Max fez um milagre evitando a abertura do placar.
Mas, aos 45, não houve jeito. Depois de um cruzamento lá da esquerda, mal interceptado, a bola sobrou por trás da zaga e assim tomamos um gol de um erro, digo, de um Rodrigo, Crasso.
No segundo tempo a desorganização reapareceu, e o time foi um amontoado contra o lanterna, REPITO, O LANTERNA da classificação geral do Catarinão. As substituições não surtiram grande efeito, embora Aldair tenha entrado relativamente bem. Pantico entrou, correu, deu um sopapo em sei lá quem e ao final foi pra rua.
Eduardo e Ramon (este em pênalti sofrido por Lima), viraram o jogo, mas de pouco adiantou, pois aos 42, numa cagada fenomenal em falta batida da intermediária, entregamos a bola para o cabeçudo do Miro Bahia fuzilar Max e empatar o jogo, nos roubando dois pontos importantíssimos em casa, e complicando nossa classificação no returno.
Estes eram três pontos obrigatórios, e desses dois escorreram por nossos dedos, e dificilmente serão recuperados. Um péssimo resultado, não há outra conclusão.
Eduardo foi eleito o melhor de nosso time, ao menos na AM1590, jogando improvisado pela esquerda.
Discordo! A jogada do primeiro gol do Concórdia saiu pelo seu lado, e embora ele tenha feito um belíssimo gol, no segundo tempo, não passou a bola para o Aldair, por duas ou três vezes quando este estava "livraço" pela ponta esquerda, bem à minha frente, e ainda corríamos atrás do placar.
Acho que se esse Aderlan jogar alguma coisa, ganha a vaga pela direita, passando por cima de Daniel e Eduardo, e o Gilton vai se firmar pela esquerda.

E o Giba ainda me dá uma declaração estranhíssima, de que ficou "impressionado" com o empate. Eu também! Fiquei MAL IMPRESSIONADO.
Agora só vai ficar mais difícil. Chegamos a 6 pontos no returno. A Chapecoense foi a 10 pontos (e cuidado! - não se esqueçam que a indiada vai ser nossa adversária na Série C), o Criciúma a 7, e o Avaí a 7. E estes são nossos próximos adversários. É mole?   O Figueira também venceu e chegou aos 8 pontos, nos deixando em 5º lugar no returno. A rodada foi péssima para o Tricolor.

Por fim, é de se notar que neste final de semana não choveu. O campo tava sequinho, a bola rolando, mas nós, de novo, patinamos em nossas próprias limitações. AVANTE, JEC! (pero no mucho).

Ficha técnica: Joinville 2 x 2 Concórdia, Arena, 19.03.01

JEC: Max; Daniel (Tiago Real), Renato Santos, Linno e Eduardo; Julio Bastos, Mateus (Aldair), Jaílton e Ramon; Jonatas (Pantico) e Lima. T: Giba.
Concórdia: Segala ; Daniel, Sig e Thomas; Barão (Rodrigo Batata), Negretti, Machado, Miro Bahia (Rodolfo) e Rodrigo Crasso; Selmir (Juninho) e Tiago Cristian. T: Amauri Knevitz.
Gols: Eduardo, aos 32' e Ramón, aos 39', do 2º T.

18 de mar. de 2011

JEC x CONCÓRDIA: JÁ PASSOU DA HORA DE VENCER EM CASA

Esse é galo véio!
Não podemos repetir o que fizemos no primeiro turno, em que de 15 pontos possíveis em casa, fizemos apenas 7 (aproveitamento de 46%). É nossa obrigação, no mínimo, fazer 8 pontos em 12 (66%), em casa, neste returno, pois vencer Concórdia e Imbituba é imprescindível. O jogo do Avaí é um jogo mais imprevisível, mas uma derrota não se pode aceitar se quisermos chegar a algum lugar.
Para garantirmos uma classificação, teríamos então que fazer 10 pontos em casa, mas até aceito 8 pontos (embora aí corramos riscos, pois ainda faltam CRI, CHA - próximo jogo, e MET fora de casa), porque já fizemos 4 pontos pra lá do Pórtico, neste returno, e devemos conseguir mais alguma coisinha nas próximas três viagens.

O galo véio do Oeste vive num Big Bosta Brasil, em que os jogadores andavam sendo filmados pela Diretoria, de forma policialesca, para vigiar as entradas e saídas dos alojamentos, e a turma ou tá sendo demitida, ou tá pedindo pra sair daquele clube. Jé e Tobias foram dispensados, e Conrado pediu o boné. Enfim, aquilo lá tá uma zona, apesar da supreendente vitória contra o Metrô, na última rodada..

O Giba deu a letra nesta semana - e está corretíssimo: dentro da Arena temos que meter medo nos adversários, e já no primeiro tempo jogar para definir a peleja. Já discutimos isso por aqui, e concordamos naquela feita que não se pode admitir que contra times pequenos joguemos defensivamente, cheio de volantes, sem fustigar o adversário por todo o tempo. O Concórdia, com todo o respeito que possa merecer, não pode ser um time que amedronte o JEC. Deve ser exatamente o contrário.

Temos que aproveitar o nosso bom momento, a vice-liderança, a rodada passada que nos foi muito favorável, com vários empates, e passar depenar o galo do Oeste.

Amanhã, às 17 horas, todos à Arena. Esse jogo, nesse horário, nos permitirá também uma conclusão sobre o potencial de público nos jogos aos sábados, o que faz tempo que não ocorre. Quem sabe, no sabbath, coloquemos mais do que os 5 ou 6 mil de praxe dentro da Arena, embora eu não aposte um tostão furado nessa hipótese. AVANTE, JEC!

13 de mar. de 2011

MARCÍLIO x JEC NA TEVÊ - TEMPO (QUASE) REAL

Primeiro, ficaram discutindo por umas duas horas se haveria o jogo, em razão das chuvas que caíram em Itajaí, e ao final, embora nenhum dos dois clubes quisesse o jogo, foi definido pelo árbitro Ronan Marques da Rosa, que a partida aconteceria.

A vantagem disso: pouca torcida no Hercílio Luz. É como jogar em campo neutro, ou melhor, como se fosse num treino no CT. Não tinha ninguém no chiqueiro de Itajaí. Se não fosse nosso título em 1985, contra o Avaí, com um dos gols de Paulo Egídio aos 45' do 2º Tempo, esse estádio sequer mereceria qualquer menção.
Olha, pra quem jogou após ter de ser tirada água com placa de publicidade na Arena, pareceu preciosismo não querer jogar (de qualquer forma, essa opinião pode ser alterada no decorrer da partida. Veremos.

Nosso time, o mesmo das úlitmas duas pelejas; e o do Marcílio é esse da foto, aí ao lado.

PRIMEIRO TEMPO:
Começado o jogo, foi possível ver que o campo estava um pântano, uma porcaria. A Chapecoense já abria e ampliava o placar contra o Imbituba, com dois minutos de jogo, indo provisoriamente a 9 pontos (no final cagaram no pau).
Dez minutos e nada a nosso favor. Boa defesa de Max em jogada nas costas de Linno. O Marcílio começou a crescer na partida, e quase fez o seu gol, com bola na trave, e tudo.
Nosso primeiro chute, sem perigo, aos 20'. Tá muito devagar!
Quase até o final do primeiro tempo foi o Marcílio jogando e o JEC olhando.
Até que aos 37', num contra-ataque, em jogada de Ramon e Lima, este, quase que andando, foi indo, indo, e "iu"! Recebeu, driblou o goleiro e conferiu. Um a zero pro Tricolor. Lima vice-artilheiro do campeonato, só um golzinho atrás do líder da artilharia.
Aí o Teco deu um "teco" na bola e acertou a gaveta. Empate marcilista.

Nosso craque, Ramon!

Aos 45' - Ramon - jogando praticamente sozinho nesse primeiro tempo - sofreu o pênalti e converteu.
Viramos vencendo. Nessa primeira etapa, acho que até a igualdade seria injusta - para o Marinheiro YMCA. A derrota é até um crime. Bom pra nós!
Duas injustiças, então: a nossa vitória parcial e a não expulsão do zagueiro do Marcílio (Fabrício) que teria de tomar o segundo cartão ao cometer o pênalti sobre o Ramon. O JEC olhou o jogo por 37 minutos e jogou dez minutos. Foi suficiente para vencer a primeira etapa. Vamos a mais 45' de sofrimento (ou não).

SEGUNDO TEMPO:
Saiu Jônatas (que não fez porra nenhuma) e entrou Jaílton. Já fez o time melhorar no início da segunda etapa. Em jogada por ele iniciada, Ramon perdeu boa chance de fazer o terceiro.
Fernandinho teve outra chance aos 13', em ótimo contra-ataque puxado por Jailton, tentou um golaço por cobertura, mas pegou mal na bola.
Aos 23', o Lima fez uma palhaçada, após receber lançamento de Jailton, "fomerou" e perdeu gol feito; já estava xingando, mas aos 24', fez 3x1. Um minuto antes, bastava ter passado a bola pro Ramon que este faria o gol. No minuto seguinte, o Ramon PASSOU A BOLA, e o Lima fuzilou. Basta não complicar, Lima. Tu és muito bom jogador!
Aos 30', Rincón perdeu um gol incrível, deixando de descontar para o Marcílio. Aos 33', mais uma vez nos salvamos.
Aos 35' o Lima pediu pra ser expulso, mas o juizão deu uma força (Tira o Lima, Giba!). Nosso avante quase perde o mamão-com-açúcar de pegar o Concórdia em casa.

Nesse momento, o IMBITUBA fazia o crime e ajudava muito o Tricolor, ao empatar com a Chapecoense, lá no Oeste. A diferença para a liderança que poderia ser de 4 pontos não passará de 2 pontos.
Aos 40', o Max fez das suas. Uma cagada inacreditável, um peruzaço, um absurdo, um frango, etc, etc. JEC 3x2 Marcílio.
Aos 44' o Marcílio chutou uma bola na trave - quase empata.
Aos 45', Lima perdeu mais um gol feito, mais uma vez "fomerando". Putaqueospariu, LIMA, PASSA ESSA BOLA!
ACABOU, Graças aos 90 minutos!

Hoje a zaga não foi bem. O Max vinha bem até o frango - o problema, como se nota, é o "até" e o "frango".
O Marcílio teve muitas, mas muitas chances de gol. O empate seria mais justo.
Penso que o time involuiu - ou seja, piorou - desde o último jogo. Jogamos mal, mas vencemos. É mais ou menos esse o resumo da ópera (bufa) a que assistimos hoje. Acontece. Quando jogamos bem, não vencemos, quando jogamos mal, fizemos os três pontos.
PATROLAMOS (em termos). O Imbituba nos ajudou para a disputa do returno. Agora é vencer o Concórdia no próximo domingo.AVANTE, JEC!

Ficha técnica: Marcílio Dias 2 x 3 JEC. Itajaí, 12.03.2011
JEC: Max; Daniel, Pedro Paulo, Linno e Gilton (Eduardo); Júlio Bastos, Mateus (Diego), Fernandinho e Ramón; Lima e Jonatas (Jaílton). T: Giba   
Marcílio Dias: Nei; Dudu, Diego e Ferreira (Cristiano); Adans, Gilberto, Fabrício (Rodrigo Couto), Maicon (Caíque) e Teco; Joélson e Rincón. T: Gelson Silva.
Gols: Lima aos 37/1º T;  Ramón aos 46/1º T; Lima aos 24/2º T. 

11 de mar. de 2011

JEC x MARCÍLIO DIAS - IN THE NAVY

O Diarinho, aquele jornal engraçadinho de Balneário Camboriu, vira e mexe nos chama de "as bailarinas". É hora de fazer jus ao apelido e dar um baile no Marcílio, lá no Hercílio Luz (taí uma coisa que sempre me intrigou. O MD joga no Estádio Hercílio Luz, e o Hercílio Luz joga(va) no Estádio Aníbal Costa - mas, divago).

O Marcílio Dias é time pequeno, SEMPRE FOI. Ganhou só um título, em 1963, no tempo do guaraná com rolha. E isso porque o JEC não existia!

Tirando um campeonato lá na década de 80 - não sei o ano exato, tenho péssima memória para datas - naqueles anos em que até chegar a final do campeonato havia três ou quatro taças menores (e portanto três ou quatro turnos) até se chegar à decisão, o Marcílio até nos incomodava nessas fases primeiras. Na hora H, os naufragados pipocavam e nós erguíamos o caneco.

Era um time marcilista que tinha, entre outros o grande-goleiro-anão Mauro e Rosemiro Beleza na lateral-direita, já em final de carreira - esse realmente jogava. No comando desse time, o "bruxo" (só se por causa da feiúra) Lauro Búrigo tinha o péssimo hábito de dar entrevistas no antigo programa da RCE, pro Miguel, Roberto, Eládio Cardoso (por onde anda?), Milioli, Clésio Burigo e outros menos cotados, e dizer: "vou pra Joinville passar a PATROLA". (Sei que já postei o vídeo acima, mas sempre vale a pena recordar essa turma, no tempo em que eram bons e engraçados, e não agora, perfeitamente doutrinados pela turma da RBS).

 Marinheiros, é?   Sei....
Pois então retruco eu: vamos a Itajaí e passar a PATROLA (se bem que as nossas andam ocupadas com os estragos causados por mais uma chuvarada aqui em Joinville) nessa turma que igualmente ao VILLAGE PEOPLE, está IN THE NAVY.

Ora, o Marcílio também conseguiu a mesma proeza obtida pelo nosso "antigo time" do primeiro turno: ser derrotado pelo Metrô, e o próprio Gelson - treinador mediano, aliás - admitiu que seu time jogou mal.
Não teremos desfalques. O "time novo" vai pra sua terceira partida com a mesma formação, ou seja, tem tudo pra evoluir ainda mais, e jogar bem contra um adversário que vem de um jogo ruim. 
Se nossa zaga realmente confirmar a evolução que parece haver, uma derrota lá em Itajaí é pouco provável, e a vitória tem grande chance de ocorrer; basta que nossa meia-cancha funcione mais ou menos, para que dominemos as ações e cheguemos ao resultado.
Vamos a Itajaí devolver aquela derrota ridícula que sofremos na primeira fase. Teremos, provavelmente, outro jogo com chuva. Não dá pra dizer que nosso time vai estranhar o clima! AVANTE, JEC!