NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores
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7 de abr. de 2011

JEC x ZIMBO TRIO. E O PRIMEIRO TRATADO SOBRE A VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS.

Cara, o escrevinhador tem de ser praticamente um McGyver pra achar assunto em semanas tão paradas quanto esta. Ele, com um clipe e uma caneta construía uma bomba; aqui, com um outro fato sem importância, tem-se que arranjar um texto!

Vou falar do jogo que se avizinha: o Imbituba; e por tabela (e a pedidos), do alagoano.

Quem é o Imbituba? Primeiro, e mais importante de tudo, é o time do Maceió - pelo menos é o que eu presumo ao ler sua coluna em ANotícia - meu ídolo eterno. O presidente Robertinho é, segundo o alagoano, o mais competente dirigente esportivo do mundo. Laporta, Florentino Pérez, Abramovich, Galliani, Valdano, etc, etc, são fichinha perto do grande Robertinho (... mas como é grande, o meu amor, por você...).
Pra se ver o gabarito da administração do Imbituba, perderam uma porrada de pontos, por escalação errada de jogadores. Hoje, o Imbituba está tecnicamente REBAIXADO (tem que ganhar os dois jogos e torcer contra Metrô e Concórdia). Claro que ainda podem lutar nas instâncias jurídicas superiores, mas eles virão aqui com a notícia do rebaixamento fresquinha, e com a moral no chinelo.
Depois, é um timeco da porra. Vai vir retrancado, naquele esquema que por vezes acaba nos complicando aqui na Arena. Temos que abrir o placar rapidamente, e aí golear. Mais não digo. O time está completo, faltando só (só?) o Ramon. Se o time mantiver o padrão de jogo das duas últimas partidas, vence fácil.

A obra do alagoano
é melhor!
Voltando ao Maceió: eis o início da sua quinta-coluna de ontem, um verdadeiro primeiro tratado sobre a violência nos estádios: "a indiciscipla campeia livremente no futebol catarinense. É briga de torcidas dentro e fora dos estádios, provocações via Twitter, agressões até a policiais, como ocorreu recentemente em Joinville...".
Ah, tenha paciência!
Nossa torcida tem comportamento bovino (direitos autorais: Nelson Rodrigues), é calmíssima, malemale empurra o time. Veja-se que após uma série de 5 ou 6 anos de tragédias, vexames, derrotas humilhantes, nunca houve sequer uma rebelião, uma pancadaria. No máximo protestos pela internet, alguns xingamentos contra a Diretoria, uma ou outra "tirada de satisfação" com este ou aquele jogador. Brigas mesmo, isoladíssimas. Até a uniformizada, que arranja confusão vez em quando, na verdade é mais vítima do que algoz (basta lembrar da perda de visão de um torcedor e da morte de outro).
Chegamos ao ridículo patético de a maior manifestação contra o time e o Clube ter sido uma "chuva" de carteirinhas da rapaziada das cobertas, após o empate com o América-AM.
Então, usar o espaço do jornal e dizer que até agressão a policiais houve significa omitir informações importantes, pois a torcida apenas reagiu à truculência policial.
Pedir para que a torcida apanhe quietinha já é um pouco demais. De 1964 a 1985 a turma agüentou (alguns não), mas de lá para cá a população ganhou alguns direitos, e, veja só, até o de não apanhar da polícia.
E afirmo isso, pois, como diria o velho índio de I-JUCA-PIRAMA (não o da novela do Sassá Mutema): Meninos, eu vi!

Se houve algum culpado pela confusão, são dois: a PM e a torcida do Avaí. Esta por não ter avisado que vinha (fácil solução: põe todo mundo no ônibus e manda de volta pra Floripa, por não ter combinado com a Polícia a sua vinda, como era obrigação da torcida; assim vai aprender a cumprir o combinado); aquela por ter descido a ripa na galera (em vez de exigir que a torcida do Avaí tivesse feito sua parte, preferiu reprimir a torcida do JEC), usando de cavalos na rampa do estádio e na entrada deste, imprensando gente contra as catracas da Arena, usando balas de borracha, etc.

No final do jogo, na frente do portão das sociais, do outro lado da rua, onde se pode beber uma cervejinha (porque dentro do estádio vergonhosamente está proibido - Como o Brasil é evoluído, não? Bebe-se na Europa, nos Estados Unidos, mas no Brasil, exemplo para todas as nações do mundo, não), vieram uns 8 policias em dois carros, ops, viaturas, estacionaram onde estávamos, e um samango veio e disse mais ou menos assim: "vamos saindo daqui - não disse por que (mas, de novo, era para "proteger" a torcida do Avaí, por ali sairia) - e vejam que por enquanto eu só estou pedindo". Ah, vai pra PQP! Se eu não sair, vai descer a porrada, sr. policial? É muito despreparo - e truculência.
Achei melhor não discutir! Não se discute com quem tem como argumento a violência. AVANTE, JEC.

29 de mar. de 2011

UM POUCO DE LÓGICA...

Nossos problemas são de fácil solução! Monta esse
     quebra cabeça aí, Giba!
...Embora a lógica não tenha sido uma constante no dia-a-dia Tricolor.

O Tigre, com vários suspensos (Xuenqui, Rogélio e Pirão - este último parece ser um bom lateral) , vem de um resultado frustrante contra o Metrô, em Plumenau. Três a três, depois de estar dois gols à frente.
Mas, na última vez que nós cruzamos com os boys do subterrâneo, nós sofremos 4 gols - naquela chuvosa e infeliz tarde do Max e de muitos outros - principalmente da torcida.

Agora no returno - talvez até em razão da conquista da primeira volta do campeonato - o Criciúma vem fazendo uma campanha não mais do que regular - tal qual a nossa. Venceu o Concórdia, perdeu da Chapecoense (em casa), empatou com o Avaí, venceu o Brusque, empatou com o Imbituba (em casa, novamente), e empatou com o Metrô. Em casa, no returno, só venceu o Brusque. Não tá com essa bola toda o Tigre, em seus domínios. Não é impossível ir lá e buscar três pontinhos.

Vamos também apostar na mística do Heriberto Hulse, onde já demos voltas olímpicas. Lembro-me das últimas duas, a de 1987, com o Nardela parecendo uma múmia, todo enfaixado; e a de 2001- nesse ano morava longe, só pude acompanhar pela internet, com um gol do Perdigão, após pênalti sofrido por Zé Galo, e outro do Marlon.

Nossa perspectiva para as próximas três partidas decisivas - a melhor possível seria vencer os três jogos - é ruim, até porque dois jogos são fora de casa, malgrado tenhamos melhores resultados, este ano, longe da Arena - para chegar aos 18 pontos, classificando em segundo, provavelmente. Se chegarmos a 15 pontos ou a 13 pontos, ficaremos em terceiro, ou quarto, ou até mesmo fora (nessa última hipótese). Passando em terceiro ou quarto se repetirá a novela do primeiro turno, quando jogaremos fora, e só a vitória interessaria. O negócio é - se realmente ainda quisermos algo no Catarinão -, vencer os próximos três jogos, para, quem sabe, jogarmos a semifinal em casa e com a vantagem do empate.
Sabem de uma coisa - só nos resta isto: vamos contrariar a lógica!
AVANTE, JEC!

17 de dez. de 2010

O JEC - E SUA TORCIDA - ESTÃO PRONTOS PARA FAZER FIGURAÇÃO NO CATARINENSE?

 Eu, na condição de torcedor acostumado a previsões ufanistas e resultados pífios em campo, estou preparadíssimo para previsões modestas e resultados idem, especialmente se tenho em mente que visamos o objetivo maior - o acesso à série B, no segundo semestre.
Quais são os dez times do Catarinão - em ordem de favoritismo ao título do campeonato? Respondo eu:
Avaí e Figueirense (em condições de igualdade), Criciúma, JEC e Chapecoense (em condições de igualdade), Brusque, Metrô, Marcílio, Imbituba e Concórdia. Pode haver alguma surpresa aqui ou ali, mas o campeonato é mais ou menos esse: Capital e Criciúma pelo título; Marcílio, Imbituba e Concórdia brigando pra não cair. O resto vai ficar ali pela meiúca da tabela.

A direção do JEC está pronta para isso, para perder o campeonato conscientemente? Vai aguentar a pressão da torcida? O Leandro Machado não vai ser execrado e demitido depois de duas ou três derrotas quaisquer, como muitos outros já o foram - inclusive neste ano - Ramirez, Ovelha, Edinho?

Sem qualquer crítica à União Tricolor (nesse aspecto que agora trato, porque tenho críticas ao seu comportamento, p. ex., faixas de ponta-cabeça, não ter aplaudido o agora criciumense Carlinhos Santos, etc.) - até porque no Estádio eles são os únicos animados, nossa torcida é fria e corneteira - eles vão agüentar quietos o assumido papel de figurante de nosso clube?

Esse ano seremos coadjuvantes, figurantes no Praieirão.
Até nos anos em que fizemos papelão - o pior em 2007, 11ª colocação - só a frente do Próspera - quando inclusive formalmente fomos rebaixados, tanto que disputamos a divisão especial para jogar o Campeonato de 2008 - sempre se deu uma esperança (ainda que falsa) à torcida que iríamos disputar o título. Ano que vem, não. Estamos anunciando claramente nosso papel coadjuvante. O título, se vier, será um aborto. Vamos ver até quando vai dar pé.
Se algumas derrotas fizerem a diretoria (pressionados pela mídia e torcida) pensarem que precisam dar uma resposta imediata, então veremos a volta à balbúrdia, com contratações a esmo, desperdício de dinheiro, "correção" dos rumos, e o planejamento para o ano ir por água abaixo. Que isso não ocorra. Assumidamente, coadjuvante. AVANTE, JEC!