NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores
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14 de dez. de 2010

NÃO HÁ MAIS O QUE CONTESTAR - RESULTADO DO JULGAMENTO

Ainda que a CBF não tenha tomado as providências decorrentes do julgamento, o que logo deve ocorrer, com a publicação do voto tenho a questão está resolvida - definitivamente.
Eis o acórdão (a decisão) do STJD, ipsis litteris, encontrado por indicação do Karpanno, no seu twitter:
"Por unanimidade de votos, se conheceu do recurso [do JEC] para no mérito dar-lhe provimento, para condenar o América Futebol Clube à perda de 6 (seis) pontos, por infração ao art. 214 do CBJD c/c art. 184 do CBJD, bem como ao pagamento de multa no valor de R$300,00, por infração ao art. 214 do CBJD. Determinou-se, ainda, que os pontos eventualmente obtidos pelo Clube nas referidas partidas não sejam computados, conforme o parágrafo 1º do art. 214 do CBJD, com a conseqüente reclassificação das equipes, não havendo que se falar em realização de novas partidas ou sua repetição...".
Por isso, a perda de 6 pontos, ainda que se considerem os pontos obtidos pelo América após os jogos contra o Joinville - o que não deveria ser feito, e sim excluído o América a partir daquele momento, desconsiderando os jogos seguintes - leva, com toda a certeza, à conclusão de que o América fica com MENOS pontos do que o JEC, e portanto, com a determinada reclassificação, nós passamos o manauaras e subimos pra C.
Sestário, é só fazer as contas, mané!
Isso porque o JEC, em 12 partidas (6V, 4E e 2D) somou 22 pontos; o América, em 16 jogos (6V, 5E e 5D), somou 23 pontos. Descontados os 6 pontos, voltam à 17 pontos, e o JEC o ultrapassa, sem dúvidas.

Basta a CBF cumprir o acórdão, agora, e c'est fini.

E se quisermos uma interpretação ainda mais favorável para o JEC, perfeitamente possível dado o teor do acórdão, vê-se que o América, além de perder os seis pontos, teria de perder os 4 pontos da vitória e empate contra o JEC - pois cumprindo-se que "os pontos obtidos nas referidas partidas não sejam computados", tirariam-se, no total, 10 pontos do Mequinha. Essa última interpretação é só minha, não deve prevalecer. De qualquer forma, TRICOLOR NA SÉRIE C! AVANTE, JEC!

9 de dez. de 2010

JULGAMENTO JEC X AMÉRICA: VOTOS E RESULTADO

Terminada a discussão, passamos ao que realmente importa - os votos dos auditores.
O relator, Francisco Müssnich, votou a nosso favor. JEC 1 x 0 América. Golaço desse careca aí ao lado. Disse que não é possível fechar os olhos para uma escalação irregular, e que ele vê isso nesse processo. Conclusão: perda de 6 pontos pelo América.
Vírgilio Val, ao contrário do que eu esperava, acompanhou o relator. JEC 2x0 América.
Caio Rocha, idem: 3x0. Mais um, mais um, gritaríamos se estivéssemos na arquibancada.
O quarto a votar, Alberto Puga, desconta para o América: 3x1.
Dario lacra o caixão americano e decreta a goleada: Tricolorzaço, série C. Flávio enterra de vez o defunto: 5x1.
O presidente, Rubens Aprobatto Machado decreta, inapelavelmente, a goleada. 6x1.
Eis, então, nosso involuntário herói: o Amaral, que sem querer, se torna um dos maiores craques da história Tricolor.
Ao lado dele, ainda que o Miranda possa ter participado nessa sessão (nem sei participou mesmo), também Pugliese, nosso Advogado, e Paulinho Hoffman deveriam receber uma estátua, ou pelo menos um nome de sala no Estádio ou no CT, pois salvaram um ano, e nos recolocam em um caminho ascendente. Não podemos perder essa oportunidade que se apresentou, ainda que por caminhos tortuosos.
Acabaram-se as teorias da conspiração, os achismos, os ataques infundados ao nosso advogado. Não havia e não houve sacanagem em momento algum, só os atravancos normais num "tribunal" que nada mais é do que um braço da CBF. Vitória lisa e justa no STJD.

FINALMENTE, SÉRIE C. Não tenho mais condições de dizer nada. Só comemorar. A análise dos erros e acertos, e a necessidade de uma nova direção no ano que vem será analisada nos próximos dias. 
Ironicamente, em exatos 90 minutos, entre as 14h05 e as 15h35 vencemos a partida mais importante do ano. Isso é que é partida emocionante. Por caminhos difíceis, cumpriu-se o objetivo tricolor em 2010. FINALMENTE, JEC! SÉRIE C, UM NOVO COMEÇO!

JULGAMENTO JEC X AMÉRICA: ADVOGADOS FALAM

Nosso advogado fez nossa defesa, na verdade a acusação contra o América.
Ele alegou, e muito bem, que houve confissão (tácita), inclusive na imprensa, e acho eu que a confissão, ainda que não expressa e mesmo fora dos autos deveria ser considerada.
Ademais, que o América não provou que o atleta estava no BID. Esta é outra regra de direito processual que nos beneficia, pois nós juntamos o BID e Amaral não constava. Se o América quer provar fato que modifique ou negue nossas alegações, deveria provar o que alega, e isso não foi feito.
Acrescentou que culpar a Federação é argumento diversionista, que busca desviar o foco da responsabilidade americana.
A vez passou ao Sestário, devogado do América. Em defesa de seu representado, disse que Amaral é jogador do América desde o ano passado. Que o boleiro esteve machucado e que jogou contra Vila Aurora e JEC por apenas cinco minutos (quer dizer então, ô mané, que enfiar só a cabecinha não é nada?). Aduziu que o contrato de 15.06 não pode ser considerado como de 15.10 (ou seja, fora do prazo), pois o América não seria louco (mas incompetente pode?) de inscrever um jogador tão fora do prazo.
Nosso advogado - não sei se o Pugliese ou o carioca Miranda (se não me engano) foi melhor - ateve-se a fatos, enquanto o Sestário apelou a conjecturas.
A Federação Cearense se manifestou, defendendo indiretamente o Guarany de Sobral, para que não haja novos jogos, e o Guaraná seja o campeão. Pouco influencia - e só o STJD classificar o JEC e homologar o título do Guaraná. Nem quero mais jogar, porra.
TERMINARAM AS ARGUMENTAÇÕES. VAMOS PRO VOTO, JEC!

O MAIS LONGO DOS DIAS

Dada a importância do dia de hoje - nosso julgamento, que é o segundo da pauta do Pleno do STJD, como a sessão tendo início às 13h30 - e as notícias que leio no Jornal - o mês no JEC, ultimamente, tem 90 dias, dado o atraso de dois meses de salários - não poderia haver título mais apropriado a essa postagem. É o mais longo dos dias, e o mais longo dos meses.

Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-
se enganar alguns por todo o tempo. Mas não
se pode enganar a todos todo o tempo.
Começo pelo fim (da picada):  salários atrasados há dois meses, mais ou menos o tempo desde nossa última e fatídica partida pela série D. Como bem se disse no ANotícia de hoje: uma das poucas coisas de que a Diretoria ainda podia se gabar também foi pelos ares. A diretoria nega o atraso de dois meses alegado pelos jogadores - fico com a palavra dos jogadores.

A explicação de falta de bilheteria é uma grande falácia - haja vista que em toda a série D, apenas o último jogo deu lucro, e de apenas 20 mil reais com quase 15 mil torcedores no Estádio (lembremos que só a viagem ao Manaus nos custou 60 paus). Todos os outros jogos deram prejuízo de mais de 15 mil reais, e portanto, não jogar, em verdade, diminui nosso prejuízo - e não o aumenta como tolamente nos querem fazer acreditar.
Ademais, se vencêssemos o América ainda teria de ser paga premiação aos jogadores - o que aumentaria nosso passivo. O buraco, portanto, não vem daí
Foi anunciada a renovação de todos os atuais patrocinadores, logo o buraco também não vem daí.
Mais uma vez, falta transparência ao JEC. Mais uma vez, mistificações (e não explicações) são dadas à torcida.
Nossa maior fonte de receita são os associados. Será que diminuiu tanto assim nosso quadro associativo, e portanto, nossa receita, e a diretoria se cala sobre isso?
Some-se a isso que nossos jogadores mais caros (Tesser e Carlinhos Santos) ou foram embora ou não tem contrato, além de ter havido outras rescisões (Eder, Paulo Roberto, Elton, Jean Pablo, Fabiano, Ricardinho), diminuindo nossa folha - nosso elenco está recheado de juvenis. Além do que, jura a diretoria, jogadores aceitaram redução de salário.
Eu apóio essa diretoria (e possa estar muito errado nisso), mas que faz falta ao Clube algum tipo de oposição, de questionamentos, isso faz. E o Conselho Fiscal, está de acordo com tudo isso? Não deveria se manifestar sobre esse "poblema"?

Sobre o mais longo dos dias, é hoje: ou vai ou racha. A partir das 13h30, ligados no rádio, no site e no twitter da justiça desportiva, no twitter de nossos "jornalistas", dos torcedores, do JEC, etc, etc. para que quem saiba possamos, com uma vitória no tapetão, usá-lo também para varrer toda essa confusão para baixo dele. AVANTE, JEC!

8 de dez. de 2010

A SEGUIR: CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS... E, PRA VARIAR, O MACEIÓ

Atire a primeira pedra quem nunca assistiu a uma novelinha. Nos anos 80/90, cada capítulo terminava com "as cenas do próximo capítulo", ou seja, prenunciava-se o que aconteceria amanhã. Ninguém perdia essa promessa do que iria acontecer. A curiosidade é, quase sempre, mortal.
 Não tenho a mínima desconfiança do porquê ter acabado essa criação tão original da teledramaturgia brasileira. Mas, voltemos à vaca fria (que expressão, hein - nem sei o que significa, mas perguntarei ao mestre, de quem trato abaixo):
Amanhã, as cenas do capítulo que se aproxima indicarão não só o próximo capítulo da história tricolor, mas muitos capítulos vindouros. Se "as cenas" apontarem para um novo desfecho, maravilha! Se não, ...?
Deixarei o novo contratado Moisés para posts futuros, sob o título se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Moisés. Cuido hoje do julgamento do dia que se avizinha e de meu ídolo, o inexpugnável Maceió.
O julgamento não tem mais minha esperança nem minha desconfiança, como penso ter demonstrado ontem. O que há de ser será. O STJD, como uma organizada bagunça, dirá o que o JEC vai fazer em 2011. E seja o que for, o único caminho é a resignação.

Como ando de férias do trabalho - e juro, tentei fervorosamente tirar férias de nosso time - tenho tempo livre e amanhã acompanharei passo a passo o julgamento, inclusive com postagens minuciosas sobre o andamento da querela, pois não consigo me livrar da cachaça (dessa que se chama JEC e de outras tão pouco ou menos recomendáveis).

Chego, finalmente, ao objeto desta coluna (é meio pretensioso tratar esse post como uma coluna, mas também é pretensioso achar que o JEC vai achar seu caminho): meu "querido" alagoano.
Está no ANotícia de hoje, na citada coluna, a informação sobre a contratação do Moisés: "eu tinha essa informação há duas semanas (ou dois meses, sei lá)", mas... blá, blá, blá... mas não dei (a informação, é claro). Conjecturo:

Das duas, uma: ou Menestrel não sabe mais o que é jornalismo - tinha o furo e não deu - qualquer beócio daria a notícia - ou não quis queimar sua "fonte", ou seja, aceitou a palavra de nosso presidente e engoliu em seco um furo de reportagem que estava em suas mãos. Erro grave - se sou o editor, e graças a deus não sou - o articulista está na rua. Qualquer dessas condutas é inadmissível.
Se o jornalista tem parte com quem é a notícia, não é jornalista, é despachante, pois só diz o que as pessoas deixam dizer. Por isso que, cada vez que o leio, já passo mal pela manhã - cheguei a conclusão que meu melhor amigo matutino é o Epocler, para me poupar das náuseas.
Cometeu o meu querido colunista outra "maceiozada", ao comparar nossa distinta velocista joinvilense com as africanas - e todo mundo sabe que africanas correm fundo e meio-fundo, nunca foram rápidas. Velocistas são americanas (Florence Griffith Joyner, Marion Jones, Gail Devers) ou caribenhas - Marlene Ottey, por exemplo. É erro demais pra um dia só.
Estendi-me demais, mas tudo isso para chegar ao final desta (quinta)  coluna - a propaganda da coluna do distinto é do "Motel Roma". Se lá (na coluna ou no motel) se trata de sacanagem, não poderia haver melhor anunciate. AVANTE, JEC!

7 de dez. de 2010

O QUE É E O QUE ACONTECE NO STJD - MUITA BESTEIRA ANDA SENDO DITA

Escrevi o que segue nos parágrafos abaixo ainda ontem, portanto antes de ser marcado para quinta-feira o nosso julgamento, para publicar hoje. Nesse meio tempo, veio a marcação da reunião do Pleno do STJD que só corrobora o que está dito aí abaixo: não há perseguição, não há trambique algum - o STJD só é isso aí mesmo. Leiam e comentem.

A meu ver, tem sobrado "achismos", disparates e bravatas tanto na nossa imprensa, e até mesmo por parte de quem nos representa nesse caso sobre o nosso processo e sobre o STJD em si mesmo.
Leiam o Allan Sieber, é ótimo.
Um desses que pensava eu ser nosso advogado - mas que segundo o site da OAB é apenas estagiário de direito (a imprensa poderia parar de dar a ele tanta voz, portanto e ouvir só o Pugliese) - disse em seu twitter: "estão correndo de julgar nosso processo só porque irá alterar o campeonato" ou ainda "problemas de economia interna" é uma palhaçada sem crédito esse STJD", ou por fim "mau (sic - erro básico de ortografia ) começou já terminou... estão de palhaçada... Está suspenso nosso processo. Não entendo mais nada",  não são opiniões nem abalizadas nem prudentes. É crítica açodada, é beijo pra torcida. Se não entende mais nada, pede pra sair, diria o já famoso Capitão - agora Tenente-Coronel - Nascimento. Como diz o Malasarte, pitando seu palheirinho aqui do lado, onde estou pescando um lambari: o peixe morre é pela boca.

Eu não sei dizer bem qual é uma boa estratégia de defesa, mas brigar com os auditores do STJD certamente não é de grande inteligência. Prossigo:
Pra quem não entende mais nada - inclusive nosso dileto estagiário, ai vai. O Pleno do STJD, como já tratamos em outro post, tem 9 auditores em sua composição, e o julgamento ocorre quando há cinco auditores na sessão. Mas são necessários 5 auditores HABILITADOS A VOTAR, em cada caso, para que o julgamento possa ser realizado.
Não é bem esse o impedimento, mas vá lá!
Pois bem, na quinta-passada, quando todos esperávamos uma decisão do futuro do Tricolor, ocorreu que um dos auditores era esposo da auditora que votou na primeira instância (4ª Comissão), e esse é um impedimento (não pode julgar por uma razão objetiva, e não por subjetividade do julgador) que existe em qualquer tribunal - inclusive os realmente pertencentes ao Poder Judiciário. Lembremo-nos que o STJD não faz parte do Poder Judiciário - e disso trato mais adiante.
O outro que se deu por suspeito ou impedido - portanto NÃO HABILITADO a votar - era amazonense, e pode, realmente, ter dado um migué pra não contrariar o clube ou os interesses de seu Estado. Segundo o Pugliese (esse sim, é advogado), ele disse que não votaria porque era notoriamente favorável ao BID - esse argumento, realmente configuraria um "migué", mas acho que é do jogo ele não querer se meter numa enrascada dessa com sua gente lá do Amazonas, e ele se considerou suspeito para julgar o caso.
Por isso, ficaram somente quatro auditores habilitados a julgar em plenário, e o julgamento foi CORRETAMENTE adiado, embora isso nos desespere tanto.
Há, portanto e ao que tudo indica, 7 auditores capazes de votar no nosso caso, e quando 5 destes estiverem no plenário, o julgamento vai acontecer. Não há dúvidas, como exaustivamente afirma o Mira.

Portanto, não há nada de vergonha, nada de palhaçada, são contratempos de um Tribunal sui generis (os auditores não trabalham no Rio, viajam para lá só para "julgar", faltam por qualquer razão, não são juízes - o único que era, o Zveiter, foi afastado porque trabalhar no STJD é incompatível com a magistratura de verdade), na verdade uma associação que tem poderes decisórios sobre demandas no campo desportivo - e tão-somente desportivo.

Digo isso, porque qualquer clube filiado à CBF sabe que essa é uma instituição de direito privado (portanto, sem ingerência do Poder Público - intromissão, aliás, que é expressamente vedada nos seus estatutos).
O STJD, nada mais é do que uma extensão da CBF - um órgão administrativo com atribuições de julgar as contendas que envolvam as competições organizadas por sua mantenedora - podendo decidir com AUTONOMIA e INDEPENDÊNCIA, contudo vivendo sob dependência econômica e financeira, pois a CBF é que banca as despesas do "Tribunal".
Assim, a tremenda balbúrdia que é o desporto brasileiro (e o futebol, por óbvio), tem no (mau) funcionamento do STJD, apenas uma manifestação explícita de sua desorganização. Não há palhaçada, não há perseguição, não há "anti-jequeanismo" - me permitam o ridículo neologismo. As coisas são assim mesmo, e todo mundo - os clubes - sabem disso.
É de se lamentar tal quadro, mas antes de tudo entender como as coisas funcionam, entender que perseguição não há. Temos de esperar a decisão, e quando vier - na quinta-feira, espero, acatá-la, seja qual for, pois sabíamos das regras do jogo desde o início - por mais absurdas que possam parecer, concordamos com elas - fica até feio concordar com as regras do jogo e depois contestá-las. DURA LEX, SED LEX, JEC!

2 de dez. de 2010

"PÍRULAS" DO JULGAMENTO - ADIADO - QUE SACO

Pois mal começou a sessão de julgamento, o presidente declara que não há quórum para julglar o caso do JEC, porque há mais um conselheiro que se declara impedido para julgar o caso. Que saco. Ainda terei que voltar a esse assunto que, convenhamos, já deu pra bola. ESPERA SENTADO, JEC!

"PÍRULAS" DO JULGAMENTO - I

Ouvindo a rádio 89 agora pela manhã, espantei-me, pois houve alguma informação. Como já disse outra vez, o que mais tem naquele programa é telefonema da mãe, da sogra, da tia dos apresentadores.  Notícia é artigo raro.
Eis que, de repente, um dos advogados do Joinville falou, e disse dos nove, que somente cinco auditores estarão presentes, e aquele que não pode julgar - Alexandre Quadros - não pode porque é marido da mulher que participou do primeiro julgamento - eis a razão de seu impedimento.
Entre os cinco auditores que decidirão nosso futuro, há um amazonense, mas segundo o dotô (Leonardo Roesler), isso não vai influenciar em seu voto (acho que papai noel e coelhinho da páscoa concordam com o devogado). Como diria Bueno, o Galvão: Agüenta, coração! AVANTE, JEC!

1 de dez. de 2010

UMA VEZ MAIS, O TAPETÃO - AMANHÃ É O GRANDE DIA

Amanhã, a partir das 13h inicia a sessão do Tribunal Pleno em que ocorrerá o julgamento dos recursos interpostos pelo JEC e pelo Procurador-Geral do STJD contra a decisão da 4ª Comissão Disciplinar que, em razão de empate por 2 a 2 na votação dos auditores, absolveu o América da acusação de escalar irregularmente o atleta Amaral, nos confrontos entre o Tricolor e o time manauara.

O Pleno tem uma composição ideal de nove auditores, mas o julgamento ocorre desde que cinco deles estejam presentes. Franscisco Amaral Mussnich será o relator do caso. Nosso processo é o oitavo da pauta, e portanto o julgamento deve iniciar lá pelo meio da tarde, a não ser que se requeira - e o Tribunal aceite - um adiantamento de pauta.
Os auditores que compõem o Pleno são os seguintes: Dr. Rubens Approbato Machado, Dr. Virgílio Augusto da Costa Val , Dr. José Mauro Couto de Assis, Dr. Francisco Antunes Maciel Müssnich , Dr. Dário Rossine de Freitas Góes. Dr. Flávio Zveiter, Dr. Caio César Vieira Rocha, Dr. Alberto dos Santos Puga Barbosa, Dr. Alexandre Hellender de Quadros  (este último está impedido de julgar, por alguma causa que não conheço).
Ninguém que tenha participado do primeiro julgamento participará da sessão de amanhã, o que afasta o risco de agüentar novamente o blá-blá-blá dos dois picaretas que votaram contra o JEC sem qualquer argumento jurídico.

Nosso processo, de n. 181/2010, será julgado em conjunto com a medida cautelar inominada 184/2010 (em que o JEC tentou - sem sucesso - suspender a realização da final), e este segundo processo de nada interessa, será julgado prejudicado tão logo se proclame o resultado daquele processo que realmente nos interessa - o das perdas dos pontos e eliminação do América do Brasileirão da Série D.  
Conversei com o Dr. Pugliese - e ele me garantiu o que já garantira várias outras vezes - se o caso for julgado de forma técnica, sem politicagem, a vaga é do JEC. Deixo consignado, ademais, que não vejo lógica no argumento que foi defendido por aqui (não no blog, mas em Joinville, na mídia principalmente), de que era necessária a contratação de um advogado mais experiente para ajudar no caso - até porque o Pugliese já é um advogado experiente nas lides desportivas. Mas, tudo bem, contratamos um advogado carioca, e a precaução parece boa, até para que depois, em caso de mais um insucesso, não se abra chance a comentários atribuindo a perda do processo a uma desídia, a um descuido do JEC. Da forma que estamos agindo, podemos ter certeza de que tudo que poderia ser feito foi feito.

O Joinville vai se fazer acompanhar, na sessão de julgamento, do Presidente da Federação, Dr. Delfim Andolini Peixoto, e ainda iria tentar - o que é difícil - se fazer acompanhar por um Diretor da CBF, que embora não possa ser ouvido pelos auditores, seria uma forma de evitar que os auditores atacassem diretamente a CBF e dessem por inválido o BID. Sabem como é: é muito mais difícil falar mal de alguém quando este alguém está a sua frente.

Sem palhaçada, sem inquisição - só os fatos.

Que o julgamento seja técnico, que as provas sejam analisadas de forma profunda e técnica, sem recorrer a ordálias - provas divinas, ou distorção dos fatos e de teses jurídicas. Nada de Santo Ofício, por favor, julgando com base em revelações. O importante são os fatos e o direito. 

Amanhã, tão logo alguma coisa importante aconteça no STJD, comentarei aqui no blog. Como já disse outra vez, entendo alguma coisa de Direito, e tentarei esmiuçar o andamento e o resultado do julgamento. Pretendo fazer mais de um post, acompanhando passo-a-passo cada momento importante desse nosso tão importante dia.

No dia do primeiro julgamento, esse blog teve mais de 700 acessos - um recorde absoluto do primeiro ano de vida deste espaço. Vamos ver se amanhã batemos esse número - não pela importância do blog, mas pela importância do JEC.

Ontem, ao me despedir do Dr. Pugliese, só pude desejar boa sorte (não só para ele, mas para todos nós). Boa sorte, então. Alea jacta est! AVANTE, JEC!

30 de nov. de 2010

O JULGAMENTO - 48 HORAS PARTE II

Esse alemão FDP anteviu os problemas do JEC
O JEC vive o "mito do eterno retorno", há uns dez anos, pelo menos. É hora de quebrar de uma vez esse círculo vicioso e iniciar uma nova fase - ainda que não inteiramente por nossos méritos.

Cito Nietzsche: ''E, se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de nova, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência".

Até o blog está condenado, por culpa do Joinville Esporte Clube, ao "eterno retorno", e precisa um novo rumo, um novo alento. Ora,  somente sobre o julgamento já escrevi várias vezes (12 posts específicos, para ser exato, fora referências esparsas em vários outros), pois obrigado a retornar sempre a esse assunto.

Ano que vem, não quero ter de falar novamente sobre necessidade de classificação para a Série D, formação dos grupos da série D, Copinha Santa Catarina, etc. Meu assunto, espero, seja a série C, a perspectiva de acesso à segunda divisão, enfim, assuntos novos, para que eu não tenha a triste facilidade de apenas pegar os posts desse ano e adaptar no ano que vem, pois tudo seria nada mais do que uma variação sobre o mesmo tema. Quero assunto novo, quero um clube diferente, um time diferente, um ano diferente desses últimos em que tantos sofremos. 
Esse demônio que condena ao "eterno retorno" deve ser agora exorcizado.  Quem ouviu o sussurro do diabo e nos condenou a uma vida eterna de repetição das derrotas e insucessos deve agora esquecer desse vaticínio, e gritar algo: "daqui pra frente, tudo vai ser diferente...", como já cantou o Rei - Beto Carlos. Chega dessa repetição de cagadas, de derrotas, de amarelões, de más contratações e dispensas, enfim, chega de tudo que deu errado nesses últimos anos.
Digo tudo isso porque, segundo os sites esportivos e o Dr. Pugliese - com quem ainda conversarei antes do julgamento - depois de amanhã, na quinta feira dia 02 de dezembro, nosso futuro será decidido no STJD, pelo Pleno daquele Tribunal.
Ainda não há no site da Justiça Desportiva a pauta de julgamentos, e por isso não há a certeza de que o julgamento realmente saia - pois pelo número de processos na pauta sempre é possível o adiamento. Espero que não.
Assim, publico esse post - 48 horas, parte II (já  houve o primeiro, portanto) - esperando que seja o último nessa senda, até porque não houve uma terceira parte do filme e eu ficaria sem "figurinha" para ilustrar a postagem.
Vamos aguardar o julgamento desta quinta-feira, como a data em que subiremos à Série C e inauguremos, finalmente, uma nova era no JEC, até para evitar nosso apequenamento definitivo, que é um risco que efetivamente corremos, em caso de insucesso no Tribunal. Em caminho atapetado, avançaremos.

PS: Eis a notícia do site da Justiça Desportiva, de ontem:
A Série D acabou no dia 14 de novembro, mas as polêmicas da competição continuam ganhando capítulos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Às 14h da próxima quinta-feira, dia 2 de dezembro, será julgado no Pleno o recurso do Joinville contra a decisão da Quarta Comissão Disciplinar de absolver o América/AM por escalar irregularmente Amaral Capixaba no confronto entre as equipes, realizado pelas quartas-de-final do torneio.

O time amazonense foi denunciado e julgado após o Joinville, time eliminado pelo América, ter relatado ao STJD a escalação de Amaral Capixaba no jogo erte os dois times, alegando que seu nome não estava presente no BID da CBF.
O América/AM foi denunciado com base no artigo 214 (incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, incluído o parágrafo quarto (não sendo possível aplicar-se a regra prevista neste artigo em face da forma de disputa da competição, o infrator será excluído da competição). Contudo, em primeira instância Quarta Comissão Disciplinar decidiu que o América deveria ser absolvido e seguir normalmente na Série D.

O Joinville espera que o resultado da partida contra o América/AM não tenha valor, que equipe amazonense seja eliminada e que seja refeito o jogo da semifinal, só que desta vez entre o time catarinense e o Madureira. O vencedor enfrentaria o Guarany/CE, campeão da Série D, na final.
AVANTE, JEC!

23 de nov. de 2010

MACUNAIMICAMENTE PREGUIÇOSO

"Macunaíma passou mais de seis anos sem falar. Quando o incitavam, exclamava:— Ai! que preguiça!..." (Mário de Andrade, em Macunaíma, herói sem nenhum caráter).
Pois é: que preguiça de falar qualquer coisa do JEC, quando nada acontece.

De qualquer forma, o time se reapresenta hoje. Com certeza, haverá um período curto de avaliações médicas e físicas, para então iniciar a pré-temporada. Segundo ANotícia, os trabalhos do Tricolor recomeçam com os seguintes jogadores: GOL - Paulo Sérgio e Jhonathan; LAT - Eduardo, Tesser (pende renovação) e Daniel, e da base Filipe e Ednei e Divonzir; ZAG - Fernando, Souza, Renato Santos e da base Sidney; VOL - Soler e Paulinho Dias, e da base Régis, Gabriel, Mancini e Tarcísio; MEI - Marcelinho e da base, Jocinei e Cristian; ATA - Lima, Pantico, Edinho, Marcelo Silva, e da base, Felipe, Romero e Deivid.
Teremos a volta do Aldair que está no Vitória, e Chris, Carlinhos Santos (contusão e contrato pendentes) e Ângelo enconstados no DM.

Afora esse retorno dos boleiros, o fato é que continuamos em compasso de espera em relação à decisão do STJD. Não haverá julgamento neste dia 25, então o julgamento será ou no dia 2 ou no dia 9 de dezembro, se a turma do STJD assim resolver. Parece que há vários processos para serem julgados pelo Pleno do Tribunal - o que pode ir adiando a sollução dos problemas da série D.

Ademais, não me emociono (como alguns da imprensa) com o fato de o Procurador-Geral do STJD ter apresentado recurso contra a decisão da 4ª Câmara.

Primeiro, porque o Procurador-Geral não julga o caso, não vota. É como se fosse o Ministério Público, que acusa ou dá pareceres, sem valor vinculante. Depois, porque este Procurador já esteve ao nosso lado no primeiro julgamento, e não adiantou de merda nenhuma.

Acho o mais importante do julgamento é que o Pleno do STJD poderá tender a ser mais conservador - no sentido de conservar a autoridade da CBF e do BID - até para evitar futuras alegações de "não sabia" que o jogador não estava inscrito, de que houve engano da CBF ou outros argumentos estapafúrdios como o do América - e assim nos dar ganho de causa. Continuo no aguardo de alguma notícia relevante - embora o marasmo Tricolor deva continuar por um bom tempo. AVANTE, JEC!

5 de nov. de 2010

O JULGAMENTO DO JEC COMENTADO PASSO A PASSO - PARTE II - VOTAÇÃO E RESULTADO

Terrrrrrrminado o primeiro tempo da decisão.

Antes mesmo da continuação do julgamento, o Delfim falou, ao vivo, na Cultura AM, que entrara em contato com a CBF e que o documento pedido estava sendo remetido, via fax, ao STJD, e que tal papelório seria totalmente favorável ao JEC. Vamos confiar no homem.

Depois de quinze minutos regulamentares de intervalo - na verdade, bem mais do que isso - começou a segunda etapa do nosso "jogo". Após o Sílvio Luiz narrar o início da peleja do Santo Guerreiro Contra o Dragão da Maldade no post anterior, agora cabe a Januário de Oliveira dar o pontapé inicial na continuação dessa pelada jurídica: Bola Rolando?... Taí o que você queria! 

O julgamento foi retomado às 18h04, com as informações vindas da CBF - sei lá que informações, mas vamos adiante.
Enfim, começou votação!
O mérito da denúncia (o que realmente importa) - será agora analisado pelos auditores.
O primeiro e em tese o mais imporante voto, do relator Paulo Bracks, foi a nosso favor.
Os auditores Washington Oliveira e Rodrigo Fux votaram a favor do América.
A presidente votou a favor do Joinville - com base no BID. Dessa forma, perdemos com um empate, ou seja, bem típico do JEC. Derrota mesmo com empate por 2x2. Isso porque, segundo a interpretação da 4ª Comissão, em caso de empate, deve prevalecer a presunção de inocência do denunciado, no caso, o América, valendo o que ficou decidido em campo.
Inclusive ouvi o Pugliese falando ao fundo que em caso de empate deveria valer o voto de minerva da presidente, o que foi rejeitado.
De qualquer forma, com esse empate, é certo que haverá recurso do Tricolor ao Pleno do STJD, pois a coisa tá muito confusa. Perdemos empatando. Eita, JEC.
De todo modo, acredito que agora fica mais difícil (pra não dizer impossível), pois quando o Pleno julgar o recurso, a Série D já terá sido decidida em campo.
Apita o juiz - ou melhor, bate o martelo a 4ª Comissão do STJD. Final de partida, com uma típica atuação Tricolor, sofrida e empatando o jogo atapetado no final, o JEC fica fora da série C 2011. Não deu no campo, não deu no tapetão.
Queimou! Queimou o filme do Joinville no STJD!, como narraria Silvio Luiz.
A incompetência de nosso time no campo, a despeito da boa atuação administrativa e judicial, não foi recompensada com melhor sorte no tapetão.
Parabéns especiais ao Juca Miguel e à Gazeta de Joinville, que se fizeram presentes no STJD e transmitiram ao vivo, em live streaming, com todos os contratempos de uma transmissão via internet, o julgamento. Vamos pensar no ano que vem. Já tínhamos perdido na bola, de qualquer maneira. E O JEC SEMPRE NA MESMA!

Ficha da Partida: JEC 2 x 2 América. Local: Rio de Janeiro; Estádio do Tapetão. Desclassificação com empate, porra!
Joinville: Roberto Pugliese, Paulinho Hoffmann, Amaral e Leonardo Roesler
América: Txucarramãe, Kaiapó, Akarore e Tupi; Xokleng, Guarani e Bororo; Rio Negro & Solimões; Pirarucu e Curupira. T: Sestário
Arbitragem: STJD, o magnânimo, empatador máximo da galáxia.

O JULGAMENTO DO JEC COMENTADO PASSO A PASSO - PARTE I - SESSÃO INTERROMPIDA

Eu entendo um pouquinho de Direito, então comento em longo post os passos do julgamento, com base nas notas  taquigráficas  publicadas no site Justiça Desportiva e - se possível - na transmissão via internet do Giro da Bola/Juca Miguel/Gazeta de Joinville.

Sessão do STJD
 Esse processo é como um jogo final, e então uso o bordão de Sílvio Luiz para dar dramaticidade - como se a torcida Tricolor precisasse de algum drama adicional: "Estááá valendo!".

Nosso processo foi o segundo na pauta do dia, com a Corte bastante cheia, com dirigentes do JEC e do América, e iniciou-se às 14h30  - um considerável atraso, porque o relator do nosso processo - o auditor Roberto Teixeira - não veio, e teve de ser substituído de última hora - o que em princípio não é boa coisa, pois o relator é quem tem maior conhecimento do caso.
O processo passou a Paulo Bracks - de Minas Gerais, que em sala reservada foi estudar (na hora) o caso antes de ir ao julgamento.

A partir daqui deu pau no Juca Miguel, no site Justiça Desportiva, enfim, só acompanho pelo twitter do Fronzi e do Miguel.
O novo relator (aquele que relata - ou seja, explica - o caso aos demais conselheiros e dá o primeiro voto) resumiu a demanda. 
Foi inquirido o Ivan Guimarães - aquele cara da FAF que disse que o América tinha errado, na TV e tudo mais. Será que deu pra trás, o FDP? - Deu sim - e disse que não lembra de ter dito que o Amaral estava irregular.

Aí, numa cagada, achei o twitter do tempo real do julgamento http://twitter.com/jd_temporeal.

A essa hora, o "jurisconsulto" Gabriel Fronzi concluiu - de forma apressada (até porque o porque o Pugliese já apresentara o vídeo do tal malaco falando e que todos pudemos ver no Globo Esporte) - que o América vinha bem. A prova testemunhal é apenas uma das provas, porra! Depois de apertarem o tal de Ivan, sobre a data real da entrada do contrato na federação, nosso "especialista" já mudou de opinião. Seus comentários pareciam o filme "Operação Kickboxer": É CHUTE PRA TODO LADO.

Os auditores continuaram a sabatina do Ivan, para que este tentasse explicar por que o nome do Amaral não constava do BID. Nervosismo do cacete, meu irmão!

O relator diz: ou a CBF está certa ou a testemunha está certa.
Ops, aqui acho que se decidiu o voto do relator, às 15h29, a nosso favor. Vai dar prevalência ao que consta na CBF.
Mas, também é possível a interpretação de, em havendo dúvida, se absolver o réu. Agora pegou no breu.

Pugliese começou a falar, às 15h32. Afirmou que a cidade está parada - não é bem verdade, mas os torcedores estamos vidrados no julgamento, e que a prova do caso é evidente. Ademais, que todos nossos gastos não seriam efetuados se estivéssemos numa aventura jurídica. Reforçou a incompetência americana, mencionando a escalação irregular de outro jogador no confronto América x Madureira, o que demonstra a desorganização do time manauara. Concluiu pedindo a exclusão do América do Campeonato e o retorno do JEC! Foi bem - primeiro argumentos emotivos - depois a prova.

O advogado do América começa a defesa, às 15h43. Antes de discutir o mérito, preliminarmente pede o reconhecimento da decadência - perda de prazo, pelo Joinville, para a denúncia. Na questão de fundo, que os clubes sempre encontram dificuldades, em razão de dificuldades no sistema de registro no BID. Que um documento da CBF dá margem à interpretação de que a própria instituição admite que poderia haver falha no sistema. E que dada essa possibilidade de falha, o resultado dentro do campo deve prevalecer. Se excluído o América, o Campeonato deveria voltar à terceira fase, com reinclusão do Sampaio Corrêa. Que tudo considerado, o princípio pró-competição deve prevalecer, pois não é possível apontar o culpado pelo erro no BID. Argumentos igualmente bons foram expostos pelo dotô dos homi. 

Os auditores discutem sobre possibilidade de novo adiamento - mau sinal - e querem esclarecimento da CBF. Sessão adiada para mais tarde, mas ainda hoje, para que a CBF responda as dúvidas dos auditores - que tentam entrar em contato com a CBF.

Dou uma pausa e publico essa parte do que houve até aqui no julgamento. Volto depois com a conclusão - se é que vai haver alguma. Puta que o pariu! EM COMPASSO DE ESPERA, JEC!

4 de nov. de 2010

24 HORAS PARA RESOLVER - JACK "PUGLIESE" BAUER

Jack Pugliese Bauer vai ter de salvar o mundo (tricolor).
Faltam pouco mais de 24 horas para o julgamento no STJD - às 13 horas de amanhã - e para que tenhamos uma decisão - válida até segunda ordem, pois sujeita a eventual recurso de qualquer um dos envolvidos ao Pleno daquele Tribunal - para que se decida como vai ser o ano de 2011 do JEC.

Muito tem se aventado da possibilidade de que mesmo que o JEC veja sua denúncia de irregularidade do jogador Amaral, do América/AM, acolhida, nosso time não mais entraria em campo, e o problema seria solucionado com a exclusão do América do campeonato, a declaração de o Guarany de Sobral ser campeão - sem final - e o Joinville entrando entre os quatro melhores e confirmando seu acesso, sem mais jogar.

Não consigo acreditar nessa hipótese. O futebol brasileiro amadureceu um pouquinho, e hoje parece ser um consenso a necessidade de os campeonatos terminarem no campo, e não somente nas salas refrigeradas dos tribunais. Que final de campeonato brochante seria o Guarany campeão sem final, sem jogos, sem festa perante sua torcida, bem como nosso acesso assim, lá no Rio de Janeiro, sem ao menos um joguinho aqui em nosso campo.

A meu ver, ou ganhamos a parada no Tribunal, e voltamos ao campeonato jogando contra Madureira na semi e enfrentando o Guarany de Sobral na final (ou mesmo perdendo para o Madura e ficando em 3º no certame); ou perdemos no tapetão, ensacamos a viola e pronto: até 2011. 

Voltando ao julgamento, amanhã acompanharei em tempo real pelo site Justiça Desportiva, e tão logo decidida a questão, postarei um comentário, com base nas notas taquigráficas da sessão.
Haverá plantão das rádios, e será possível acompanhar em vídeo e tempo real pelo twitter do Juca Miguel, da Gazeta de Joinville - que estará presente no STJD - em iniciativa louvável do jornalista e do veículo de comunicação.

Com o Código de Justiça Desportiva debaixo do braço, nossa bíblia do momento, me despeço.

Que nosso agente secreto Dr. "Pugliese Bauer" nos salve o ano.
Até amanhã, lá pelas 14h (o julgamento é às 13h, o post é que será às duas). Oxalá que com boas novas. AVANTE, JEC!

29 de out. de 2010

ADIAMENTO - BOM(?) FERIADÃO A TODOS

Foi adiada a bosta do julgamento no STJD, pra sexta-feira que vem, em que vai se definir o futuro da série D e, por conseqüência, de JEC e América/AM. Eis a nota do site justiça desportiva:
"O julgamento foi adiado por unanimidade pela Quarta Comissão Disciplinar, porque a CBF não respondeu em tempo uma diligência do América/AM, e que interfere diretamente no processo. O advogado do Joinville, terceiro interessado no processo, tentou intervir e argumentou contra o adiamento, mas não teve sucesso e deixou o tribunal frustrado.

Defensor do clube amazonense, o advogado Osvaldo Sestário explicou ao site Justicadesportiva.com.br que o seu questionamento à CBF trata de uma dúvida pertinente. "Dois dias antes de começar a Série D, a presidenta Bruna Parente tirou uma cópia do BID e o nome do jogador constava. Porém, verificou-se mais tarde que havia a informação de contrato rescindido, ou seja, informações conflitantes. Isso demonstra que o BID tem suas falhas". É isso. Bom feriado a todos! MAIS UMA SEMANA NA MESMA, JEC!