NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores
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14 de dez. de 2010

NÃO HÁ MAIS O QUE CONTESTAR - RESULTADO DO JULGAMENTO

Ainda que a CBF não tenha tomado as providências decorrentes do julgamento, o que logo deve ocorrer, com a publicação do voto tenho a questão está resolvida - definitivamente.
Eis o acórdão (a decisão) do STJD, ipsis litteris, encontrado por indicação do Karpanno, no seu twitter:
"Por unanimidade de votos, se conheceu do recurso [do JEC] para no mérito dar-lhe provimento, para condenar o América Futebol Clube à perda de 6 (seis) pontos, por infração ao art. 214 do CBJD c/c art. 184 do CBJD, bem como ao pagamento de multa no valor de R$300,00, por infração ao art. 214 do CBJD. Determinou-se, ainda, que os pontos eventualmente obtidos pelo Clube nas referidas partidas não sejam computados, conforme o parágrafo 1º do art. 214 do CBJD, com a conseqüente reclassificação das equipes, não havendo que se falar em realização de novas partidas ou sua repetição...".
Por isso, a perda de 6 pontos, ainda que se considerem os pontos obtidos pelo América após os jogos contra o Joinville - o que não deveria ser feito, e sim excluído o América a partir daquele momento, desconsiderando os jogos seguintes - leva, com toda a certeza, à conclusão de que o América fica com MENOS pontos do que o JEC, e portanto, com a determinada reclassificação, nós passamos o manauaras e subimos pra C.
Sestário, é só fazer as contas, mané!
Isso porque o JEC, em 12 partidas (6V, 4E e 2D) somou 22 pontos; o América, em 16 jogos (6V, 5E e 5D), somou 23 pontos. Descontados os 6 pontos, voltam à 17 pontos, e o JEC o ultrapassa, sem dúvidas.

Basta a CBF cumprir o acórdão, agora, e c'est fini.

E se quisermos uma interpretação ainda mais favorável para o JEC, perfeitamente possível dado o teor do acórdão, vê-se que o América, além de perder os seis pontos, teria de perder os 4 pontos da vitória e empate contra o JEC - pois cumprindo-se que "os pontos obtidos nas referidas partidas não sejam computados", tirariam-se, no total, 10 pontos do Mequinha. Essa última interpretação é só minha, não deve prevalecer. De qualquer forma, TRICOLOR NA SÉRIE C! AVANTE, JEC!

9 de dez. de 2010

JULGAMENTO JEC X AMÉRICA: VOTOS E RESULTADO

Terminada a discussão, passamos ao que realmente importa - os votos dos auditores.
O relator, Francisco Müssnich, votou a nosso favor. JEC 1 x 0 América. Golaço desse careca aí ao lado. Disse que não é possível fechar os olhos para uma escalação irregular, e que ele vê isso nesse processo. Conclusão: perda de 6 pontos pelo América.
Vírgilio Val, ao contrário do que eu esperava, acompanhou o relator. JEC 2x0 América.
Caio Rocha, idem: 3x0. Mais um, mais um, gritaríamos se estivéssemos na arquibancada.
O quarto a votar, Alberto Puga, desconta para o América: 3x1.
Dario lacra o caixão americano e decreta a goleada: Tricolorzaço, série C. Flávio enterra de vez o defunto: 5x1.
O presidente, Rubens Aprobatto Machado decreta, inapelavelmente, a goleada. 6x1.
Eis, então, nosso involuntário herói: o Amaral, que sem querer, se torna um dos maiores craques da história Tricolor.
Ao lado dele, ainda que o Miranda possa ter participado nessa sessão (nem sei participou mesmo), também Pugliese, nosso Advogado, e Paulinho Hoffman deveriam receber uma estátua, ou pelo menos um nome de sala no Estádio ou no CT, pois salvaram um ano, e nos recolocam em um caminho ascendente. Não podemos perder essa oportunidade que se apresentou, ainda que por caminhos tortuosos.
Acabaram-se as teorias da conspiração, os achismos, os ataques infundados ao nosso advogado. Não havia e não houve sacanagem em momento algum, só os atravancos normais num "tribunal" que nada mais é do que um braço da CBF. Vitória lisa e justa no STJD.

FINALMENTE, SÉRIE C. Não tenho mais condições de dizer nada. Só comemorar. A análise dos erros e acertos, e a necessidade de uma nova direção no ano que vem será analisada nos próximos dias. 
Ironicamente, em exatos 90 minutos, entre as 14h05 e as 15h35 vencemos a partida mais importante do ano. Isso é que é partida emocionante. Por caminhos difíceis, cumpriu-se o objetivo tricolor em 2010. FINALMENTE, JEC! SÉRIE C, UM NOVO COMEÇO!

O MAIS LONGO DOS DIAS

Dada a importância do dia de hoje - nosso julgamento, que é o segundo da pauta do Pleno do STJD, como a sessão tendo início às 13h30 - e as notícias que leio no Jornal - o mês no JEC, ultimamente, tem 90 dias, dado o atraso de dois meses de salários - não poderia haver título mais apropriado a essa postagem. É o mais longo dos dias, e o mais longo dos meses.

Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-
se enganar alguns por todo o tempo. Mas não
se pode enganar a todos todo o tempo.
Começo pelo fim (da picada):  salários atrasados há dois meses, mais ou menos o tempo desde nossa última e fatídica partida pela série D. Como bem se disse no ANotícia de hoje: uma das poucas coisas de que a Diretoria ainda podia se gabar também foi pelos ares. A diretoria nega o atraso de dois meses alegado pelos jogadores - fico com a palavra dos jogadores.

A explicação de falta de bilheteria é uma grande falácia - haja vista que em toda a série D, apenas o último jogo deu lucro, e de apenas 20 mil reais com quase 15 mil torcedores no Estádio (lembremos que só a viagem ao Manaus nos custou 60 paus). Todos os outros jogos deram prejuízo de mais de 15 mil reais, e portanto, não jogar, em verdade, diminui nosso prejuízo - e não o aumenta como tolamente nos querem fazer acreditar.
Ademais, se vencêssemos o América ainda teria de ser paga premiação aos jogadores - o que aumentaria nosso passivo. O buraco, portanto, não vem daí
Foi anunciada a renovação de todos os atuais patrocinadores, logo o buraco também não vem daí.
Mais uma vez, falta transparência ao JEC. Mais uma vez, mistificações (e não explicações) são dadas à torcida.
Nossa maior fonte de receita são os associados. Será que diminuiu tanto assim nosso quadro associativo, e portanto, nossa receita, e a diretoria se cala sobre isso?
Some-se a isso que nossos jogadores mais caros (Tesser e Carlinhos Santos) ou foram embora ou não tem contrato, além de ter havido outras rescisões (Eder, Paulo Roberto, Elton, Jean Pablo, Fabiano, Ricardinho), diminuindo nossa folha - nosso elenco está recheado de juvenis. Além do que, jura a diretoria, jogadores aceitaram redução de salário.
Eu apóio essa diretoria (e possa estar muito errado nisso), mas que faz falta ao Clube algum tipo de oposição, de questionamentos, isso faz. E o Conselho Fiscal, está de acordo com tudo isso? Não deveria se manifestar sobre esse "poblema"?

Sobre o mais longo dos dias, é hoje: ou vai ou racha. A partir das 13h30, ligados no rádio, no site e no twitter da justiça desportiva, no twitter de nossos "jornalistas", dos torcedores, do JEC, etc, etc. para que quem saiba possamos, com uma vitória no tapetão, usá-lo também para varrer toda essa confusão para baixo dele. AVANTE, JEC!

8 de dez. de 2010

A SEGUIR: CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS... E, PRA VARIAR, O MACEIÓ

Atire a primeira pedra quem nunca assistiu a uma novelinha. Nos anos 80/90, cada capítulo terminava com "as cenas do próximo capítulo", ou seja, prenunciava-se o que aconteceria amanhã. Ninguém perdia essa promessa do que iria acontecer. A curiosidade é, quase sempre, mortal.
 Não tenho a mínima desconfiança do porquê ter acabado essa criação tão original da teledramaturgia brasileira. Mas, voltemos à vaca fria (que expressão, hein - nem sei o que significa, mas perguntarei ao mestre, de quem trato abaixo):
Amanhã, as cenas do capítulo que se aproxima indicarão não só o próximo capítulo da história tricolor, mas muitos capítulos vindouros. Se "as cenas" apontarem para um novo desfecho, maravilha! Se não, ...?
Deixarei o novo contratado Moisés para posts futuros, sob o título se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Moisés. Cuido hoje do julgamento do dia que se avizinha e de meu ídolo, o inexpugnável Maceió.
O julgamento não tem mais minha esperança nem minha desconfiança, como penso ter demonstrado ontem. O que há de ser será. O STJD, como uma organizada bagunça, dirá o que o JEC vai fazer em 2011. E seja o que for, o único caminho é a resignação.

Como ando de férias do trabalho - e juro, tentei fervorosamente tirar férias de nosso time - tenho tempo livre e amanhã acompanharei passo a passo o julgamento, inclusive com postagens minuciosas sobre o andamento da querela, pois não consigo me livrar da cachaça (dessa que se chama JEC e de outras tão pouco ou menos recomendáveis).

Chego, finalmente, ao objeto desta coluna (é meio pretensioso tratar esse post como uma coluna, mas também é pretensioso achar que o JEC vai achar seu caminho): meu "querido" alagoano.
Está no ANotícia de hoje, na citada coluna, a informação sobre a contratação do Moisés: "eu tinha essa informação há duas semanas (ou dois meses, sei lá)", mas... blá, blá, blá... mas não dei (a informação, é claro). Conjecturo:

Das duas, uma: ou Menestrel não sabe mais o que é jornalismo - tinha o furo e não deu - qualquer beócio daria a notícia - ou não quis queimar sua "fonte", ou seja, aceitou a palavra de nosso presidente e engoliu em seco um furo de reportagem que estava em suas mãos. Erro grave - se sou o editor, e graças a deus não sou - o articulista está na rua. Qualquer dessas condutas é inadmissível.
Se o jornalista tem parte com quem é a notícia, não é jornalista, é despachante, pois só diz o que as pessoas deixam dizer. Por isso que, cada vez que o leio, já passo mal pela manhã - cheguei a conclusão que meu melhor amigo matutino é o Epocler, para me poupar das náuseas.
Cometeu o meu querido colunista outra "maceiozada", ao comparar nossa distinta velocista joinvilense com as africanas - e todo mundo sabe que africanas correm fundo e meio-fundo, nunca foram rápidas. Velocistas são americanas (Florence Griffith Joyner, Marion Jones, Gail Devers) ou caribenhas - Marlene Ottey, por exemplo. É erro demais pra um dia só.
Estendi-me demais, mas tudo isso para chegar ao final desta (quinta)  coluna - a propaganda da coluna do distinto é do "Motel Roma". Se lá (na coluna ou no motel) se trata de sacanagem, não poderia haver melhor anunciate. AVANTE, JEC!

7 de dez. de 2010

O QUE É E O QUE ACONTECE NO STJD - MUITA BESTEIRA ANDA SENDO DITA

Escrevi o que segue nos parágrafos abaixo ainda ontem, portanto antes de ser marcado para quinta-feira o nosso julgamento, para publicar hoje. Nesse meio tempo, veio a marcação da reunião do Pleno do STJD que só corrobora o que está dito aí abaixo: não há perseguição, não há trambique algum - o STJD só é isso aí mesmo. Leiam e comentem.

A meu ver, tem sobrado "achismos", disparates e bravatas tanto na nossa imprensa, e até mesmo por parte de quem nos representa nesse caso sobre o nosso processo e sobre o STJD em si mesmo.
Leiam o Allan Sieber, é ótimo.
Um desses que pensava eu ser nosso advogado - mas que segundo o site da OAB é apenas estagiário de direito (a imprensa poderia parar de dar a ele tanta voz, portanto e ouvir só o Pugliese) - disse em seu twitter: "estão correndo de julgar nosso processo só porque irá alterar o campeonato" ou ainda "problemas de economia interna" é uma palhaçada sem crédito esse STJD", ou por fim "mau (sic - erro básico de ortografia ) começou já terminou... estão de palhaçada... Está suspenso nosso processo. Não entendo mais nada",  não são opiniões nem abalizadas nem prudentes. É crítica açodada, é beijo pra torcida. Se não entende mais nada, pede pra sair, diria o já famoso Capitão - agora Tenente-Coronel - Nascimento. Como diz o Malasarte, pitando seu palheirinho aqui do lado, onde estou pescando um lambari: o peixe morre é pela boca.

Eu não sei dizer bem qual é uma boa estratégia de defesa, mas brigar com os auditores do STJD certamente não é de grande inteligência. Prossigo:
Pra quem não entende mais nada - inclusive nosso dileto estagiário, ai vai. O Pleno do STJD, como já tratamos em outro post, tem 9 auditores em sua composição, e o julgamento ocorre quando há cinco auditores na sessão. Mas são necessários 5 auditores HABILITADOS A VOTAR, em cada caso, para que o julgamento possa ser realizado.
Não é bem esse o impedimento, mas vá lá!
Pois bem, na quinta-passada, quando todos esperávamos uma decisão do futuro do Tricolor, ocorreu que um dos auditores era esposo da auditora que votou na primeira instância (4ª Comissão), e esse é um impedimento (não pode julgar por uma razão objetiva, e não por subjetividade do julgador) que existe em qualquer tribunal - inclusive os realmente pertencentes ao Poder Judiciário. Lembremo-nos que o STJD não faz parte do Poder Judiciário - e disso trato mais adiante.
O outro que se deu por suspeito ou impedido - portanto NÃO HABILITADO a votar - era amazonense, e pode, realmente, ter dado um migué pra não contrariar o clube ou os interesses de seu Estado. Segundo o Pugliese (esse sim, é advogado), ele disse que não votaria porque era notoriamente favorável ao BID - esse argumento, realmente configuraria um "migué", mas acho que é do jogo ele não querer se meter numa enrascada dessa com sua gente lá do Amazonas, e ele se considerou suspeito para julgar o caso.
Por isso, ficaram somente quatro auditores habilitados a julgar em plenário, e o julgamento foi CORRETAMENTE adiado, embora isso nos desespere tanto.
Há, portanto e ao que tudo indica, 7 auditores capazes de votar no nosso caso, e quando 5 destes estiverem no plenário, o julgamento vai acontecer. Não há dúvidas, como exaustivamente afirma o Mira.

Portanto, não há nada de vergonha, nada de palhaçada, são contratempos de um Tribunal sui generis (os auditores não trabalham no Rio, viajam para lá só para "julgar", faltam por qualquer razão, não são juízes - o único que era, o Zveiter, foi afastado porque trabalhar no STJD é incompatível com a magistratura de verdade), na verdade uma associação que tem poderes decisórios sobre demandas no campo desportivo - e tão-somente desportivo.

Digo isso, porque qualquer clube filiado à CBF sabe que essa é uma instituição de direito privado (portanto, sem ingerência do Poder Público - intromissão, aliás, que é expressamente vedada nos seus estatutos).
O STJD, nada mais é do que uma extensão da CBF - um órgão administrativo com atribuições de julgar as contendas que envolvam as competições organizadas por sua mantenedora - podendo decidir com AUTONOMIA e INDEPENDÊNCIA, contudo vivendo sob dependência econômica e financeira, pois a CBF é que banca as despesas do "Tribunal".
Assim, a tremenda balbúrdia que é o desporto brasileiro (e o futebol, por óbvio), tem no (mau) funcionamento do STJD, apenas uma manifestação explícita de sua desorganização. Não há palhaçada, não há perseguição, não há "anti-jequeanismo" - me permitam o ridículo neologismo. As coisas são assim mesmo, e todo mundo - os clubes - sabem disso.
É de se lamentar tal quadro, mas antes de tudo entender como as coisas funcionam, entender que perseguição não há. Temos de esperar a decisão, e quando vier - na quinta-feira, espero, acatá-la, seja qual for, pois sabíamos das regras do jogo desde o início - por mais absurdas que possam parecer, concordamos com elas - fica até feio concordar com as regras do jogo e depois contestá-las. DURA LEX, SED LEX, JEC!

2 de dez. de 2010

"PÍRULAS" DO JULGAMENTO - I

Ouvindo a rádio 89 agora pela manhã, espantei-me, pois houve alguma informação. Como já disse outra vez, o que mais tem naquele programa é telefonema da mãe, da sogra, da tia dos apresentadores.  Notícia é artigo raro.
Eis que, de repente, um dos advogados do Joinville falou, e disse dos nove, que somente cinco auditores estarão presentes, e aquele que não pode julgar - Alexandre Quadros - não pode porque é marido da mulher que participou do primeiro julgamento - eis a razão de seu impedimento.
Entre os cinco auditores que decidirão nosso futuro, há um amazonense, mas segundo o dotô (Leonardo Roesler), isso não vai influenciar em seu voto (acho que papai noel e coelhinho da páscoa concordam com o devogado). Como diria Bueno, o Galvão: Agüenta, coração! AVANTE, JEC!

1 de dez. de 2010

UMA VEZ MAIS, O TAPETÃO - AMANHÃ É O GRANDE DIA

Amanhã, a partir das 13h inicia a sessão do Tribunal Pleno em que ocorrerá o julgamento dos recursos interpostos pelo JEC e pelo Procurador-Geral do STJD contra a decisão da 4ª Comissão Disciplinar que, em razão de empate por 2 a 2 na votação dos auditores, absolveu o América da acusação de escalar irregularmente o atleta Amaral, nos confrontos entre o Tricolor e o time manauara.

O Pleno tem uma composição ideal de nove auditores, mas o julgamento ocorre desde que cinco deles estejam presentes. Franscisco Amaral Mussnich será o relator do caso. Nosso processo é o oitavo da pauta, e portanto o julgamento deve iniciar lá pelo meio da tarde, a não ser que se requeira - e o Tribunal aceite - um adiantamento de pauta.
Os auditores que compõem o Pleno são os seguintes: Dr. Rubens Approbato Machado, Dr. Virgílio Augusto da Costa Val , Dr. José Mauro Couto de Assis, Dr. Francisco Antunes Maciel Müssnich , Dr. Dário Rossine de Freitas Góes. Dr. Flávio Zveiter, Dr. Caio César Vieira Rocha, Dr. Alberto dos Santos Puga Barbosa, Dr. Alexandre Hellender de Quadros  (este último está impedido de julgar, por alguma causa que não conheço).
Ninguém que tenha participado do primeiro julgamento participará da sessão de amanhã, o que afasta o risco de agüentar novamente o blá-blá-blá dos dois picaretas que votaram contra o JEC sem qualquer argumento jurídico.

Nosso processo, de n. 181/2010, será julgado em conjunto com a medida cautelar inominada 184/2010 (em que o JEC tentou - sem sucesso - suspender a realização da final), e este segundo processo de nada interessa, será julgado prejudicado tão logo se proclame o resultado daquele processo que realmente nos interessa - o das perdas dos pontos e eliminação do América do Brasileirão da Série D.  
Conversei com o Dr. Pugliese - e ele me garantiu o que já garantira várias outras vezes - se o caso for julgado de forma técnica, sem politicagem, a vaga é do JEC. Deixo consignado, ademais, que não vejo lógica no argumento que foi defendido por aqui (não no blog, mas em Joinville, na mídia principalmente), de que era necessária a contratação de um advogado mais experiente para ajudar no caso - até porque o Pugliese já é um advogado experiente nas lides desportivas. Mas, tudo bem, contratamos um advogado carioca, e a precaução parece boa, até para que depois, em caso de mais um insucesso, não se abra chance a comentários atribuindo a perda do processo a uma desídia, a um descuido do JEC. Da forma que estamos agindo, podemos ter certeza de que tudo que poderia ser feito foi feito.

O Joinville vai se fazer acompanhar, na sessão de julgamento, do Presidente da Federação, Dr. Delfim Andolini Peixoto, e ainda iria tentar - o que é difícil - se fazer acompanhar por um Diretor da CBF, que embora não possa ser ouvido pelos auditores, seria uma forma de evitar que os auditores atacassem diretamente a CBF e dessem por inválido o BID. Sabem como é: é muito mais difícil falar mal de alguém quando este alguém está a sua frente.

Sem palhaçada, sem inquisição - só os fatos.

Que o julgamento seja técnico, que as provas sejam analisadas de forma profunda e técnica, sem recorrer a ordálias - provas divinas, ou distorção dos fatos e de teses jurídicas. Nada de Santo Ofício, por favor, julgando com base em revelações. O importante são os fatos e o direito. 

Amanhã, tão logo alguma coisa importante aconteça no STJD, comentarei aqui no blog. Como já disse outra vez, entendo alguma coisa de Direito, e tentarei esmiuçar o andamento e o resultado do julgamento. Pretendo fazer mais de um post, acompanhando passo-a-passo cada momento importante desse nosso tão importante dia.

No dia do primeiro julgamento, esse blog teve mais de 700 acessos - um recorde absoluto do primeiro ano de vida deste espaço. Vamos ver se amanhã batemos esse número - não pela importância do blog, mas pela importância do JEC.

Ontem, ao me despedir do Dr. Pugliese, só pude desejar boa sorte (não só para ele, mas para todos nós). Boa sorte, então. Alea jacta est! AVANTE, JEC!

30 de nov. de 2010

O JULGAMENTO - 48 HORAS PARTE II

Esse alemão FDP anteviu os problemas do JEC
O JEC vive o "mito do eterno retorno", há uns dez anos, pelo menos. É hora de quebrar de uma vez esse círculo vicioso e iniciar uma nova fase - ainda que não inteiramente por nossos méritos.

Cito Nietzsche: ''E, se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de nova, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência".

Até o blog está condenado, por culpa do Joinville Esporte Clube, ao "eterno retorno", e precisa um novo rumo, um novo alento. Ora,  somente sobre o julgamento já escrevi várias vezes (12 posts específicos, para ser exato, fora referências esparsas em vários outros), pois obrigado a retornar sempre a esse assunto.

Ano que vem, não quero ter de falar novamente sobre necessidade de classificação para a Série D, formação dos grupos da série D, Copinha Santa Catarina, etc. Meu assunto, espero, seja a série C, a perspectiva de acesso à segunda divisão, enfim, assuntos novos, para que eu não tenha a triste facilidade de apenas pegar os posts desse ano e adaptar no ano que vem, pois tudo seria nada mais do que uma variação sobre o mesmo tema. Quero assunto novo, quero um clube diferente, um time diferente, um ano diferente desses últimos em que tantos sofremos. 
Esse demônio que condena ao "eterno retorno" deve ser agora exorcizado.  Quem ouviu o sussurro do diabo e nos condenou a uma vida eterna de repetição das derrotas e insucessos deve agora esquecer desse vaticínio, e gritar algo: "daqui pra frente, tudo vai ser diferente...", como já cantou o Rei - Beto Carlos. Chega dessa repetição de cagadas, de derrotas, de amarelões, de más contratações e dispensas, enfim, chega de tudo que deu errado nesses últimos anos.
Digo tudo isso porque, segundo os sites esportivos e o Dr. Pugliese - com quem ainda conversarei antes do julgamento - depois de amanhã, na quinta feira dia 02 de dezembro, nosso futuro será decidido no STJD, pelo Pleno daquele Tribunal.
Ainda não há no site da Justiça Desportiva a pauta de julgamentos, e por isso não há a certeza de que o julgamento realmente saia - pois pelo número de processos na pauta sempre é possível o adiamento. Espero que não.
Assim, publico esse post - 48 horas, parte II (já  houve o primeiro, portanto) - esperando que seja o último nessa senda, até porque não houve uma terceira parte do filme e eu ficaria sem "figurinha" para ilustrar a postagem.
Vamos aguardar o julgamento desta quinta-feira, como a data em que subiremos à Série C e inauguremos, finalmente, uma nova era no JEC, até para evitar nosso apequenamento definitivo, que é um risco que efetivamente corremos, em caso de insucesso no Tribunal. Em caminho atapetado, avançaremos.

PS: Eis a notícia do site da Justiça Desportiva, de ontem:
A Série D acabou no dia 14 de novembro, mas as polêmicas da competição continuam ganhando capítulos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Às 14h da próxima quinta-feira, dia 2 de dezembro, será julgado no Pleno o recurso do Joinville contra a decisão da Quarta Comissão Disciplinar de absolver o América/AM por escalar irregularmente Amaral Capixaba no confronto entre as equipes, realizado pelas quartas-de-final do torneio.

O time amazonense foi denunciado e julgado após o Joinville, time eliminado pelo América, ter relatado ao STJD a escalação de Amaral Capixaba no jogo erte os dois times, alegando que seu nome não estava presente no BID da CBF.
O América/AM foi denunciado com base no artigo 214 (incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, incluído o parágrafo quarto (não sendo possível aplicar-se a regra prevista neste artigo em face da forma de disputa da competição, o infrator será excluído da competição). Contudo, em primeira instância Quarta Comissão Disciplinar decidiu que o América deveria ser absolvido e seguir normalmente na Série D.

O Joinville espera que o resultado da partida contra o América/AM não tenha valor, que equipe amazonense seja eliminada e que seja refeito o jogo da semifinal, só que desta vez entre o time catarinense e o Madureira. O vencedor enfrentaria o Guarany/CE, campeão da Série D, na final.
AVANTE, JEC!