NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores
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10 de dez. de 2010

NOVO OBRA NO JEC: O PANTEÃO DOS HERÓIS DO ACESSO

Perdeu, Amaral
Temos três novos "heróis" na história Tricolor.
Na verdade, um é o bode expiatório dos erros da Diretoria do América: o Amaral. O pobre coitado não teve culpa nenhuma na história, mas por sua causa - não inscrição no BID e inscrição no campeonato quando já encerrado o prazo de inscrição para a Série D - acabou se tornando o pivô da eliminação do time amazonense. O fato é que sua escalação como reserva lá em Manaus e como titular aqui no Estádio Municipal, causou a eliminação americana na fase de quartas-de-final, e o acesso do Tricolor.

O outro responsável, o Dr. Roberto Pugliese Jr., nosso advogado, foi quem, a partir da descoberta da irregularidade, fez a denúncia e a defesa do Joinville perante o STJD, foi ao Rio quatro ou cinco vezes para os julgamentos, tratou com o Delfim, com o Virgílio Elísio, com deus e o mundo, e encontrou os argumentos exatos, atuando de forma sóbria, sem espetáculo, e na seara jurídica, foi o responsável pelo acesso. Como disse Henri Robert, "a frase de efeito não vale o argumento bem posto".  Sei lá de onde é essa foto, mas vem bem a calhar. Tudo beleza, dotô!

O último - mas não menos importante, é o tal de Paulo Hoffmann, de quem nunca ouvira falar até esse imbróglio (e esse é um defeito meu, não dele), o responsável pelo setor de registros do JEC.
Ouvi amigos dizendo: ora, o Hoffmann não fez nada mais do que seu trabalho - é até verdade, mas nesses tempos de hoje fazer bem o seu trabalho jé é coisa elogiável. Se considerarmos que nossos jogadores sequer fizerem o seu mínimo, o Paulo Hoffmann, vasculhando BID, site da CBF, escalações dos times nas súmulas, etc., descobriu uma irregularidade que não fora descoberta por ninguém. Para mim, ele fez muito mais do que meramente cumprir com sua obrigação trabalhista - como um jequeano, foi lá e marcou um golaço muito mais difícil que aquele do Ricardinho contra o Avaí, na final do primeiro turno do Catarinense. Gol de placa que garantiu uma possibilidade de futuro mais promissor para o JEC. Até ouvi na rádio que ele já tem propostas para deixar o JEC - o que indica sua competência.

Esses foram os personagens, que voluntária ou involuntariamente entraram para a História do Joinville. Um dia, lá adiante, quando lembrarmos da retomada das glórias do JEC (espero que isso realmente aconteça doravante), haverá de se dizer que Pugliese, Hoffmann e Amaral foram personagens centrais do acesso e de - quiçá e oxalá - um título nacional para o JEC na Série D de 2010.

Parabéns àqueles que, aproveitando-se da infelicidade (incompetência) que envolveu o Amaral, e buscando apenas o cumprimento da lei, salvaram o JEC de amargar mais um ano perdido em sua história. AVANTE, JEC!

13 de nov. de 2010

JECMANIA - UM ANO

Em 13 de novembro de 2009 dei início a este blog para falar do JEC.

A ideia inicial era de que eu mais três amigos escrevessêmos sobre o JEC, cada um com sua opinião e jeito, e assim, principalmente, trocássemos opiniões entre nós nos dias em que não havia jogo (pois estávamos juntos durante as partidas), mas o projeto não foi à frente desse modo, e me encarreguei de tocar o barco.

Não sabia nem que nome dar a este espaço, e tentei colocar um nome que não o identificasse com a Diretoria, com o Clube, pois o blog é completamente autônomo. Meus únicos vínculos com o Clube são o de torcedor, com mais de 25 anos de arquibancada e o pagamento da mensalidade como associado.
Depois, pensei em escolher um nome com o qual não me apropriasse do nome do JEC, nem parecer falar em nome de qualquer pessoa, a não ser eu mesmo; isso porque por várias vezes vi críticas ao "Blog do JEC" - atual Bastidores do JEC - do Diego Santos, porque este "usaria o nome" do Joinville para escrever - pra mim crítica sem fundamento de alguns xiitas que não conseguem ver um palmo a frente do nariz, mas adotei a cautela para que não viessem torcedores míopes me acusar de me aproveitar do JEC ou qualquer outra coisa que o valha. Me digam esses "espertos" como eu me aproveitaria do JEC?
Na falta de melhores ideias, veio o nome JECMANIA - até pensei em mudar depois para facilitar a busca no google, por exemplo. Se eu colocasse Espaço do JEC, Torcedor do JEC, talvez por usar o nome do clube em separado o blog fosse mais facilmente encontrável nos mecanismos de busca da net - mas ficou mesmo o nome original.

Por muito tempo ficou a impressão de que eu estava escrevendo apenas pra mim mesmo, e que ninguém lia porra nenhuma. Até escrevi ISSO AQUI, sobre falar sozinho.
Contudo, a partir de junho deste ano o site que hospeda o blog possibilitou uma contagem de acessos, e pude ver que não estou tão sozinho assim: há uns alucinados que lêem o que escrevo, e até comentam, muitas vezes com mais propriedade do que este escriba.
Contabilizados a partir de julho de 2010, os acessos mensais passaram de 760 naquele mês para 1489 em agosto, 1950 em setembro e 4505 em outubro, mais de dois mil neste novembro até este dia 13, num total de mais de 10.000 acessos de julho até o dia de hoje. Houve um pico de mais de 700 acessos no dia do julgamento no STJD, malgrado o resultado não nos tenha sido favorável. Acho, modestamente, que esse se tornou um espaço de discussão e reflexão sobre o JEC. Fico feliz com isto.

Neste um ano, foram 215 os posts publicados, mais de 300 comentários de leitores, muitas horas gastas para acompanhar o noticiário tricolor e cometer essas linhas. Nunca imaginei que essa brincadeira entre alguns amigos virasse, para mim, uma grande diversão, um hobby (e ao mesmo tempo uma tormenta - dadas as desilusões de mais este ano na história Tricolor) escrever sobre o JEC. Como já disse outra vez, passei a gostar ainda mais do Clube, do Time, e passei a ser ainda mais torcedor do que já era.
A quem lê, a quem critica, a quem elogia, a quem gosta, a quem odeia: Valeu!

Inicio o segundo ano do blog,  no aguardo e esperança que ainda haja a uma reviravolta no tapetão, para que se cumpra o objetivo, ainda que por vias transversas, mais importante desse ano que vai se encerrando: o acesso do Joinville à série C
Perdemos o Catarinense, perdemos a Copinha, e no campo perdemos a série D, mas no tapetão espero que revertamos essa derrota e obtenhamos nossa maior vitória e conquistemos aquilo que eu sempre reputei indispensável, para que o blog não fique repetitivo no ano que vem - novo catarinense, nova tentativa de ir à Série D, nova tentativa de acesso à Série C.
Que o JEC e o JECMANIA melhorem no ano próximo. O JEC, para que eu sofra menos; o blog, para que vocês sofram menos. AVANTE, JEC!

5 de nov. de 2010

O JULGAMENTO DO JEC COMENTADO PASSO A PASSO - PARTE II - VOTAÇÃO E RESULTADO

Terrrrrrrminado o primeiro tempo da decisão.

Antes mesmo da continuação do julgamento, o Delfim falou, ao vivo, na Cultura AM, que entrara em contato com a CBF e que o documento pedido estava sendo remetido, via fax, ao STJD, e que tal papelório seria totalmente favorável ao JEC. Vamos confiar no homem.

Depois de quinze minutos regulamentares de intervalo - na verdade, bem mais do que isso - começou a segunda etapa do nosso "jogo". Após o Sílvio Luiz narrar o início da peleja do Santo Guerreiro Contra o Dragão da Maldade no post anterior, agora cabe a Januário de Oliveira dar o pontapé inicial na continuação dessa pelada jurídica: Bola Rolando?... Taí o que você queria! 

O julgamento foi retomado às 18h04, com as informações vindas da CBF - sei lá que informações, mas vamos adiante.
Enfim, começou votação!
O mérito da denúncia (o que realmente importa) - será agora analisado pelos auditores.
O primeiro e em tese o mais imporante voto, do relator Paulo Bracks, foi a nosso favor.
Os auditores Washington Oliveira e Rodrigo Fux votaram a favor do América.
A presidente votou a favor do Joinville - com base no BID. Dessa forma, perdemos com um empate, ou seja, bem típico do JEC. Derrota mesmo com empate por 2x2. Isso porque, segundo a interpretação da 4ª Comissão, em caso de empate, deve prevalecer a presunção de inocência do denunciado, no caso, o América, valendo o que ficou decidido em campo.
Inclusive ouvi o Pugliese falando ao fundo que em caso de empate deveria valer o voto de minerva da presidente, o que foi rejeitado.
De qualquer forma, com esse empate, é certo que haverá recurso do Tricolor ao Pleno do STJD, pois a coisa tá muito confusa. Perdemos empatando. Eita, JEC.
De todo modo, acredito que agora fica mais difícil (pra não dizer impossível), pois quando o Pleno julgar o recurso, a Série D já terá sido decidida em campo.
Apita o juiz - ou melhor, bate o martelo a 4ª Comissão do STJD. Final de partida, com uma típica atuação Tricolor, sofrida e empatando o jogo atapetado no final, o JEC fica fora da série C 2011. Não deu no campo, não deu no tapetão.
Queimou! Queimou o filme do Joinville no STJD!, como narraria Silvio Luiz.
A incompetência de nosso time no campo, a despeito da boa atuação administrativa e judicial, não foi recompensada com melhor sorte no tapetão.
Parabéns especiais ao Juca Miguel e à Gazeta de Joinville, que se fizeram presentes no STJD e transmitiram ao vivo, em live streaming, com todos os contratempos de uma transmissão via internet, o julgamento. Vamos pensar no ano que vem. Já tínhamos perdido na bola, de qualquer maneira. E O JEC SEMPRE NA MESMA!

Ficha da Partida: JEC 2 x 2 América. Local: Rio de Janeiro; Estádio do Tapetão. Desclassificação com empate, porra!
Joinville: Roberto Pugliese, Paulinho Hoffmann, Amaral e Leonardo Roesler
América: Txucarramãe, Kaiapó, Akarore e Tupi; Xokleng, Guarani e Bororo; Rio Negro & Solimões; Pirarucu e Curupira. T: Sestário
Arbitragem: STJD, o magnânimo, empatador máximo da galáxia.

4 de nov. de 2010

24 HORAS PARA RESOLVER - JACK "PUGLIESE" BAUER

Jack Pugliese Bauer vai ter de salvar o mundo (tricolor).
Faltam pouco mais de 24 horas para o julgamento no STJD - às 13 horas de amanhã - e para que tenhamos uma decisão - válida até segunda ordem, pois sujeita a eventual recurso de qualquer um dos envolvidos ao Pleno daquele Tribunal - para que se decida como vai ser o ano de 2011 do JEC.

Muito tem se aventado da possibilidade de que mesmo que o JEC veja sua denúncia de irregularidade do jogador Amaral, do América/AM, acolhida, nosso time não mais entraria em campo, e o problema seria solucionado com a exclusão do América do campeonato, a declaração de o Guarany de Sobral ser campeão - sem final - e o Joinville entrando entre os quatro melhores e confirmando seu acesso, sem mais jogar.

Não consigo acreditar nessa hipótese. O futebol brasileiro amadureceu um pouquinho, e hoje parece ser um consenso a necessidade de os campeonatos terminarem no campo, e não somente nas salas refrigeradas dos tribunais. Que final de campeonato brochante seria o Guarany campeão sem final, sem jogos, sem festa perante sua torcida, bem como nosso acesso assim, lá no Rio de Janeiro, sem ao menos um joguinho aqui em nosso campo.

A meu ver, ou ganhamos a parada no Tribunal, e voltamos ao campeonato jogando contra Madureira na semi e enfrentando o Guarany de Sobral na final (ou mesmo perdendo para o Madura e ficando em 3º no certame); ou perdemos no tapetão, ensacamos a viola e pronto: até 2011. 

Voltando ao julgamento, amanhã acompanharei em tempo real pelo site Justiça Desportiva, e tão logo decidida a questão, postarei um comentário, com base nas notas taquigráficas da sessão.
Haverá plantão das rádios, e será possível acompanhar em vídeo e tempo real pelo twitter do Juca Miguel, da Gazeta de Joinville - que estará presente no STJD - em iniciativa louvável do jornalista e do veículo de comunicação.

Com o Código de Justiça Desportiva debaixo do braço, nossa bíblia do momento, me despeço.

Que nosso agente secreto Dr. "Pugliese Bauer" nos salve o ano.
Até amanhã, lá pelas 14h (o julgamento é às 13h, o post é que será às duas). Oxalá que com boas novas. AVANTE, JEC!

11 de out. de 2010

AMÉRICA 2 x 1 JEC: UMA LEVE RESSACA

MÁ NOTÍCIA:

Espero que a única notícia ruim dessa semana seja a volta do alagoano às páginas de A Notícia - infelizmente seu mês de férias vai terminando, e a partir de 4ª ou 5ª feira já teremos o 'prazer' da leitura do menestrel.
Ah, também tem o desfalque do Souza, nosso bom zagueiro que tomou o terceiro cartão. Toda sorte do mundo ao Renato Santos.

A RESSACA:
Sobre o jogo de ontem, uma certa dor de cabeça. Poderia ser melhor, mas também poderia ter sido muito pior, se entra aquela bola na trave, em que o cara do América entrou sozinho na área e acertou um chute lindo - que por pura sorte bateu no travessão de Fabiano. Um gol àquela altura nos complicaria deveras, obrigando a fazer vitória ampla aqui no Estádio Municipal.

Mas, olhando pelo lado bom:  o JEC teve pelo menos umas três chances de gol claras desperdiçadas. Uma com Marcelinho, que recebeu livre na marca do pênalti e chutou sozinho, para fora. Outra com Éder, na pequena área, que pegou na orelha da bola - como pega na orelha da bola, aliás; uma outra, no primeiro tempo, em que nosso atacante furou dentro da pequena área, após jogada pela direita.
O JEC, além da bola na trave sofrida no apagar das luzes, correu riscos de sofrer mais um ou dois gols. Ademais, o gol da vítória manauara ficou feio para nosso sistema defensivo. Fernando tomou um drible por baixo das pernas e acho que o Tiago Soller ou o Tesser - não consegui identificar o jogador no vídeo - quis adivinhar o lado do drible do atacante, e facilitou a conclusão do Edinho amazonense. Fabiano não teve chance de defesa nos gols, mas penso que ele foi afobado na saída do gol que resultou no pênalti; se ele fica no gol acho que o atacante não marcaria.

O PROFESSOR NÃO APRENDEU A LIÇÃO:
Li, nas declarações de Leandro Machado: "coloquei três volantes para a equipe ter poder de marcação, mas também para conseguir trocar mais passes. Mas apelamos muito para a ligação direta".
Convenhamos, essa explicação não convence. Se faltaram passes, é óbvio que isso se deu por falta de mais um meia de armação. Deixar só o Marcelinho na meia-cancha facilita a marcação sobre nosso meia criativo, e deixa os volantes com a obrigação de fazer o que não sabem - armar o jogo. Obviamente que o outro time jogará com a bola nos pés e nós correremos atrás da pelota.
Lembro que com três volantes fizemos um mau jogo contra o Operário em nossa casa, na primeira fase; e um primeiro tempo também ruim contra o mesmo Zopp lá no Paraná, no último mata-mata.
Aí, no segundo tempo, tendo a chance de reparar o erro, Leandro substituiu mal, tirando Pantico e colocando Edinho. Ao que sei, Edinho sempre vinha treinando na vaga de Ricardinho, portanto como meia e não atacante, e então deveria ter entrado em lugar de um volante, passando a jogar com dois meias e continuando com os mesmos atacantes. Na minha opinião, a mexida certa era Edinho na meia e Charles - de quem não gosto, até já defendi sua dispensa - no ataque. Não foi feito, perdemos o jogo.
Espero que a lição tenha agora sido aprendida: no domingo, é obrigatório jogar com dois volantes e dois meias - Ricardinho e Marcelinho. Ainda será bom torcer para que o Marcelo Silva possa jogar ao menos 45', como opção para o ataque.  AVANTE, JEC - RUMO À SÉRIE C, A HORA É AGORA, TRICOLOR

Ficha técnica: América-AM 2x1 JEC, Manaus, 10.out.2010

América-AM:Nailson; Santiago, Guará e Rondinelli; Catatau, Batista, Cleiton, Ivan (Nauê) e Carlinhos (Edinho); Luiz Carlos (Amaral) e Felipe. T: Sergio Duarte.
JEC: Fabiano; Rafael Tesser, Fernando, Souza (Ricardinho) e Eduardo; Carlinhos Santos, Tiago Soler (Renato Santos), Paulinho Dias e Marcelinho; Pantico (Edinho) e Eder. T: Leandro Machado.
Gols: Batista, aos 15/1T e Edinho aos 15/2T – América. Souza, aos 7/2T – Joinville.

6 de out. de 2010

JEC X AMÉRICA - IMPRESSÕES - PARTE II. NOTÍCIAS DIVERSAS

Só faltam dois, diria o ZéGallo!
Faltam só dois jogos, tricolores! Só dois joguinhos para o primeiro grande passo da redenção tricolor. Até TV vai ter ano que vem, na Série C, em transmissões da TV Brasil, a TV pública brasileira, o que liberará o clube das despesas com transporte e hospedagem (o maior complicador para jogar um campeonato deficitário, como se pode ver dos custos dessa nossa viagem de sexta-feira - mais de 60 mil reais).

Presidência do Clube:
No domingo, o Nereu disse no programa da TV Cidade que não pretende ser presidente, nem vice-presidente, ficando só à frente do futebol. Muito melhor assim - divisão de poderes é muito salutar.
Márcio Vogelsanger é, sem dúvida, o melhor presidente do Joinville desde o grande Waldomiro Schützler. É fato que a concorrência não foi tão qualificada assim (ganhar do Florêncio, do Bartholi, Irineu e Adelir não é mais do que obrigação). Mas, se o cara vem bem, por que tirá-lo de lá? Tanto é assim que sequer houve chapa de oposição na eleição do Conselho.
Com ele na presidência os papelões no Catarinão acabaram - até "tecnicamente rebaixados" fomos na gestão Adelir. Com o alemão, ficamos em 3° em 2009 e em 2° em 2010. Ganhamos a Recopa, ficamos em segundo na Copinha - esse o único mau resultado da sua gestão (pois nos garantiria na D 2011 - acho que disso não precisaremos mais - e na Copa do Brasil, essa sim uma chance perdida).


Volto ao futebol:
Como já disse outro dia, o jogo será no Sesi (Estádio Roberto Simonsen), em Manaus, com capacidade para 5.000 espectadores. No último jogo em casa, contra o Vila Aurora, colocaram por lá 2.840 torcedores. O estádio deve estar cheio, mas nada que possa deva assustar o Tricolor. O nosso estádio também estará abarrotado. Nosso time é malandro, experiente, aprendeu com vitórias e derrotas nesse ano difícil. Temos caras que já passaram por grandes times e que saberão lidar com a pressão da decisão. Ademais, a vontade do grupo é evidente. Assistindo aos lances de Zopp 0 x 1 JEC (aliás, o gol do Eder  foi erroneamente invalidado, pois o atacante estava na mesma linha do beque proletário), quando saiu o gol do Fernando, a comemoração de Marcelinho, sozinho na meia-cancha foi daquelas coisas que mostrou claramente o quanto os jogadores "estão querendo". Vibrou intensamente nosso meia com o gol se seu colega.


Condições de jogo e arbitragem:
Manaus é quente e úmido. Será um jogo em que teremos de cozinhar o galo para que o coelho não saia assado de lá. Hoje, nos sites metereológicos, a previsão para o próximo sábado é de 34° (até mais ameno que a temperatura habitual), com pancadas de chuva. Essa é uma preocupação - o calor, o cansaço. Mas isso está sendo meticulosamente cuidado por nossa preparação física, inclusive será feita hidratação especial dos jogadores a partir de quinta-feira.
Sexta pela manhã o time sai de Curitiba, e num vôo relativamente rápido (umas 5 horas até Manaus) dada a distância de mais de 4.000 km. Nossa logística está bem cuidada pelo Sagaz. Temos aí dois indícios de que o Clube está melhor, mais organizado. Preocupação com a logística, com a adequada preparação física e fisiológica de nossos atletas.

O árbitro será José Caldas de Souza, de Brasília. Dá uma certa preocupação. No google, várias críticas às suas atuações. Alguém da diretoria tem que encostar no homem e dizer que nós somos o melhor time da competição e não vamos tolerar que sejamos prejudicados.


Desfalques:
O artilheiro do  América-AM, com oito gols (dos quinze que o time fez) já está no Avaí há duas semanas - até o Avaí anda nos ajudando neste campeonato, vejam só -aí tem que dar tudo certo! Nesse último mata-mata, o América só fez um gol, e de pênalti.
Os outros sete gols do América na série D, excluído os do Charles, foram feitos por seis jogadores diferentes (Batista-MEI, 2 gols;  Carlinhos, Ivan, Guará, Bigu, Luis Carlos e Clailson - 1 gol cada).
Antes do jogo contra o Vila Aurora, o América tinha quatro pendurados (Batista, Cleiton Amaral, Nailson  - goleiro, e Rondinelli), mas não sei se alguém tomou o terceiro cartão.
O JEC só perdeu Luis André, mas com Paulinho Dias de titular (jogou muito) e Soler de reserva (parece que  também fez boa partida no PR), tudo está sob controle; no mais, o JEC continua com alguns pendurados (Tesser, Souza, Eduardo, Marcelinho).

Marcelo Silva só volta a treinar na quinta-feira, pois seu problema físico ainda persiste. Não deve jogar na primeira partida; no máximo será bancário.


Atacantes Tricolores: quando o carnaval chegar...
O ataque será Eder e Pantico, que jogou bem, criando várias chances, no Paraná. Vamos parar de falar que eles andam desperdiçando oportunidades. Toda a tranquilidade ao nosso elenco para essa hora decisiva. Agora não é hora de qualquer cobrança, mas só de incentivos.

Prefiro pensar que nossos atacantes estão inspirados na música do Chico Buarque: "estou me guardando pra quando o carnaval chegar", e vão desencantar nesses jogos finais. Não se reclamava (injustamente, a meu sentir) que o Lima só fazia gol em jogo pequeno e na final passava em branco? Pois agora será o contrário! Nossos atacantes vão fazer gol na "FINAL", para garantir nosso acesso.
Os versos finais dessa música servirão como desabafo de nossa torcida, quando se concretizar o acesso: "eu tenho tanda alegria, adiada, abafada, quem dera gritar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar". AVANTE, JEC!

5 de out. de 2010

A "FINAL": JEC X AMÉRICA - PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Quando analisei os prováveis adversários na final, eis o que escrevi sobre o América, que afinal e inesperadamente, veio ao nosso encontro para a decisão:
"O América/AM, que neste ano até tentou mudar de nome para Manaos - mas a iniciativa deu chabu - vai mais ou menos na mesma toada de seu raquítico adversário. Sua campanha (apenas a 8ª entre os dez clubes que continuam na disputa - posição que acabou se confirmando) é de 3V, 3E e 2D, 14GP, 12GC). Lá em Manaus, tem 2V e 2E. Fora de sua casa obteve 1V, 1E, 2D. É de se notar que duas de suas três vitórias foram contra o tal de Cristal - um timeco do Amapá (tem futebol por lá?), que ficou em último na chave A1 - primeira fase.
Manda seus jogos no Estádio Francisco Garcia, pra 4.000 pessoas (ou 8.000, dependendo da fonte). É um campinho de nada, com seis ou sete degraus de arquibancada. Há umas fotos na internet mostrando que as arquibancadas não encobrem casas simples que ficam foram da "arena". Sua média de público não ultrapassa 490 pagantes. E ainda está numa draga financeira, como se vê aqui".

Estádio do SESI Roberto Simonsen
Agora se faz necessária alguma atualização: o América mandou os jogos do mata-mata em outro estádio e não mais no Francisco Garcia, mas no Roberto Simonsen, do Sesi, em Manaus. Capacidade de 5.000 espectadores nessa nova cancha. No último jogo colocaram 2840 no campo. Devem lotar o estádio contra o JEC.
A campanha de 3v, 3e e 2d passou a ser, depois de confronto contra o Vila Aurora/MT, de 4v, 3e e 3d. Venceu em casa e perdeu bem perdido fora.
Aliás, nos dois mata-matas, fora de casa, sofreu, respectivamente, 4 (Mixto) e 3 gols (Vila Aurora). Isso dá mais gols do os que nós sofremos no campeonato inteiro.
Ouvindo o jogo Sampaio Côrrea X Guarany na rádio Mirante do Maranhão, pela internet, disseram que o América é a sexta força do futebol amazonense. Se for verdade, é um time sobre o qual temos de triunfar. No campeonato amazonense deste ano, terminou em sétimo, atrás de times como Princesa do Solimões e Manaus Compensão, conforme a wikipedia.
 
Sobre os dois jogos entre Vila Autora e América, alguns apontamentos da internet:
Sobre o jogo de Manaus: "O jogo começou chato, com as dua equipes se estudando muito e pouco criando. Mas, o Vila Aurora aproveitou que o América-AM começou o jogo um pouco desatento e foi com tudo para cima tentando fazer o primeiro gol". O América venceu por um a zero, com gol de pênalti.
No jogo em Rondonópolis:
"Só deu Vila!
O América-AM começou o jogo mal e logo aos três minutos, Marcão abriu o placar com um chute de fora da área. Depois, o Vila recuou e deu campo para os amazonenses, que não conseguiram chegar com perigo ao gol.
O resultado foi finalizado no segundo tempo, com Raul no primeiro minuto e Marcão aos 25. O atacante foi o nome do jogo. Ele foi escalado de última hora pelo técnico Carlos Rufino e acabou com o jogo"

No mata-mata antes deste contra o Vila Aurora, em Manaus o América batera o Mixto - time até então de melhor campanha do campeonato - por 3x1, mas o Mixto teve três desfalques para o jogo e perdeu um jogador expulso aos 15 do primeiro tempo. Cuidado, portanto, com o começo do jogo e com o apito, embora o árbitro deva ser de série A, o que deve nos dar certa segurança.
No jogo da volta, o Mixto enfiou 4x2 no América, mas os dois gols fora classificaram o time amazonense. O Mixto chegou a estar vencendo por 3x0 e por 4x1, mas permitiu gols do América - segundo li, porque o técnico, burramente, recuou o time. O técnico do Mixto era o Barbieri, sim, aquele mesmo. O América vem tomando gosto por sofrer bastante gols fora de casa, e temos que ajudar o América a manter esse hábito pouco salutar para eles e agradável para nossas pretensões.
Se ao fim da primeira fase o América tinha saldo positivo de gols, agora já está zerado, e sofreu, ao todo, 15 gols (nos só sofremos 4), malgrado tenha marcado três tentos a mais do que o nosso time (15 a 12). Isso sem contar que dos 15 gols marcados pelo América, oito foram marcados por Charles, atacante já contratado pelo Avaí. Somos melhores, enfim, penso eu. RUMO À SÉRIE C! AVANTE, JEC!

2 de out. de 2010

JEC X AMÉRICA DE MANAUS - O MATA-MATA DO ACESSO


É esse o time a ser batido para o acesso.
Quando acabou o jogo do JEC contra o Círculo Operário com nossa vitória, já tinha se decidido que não enfrentaríamos Madureira, Uberaba ou Operário. Boa notícia.
Com o Araguaína vencendo o Brasília fora - 2x1, o time do Distrito Federal ficou sendo o primeiro eliminado. O time tocantinense, classificado com 17 pontos, garantiu, supreendentemente, a terceira melhor campanha vencedora. Mais dois que não enfrentaríamos.
Faltavam as últimas três vagas, a serem disputadas entre quatro times: Guarany, Sampaio Corrêa, Vila Aurora e América /AM, e daí sairia o nosso adversário.
A ansiedade era grande, e então passei a ouvir a Rádio Mirante, de São Luis/MA.
O Sampaio começou vencendo, depois o Guarany empatou, de pênalti. Mesmo atuando com um a menos durante todo o segundo tempo, o time cearense conseguiu se manter e mandar o time maranhense pra casa do caralho.
O Vila Aurora foi metendo gols e venceu o América, - meteu três a zero, e também classificou-se como ganhador, com certa facilidade, ao que parece.
Até o final entre Sampaio e Guarany de Sobral a indefinição sobre nosso adversário vigia. Eu ali, secando pro jogo acabar assim, empatado - ou até para que saísse um golzinho do Guarany. Só não podia sair um gol maranhense. Trinta e seis minutos e o nervosismo batendo no teto.
Passa tempo de merda, porra. 44', a torcida já abandona. Quatro de acréscimos. 46. Falta pouco.
Fim do jogo.
Com o apito final, o Sampaio Correa despediu-se, e o time do Ceará ficou com a quarta colocação vencedora, para enfrentar exatamente o Vila Aurora/MT. O América/AM classificou-se como o terceiro melhor perdedor.

América, ex-Manaos
Aí, finalmente, soubemos do mais importante: nosso adversário - e cuido que não poderia haver melhor sorte para o Tricolor. Nosso embate na "FINAL" será o AMÉRICA/AM.
Ainda que escolhêssemos, não sairia de tão bom tamanho. Até por esse resultado - zero a três - contra o Vila Aurora, dá pra ver que é um time frágil o nosso próximo contendor.
Agora vai. Não vai ter zebra, não vai ter uruca, não vai ter nada. Só vai dar o JEC, vencendo o América lá e cá. RUMO À SÉRIE C. AVANTE, JEC.

Pra terminar, a ficha técnica da nossa vitória de hoje:
Operário 0 x 1 Joinville, Germano Krueger, Ponta Grossa/PR, 02.10.10

Joinville: Fabiano; Daniel, Fernando, Souza e Eduardo (Élton); Carlinhos Santos, Luis André (Tiago Soler), Paulinho Dias e Marcelinho (Neném); Pantico e Eder. T: Leandro Machado.
Operário: Osmar; Vinícius (Léo Gazola), Rodrigo de Lazzari e Leonardo; Péricles, Diego Zanuto, Cambará, Edson Grilo e Romerito (Tardelli); Ícaro (Edenílson) e Baiano. T: Pedro Caçapa.
Gol: Fernando, aos 40/1T – Joinville.