NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores
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12 de abr. de 2011

MUDANÇAS NA SÉRIE C? SEI NÃO, MAS TOMARA!

Sei que já decretei o fim do Catarinense para o JEC umas quantas vezes, já disse que era hora somente de concentrar para a Série C, que era hora jogar a Copinha com a base, depois com o time completo, etc. etc. E agora prego ser hora de voltar a acreditar no Catarinense, dadas as últimas partidas do Tricolor. Não tenho sido muito coerente.
Mas é que como dizia Allan Kardec - o espírita e não o ex-avante do Vasco (um sub-Jardel): "Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nosos juízos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a dúvida se justifica no homem ponderado", e por isso, como os fatos teimam em me contradizer, também não vejo problema nenhum em eu discordar de mim mesmo.
Série C pode valer ouro!
Por isso, ATENTAI, como diria o senador Mão Santa: é hora de - sem esquecer o Catarinão - falar de Série C - especificamente sobre a mudança de regulamento, porque sobre esse assunto, ou se faz alguma coisa agora, ou não se faz mais.

Ontem o Hassan Farias (sempre com texto muito bom no FutebolSC e agora também fazendo parte da equipe da AM 1250 - Cultura), no twitter, apontou link (ver aqui) em que se aventa que a Petrobrás patrocinará a Série C, e que em vez de quatro grupos de 5 equipes, haverá dois grupos de dez times. Seria ótimo.

O que poderia melar esse plano é uma alegada proibição de mudança de regulamento da competição, com base no Estatuto do Torcedor.
Olhando a legislação, penso que dá, sim, para mudar o regulamento, e para este ano. Cito a Lei n. 10671/03, com suas alterações:
Art. 9º É direito do torcedor que o regulamento, as tabelas da competição e o nome do Ouvidor da Competição sejam divulgados até 60 (sessenta) dias antes de seu início, na forma do § 1o do art. 5o. (Redação dada pela Lei nº 12.299, de 2010).
(Aí há um tempo para sugestões dos torcedores à Ouvidoria da competição, decide-se sobre as sugestões e publica-se o regulamento)
(...)
§ 4º O regulamento definitivo da competição será divulgado, na forma do § 1o do art. 5º, 45 dias antes de seu início. (Redação dada pela Lei nº 12.299, de 2010).
§ 5º É vedado proceder alterações no regulamento da competição desde sua divulgação definitiva, salvo nas hipóteses de:
(...)
II - após dois anos de vigência do mesmo regulamento, observado o procedimento de que trata este artigo.
Parece não haver dúvida.
Vamos escrever um novo regulamento, nem que seja
psicografado!

No site "Bola na Área" - que recomendo e logo colocarei aqui nos links o relativo à Série C, quando essa competição se aproximar - posso verificar que tanto em 2009 como em 2010, a Série C teve O MESMÍSSIMO regulamento, e portanto, É POSSÍVEL MUDAR O REGULAMENTO para 2011, desde isso que seja feito 60 dias antes do início da competição. Bom, estamos em 12 de abril. Há ainda 45 dias até o prazo fatal - 17.maio - para fazer alterações sem desrespeitar a lei, e jogarmos um campeonato bem melhor do que o até agora programado.

Explico: O Calendário da CBF marca a Série C para o período entre 17.jul e 20.nov. A competição, nos moldes atuais, precisa de 16 datas para chegar ao seu final (10 datas na primeira fase, pois o número de times de cada grupo é ímpar - 5 times, sempre com um folgando por rodada), mais 2 datas para quartas-de-final, duas para a semi e duas para a finalíssima.
Com dois grupos de dez times, são necessárias não mais do que 24 datas (número par de times, por isso 18 datas para a primeira fase - turno e returno; e igual ao campeonato atual, mais seis datas para quartas, semi e final).
Bom, de 17 de julho a 20 de novembro há exatamente 19 datas em finais de semana. Por isso, para fazer o campeonato por essa nova fórmula, seriam necessário apenas encaixar 5 jogos em meio de semana, e isso é fácil, porque o certame é regionalizado. Não é tão difícil jogar final de semana em casa, e na quarta-feira, por exemplo, em Santo André ou Rio de Janeiro.
Tá tudo fechando.
Olha, se isso acontecer mesmo (não tenho certeza da confiabilidade da notícia do jornal alagoano), abre-se uma nova perspectiva para o JEC. Em vez de garantirmos apenas 8 jogos, em caso de não classificação aos mata-matas pelo sistema atual, garantiremos 18 jogos pelo novo sistema, mesmo não classificando. E só caem 2 para a série D, num grupo de 10. Mesmo que não classifiquemos, cair é bem difícil, e ficaríamos, de qualquer modo, ainda que sem o acesso, estacionados numa competição que se não é a melhor possível, se tornaria bem razoável nesses novos moldes.  
Seriam muito mais datas, seria muito mais atrativo para filiação de sócios, pois há mais jogos, maior visibilidade para os patrocinadores, a garantia financeira da Petrobras. O campeonato seria algo nos moldes da "Copa Santander Libertadores" ou "Copa Kia do Brasil", ou seja, a Série Petrobras.
Ademais, a Rede Brasil (TV Pública) promete passar mais de 50 jogos, ou seja, num universo de 188 partidas de toda a competição, quase um terço seria televisionado.
Porra, aí "só" temos que garantir novos patrocínios (tô no aguardo de Andra e GM para ao menos dobrar os 110 mil arrecadados atualmente), uns 10 mil sócios, nem que seja na marra (por baixo 350 mil/mês), 300 - objetivo da diretoria ainda não concretizado - conselheiros (mais 90 mil/mês), mais rendas, para qualificar o elenco e disputar PARA GANHAR a Série C - ou ao menos ascender à Série B.
Afirma-se que a Petrobras dará 5 mil para hospedagem a cada jogo, além de 23 passagens aéreas (dá pra levar 18 jogadores, técnico, gerente de futebol (Moysés), massagista, médico e treinador de goleiros), SEM CUSTOS.
Mudança já!
É, portanto, a hora de correr atrás da CBF para que ocorra a mudança. Os times de maior expressão do certame (JEC, Fortaleza, Paysandu, CRB, América RN, Caxias, Ipatinga, Santo André) deveriam pressionar, em conjunto, pela aprovação do novo certame.
A propósito, em toda a Série C só o Fortaleza e o América-RN e o Santo André (pelo título da Copa do Brasil embora esteja numa draga danada) podem nos meter algum receio. Acho que temos tudo pra subir. Tomara que essa mudança se concretize.
AVANTE, JEC! VAMOS LUTAR PARA MUDAR O REGULAMENTO!

5 de out. de 2010

A "FINAL": JEC X AMÉRICA - PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Quando analisei os prováveis adversários na final, eis o que escrevi sobre o América, que afinal e inesperadamente, veio ao nosso encontro para a decisão:
"O América/AM, que neste ano até tentou mudar de nome para Manaos - mas a iniciativa deu chabu - vai mais ou menos na mesma toada de seu raquítico adversário. Sua campanha (apenas a 8ª entre os dez clubes que continuam na disputa - posição que acabou se confirmando) é de 3V, 3E e 2D, 14GP, 12GC). Lá em Manaus, tem 2V e 2E. Fora de sua casa obteve 1V, 1E, 2D. É de se notar que duas de suas três vitórias foram contra o tal de Cristal - um timeco do Amapá (tem futebol por lá?), que ficou em último na chave A1 - primeira fase.
Manda seus jogos no Estádio Francisco Garcia, pra 4.000 pessoas (ou 8.000, dependendo da fonte). É um campinho de nada, com seis ou sete degraus de arquibancada. Há umas fotos na internet mostrando que as arquibancadas não encobrem casas simples que ficam foram da "arena". Sua média de público não ultrapassa 490 pagantes. E ainda está numa draga financeira, como se vê aqui".

Estádio do SESI Roberto Simonsen
Agora se faz necessária alguma atualização: o América mandou os jogos do mata-mata em outro estádio e não mais no Francisco Garcia, mas no Roberto Simonsen, do Sesi, em Manaus. Capacidade de 5.000 espectadores nessa nova cancha. No último jogo colocaram 2840 no campo. Devem lotar o estádio contra o JEC.
A campanha de 3v, 3e e 2d passou a ser, depois de confronto contra o Vila Aurora/MT, de 4v, 3e e 3d. Venceu em casa e perdeu bem perdido fora.
Aliás, nos dois mata-matas, fora de casa, sofreu, respectivamente, 4 (Mixto) e 3 gols (Vila Aurora). Isso dá mais gols do os que nós sofremos no campeonato inteiro.
Ouvindo o jogo Sampaio Côrrea X Guarany na rádio Mirante do Maranhão, pela internet, disseram que o América é a sexta força do futebol amazonense. Se for verdade, é um time sobre o qual temos de triunfar. No campeonato amazonense deste ano, terminou em sétimo, atrás de times como Princesa do Solimões e Manaus Compensão, conforme a wikipedia.
 
Sobre os dois jogos entre Vila Autora e América, alguns apontamentos da internet:
Sobre o jogo de Manaus: "O jogo começou chato, com as dua equipes se estudando muito e pouco criando. Mas, o Vila Aurora aproveitou que o América-AM começou o jogo um pouco desatento e foi com tudo para cima tentando fazer o primeiro gol". O América venceu por um a zero, com gol de pênalti.
No jogo em Rondonópolis:
"Só deu Vila!
O América-AM começou o jogo mal e logo aos três minutos, Marcão abriu o placar com um chute de fora da área. Depois, o Vila recuou e deu campo para os amazonenses, que não conseguiram chegar com perigo ao gol.
O resultado foi finalizado no segundo tempo, com Raul no primeiro minuto e Marcão aos 25. O atacante foi o nome do jogo. Ele foi escalado de última hora pelo técnico Carlos Rufino e acabou com o jogo"

No mata-mata antes deste contra o Vila Aurora, em Manaus o América batera o Mixto - time até então de melhor campanha do campeonato - por 3x1, mas o Mixto teve três desfalques para o jogo e perdeu um jogador expulso aos 15 do primeiro tempo. Cuidado, portanto, com o começo do jogo e com o apito, embora o árbitro deva ser de série A, o que deve nos dar certa segurança.
No jogo da volta, o Mixto enfiou 4x2 no América, mas os dois gols fora classificaram o time amazonense. O Mixto chegou a estar vencendo por 3x0 e por 4x1, mas permitiu gols do América - segundo li, porque o técnico, burramente, recuou o time. O técnico do Mixto era o Barbieri, sim, aquele mesmo. O América vem tomando gosto por sofrer bastante gols fora de casa, e temos que ajudar o América a manter esse hábito pouco salutar para eles e agradável para nossas pretensões.
Se ao fim da primeira fase o América tinha saldo positivo de gols, agora já está zerado, e sofreu, ao todo, 15 gols (nos só sofremos 4), malgrado tenha marcado três tentos a mais do que o nosso time (15 a 12). Isso sem contar que dos 15 gols marcados pelo América, oito foram marcados por Charles, atacante já contratado pelo Avaí. Somos melhores, enfim, penso eu. RUMO À SÉRIE C! AVANTE, JEC!

8 de set. de 2010

JEC 2 X 0 IRATY - A VIAGEM, O JOGO, O PÓS-JOGO

O JOGO E A VIAGEM:
Como anunciara na sexta-feira, no final de semana estava a 70 km de Iraty e não poderia deixar de ir assistir ao jogo do Tricolor contra a equipe parananese. Percorri tal distância ansioso com a partida e cheguei em frente ao Cel. Emílio Gomes faltando 20 minutos para iniciar a peleja, por coincidência no mesmo momento em que o ônibus da União Tricolor chegava a Iraty.
Estacionei o carro praticamente na porta do modesto estádio, comprei uma Kaiser (era o que havia) e a bebi. Adquiri o ingresso a vinte merréis e entrei.
O estádio tem uma arquibancada de concreto e uma outra metálica acompanhando as laterais do campo. Atrás do gol não há arquibancadas, apenas uns gatos pingados vêem o jogo por ali, em pé. A metálica, com metade do espaço destinado a nossa torcida - a outra metade era ocupada por uma organizada do Iraty - é bem simpática, e até lembra um pouco a do Ernestão, exceto pelo fato de ser parcialmente coberta por um telhado de zinco, como se vê aí acima.

TAÍ O QUE VOCÊ QUERIA... BOLA ROLANDO:

Quando a bola rolou, o JEC começou mal, possibilitando principalmente jogadas de bola aérea, aumentando a esperança do Iraty de que o avante grandalhão William ou os seus zagueiros produzissem alguma coisa.
E por pouco o atacante não abriu o placar, em uma falha de marcação que se repetiu inúmeras vezes no primeiro tempo. Nas bolas paradas, o nosso baixinho Luis André ficava na marcação do gigante Willian, enquanto os zagueiros marcavam os beques do Iraty, deixando essa bomba de cuidar do grandalhão para o nosso volante. Demos sorte que o latagão se machucou e deixou o jogo no intervalo. O gol deles só não saiu por sorte nossa, pois esse cara, sozinho, entre a marca do pênalti e a linha da pequena área, chutou uma bola para fora.
A partir da metade do primeiro tempo passamos a controlar ('dominar' seria um termo exagerado) o jogo, sofríamos pequenos riscos em chutes mais longos e/ou bolas paradas, mas nada assustador e começamos a chegar à frente. O Iraty tentava o contra-ataque na base do chutões, que foram bem neutralizados por Souza e Fernando.
Num escanteio para tricolor, tivemos três chances claras de gol no mesmo lance: primeiro com Souza chutando errado e a bola encontrado a trave; no rebote Marcelo Silva arrematou bem, para grande defesa do arqueiro do time azul; no segundo rebote, outra difícil defesa em lindo chute de Tesser, de fora da área. Filmei mais ou menos essa jogada, desculpem a tremedeira - achei que ia sair o gol, porra! Aqui está o link para ver o lance, na página JECMANIA no Youtube.
No finalzinho da primeira etapa, mais um disparo do Marcelo Silva para ótima defesa de Valter - esse o nome do guarda-metas.
Na segunda etapa, cheguei a pensar  que nosso time sairia de Iraty apenas com o empate.  A temperatura beirava os 30 graus, ventava (as reposições de bola do Fabiano eram todas erradas, acho que por causa do vento), o 3-5-2 do Iraty dificultava nossas jogadas pelo meio. 
Marcelo Silva não estava inspirado, e tive a impressão de que ele jogou um pouco recuado e de costas para a marcação, mais ao lado do Marcelinho do que acompanhando o Eder - que a despeito de ter sofrido o importantíssimo pênalti aos 44' do 2ºT não fez grande partida, perdeu pelo menos um gol fácil. Já tem nego da torcida (perdendo a paciência com ele).

O PROFESSOR MOSTRA SERVIÇO:
O jogo corria nesse chove e não molha. Aí o técnico Leandro Machado, pela primeira vez dês que chegou ao Tricolor, realmente mostrou serviço. Tirou Marcelo Silva e colocou Pantico, que mesmo sem ritmo - 15 dias parado - mudou o jogo. Clareava as jogadas, invertia bolas, sofreu um pênalti não marcado- veja o vídeo (a qualidade dos vídeos não é muito boa, mas estão aí; para ver melhor escolha a resolução 480) - , enfim, deu um toque de qualidade ao nosso jogo que não vínhamos tendo.
Fez outra boa substituição e contou com um pouco de sorte, que tem de acompanhar os vencedores. Colocou um jogador que a princípio, à distância, achei ser o Jocinei/Rodeio - estava sem meu rádio - e que depois descobri ser o Neném. Ele entrou no lugar do Marcelinho, correu pela lateral e tocou a bola pro Tesser; a jogada se desenhou pela direita e logo sobrou pra ele dentro da área que se livrou do marcador e fuzilou, abrindo o placar aos 28'. Veja o vídeo clicando aqui.
Quando o jogo se encaminhava pro final com uma vitória simples, uma jogada pela esquerda, que se bem me lembro envolveu Eduardo, Pantico, Ricardinho e Eder, resultou no pênalti sofrido por este e convertido com precisão por Ricardinho. Dois a zero e classificação no bolso -  minha câmera pifou, não consegui registrar.
Além dos dois gols, tivemos pelo menos mais 4 chances claras de gol, contra uma, no máximo duas, do Iraty. Vitória merecidíssima.

O PÓS-JOGO NA IMPRENSA DE IRATY:
Já no carro, ouvindo a rádio lá de Iraty, o desânimo da torcida e do time da casa era enorme. Ninguém - radialistas, dirigentes, jogadores ou técnico - acredita na reversão do resultado. Só desejam vir aqui e fazer um bom papel.
Mencionaram que a invencibilidade do Iraty em casa era enganadora, pois várias vezes se salvaram nos últimos minutos, além de dizerem que há uma crise por algum motivo que os radialistas preferiram não deixar claro para os ouvintes. Os dirigentes, perguntados, também preferiram calar. Afirmaram que a grana anda muito curta, até para fazer frente às despesas de viagem.
Disseram que os três desfalques - Eydson, Leandro e Silvio fizeram muita falta, e que com esses três o time seria outro - e o será em Joinville. Que a equipe esteve abaixo do que vinha apresentando. Reclamaram que o Souza deu muita bordoada no tal de Ceará, segundo eles, o cara que deveria ter armado o jogo do time azul, e que o apitador foi conivente.
Ademais, por ser o Iraty um clube-empresa, parece que a barca daqueles jogadores que não são da base do clube e, portanto, não gerarão receita, já está pronta, o que aparentemente teria gerado insatisfação no grupo.

Dessa vez, a crise está do lado de lá. Não podemos deixar de lembrar que este ano o JEC só perdeu uma em casa, e para o Avaí - time de primeira divisão. É só NÃO RESSUSCITAR DEFUNTO - e rumo às quartas-de-final (sei que repito obssessivamente tal opinião, mas para mim se trata da "nossa" final). AVANTE, JEC!

25 de ago. de 2010

É BOM TOMAR PRUMO. OU O FUTURO É LOGO ALI (NO ERNESTÃO)

Gualicho: cavalo ganhador na década de 50
O Caxias, devagarinho, vai retomando seu futebol. Não costumo tratar de times que não o Joinville, só falo deles quando nos enfrentam.
Hoje abro uma exceção ao clube alvinegro, não sem registrar que em quatro jogos contra eles vencemos dois e empatamos dois.
Esse texto sobre o Caxias, entretanto, deve servir  mais como alerta para o JEC do que como incentivo ao novo-velho time do Ernestão.
Neste ano de 2010, o Caxias disputa a terceirona catarinense (dez clubes) contra times do porte de um NEC - Navegantes, MAGA - será o time do Maga Tatto? - Inter de Lages, Operário de Mafra, entre outros menos cotados. Na estréia, meteu 6x0 no time da tatuagem, e pasmem, colocou 1200 torcedores no Ernestão (lembram aquele post em que falei que jogaria no Ernestão? Pois é, já joguei. Outro dia conto.). Um público respeitável para a competição que disputam, embora imagine que os pagantes devam ter sido pouco mais de cinqüenta, porque o resto era tudo aposentado.
Evidentemente que o Caxias tem chances subir. Deve ser o Clube com maior orçamento da terceirona. Dos 10 times do campeonato, quatro ou cinco penarão para chegar ao final do certame, por falta de bufunfa, arame, capim, feijão. As desistências não são improváveis.  
Sejamos condescentes - mas é muito difícil para um jequeano ser benevolente com outro time - e concedamos que subam neste ano para a segundona, e ano que vem, conquistem o acesso para a Primeira Divisão.
Nesse caso, ou o JEC se arruma logo e ascende de uma vez, ou em 2012 corremos o risco de ver o tal gualicho - aquela cavalgadura lá em cima - entrar na disputa com o JEC por uma vaguinha na série D, pois o tricolor vem patinando há anos sem sair do lugar. Não podemos deixar isso acontecer.
O quadro ideal é que subamos este ano e também no próximo, para em 2012 estarmos na série B, o que é perfeitamente factível. Lembro que faltam 6 jogos, somente, para o primeiro acesso.
Ademais, como outrora escrevi neste post ao analisar a série C deste ano e afirmar que mesmo lá seríamos fortes, para subir da terceirona para a SÉRIE B, são apenas DEZ JOGOS. Estamos, portanto, a 16 jogos - e pouco mais de um ano - do paraíso (considero a série B nosso lugar), desde que haja planejamento.
O acesso à Série A pode esperar um pouco, pois vai demandar uma grande reestruturação do Tricolor (receitas, estádio, elenco, direção não-amadora, marketing, patrocínios, fornecedor de material esportivo, etc...).
Contrariando a lógica turfística, o JEC não pode deixar o Gualicho atropelar na reta final. Temos que nos consolidar como o grande time de nossa cidade, não deixando qualquer chance para o Caxias querer crescer.  AVANTE, JEC.