A vontade é de reclamar bastante, mas é preciso cuidado para não jogar o bebê fora junto com a água do banho, e não é hora de acabar com tudo, achar tudo uma merda, embora o jogo de ontem até pudesse justificar um comportamento desses. Ainda é hora de acreditar, e agora com mais fé.
Um gol de falta de Itaqui, defronte à nossa área, ali onde eu disse que deveríamos evitar o contato, se não me engano em uma carga de Linno sobre Pantico. Íamos mal, mas Ramon, com muita experiência, dentro da área, cortou um marcador e deixou o corpo para sofrer o pênalti, convertido por Capixaba.
Mas, daí, o anão maldito - que apesar de ser expulso na segunda etapa fez partida muito boa até ir para o chuveiro como de costume - cruzou uma bola vadia que passou por toda a nossa zaga, por Mateus e sobrou para o pequenino Têti, no meio de 4 jogadores com mais de 1,80, colocar o Caxias em vantagem novamente. O negócio era ir para o intervalo assim, e mudar o panorama na segunda etapa.Porém, aos 46', uma zaga preguiçosa em lance de escanteio viu o time grená colocar o placar em 3 a 1.
No segundo tempo, com a entrada de João Henrique e Bruno Rangel (e ainda Tiago Real), melhoramos, e com um mais após a saída de Pantico saímos para o abafa, descontamos com Capixaba (o artilheiro da Série C com 6 gols), mas paramos em erros de conclusão e em ótimas defesas de goleiro caxiense. Linno foi expulso por evitar um contra-ataque com o corpo - a falta foi no meio-campo e talvez um amarelo fosse suficiente -, e tomamos o quarto gol no final de jogo, após Eduardo - que errarra o passe na meiúca - cometer pênalti tentando se recuperar da cagada que cometeu. Têti, mais uma vez, marcou. Fim de jogo. Calculadora na mão daqui por diante.
Como disse, não é hora de crucificar ninguém, mas vários jogaram muito mal ontem. Um time com três zagueiros tem de cuidar com faltas bestas na entrada da área (dando a falta surge uma chance de arremate que não haveria com a bola rolando), não pode tomar gols de escanteio todo jogo. Nossa armação de jogadas foi muito lenta, e as saídas pela lateral perderam muito sem Badé em campo.
E falta o Lima. O Capixaba tá jogando muito, e ambos jogaram bem demais juntos, na Copinha. Capixaba pelos lados e Lima no comando de ataque seria outra coisa.
Como quero ter cuidado com as palavras, a única conclusão a que cheguei ontem foi de que João Henrique não pode ficar fora desse time. Saia quem sair, e pela bola que (não) vem jogando, acho que Jailton seria a escolha.
O tropeço em casa é perfeitamente aceitável em um campeonato parelho (só a Chapecoense ainda não perdeu pontos em casa), e o resultado de ontem, para mim, não foi pior do que os empates fora com o Caxias e com o Santo André. Por isso, nunca concordei muito de que nossos dois últimos resultados conquistados fora de casa, quando tivemos grande chance de vencer (um com o jogo praticamente ganho por dois a zero e o outro em que jogamos com um a mais por 83 minutos), tivessem sido pontos ganhos. Perdemos pontos importantes, e uma só vitória em viagem teria servido para compensar o tropeço de ontem. Se não nos classificarmos, não foi por causa do jogo de ontem, embora horrível. Nos últimos três jogos só fizemos 2 pontos em 9 possíveis.
O FUTURO:
Ora, temos de lidar com o fato que ainda faltam dois jogos, e precisamos de pontos em ambas as partidas para classificar.
Se todo mundo ganhar os seus jogos em casa (ou seja, mesmo que percamos em Chapecó), o JEC classificaria com 12 pontos. A única coisa que não poderia acontecer, nessa quadra, seria o ponto fora da curva, ou seja, o Caxias, na última rodada, bater a Chapecoense lá no Oeste.
Temos de concentrar todas nossas forças (mesmo com as baixas de Linno, Eduardo, e talvez Badé de novo), para o jogo contra a Chapecoense que no próximo final de semana é nossa maior adversária (um empate seria ótimo), mas nos demais jogos, poderá ser nossa maior aliada.
Os únicos clubes que ainda têm três jogos por fazer são Chapecoense e Santo André, o líder e o lanterna, mas este tem dois jogos fora de casa, e a bugrada dois dentro do Condá.
Dessa forma, com a primeira vaga bastante próxima da Chape, nossa briga mais direta será com Brasil e Caxias. Para tirar o Brasil da disputa, basta (como se isso fosse fácil) vencê-los em Joinville.
Para o Caxias, basta que perca para a Chapecoense na última rodada, mas essa pode chegar já classificada (por isso seria importante que roubássemos dois pontinhos lá em Chapecó, evitando a classificação antecipada do time oestino), o que poderia permitir algum relaxamento, ou mesmo que se poupem atletas para a próxima fase, o que seria preocupante.
O Santo André fazer o crime em Caxias - um empatezinho, por exemplo - também seria maravilhoso.
É hora de rever o que está acontecendo, porque andamos tomando tantos gols, e acertar isso para continuarmos na briga.
Ficou muito mais difícil, mas ainda dá.
VAMOS, PORRA! AVANTE, JEC!
Ficha técnica: Joinville 2 x 4 Caxias, Arena, 28.08.2011, público 9099 pagantes
JEC: Ivan; Renato Santos, Linno e Pedro Paulo (Tiago Real); Eduardo, Mateus (João Henrique), Ricardinho, Ramon (Bruno Rangel) e Gilton; Jaílton e Ronaldo Capixaba. T. Arturzinho.
Caxias: André Sangalli; Rodrigo Heffner (Totonho), Edson Rocha, Vinícius e Wanderley; Ramos, Márcio Hahn (Mateus Magro), Itaqui (Marinho) e Têti; Pantico e Lima. T: Argel Fucks.
Gols: Itaqui, aos 19/1º tempo, Têti, aos 36/1º tempo e aos 43/2º tempo, Edson Rocha, aos 47/1º tempo (Caxias). Ronaldo Capixaba, aos 28/1º tempo e aos 22/2º tempo (Joinville).
















