No sábado passado fui ao CT para assistir ao jogo-treino entre JEC e Biguaçu - só consegui ver metade da peleja porque meu filho me deu uma canseira e tive de voltar para casa no intervalo, quando o JEC vencia por um a zero, com gol do Capixaba. Depois acabou 4 a 0 (Ramon, duas vezes; e João Henrique), mas isso não tem importância alguma.O que realmente tem importância é que quando cheguei ao nosso patrimônio lá no Morro do Meio, tinha um bate-estacas cravando estacas (por óbvio) ali pertinho do portão de entrada do CT, ao lado das arquibancadas e das demais instalações físicas ali existentes, conforme imagens que copiei do NASCEU CAMPEÃO.
Isso significa que começaram as obras de ampliação e modernização de nosso Centro de Treinamento. Exatamente nesse período de 27 dias sem futebol, e portanto, quase sem notícias, surge essa, que nos leva ao futuro do Tricolor.
Nunca um bate-estacas teve um som tão bom.
CARLINHOS SANTOS, POR QUE NÃO? - PORQUE NÃO!
Eu não tenho nada contra o Carlinhos Santos, mas acredito que não é a hora de recontratá-lo.
Antes de explicar, uma explicação primeira: não tenho nada contra ele por ele ter querido ir jogar no Figueirense, ou ter realmente saído para defender o Tigre. É fato que ambas as agremiações, naquele momento, se encontravam em situação bem melhor do que a do JEC, e querer um lugar melhor, um emprego melhor, um salário maior é uma aspiração de quase todos nós. Não é por aí que o bicho pega.
O busílis (toma, alagoano!) da questão é que o seu tempo no JEC passou, penso eu. Não se pode duvidar que ele viesse para cá e voltasse a jogar um grande futebol e até reconquistasse a torcida. Eu particularmente o vejo como um bom volante no desarme, mas um péssimo passador de bolas, um jogador que costumeiramente erra passes na intermediária, não dá fluidez ao jogo. É um bom volante defensivo, mas atravanca o jogo ofensivo. E o JEC mostrou esse ano que pode sim, ser um time ofensivo, que joga para o ataque, e não que fica apenas se defendendo.
Além do mais, teve uma péssima temporada. Contusões, reserva, más jornadas, tudo isso acompanhou o volante nesse 2011. Temos volantes pelo menos do mesmo nível por aqui.
Além disso, pesa contra ele o mito do "eterno retorno", de que tanto já falamos neste blog, e que precisava ser quebrado (quantas vezes recontratamos o mesmo jogador, na esperança de que fosse dar certo novamente, sendo talvez Marcelinho, "o guri", o principal deles?) - e finalmente foi.
Pois se rompemos com esse ciclo, e nada indica que a ele devamos voltar.
Essa ciranda viciosa era ainda mais forte com os técnicos, e cansamos de contratar professores que deram certo aqui ou ali, em dois ou três joguinhos (Itamar Chulé, Ovino, Leandro Machado, Gelson, entre outros), e foi necessário quebrar essa lógica para que pudéssemos dar certo, e trazer um técnico sem os vícios daqueles que conhecem apenas Santa Catarina - Grande Arturzinho - e parar de contratar jogadores de igrejinha (o cara chega e já quer cinco ou seis que jogaram com ele no Lajeadense ou Veranópolis). Até o Giba, que não deu certo, trouxe coisas boas para o JEC, como o rejuvenescimento do time.
Por isso, acho que Carlinhos Santos terminou - e até bem - o seu ciclo no JEC, teve sua importância, mas deve estar fora do "novo JEC". O que precisamos (logo após disputar o título) é manter os melhores jogadores que aí estão, e contratar outros, ainda melhores do que esses, para posições específicas, e que qualifiquem o elenco para a Série B. Carlinhos Santos hoje pareceria, ao menos para mim, mais do mesmo. E disso estamos cheios.
Agora, se ele vier, terá minha torcida, sempre. Vestiu a tricolor, eu torço a favor. AVANTE, JEC!
PS: E será o CRB! Pois que venha! Na próxima semana começo a tratar da final.

