NASCEU CAMPEÃO

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17 de nov. de 2011

A MELHOR NOTÍCIA DA SEMANA e CARLINHOS SANTOS - SIM ou NÃO?.

No sábado passado fui ao CT para assistir ao jogo-treino entre JEC e Biguaçu - só consegui ver metade da peleja porque meu filho me deu uma canseira e tive de voltar para casa no intervalo, quando o JEC vencia por um a zero, com gol do Capixaba. Depois acabou 4 a 0 (Ramon, duas vezes; e João Henrique), mas isso não tem importância alguma.
O que realmente  tem importância é que quando cheguei ao nosso patrimônio lá no Morro do Meio, tinha um bate-estacas cravando estacas (por óbvio) ali pertinho do portão de entrada do CT, ao lado das arquibancadas e das demais instalações físicas ali existentes, conforme imagens que copiei do NASCEU CAMPEÃO. 
Isso significa que começaram as obras de ampliação e modernização de nosso Centro de Treinamento. Exatamente nesse período de 27 dias sem futebol, e portanto, quase sem notícias, surge essa, que nos leva ao futuro do Tricolor. 
Nunca um bate-estacas teve um som tão bom. 


CARLINHOS SANTOS, POR QUE NÃO? - PORQUE NÃO!
Eu não tenho nada contra o Carlinhos Santos, mas acredito que não é a hora de recontratá-lo.
Antes de explicar, uma explicação primeira: não tenho nada contra ele por ele ter querido ir jogar no Figueirense, ou ter realmente saído para defender o Tigre. É fato que ambas as agremiações, naquele momento, se encontravam em situação bem melhor do que a do JEC, e querer um lugar melhor, um emprego melhor, um salário maior é uma aspiração de quase todos nós. Não é por aí que o bicho pega.
O busílis (toma, alagoano!) da questão é que o seu tempo no JEC passou, penso eu. Não se pode duvidar que ele viesse para cá e voltasse a jogar um grande futebol e até reconquistasse a torcida. 
Eu particularmente o vejo como um bom volante no desarme, mas um péssimo passador de bolas, um jogador que costumeiramente erra passes na intermediária, não dá fluidez ao jogo. É um bom volante defensivo, mas atravanca o jogo ofensivo. E o JEC mostrou esse ano que pode sim, ser um time ofensivo, que joga para o ataque, e não que fica apenas se defendendo. 
Além do mais, teve uma péssima temporada. Contusões, reserva, más jornadas, tudo isso acompanhou o volante nesse 2011. Temos volantes pelo menos do mesmo nível por aqui.
Além disso, pesa contra ele o mito do "eterno retorno", de que tanto já falamos neste blog, e que precisava ser quebrado (quantas vezes recontratamos o mesmo jogador, na esperança de que fosse dar certo novamente, sendo talvez Marcelinho, "o guri", o principal deles?) - e finalmente foi. 
Pois se rompemos com esse ciclo, e nada indica que a ele devamos voltar.
Essa ciranda viciosa era ainda mais forte com os técnicos, e cansamos de contratar professores que deram certo aqui ou ali, em dois ou três joguinhos (Itamar Chulé, Ovino, Leandro Machado, Gelson, entre outros), e foi necessário quebrar essa lógica para que pudéssemos dar certo, e trazer um técnico sem os vícios daqueles que conhecem apenas Santa Catarina - Grande Arturzinho - e parar de contratar jogadores de igrejinha (o cara chega e já quer cinco ou seis que jogaram com ele no Lajeadense ou Veranópolis). Até o Giba, que não deu certo, trouxe coisas boas para o JEC, como o rejuvenescimento do time.
Por isso, acho que Carlinhos Santos terminou - e até bem - o seu ciclo no JEC, teve sua importância, mas deve estar fora do "novo JEC". O que precisamos (logo após disputar o título) é manter os melhores jogadores que aí estão, e contratar outros, ainda melhores do que esses, para posições específicas, e que qualifiquem o elenco para a Série B. Carlinhos Santos hoje pareceria, ao menos para mim, mais do mesmo. E disso estamos cheios.
Agora, se ele vier, terá minha torcida, sempre. Vestiu a tricolor, eu torço a favor.  AVANTE, JEC!


PS: E será o CRB! Pois que venha! Na próxima semana começo a tratar da final.

12 de jul. de 2011

A MAIOR CONQUISTA DO ANO. ATÉ AGORA.

Não falo, é claro, da Copinha - da qual já tratamos ontem. Nem da Série C - que será o assunto daqui por diante, pelos próximos três ou quatro meses (espero eu).
É óbvio que a maior conquista do ano - dentro das quatro linhas - será o acesso à Série B, mas a que foi anunciada ontem é, a meu ver, de grandeza equivalente, e sem dúvida, se trata da melhor notícia que nós jequeanos recebemos até agora neste 2011. Falo da confirmação da liberação de 1,2 milhão de reais para a reforma/ampliação do CT do Morro do Meio.

Não podemos perder o bonde, ops, o busão da história!
Primeiro uma questão técnica - e por isso mesmo, chata: como essa grana apareceu?
Esse dinheiro vem da captação pelo FUNDESPORTE (instituído pela Lei Estadual n. 13.336/05). Os recursos do Fundo vem, entre outras fontes, de contribuições, doações, financiamento e recursos oriundos de entidades públicas ou privadas (no nosso caso, a Souza Cruz ).
O JEC já tinha um projeto de captação devidamente apresentado ao Governo do Estado, e que agora foi aprovado - pelo que entendi do noticiário de ontem.
Essa aprovação só parece ter se dado rapidamente porque o JEC - por interferência do Deputado Darci de Matos - encontrou quem fizesse a imediata contribuição em dinheiro em troca de benesses tributárias num período futuro.

A dúvida sobre o mecanismo para o dinheiro vir da Souza Cruz direto para o projeto do JEC foi posta pelo Mário, nos comentários do post anterior. Acho que consigo explicar.
Olhando por cima a citada lei e pensando sobre o assunto, não vi uma menção específica de que a empresa que faz o aporte de recursos pudesse apontar um projeto esportivo ao qual seria destinado o dinheiro, mas me parece que interpretando o art. 14, que veda a utilização do benefício fiscal para projetos do próprio contribuinte, sócios ou titulares, é possível então concluir, a contrario sensu, que não sendo escolhidos beneficiários proibidos, o contribuinte pode escolher um projeto entre aqueles que não sejam impedidos de receber a grana - é o caso do JEC.
E o art. 8º da mesma lei prevê que os contribuintes do ICMS aplicarão recursos financeiros em projetos PREVIAMENTE APROVADOS, ou seja, quer me parecer que o contribuinte vai lá, escolhe um projeto previamente aprovado e destina àquele determinado projeto a sua contribuição, para abatê-la das obrigações tributárias. Acho que é isso, e portanto, é lícito e possível que a Souza Cruz tenha escolhido diretamente o JEC para receber o benefício do FUNDESPORTE.

Deixando de lado as tecnicalidades, o quê esse dinheiro (e o CT) representa? Um inicial, mas GRANDIOSO passo definitivo em direção ao profissionalismo que tanto pregamos. Em resumo, eu acredito que o CT ampliado fará o JEC entrar numa nova era.
Nesse post aqui, já tratei do assunto CT, e lá, o Diretor de Marketing Fernando Mattos, nos comentários, esboçou a amplitude do projeto:
"Conforme este projeto, será erguido um prédio novo (não é simples reforma), com 2 andares e mais de 1000 metros quadrados de área construída. Haverá 26 suítes, auditório, sala de musculação, sala para o departamento médico, cozinha, refeitório, sala de convivência para os atletas, vestiários, sala para as comissões técnicas etc. Todas estas instalações também serão devidamente mobiliadas. Não me recordo se a construção do 3º campo também está incluída nesse projeto (mas acho que está).

Após a execução deste projeto, o JEC terá o melhor e mais moderno CT de Santa Catarina e um dos melhores do sul do Brasil".

Isso confirmado, as divisões de base não terão mais de se sujeitar a treinos em terrões, a correr ao redor da Arena, treinar em um só período (mazela sempre atacada pelo NARDELA quando fala da base tricolor), possibilitando então um trabalho mais sério, firme, acompanhamento médico, nutricional, fisioterápico, com a possibilidade de uma melhor formação profissional e, por conseqüência direta, a chance de formar jogadores melhores, que efetivamente venham, no médio e longo prazo, reforçar nosso time principal.
Lembram que os primeiros pedidos do Milioli para a base foi um ROUPEIRO e um MASSAGISTA? Temos muito a caminhar. Mas há um provérbio grego que diz que "começar já é metade de toda a ação", e estamos dando os passos bastante importantes.

Para o elenco profissional, a primeira razão - a econômica - já é boa: concentração em Joinville lá no CT, com economia de hotel.
A estrutura (refeitório, alojamento, academia, fisioterapia, DM) igualmente possibilitará melhores treinamentos, condições para os jogadores, local para descanso. Um terceiro campo mais cedo ou mais tarde será construído para encerrar as buscas por campos alternativos em época de chuva.
Melhor administração do elenco, possibilidade de controle de alimentação, interação entre base e profissionais, preservação do gramado da Arena, enfim, são tantos os benefícios que só posso concluir que essa conquista será lembrada, no longo prazo, como o momento da virada, o momento em que o JEC definitivamente resolveu voltar a ser grande.

Pra finalizar (descontraindo), já tenho sugestões para o batismo do novo CT (é claro que precisamos arranjar um nome, deixando de chamá-lo de CT do Morro do Meio). Eis a lista, escolha ou sugira à vontade:
1. CT do ENFISEMA;
2. CIGARRO JÁ TEM, SÓ FALTA A BIRITA;
3. MORRO! DO MEIO OU DO CIGARRO;
4. NICOTINÃO (assista aí ao o clipe de "Nicotina", dos Replicantes).

Parabéns à Diretoria que fez o projeto; ao Deputado que conseguiu intermediar esse aporte financeiro da Souza Cruz em prol do Tricolor bem como a rápida aprovação pelo Governo do Estado; e ao Clube, principalmente, que terá uma grande melhora com o novo CT. AVANTE, JEC!