Não vou falar de futebol, do time, do juvenil (que depois de uma campanha quase perfeita tomou uma traulitada em Fpolis e será a equipe vice-campeã), nada disso. Sobre a final, somente quando chegarmos mais perto e tenhamos o adversário mais ou menos definido.
Vou falar da Arena e da torcida, que parecem ser o assunto mais relevante para esse momento, até porque o assunto - em especial a ampliação do Estádio Municipal - virou tema comentado em editorial do AN, na coluna do Maceió, na rádio, etc.
O SILÊNCIO QUE PRECEDE O ESPORRO!
Pois ficamos 7 anos amargando o silêncio, o opróbrio (toma essa, alagoano!), a miséria dos sem-divisão. Todo esse grito contido está sendo berrado há três semanas, numa felicidade sem fim. Tomara que sempre dure, embora sabemos que isso é praticamente impossível. Por isso, precisamos pensar no futuro próximo, ou seja, em 2012.
... OU VICE VERSA - DEPOIS DO ESPORRO, O SILÊNCIO?
O fato é que passada a Série C, em que comemoramos demais, vem a possiblidade do silêncio (ou um meio-silêncio, se é que isso é possível), e isso me preocupa. Explico.
Acaba a festa, o palco fica vazio, e ano que vem tudo começa do zero. Começaremos o Campeonato Estadual, talvez contra os "grandes" Brusque, ou Metrô, ou Marcílio Dias, ou Atlético-HA, ou Hercílio Luz. Joguinhos mequetrefes pra caralho.
Aí é que eu quero ver se vai haver torcedores que não os sócios do Tricolor na Arena. Eu aposto que não! (tomara que eu me engange). Só os sócios estarão lá - o que, diga-se, será normal.
Lembram-se dos últimos anos, em que Avaí e Figueirense sempre começaram o Catarinão de sangue-doce, e só entravam pra valer no campeonato no final do primeiro turno ou apenas no segundo, e mais para formar o time do Nacional do que propriamente para ganhar o caneco estadual?
Isso pode acontecer com a gente, embora eu ache que seja pouco provável, até porque devemos manter uma base do time que está aí, e já tivemos essa semana de férias antecipadas, o que nos dará um tempinho a mais para preparação antes do campeonato.
Então, há uma possibilidade de um mau começo no Campeonato Estadual (seria um anti-clímax para alguns torcedores de última hora; pra nós, os de todas-as-horas, seria compreensível).
Podemos começar a Série B sem essa empolgação toda que hoje se vê na nossa Torcida.
Depois, vem a Série B. Aí o buraco é bem mais embaixo. Campeonato dificílimo, em que não teremos esse aproveitamento estrondoso de mais de 70%. Percalços na Arena vão acontecer, as dificuldades serão muitas. Vai ser teste pra cardíaco, e eu ficarei bastante contente com uma campanha mediana, que não nos deixe em risco de rebaixamento. Mas não sei se todos pensarão assim.
O campeonato, ademais, é de pontos corridos, e aquela lógica de que todo jogo é uma decisão (embora verdadeira) é muito difícil de ser entendida pela torcida, digamos, modinha. Um JEC x Sport vale tanto quanto um JEC x Icasa.
Um JEC x Boa (ou ASA, ou ABC, ou Bragantino), numa sexta-feira - ou terça - à noite, pode não levar muita gente ao Estádio - ainda mais com o pay-per-view.
Corremos, portanto, o risco de vermos o JEC na Série B com uma média de público inferior a essa, acima de 10 mil, que fizemos na Terceirona.
Acho que nosso público médio será do tamanho do nosso número de sócios, exceto por um ou outro jogo de maior apelo. Tomara que esteja muito errado, ou tomara que cheguemos logo aos 10 mil sócios. | A Arena já foi assim. Está assim hoje? |
Tudo isso me traz então ao ponto principal deste post: A Arena deve ser já ampliada? E haverá a ampliação?
Respondo primeiro à segunda pergunta: não haverá a ampliação em 2012. É a lógica.
Dizem que o Deputado Darci de Matos vai apresentar (ou já apresentou) uma emenda de 20 milhões para o término das arquibancadas, ainda sem fazer a cobertura do Estádio.
Ora, primeiro essa emenda tem de entrar no orçamento - e não sei se a lei orçamentária ainda está em aberto para 2012, se já não foi aprovada na Assembléia Legislativa.
Depois, e principalmente, há uma grande diferença entre a emenda ser incluída, aprovada e, mais importante, EXECUTADA, DESEMBOLSADA (não haver contingenciamento político pelo Executivo Estadual). Vejam o imbróglio que tem sido a liberação e execução de 40 milhões para uma obra importantíssima, o binário da Vila Nova (convenhamos, mais importante do que o Estádio).
Ademais, ano que vem tem eleição para a Prefeitura. O Deputado (e possível candidato a alcaide) - e o Governador Colombo - vão mesmo querer que a obra, embora com dinheiro estadual, seja feita durante a gestão do Prefeito Carlito? - Penso que não.
Até outro dia o JEC era um cão sarnento, todo mundo queria distância. Agora, qualquer político vê 15 mil pessoas juntas, vê a alegria que tomou conta da cidade por causa do clube, certamente tá todo mundo querendo que essa multidão corra pro seu lado.
Em resumo, acho que não sai nada em 2012, no máximo a ampliação da Arena será tema da campanha, todo mundo prometendo maravilhas - como sói acontecer - para 2013.
E à primeira pergunta, eu respondo: a ampliação não é necessária - neste momento, a meu pensar. O que é imprescindível é que o Estádio Municipal reúna CONDIÇÕES mínimas de segurança e salubridade para que não corramos risco de vê-la interditada.
Comecemos por lavar e pintar o Estádio - pra ontem. Depois, fazer o projeto de prevenção a incêndio (isso é sério) e resolver várias outras pendências - plano de evacuação, por exemplo (só as rampas e algumas poucas escadas laterais, convenhamos, é muito pouco) também é obrigatório.
Por fim, se fosse possível, evitar infiltrações, exposição da ferragem ao tempo, etc (chove mais embaixo das arquibancadas do que nelas próprias), evitando ao menos a deterioração do Estádio.
Então, penso, em resumo, o seguinte: façamos uma campanha razoável (se der para ser ótima, melhor) na Série B-2012 e, no decorrer do ano em que o mundo acabará, segundo os Maias (ou Astecas, ou macumbeiros de plantão), que se alinhave um consenso, de forma coordenada, se possível com entendimento entre as esferas Municipal e Estadual, para que em 2013 tenhamos, finalmente, o Estádio tal qual foi projetado - se o mundo ainda estiver por aí.
AVANTE, JEC!






