NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores
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28 de dez. de 2011

FILOSOFIA E FUTEBOL: PRIMEIRO TRATADO DA BOLA SEGUNDO SÃO BARÇA. E ATÉ O ANO QUE VEM!

É hora de encerrar o ano: o JEC tá parado, vamos de outro assunto.
Fonte: seriec.com.br. E "tamo" de parabéns mesmo!
Antes de entrar na discussão filosófica, um abraço a todos os amigos que acessaram o blog neste 2011, que para nós tricolores sempre será de ótimas recordações.
Um título nacional, o acesso à Série B, o início da ampliação do CT, um time confiável, um clube em franca reestruturação. Acho que não poderíamos pedir mais nesse 2011. Mas em 2012 nos é permitido querer mais.
Queremos (pelo menos eu desejo) a conclusão do CT, o Título Catarinense (ou no mínimo a vaga para a Copa do Brasil 2013), e uma boa campanha na Série B. Pra mim, se conquistarmos isso, já estará bom - e  convenhamos, não é pouco.
Portanto, JEC, muito obrigado pelo ano que tivemos, mas ano que vem estamos aí para torcer, incentivar, reclamar, apontar erros, mas acima de tudo, sermos cada vez mais tricolores.
Os apenas leitores, os comentaristas; os elogios, as críticas; enfim, a todos que por aqui estiveram (e foram perto de 95 mil acessos durante o ano) e que ajudaram a melhorar este espaço, novamente, um grande abraço. Valeu. Ano que vem, na Série B, deve ficar ainda mais legal. Passo ao assunto que pretendo tratar, sem pretensões de achar uma resposta.


O FUTEBOL E A FILOSOFIA:
No domingo passado, pela manhã, assisti à derrota do Santos para o Barcelona, por 4 a 0. Nunca vi o futebol brasileiro tomar uma lavada tão grande, em qualquer tempo. É claro que já vimos jogos vergonhosos (Flamengo 0 x 3 América do México, no Maracanã, por exemplo), mas nunca um jogo em que além da derrota fragorosa, se presenciasse uma dominação tão flagrante de um time brasileiro por um time estrangeiro. Foi constrangedor, ainda a se considerar que nos dois últimos anos o Santos tem sido o melhor time do Brasil (ergueu a Copa do Brasil, o Paulistão, a Libertadores, sempre jogando bem e vencendo).


A minha dúvida é: o que leva a uma derrota tão marcante? Reconheço que para haver um time como o do Barcelona é preciso uma conjunção de fatores que, reconheça-se, não ocorre a todo dia, e nem por acaso, mas não é só mérito deles, senão também nossa culpa, nossa máxima culpa.
Uma tese que tenho - e me desculpem, não lembro se já a expus aqui - é que para ser um jogador fora de série, é necessário um somatório de qualidades impressionante. O jogador tem de ser craque (habilidade e técnica), mas tem de ter um fôlego privilegiado (vigor atlético e físico), e mais do que tudo, inteligente (visão tática, estratégica, espacial). Um time ser espetacular, a conjunção astral é ainda mais rara.
Dou exemplos de jogadores. Robinho é habilidoso, tem técnica, mas uma força e velocidade apenas razoáveis, e uma visão estratégica estreita (suas opções de carreira, por exemplo, mostram que não soube pensar o todo, e poderia ter sido muito mais do que foi).
Ramires, habilidade e técnica poucas, fôlego impressionante, visão estratégica boa: sabe de seus pontos fortes e fracos, e investe nas suas qualidades.
Cito ainda o nosso ex-lateral Super Zé (os exemplos seriam muitos, mas paro por aqui). Corria bem, habilidade pouca, inteligência quase nada. De uma semifinal de Copa do Mundo a fazer 300 votos pra vereador em Joinville foi um passo (para o abismo).


Então, pro nego ser um Messi, não basta jogar pra cacete (como joga), mas ainda ter uma velocidade e força descomunal para ser uma "la pulga" invencível - vejam como dificilmente cai ou se joga, e uma inteligência para jogar bola descomunal. Começou como um dez clássico, e hoje é um misto de meia, "ponta-de-lança" - o antigo 10, tipo Zico, Pelé, Maradona;  centroavante, sabe jogar pelos lados, dá milhares de passes para gols, e faz muitos gols.
Agora, imaginem um time conseguir juntar vários jogadores com essas qualidades, quase todos com esses atributos (técnica, físico, estratégia) em níveis bastante elevados. Messi, Xavi, Iniesta, Piqué, Puyol, Daniel Alves, Fábregas, Villa (num primeiro nível), Busquets, Valdés, Abidal, Pedro, Thiago, entre outros, e além disso, ter (o Clube) uma ideia consistente de um modo de jogar futebol pregada a todos estes e por longo tempo.
Convenhamos, não é nada fácil para um dos times mais ricos do mundo, imaginem para nós, pobres mortais de Joinville. O fato é que precisamos (não só o JEC, mas o futebol brasileiro), pensar o que queremos, o que entendemos sobre esse jogo de 22 homens correndo atrás de uma bola - na verdade, se for o Barça, serão 11 homens com a bola e 11 homens correndo atrás dela.
Queremos um futebol defensivo, de volantes que só correm mas não acertam um passe de 5 metros, um jogo só de contra-ataques, em que o passe (correto) é momento raro (o Barcelona troca entre 700 e 800 passes, em média, durante o jogo; os times do brasileirão não chegam a 300), e chutões para a frente e bolas paradas são a única emoção que esperamos de um jogo de futebol?


Barcelona construiu uma divisão de base incrível (ainda que tenha deixado jogadores da base saírem para buscá-los, quatro ou cinco anos depois, a um custo muito alto. Exemplos: Piqué e Fábregas. Nem tudo é perfeito).
Ponte Preta, outro dia, anunciou que vai extinguir a sua divisão sub-21, porque ou o jogador está pronto aos 20 para ser profissional, ou, segundo "A Macaca", nunca vai virar borboleta.
Márcio Vogelsanger já cogitou de extinguir o sub-17 no JEC, por motivo diverso. Explicou: um jogador menor de idade não pode ter contrato, e nosso mandatário disse que apostar nesses jogadores sobre os quais o Joinville dificilmente terá algum direito (ainda mais se mostrarem algum talento) pode parecer um grande desperdício de dinheiro).
E o que se ensina nas divisões de base senão a reprodução desse modo meio tosco de se jogar bola?


Tudo posto, sou como o filósofo: só sei que nada sei. Tanto falei que acabei por misturar estações, falando da falta de um projeto, de uma visão a longo prazo, de um "o que fazer", de uma desorientação das divisões de base, de um futebol a que por comodismo aceitamos (os chutões, as milhares de faltas, o passe como objeto de luxo), que fica difícil concluir alguma coisa, exceto que alguma coisa está muito errada. Esse baile de um time espanhol sobre o time de Pelé, e hoje de Neymar, me assustou. Só sei disso.
Não quero que o JEC seja o Barcelona (na verdade, adoraria), e não almejo um patamar tão alto, mas se pensarmos alguma coisa, planejarmos alguma coisa, podemos, nesse deserto de idéias que é o futebol brasileiro, apresentar algo diferente e, para nossa felicidade, nos sobressair no planejamento e, via de conseqüência, nos resultados do futebol.



Pra 2011 já deu. Volto no dia 02 de janeiro de 2012, com a reapresentação do elenco. Feliz ano novo a todos. Em 2012: AVANTE, JEC! - e que o mundo não se acabe - os Maias que se fodam!, que eu ainda quero ver o Tricolor na Série A.

7 de dez. de 2011

ARTURZINHO, VALEU! REI MORTO, REI POSTO?

Homenagem do pessoal do meujoinville.net ao Arturzinho
O assunto já começa a ficar velho, mas eis o que acho sobre a saída de Arturzinho:


Qualquer palavra de agradecimento a Little Artur (ou como disse o França outro dia, Little BIG Artur) é pouco para dizer o quanto ele ajudou o Joinville nesses 5 meses que cá esteve. O mesmo elenco que parecia uma cambada de bêbados jogando bola, virou um timaço, o time de maior aproveitamento da história do JEC, em qualquer campeonato que tenhamos disputado nesses 35 anos (e não me venham dizer que a Série C era moleza, porque num estadual com Metrô, Marcílio, Brusque e outros conseguimos fazer aproveitamento de menos de 50%, e, em outro ano, já conseguimos a proeza de sermos rebaixados em certame que só tinha timinhos).


É claro que o Márcio tem suas razões (financeiras) para não renovar com Arturzinho. Acho que a divulgação dos valores de salário atual e pretensões de nosso agora ex-técnico (mas para sempre lembrado) acabou gerando mais um atrito desnecessário, e até acho que o Artur pode ter ficado meio "cabreiro" com a divulgação dos números, porque se cria uma coisa contra ele, do tipo "como é que ele que ganhava 25 não aceita menos de 90", e essa divergência exposta poderia lhe trazer problemas ano que vem. Logo alguém diria, nos primeiros tropeços: porra, o cara ganha 90 mil e não consegue resolver os problemas do time!".
E sabemos que embora as coisas estejam aparentemente caminhando bem na área administrativa, o JEC ainda tem problemas de caixa para fechar o ano (ouvi na rádio, acho que foi o Mira, que o JEC tem de pagar 800 mil nesse fim de ano, entre prêmios, décimo-terceiro e outros compromissos), e que assumir uma despesa fixa de 90 mil, sem saber exatamente o que vai acontecer, poderia ser temerário. Lembro que do jogo de sábado vão sobrar uns 250 mil limpos (ainda não saiu o borderô no site da CBF).
As perspectivas de aumento dos patrocínios (Márcio quer 350 mil da camisa), sócios - ainda não crescemos como deveríamos - mais uns 450 mil, estão nesse pé, perspectivas factíveis mas ainda não fatos. E a Diretoria precisa trabalhar para fazer essa expectativa virar realidade.


O fato é que é estamos abrindo mão de um cara que deu certo. E temos de saber das (possíveis) conseqüências disso. 
O lugar-comum "rei morto, rei posto" não será verdadeiro para o JEC tão facilmente. Nas monarquias (não é o nosso caso, pois somos a República Independente e Torcedora do JEC) tão logo morra o rei, outro assume o lugar por hereditariedade, e já chega com os mesmos poderes do defunto.
No JEC não é assim. O rei morto (Artur) é o cara que conhece o time, que tem a confiança dos jogadores, criou esse time vencedor, já sabe como jogar, ainda que Renato Santos, Jailton e Capixaba estejam deixando o Clube, o "modus jogandi" do JEC já estava estabelecido com Arturzinho.
Quem vem, e o que vai querer, são incógnitas cuja resposta pode ser desagradável, e sobre o novo pairarão as comparações inevitáveis com seu muito bem-sucedido antecessor.


Depois de rascunhado o texto, Luiz Gonzaga, o Miliolli - ou seja, em vez do Rei Artur chega o Rei do Baião (valeu, Jonas) - foi guindado de técnico dos juniores a técnico do time campeão brasileiro da Série C (êta, promoção, hein?).
Aventei no post anterior que ele chega para manter o que está aí. Sem invenções, sem "pardalzices". 
Como ele mesmo disse em AN, ontem: "vou procurar manter e tentar acrescentar mais alguma coisa para ter outras alternativas... Teremos uma reunião [com a Diretoria] nessa terça-feira para ver como isso vai ser, para ver até onde posso ou não posso ir".
Ou seja, o cara pega um time pronto, não deve inventar, e tem, em princípio, mandato por prazo determinado (essa de que ele está efetivado não cola, ao menos para mim). Se for bem, fica (o catarinense vai até fins de maio, portanto, uns 5 bons meses para ser incensado ou queimado), se não, au revoir. Seus títulos catarinenses datam de 1995 e 1997, há 17 e 15 anos, considerando que ano que vem disputaremos o certame de 2012. Já faz tempo. Tá numa seca maior que a do JEC
Quem sabe juntando dois esfomeados, não dá pra ficar com bastante larica pra buscar o caneco? 
É arriscado, contudo, até porque o novo técnico há muito vinha trabalhando só com a base, o que, é certo, é muito menos difícil que treinar e comandar um elenco profissional.


Volto a Arturzinho.
Como diria Polônio, em Hamlet, e eu cito o bardo sobre essa despedida de nosso reizinho, não o da Dinamarca: "é verdade que é uma pena; e é uma pena é que é verdade" que ele se foi.
Isto porque o saudosismo (ou nostalgia) é uma característica do ser humano, e logo, logo, tão logo surja uma crise - o que não vivenciamos há 5 meses - aparecerão (e não me excluo) as viúvas do Arturzinho, e ficaremos todos, sebastianistas, aguardando o retorno do rei que já morreu. E Artur Netto é o maior exemplo disso. Estávamos, até outro dia, o esperando, e já fazia dez anos esse aguardo de D. Sebastião, o "desejado das gentes".
Aguardemos o trabalho do novo técnico, porque por ora não há nada a fazer além de lamentar a saída de Artur, e mais uma vez, agradecê-lo, mas sem enviuvar dele, sem ficar indefinidamente esperando por seu retorno. Valeu, Artur. Sucesso e felicidades! Agora é contigo, Miliolli. AVANTE, JEC!

19 de nov. de 2011

A ARENA PARA A SÉRIE B, POR MÁRIO NASCIMENTO

Abro espaço para um texto do Mário Nascimento, nosso comentarista e amigo, sobre a Arena para a Série B, em que faz um interessante raciocínio sobre o Estádio Municipal, as obras necessárias; e a questão de se vai ser possível ou não a reforma como se promete (ou prometia), onde poderemos jogar em caso de a reforma se estender, entre outras questões que levanta. Concordo com bastante coisa, discordo de algumas, mas isso será assunto para os comentários. Confiram o texto:
Vai dar merda ano que vem?

"A ARENA PARA A SÉRIE B
Quando o Coritiba mandou os jogos da série B na Arena, foi possível enxergar mais claramente alguns dos problemas do estádio municipal. Com uma estrutura profissional diferenciada, os coxas-brancas ensinaram ao JEC algumas coisas que agora serão úteis, já que o time chegou ao nível em que estava o time paranaense em 2010.
Será que essas lições foram devidamente absorvidas?
Este palpiteiro do JECMANIA, blog cujos comentaristas que se alegram com as conquistas, mas não deixam de cobrar a famosa “profissionalização”, começa a perguntar – com a devida antecedência – o que será feito na Arena para que o time possa disputar a segundona nacional com a casa em ordem.

Não vou discorrer sobre os problemas que deverão ser solucionados nem sobre a melhor forma de fazê-lo. Já se falou bastante sobre isso. O que me preocupa é o prazo.
Antes, vamos dar uma passada no que o JEC precisa para o estadual do ano que vem. Ir bem no catarinense não significa bom desempenho no brasileiro (vide Chapecoense) e não ganhar o estadual não quer dizer que vá naufragar no nacional (vide Figueirense). Ainda assim, parece-me que manter o embalo do time e da torcida no estadual será importante para o JEC em 2012. A tabela do turno do campeonato catarinense traz 3 jogos em casa contra os maiores adversários: Figueirense, Chapecoense e Avaí. No returno, somente o Criciúma jogará em Joinville, entre os 4 adversários potencialmente mais perigosos.
Parece-me fora de questão de que esses jogos importantes do turno possam ser jogados em outro estádio que não a Arena. Isso impõe que o que quer que seja feito no período de férias esteja completo até o dia 22 de janeiro. Na pior das hipóteses, até 29, aniversário do clube e dia do primeiro jogo importante em casa, contra o Figueirense. Neste caso, o primeiro jogo, contra o time ainda não conhecido que vem da 2ª divisão com o CAHA-Ibirama, teria que ser em outra praça.

Comenta-se que para a troca do gramado (um dos itens principais) serão necessários 45 dias e que o tempo entre a final da série C e a estréia no estadual é suficiente. Será mesmo? Fala- se apenas na troca do gramado. Não se vai mexer na drenagem? Para mim não faz sentido trocar o gramado e não verificar as condições da drenagem, outro item crítico. Caso isso não seja feito, em algum momento terá que haver mais uma parada, apenas para isso. E tome mais tempo e mais dinheiro. Digamos que nessa verificação se descubra que há necessidade de mais tempo para resolver os problemas de drenagem. Daí só restam duas opções: fecha e deixa como está porque não vai dar tempo ou adia a volta e joga contra Figueirense – e talvez Chapecoense e Avaí – em outro estádio. E lá se vai a vantagem de jogar na Arena.
É um risco tirar a grama sem a certeza de que o campo de jogo vai estar pronto no início do campeonato. Outro risco é fazer algo “meia-boca” e pagar o preço mais adiante, jogando em um campo em más condições.
Uma solução é inverter as coisas. Jogar o turno – que tem 3 jogos importantes – na Arena sem trocar o gramado, deixando para fazê-lo durante o returno, que teria somente o jogo contra o Criciúma, dos 4 grandes adversários, em casa. O último jogo do turno em casa é contra o Avaí, em 18 de fevereiro.
E quais as vantagens?
Mais tempo para planejamento e solução dos problemas políticos e burocráticos junto à PMJ.
Mais tempo para realizar as obras. Entre 5/12 e 22/01 são 7 semanas. Considerando 6 dias de trabalho por semana e descontando 1 feriado (natal), são 41 dias de trabalho.
Entre 20/02 e 22/04 são 9 semanas. Descontando 3 dias de feriados (2 dias no carnaval e sexta-feira santa), são 51 dias.
Tudo o que puder ser feito (além das necessárias troca do gramado, verificação e manutenção da drenagem) antecipadamente poderá sê-lo nas 7 semanas de férias.
Marcílio, CAHA-Ibirama, Metrô, Criciúma e Brusque serão os adversários no returno em casa.
E onde o JEC poderá enfrentá-los?

O estádio mais próximo é o João Marcatto, em Jaraguá.
Vantagens:
Estádio pronto.
Capacidade de 7 mil pessoas é compatível com a necessidade.
Tempo de viagem curto.
Custo baixo, a ser confirmado com o Juventus, naturalmente.
Possibilidade de angariar simpatia na cidade vizinha.
Riscos:
Torcida local pode bandear para o adversário, dada a rivalidade já existente.
Mesmo com a distância relativamente pequena, pouca gente irá até Jaraguá. Chute: média de menos de 2 mil por jogo.
Se não ganhar o turno, joga o returno pressionado e longe da torcida.
Jogar em campo quase neutro pode propiciar uma campanha ruim no returno, podendo desestabilizar o time para a série B, que começa logo em seguida.

Em Joinville, existe o Estádio Olímpico Sadalla Amin Ghanem, do América, e, claro, o velho Ernestão, que é do Caxias, mas foi casa do JEC por quase três décadas.
Voltar pra cá será a solução?
O Olímpico é hoje um estádio muito longe das necessidades e com capacidade incompatível.
Tem apenas 1800 lugares e necessitaria de muita coisa para poder ser aprovado para jogos do catarinense.
Sobra o Ernestão. Não está lá essas coisas, mas tem capacidade quase duas vezes maior e a quantidade de obras para que venha a ser liberado não é tão grande.
Resta analisar o que se precisaria fazer por lá para que o JEC possa jogar como se estivesse em casa. Há que se verificar os detalhes com os velhinhos alvinegros, mas a quantidade de itens
que vetou sua liberação para a Divisão Especial desse ano não me parece muito grande nem muito cara.
Há o problema da capacidade. Como o JEC tem mais de 7 mil sócios e esse número será ainda maior no começo do estadual, onde se poderia acomodar tanta gente? Nas arquibancadas cobertas do Ernestão cabem aproximadamente 3 mil pessoas. As descobertas estão em mau estado e somente uma verificação criteriosa poderá dizer se poderão ou não ser liberadas. Sua capacidade é de 1.200 pessoas. Como se vê, a capacidade total não dá nem metade dos sócios.
Para aumentar um pouco a capacidade pode-se, com custo muito baixo, adaptar as antigas gerais para receber 800 pessoas sentadas. Somente com essa pequena modificação, a capacidade iria para 3.800 pessoas, muito mais do que se poderia atingir jogando no João Marcatto ou em qualquer outro lugar.
Para se atingir a capacidade de, digamos, 8 mil pessoas, podem ser usadas arquibancadas metálicas alugadas. Esta solução já foi adotada pelo Metropolitano, por exemplo. Também foi tentada pelo Atlético Paranaense para a final da Libertadores de 2005, enfim jogada no Beira Rio. Admitindo que as descobertas atuais estejam condenadas, seriam necessários 4.200 lugares em arquibancadas móveis. Seriam 22 lances no lado leste. Caso seja necessário jogar as finais do catarinense ainda no Ernestão por atraso nas obras da Arena, mais arquibancadas móveis nos lados norte e sul poderiam levar a capacidade para até 12 mil a custos razoáveis.
Mas a melhor solução seria negociar com a Federação a inversão dos dois turnos. Os jogos do returno passariam a ser do turno, na mesma ordem, e vice-versa. O JEC teria, pela ordem, Marcílio, CAHA-Ibirama, Metrô, Criciúma, Brusque e o outro que subir da Divisão Especial em casa. Esses jogos poderiam ser realizados no Ernestão reformado “meia-boca” e o único adversário entre os “grandes” seria o Criciúma. O primeiro jogo na Arena seria contra o Figueirense, na rodada de 11 de março. Nesse caso, a reforma da Arena poderia ser feita com tranqüilidade em 14 semanas, ou 81 dias de trabalho."
É essa a mensagem do Mário. Como não fui eu que escrevi, podem descer o sarrafo (hehe). Vê-se que ajeitar o nosso gramado não demanda pouca coisa, envolve muitas variáveis. Por isso é que já está se falando por aí não em troca do tapete, apenas numa garibada no piso que já está lá na Arena. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
Segunda-feira eu volto com o primeiro post sobre o CRB, eis que a entraremos na semana da final. AVANTE, JEC!