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| Tira essa porra dessa bola daí!! |
Mas encaro o problema: tomamos muitos gols! O Brasiliense, por exemplo, só sofreu 3 gols em 7 jogos. O Ipatinga sofreu 8 gols em 8 jogos; a bugrada tomou 7 em 7 jogos (e 4 desses contra nós), e o glorioso TRICOLOR tomou 11 gols em 8 jogos).
Tirando a derrota contra o Caxias - uma má jornada, sem dúvida - o quadro não é tão feio como parece, basta analisar com cuidado para ver que temos um probleminha, com disse, e não o apocalipse que se alardeia por aí - mas temos que estar atentos. "É preciso estar atento e forte!"
Recapitulemos, então, os gols sofridos pelo JEC.
Brasil 1 x1 JEC - gol de falta da intermediária, que desviou na barreira e enganou Ivan.
JEC 2 x 1 Chape - gol de bola rolando em jogada pela direita de nossa defesa, cruzamento e gol de Neilson.
Caxias 2 x 2 JEC - gol de escanteio de Márcio Hahn e gol de falta de Têti, frontal à área.
Santo André 1 X 1 JEC - jogada de contra-ataque, pela direita de nossa defesa, saída equivocada de Ivan, e bola alçada para a área.
JEC 2 x 4 Caxias - gol de falta de Itaqui, da intermediária, frontal à área. Jogada pela esquerda de nossa defesa, com o anão cruzando para o Têti; gol pós cobrança de escanteio, em vacilo coletivo da zaga; pênalti sofrido após passe errado de Eduardo, que cometeu o pênalti.
JEC 5 X 2 Brasil. Gol de cobrança de falta lançada na área, em desvio de Athos, em falha de marcação assumida pelo próprio Bruno Rangel no programa Esporte Verdade; gol de contra-ataque em jogada pela direita de nossa defesa, quando Eduardo se mandara para o ataque e se encontrava, no momento do início do lance, lá na meia-esquerda.
Então, três gols foram de cobranças diretas de falta da nossa intermediária. Esse é um probleminha para o qual venho chamando a atenção há algum tempo. Deve-se evitar faltas bobas nas imediações da grande área. É sempre uma chance de gol evitável. Some-se a estes três gols diretos, o gol sofrido contra o Caxias, em que a bola foi alçada para a área no primeiro pau.
Dois gols de escanteio, uma naquela cagada do Márcio Hahn, e outro numa falha coletiva horrorosa contra o Caxias aqui na Arena.
E um de pênalti, que não considerarei bola parada e não entra nestas (minhas) estatísticas, a meu ver, porque o que houve foi um time já desorganizado buscando o empate, e com passe errado de Eduardo que o levou a cometer o pênalti, como assinalei.
Então, urge com a bola parada, acertar o posicionamento e aumentar a concentração e atenção na hora do lance - e principalmente evitar faltas bobas (parece que com Glaydson isso pode melhorar). Com a bola rolando, me parece que o maior problema é o posicionamento defensivo do Eduardo, algo que parece um pouco mais difícil de corrigir, dada a vocação ofensiva de nosso lateral. Acho que é por aí, mas quem sabe mesmo das coisas (ou seja, na Real...), nosso treinador, é que tem de se virar para arrumar a cozinha.
Sigam nossos zagueiros, portanto, o conselho de Jorge Ben: "Arrepia zagueiro/Zagueiro/Limpa a área zagueiro/.../Quando tiver perigo com a bola no chão/Pensar rápido e rasteiro/ Ou sai jogando ou joga bola pro mato/ Pois o jogo é de campeonato...".
E junto já dá pra ouvir "Umbabaraúma, ponta-de-lança africano", em homenagem ao Capixaba, Rangel, e ao Lima. VAMOS, PORRA! AVANTE, JEC!


