NASCEU CAMPEÃO

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15 de set. de 2011

OS GOLS QUE O JEC SOFREU. COMO DISSE ARTUR, PREOCUPAM - MAS ACHO QUE NÃO TANTO ASSIM!

Percebi nos comentários ao último post, que o assunto de ser o JEC um time que seria competitivo na Série B e que por isso deve ir para lá, gerou alguma preocupação nos leitores do blog, talvez temendo um salto alto, um oba-oba, uma euforia em momento inoportuno, e entendo que a superstição - eu as tenho - também faz parte do futebol, e por isso muitos acharam prudente (e eu concordo) não contar com a vitória (ou o acesso) antes que se concretize.

Tira essa porra dessa bola daí!!
Resolvi então baixar um pouco a fervura, botar os pés no chão, e falar de um probleminha que atinge nosso time, embora eu também preze no futebol a alegria momentânea, ou seja, sonhar AGORA com esse time na B, aproveitar AGORA a boa campanha, porque qualquer time de futebol, no frigir dos ovos, mais perde títulos do que ganha, dá mais motivos de preocupação do que motivos de euforia, e por isso aproveitar o momento, malgrado lá na frente alguma coisa possa dar errado, também deve fazer parte do cotidiano do torcedor.

Mas encaro o problema: tomamos muitos gols! O Brasiliense, por exemplo, só sofreu 3 gols em 7 jogos. O Ipatinga sofreu 8 gols em 8 jogos; a bugrada tomou 7 em 7 jogos (e 4 desses contra nós), e o glorioso TRICOLOR tomou 11 gols em 8 jogos).
Tirando a derrota contra o Caxias - uma má jornada, sem dúvida - o quadro não é tão feio como parece, basta analisar com cuidado para ver que temos um probleminha, com disse, e não o apocalipse que se alardeia por aí - mas temos que estar atentos. "É preciso estar atento e forte!"

Recapitulemos, então, os gols sofridos pelo JEC.
Brasil 1 x1 JEC - gol de falta da intermediária, que desviou na barreira e enganou Ivan.
JEC 2 x 1 Chape - gol de bola rolando em jogada pela direita de nossa defesa, cruzamento e gol de Neilson.
Caxias 2 x 2 JEC - gol de escanteio de Márcio Hahn e gol de falta de Têti, frontal à área.
Santo André 1 X 1 JEC - jogada de contra-ataque, pela direita de nossa defesa, saída equivocada de Ivan, e bola alçada para a área.
JEC 2 x 4 Caxias - gol de falta de Itaqui, da intermediária, frontal à área. Jogada pela esquerda de nossa defesa, com o anão cruzando para o Têti; gol pós cobrança de escanteio, em vacilo coletivo da zaga; pênalti sofrido após passe errado de Eduardo, que cometeu o pênalti.
JEC 5 X 2 Brasil. Gol de cobrança de falta lançada na área, em desvio de Athos, em falha de marcação assumida pelo próprio Bruno Rangel no programa Esporte Verdade; gol de contra-ataque em jogada pela direita de nossa defesa, quando Eduardo se mandara para o ataque e se encontrava, no momento do início do lance, lá na meia-esquerda.


Então, três gols foram de cobranças diretas de falta da nossa intermediária. Esse é um probleminha para o qual venho chamando a atenção há algum tempo. Deve-se evitar faltas bobas nas imediações da grande área. É sempre uma chance de gol evitável. Some-se a estes três gols diretos, o gol sofrido contra o Caxias, em que a bola foi alçada para a área no primeiro pau.


Dois gols de escanteio, uma naquela cagada do Márcio Hahn, e outro numa falha coletiva horrorosa contra o Caxias aqui na Arena.
E um de pênalti, que não considerarei bola parada e não entra nestas (minhas) estatísticas, a meu ver, porque o que houve foi um time já desorganizado buscando o empate, e com passe errado de Eduardo que o levou a cometer o pênalti, como assinalei.

Então, urge com a bola parada, acertar o posicionamento e aumentar a concentração e atenção na hora do lance - e principalmente evitar faltas bobas (parece que com Glaydson isso pode melhorar). Com a bola rolando, me parece que o maior problema é o posicionamento defensivo do Eduardo, algo que parece um pouco mais difícil de corrigir, dada a vocação ofensiva de nosso lateral. Acho que é por aí, mas quem sabe mesmo das coisas (ou seja, na Real...), nosso treinador, é que tem de se virar para arrumar a cozinha.

Sigam nossos zagueiros, portanto, o conselho de Jorge Ben: "Arrepia zagueiro/Zagueiro/Limpa a área zagueiro/.../Quando tiver perigo com a bola no chão/Pensar rápido e rasteiro/ Ou sai jogando ou joga bola pro mato/ Pois o jogo é de campeonato...".
E junto já dá pra ouvir "Umbabaraúma, ponta-de-lança africano", em homenagem ao Capixaba, Rangel, e ao Lima. VAMOS, PORRA! AVANTE, JEC!

2 de fev. de 2011

VAMOS DE NOVO PRA CAPITAL. E O QUE HÁ COM NOSSA DEFESA?

Vamos de novo para a Capital, dessa vez pra atravessar a ponte e pegar o Avaí no Aderbal Ramos da Silva, a infame Ressacada - com TV ao vivo, na RBS (já antevejo a torcida pró-Avaí na transmissão - acho que o negócio será assistir no mute e ouvir na rádio).

De nosso lado, espero que aquele estranho fenômeno outro dia aqui mencionado - comparável ao do mítico Triângulo das Bermudas - não mais ocorra.
Explico: quando passamos pelo Pórtico e pelo Catavento ali da rua XV, parece que há uma inapelável separação entre o jogador e o seu futebol, ou seja, o jogador vai para o jogo fora de casa, mas parece que esquece seu futebol aqui em Joinville, fenômeno especialmente notado quando nos dirigimos à vila do Desterro.
O Avaí, esse time infeliz que até agora não venceu ninguém, tentará a primeira vitória, na quinta rodada, exatamente contra o JEC. Pois que impeçamos essa ressureição!

Olhando não só o jogo, mas o campeonato, esse jogo é um divisor de águas no primeiro turno. Uma vitória na Ressacada nos levará a 12 pontos e sem sombra de dúvidas, nos coloca com possibilidade de disputar o primeiro lugar e, por conseqüência, ir para as semifinais da primeira fase com a vantagem (que é enorme), de disputar os jogos únicos e decisivos em casa e com a vantagem do empate. Basta lembrar da semi e da final do primeiro turno do ano passado, quando com empates contra o Metrô por 2x2 e depois com o Avaí, naquele gol do finado Ricardinho, conquistamos aquela fase do campeonato.
É de se notar que o FIG pega a INDIADA lá no Oeste, e no final de semana joga o crássico contra o time do outro lado da ponte, e logo depois pega o CRI, fora. Nós, depois do avaí, no final de semana encararemos o CRI, na Arena. Jogos difíceis para todo mundo. Quem chegar bem à segunda-feira deu um grande passo para a conquista da primeira colocação.

E o time? - Por enquanto, a maior preocupação é nossa zaga. O que ocorre com nosso sistema defensivo? Digo sistema defensivo porque me parece que a confusão não acomete somente nossa dupla de zaga.
Acho que há um somatório de fatores que concorrem para que estejamos inseguros defensivamente. Não podemos deixar de lembrar que essa mesma zaga ficou cinco jogos sem sofrer gols na série D, no ano passado.

Então, o que acontece?

Primeiro, embora Fabiano não fosse lá essa Brastemp (e falhou contra o América tanto lá como cá), estava entrosado com o time, e vinha com ritmo de jogo. Paulo Sérgio, embora não seja ruim, não passa tranqüilidade para os zagueiros, tomou uns frangos e deixa a dúvida no beque, e zagueiro em dúvida não é boa coisa. Espero que o gladiador Maximus solucione esse primeiro problema - mas parece que não joga contra o Avaí.

Em segundo lugar, nossos volantes titulares por mais de um ano - Carlinhos Santos e Paulinho Dias (ou Luis André) - também saíram, e Dias/Soler/Renan/Zanutto ainda não se firmaram e não protegem tão bem nossa zaga, como vinha sendo feito.

Por fim, mudanças nas laterais. Tesser, que há muito tempo era talvez nosso principal jogador - e o responsável pela saída de bola do time, pela direita, foi pro time do energético.
Fernandinho, embora de inegável qualidade, ainda também não acertou seu espaço de marcação, e sofremos gols em jogadas nas suas costas tanto contra o Marcílio como contra a Chapecoense.

Acho que tudo isso somado é que nos tem feito tomar gols bobos.
Mas tá aí o Giba, e ele é pago exatamente pra isso (nós torcedores só podemos meter o bedelho e opinar): pra acertar nosso time. Portanto, vou deixar essa pra ele, mas temos de reconhecer que foram muitas as mudanças e acertar essa nova formação demanda certo tempo e um número de jogos até que as peças se encaixem. Naquela toada de que o Catarinense serve para observações, vamos analisar nosso time, nos precaver contra a iminente perda do Fernandinho, e olhar bem de perto nossos volantes - tudo com vista à Série C.

Tudo posto e resumido - a hora é de ir pra Floripa e tentar acertar esses problemas de posicionamento. Até um empate seria bom - mas a vitória poderia encaminhar uma ótima situação neste primeiro turno.
AVANTE, JEC (mas também seria bom acertar a cozinha)!