NASCEU CAMPEÃO

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18 de jan. de 2011

SEMPRE É TEMPO DE APRENDER - AULA DE PORTUGUÊS DE PASQUALE CHIFRO NETO PARA MACEIÓ

Já que a grande notícia de hoje é o Chevette do Aldair, falo de outro assunto, de que nunca tratei por aqui: o Maceió.
Olha, aprendi com minha bisavó, que só soube o que era "fazer um 69" aos 96 anos - e aproveitou (ela me disse) a lição: "sempre é tempo de aprender".
Pois eu, Pasquale Chifrudo Neto dou de graça uma aula de língua portuguesa ao meu mais dileto quinta-colunista - o indefectível: LATENTE e PATENTE são palavras parecidas, mas com significados muito diferentes, meu querido.

Tá caro e não o quero mais perto!
 Cito a frase alagoana de sábado em que, mesmo antes do campeonato, agourava o JEC e prognosticava o sucesso dos manezinhos, para então mostrar o seu erro crasso, patente (evidente):
"Confesso que nunca tive vocação para pitonisa [e nem pra jornalista, digo eu], mas este Estadual parece ter sido escrito há 1,5 mil anos A.C. [que frase mal construída, hein?] e com um quadro bem emblemático: a superioridade da dupla da Capital é latente, por tudo que o futebol de hoje exige...". E por aí segue.
Não fosse apenas a eterna secadeira contra o JEC, o vernáculo, em três ou quatro linhas, é terrivelmente assassinado.
Não posso entender outra coisa senão a de que o alagoano quis dizer com "latente": que a superioridade de Avaí e Figueira é inegável, evidente, clara, cristalina.
Aí está o erro, cometido repetidas vezes em várias de suas colunas.
Para não dizer que eu invento e implico com o menestrel - não sejam injustos comigo - vou ao Dicionário Houaiss:
latente: "não aparente, não manifesto, oculto, encoberto".
patente: "que não deixa dúvida; claro, evidente, manifesto".

Não é óbvio que o colunista não sabe usar tal palavra? Mas também, relevemos, porque afinal, ele está há apenas 40 anos escrevendo no jornal, e um equívoco destes é "plenamente perdoável".

Já fiz essa pergunta outro dia, e a repito: o que garante um jornalista por 40 anos na mesma cadeira? Não há um editor, um dono de jornal, que veja que seu empregado e "jornalista" está ultrapassado?
Defendi e defendo: Deco (Edenilson Leandro) - a quem não conheço nem tenho procuração para sua defesa - deveria herdar a coluna Informal. A seriedade com que trata o esporte amador, a Primeirona, mereceriam reconhecimento. Se essa conduta cuidadosa, profissional tomasse assento na principal página esportiva de ANotícia, todos sairíamos ganhando.
O jornalista trabalha, a meu ver, com duas ferramentas: a informação e a língua portuguesa. No caso do citado maceioense, a sua oficina é carente de ambas. Informação é ruim, o domínio da "última flor do lácio", pior.
Maceió, em tupi-guarani, significa "aquele que tem asas". Mas há aves como os avestruzes. Por mais asas que tenham, nunca aprendem (e não aprenderão) a voar. No máximo enterram as cabeças para não ver o que está ao seu redor.
Ass: Pascácio Chifrôncio Neto.
AVANTE, DECO, DIGO, JEC!

11 de mai. de 2010

A SELECINHA: DUNGUICES


PQP, é a maior besta do Brasil!
Passaremos de hoje até o início da Copa - ou pelo menos até o terceiro jogo, duvido que até o sétimo - ouvindo as palavras "comprometimento", "coerência", etc, etc., que fazem parte do minúsculo vocabulário Dunguiano.
Nos poucos minutos em que ouvi sua coletiva pós-convocação - meu fígado supurou de raiva e desliguei - essas palavras foram vociferadas à exaustão, além de uns "com nós" que fizeram meus ouvidos doerem.
Só posso concluir que Dunga está comprometido com Josué, Gilberto Silva (reserva), Júlio Batista (reserva), o filho de Kleber - Kleberson (reserva do Mengo), Robinho (até outro dia reserva do Manchester City), Gilberto (andava encostado no Tottenham até voltar ao Cruzeiro), Felipe Mello em má fase além de outros botinudos de mesma estirpe.
Essa coerência, esse modo insistente de ser, não caiu por terra na final da Copa das Confederações por puro aborto, eis que tomamos dois gols da "forte" seleção americana e depois viramos com gols de Luis Fabiano e por fim Lúcio. Se fosse um time de verdade, como a Itália, Inglaterra, Alemanha, já era - não virava nem a pau. Basta lembrar da final de 1998, em que a França meteu três a zero (por que não viraram quando estava dois a zero?) num time em que essa besta do Dunga era titular do meio campo.
Enfim, uma boa defesa, um ataque razoável, mas um meio de campo absolutamente burocrático, em que o único que cria alguma coisa (na corrida, em contra-ataques, não se espere que ele pense o jogo, cadencie, dê ritmo) é o Kaká, parecem formar uma equipe fadada ao fracasso.
Não reconhecer o momento esplendoroso por que passam Ganso e Neymar, para ficar nos exemplos mais óbvios não é coerência, é compromisso com o erro, é burrice. Se o pastor Kaká, o Renascido, zicar, quem é que vai comandar a meiuca?
Cito três frases inspiradas sobre a coerência:
"A coerência é a virtude dos imbecis" - Oscar Wilde
"Ser coerente significa ser tão ignorante hoje como há um ano atrás" Bernard Berenson.
"Coerente: um sujeito que nunca teve outra ideia" Millor Fernandes.
Dessa forma, como a seleção não é a pátria em chuteiras porra nenhuma (eu torço muito mais para o JEC, dia após dia, semana após semana, do que para a seleção em amistosos esparsos ou competições a cada quatro anos), e se perdermos ou ganharmos a Copa o Brasil nem piora nem melhora, penso sinceramente em torcer contra essa seleção que parece muito mais uma convocação da Alemanha do que um chamado do escrete canarinho.
Estamos à beira do abismo. Um passo à frente, por favor.
Pra frente Brasil!