NASCEU CAMPEÃO

Tu és a glória dos teus fundadores
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11 de jul. de 2010

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO - ESPANHA CAMPEÃ

ESPAÑA! ESPAÑA! Um time com apelido ganhador - a Fúria - notabilizou-se anos a fio por ser um time que não ganhava porra nenhuma - amarelando pra dizer em bom português. Eis que, em 2008, ganha, embora com dificuldade, a Eurocopa, depois de enfileirar Suécia, Rússia, Grécia, Itália, Rússia e Alemanha, e enfim torna-se um time de verdade, a ser temido dali por diante, sem dúvida.
Uma estréia inesperada. Derrota por 0X1 contra a Suíça, num jogo completamente dominado pelos espanhóis. Depois, duas vitórias obrigatórias (outro resultado não traria a taça, mas a passagem de volta pra casa). Então, vitória 1x0 contra Portugal, 1x0 contra o Paraguai (injustamente, diga-se), 1x0 contra a Alemanha (um baile), e, finalmente a Holanda.
A Holanda, numa primeira fase facílima (Dinamarca decepcionante, Camarões terrível e Japão mediano), nos mata-matas venceu Portugal, Brail e Uruguai (aí também se merecer muito), e finalmente, a Espanha.
Chegaram à final essas duas seleções!
No jogo, um início estudado, mas sempre com superioridade de los de España. Já aos 2' e 4' Van Persie e Bronckhorst deram duas cacetadas na meia cancha, demonstrando um certo nervosismo holandês. Aos 4' a Espanha já obrigara Stekelenburg (Skelenburg, segundo a besta do Galvão, com a empolgação típica de narração de velório, pois futebol, pra esse rapaz, é só o da seleção brasileira - depois de toda a Copa assistida em HD, a TV a cabo deu pane e tive que assistir à final narrada pela besta-fera) a duas boas defesas.
Uma falha no meio, aos 6', deu a chance de um chute longo, desferido por Kuyt, para a Holanda.
Até os 10' e 11', com 60% de posse espanhola, mais duas chances claras de gol, com Sérgio Ramos e Villa.
O jogo então deu uma "amorcegada", ficou igual, e assim ficou até o primeiro tempo. Só um jogador da Holanda poderia ter ido pra rua após dar uma entrada típica de kung fu no peito do Xabi Alonso.
Ao final do primeiro tempo, um empate justo, a Holanda distribuindo umas botinadas a mais. Os chutes espanhóis sem destino, e os da Holanda, todos em direção ao gol. A posse de bola, como esperado, maior da Espanha.
Um segundo tempo chato, pelo menos até os 15', quando numa bola rebatida na meia-cancha, Sneijder achou Robben e o deixou cara a cara com Casillas, bastava fazer o gol. Balançou o corpo, Casillas caiu para o lado esquerdo, bola no canto direito, o goleiro espanhol salvou gol certo com os pés. Essa foi a grande chance do jogo até então.
Aos 24', após jogada de Xavi e Navas, e furada a la Bandoch de Heitinga, David Villa perdeu, na pequena área, o gol, o título de artilheiro, e o de melhor jogador da copa, tudo num só lance.
Nos 15 minutos finais, a Espanha deu um calorzinho na Holanda, chutando duas ou três bolas a gol, a melhor com Iniesta, que em vez de chutar tentou mais um drible para dentro, e foi desarmado.
Aos 38', em contra-ataque, nova chance clara de Robben, que em vez de cair após falta de Puyol (que teria de redundar em expulsão do espanhol - ou pelo lance isolado, ou pelo segundo amarelo), preferiu seguir na jogada e deixou a bola nas mãos de Casillas.
Terminou o tempo normal. Prorrogação. Mais trinta minutos antes dos chutes da marca dos 11 metros.
Aos 4' do tempo extra, Iniesta, grande jogador mas que até então só enrolara, fez um passe perfeito para Fábrega, que perdeu cara a cara com Skeleton (se o galvão abrevia, por que eu não posso inventar?). Depois ainda teve uma chance e deixou de chutar uma bola, e foi desarmado. Um pouco antes dessa indecisão do Iniiesta, Mathijsen perdera, de cabeça, sozinho, um gol que colocaria a Holanda em vantagem.
No 2° tempo da prorrogação, aos 4', expulsão de Heitinga - a Holanda com um a menos.
Depois de tantas críticas ao Iniesta, que armava bem o time, mas sem efetividade, aos 11' do último período da prorrogação, em jogada confusa após arrancada de Jesus Navas, o camisa 6 espanhol fez o gol que decidiu o Mundial. Espanha 1x0. Fim, voltamos em quatro anos.
Uma pelada no estilo Brasil e Itália de 94 consagrou a nova campeã mundial: A Espanha se junta a Uruguai, Itália, Alemanha, Brasil, Inglaterra, Argentina e França no degrau mais alto do futebol mundial.

14 de jun. de 2010

QUE DUREZA! PELADAS DA COPA - TUDO SEM DUPLO SENTIDO

Às vezes, o principal problema do futebol da Copa do Mundo é que o jogo pode começar, como nesta copa, às 8h30, e fica meio feio encher a cara nesse horário, embora esse fosse o remédio certo para alguns desses jogos a que assisti.
Depois de uma série de peladas (Argélia 0X1 Eslovênia, Sérvia 0X1 Gana, Japão 1X0 Camarões, Nova Zelândia 1X1 Eslováquia), resolvi escrever brevemente para dizer que esses oito times são uma grande porcaria, talvez salvando-se o Japão pela consistência tática, embora o talento também lhes falte. Ninguém desses fará nada mais do que papel coadjuvante no certame. Nessas pelejas, os dois times eram horrorosos - logo, já são oito (sete, se excluirmos o Japão) times sem pretensões sequer de passar às oitavas.
Ainda entre os demais times, há os que perderam seus jogos e podemos qualificar de horrorosos: a Grécia (0X2 Coréia do Sul), a Austrália (0X4 contra uma forte Alemanha), e por antecipação a Coréia do Norte que pega o Brasil hoje e Honduras, que está no grupo H e estréia - a reforma ortográfica ainda não me pegou - contra o Chile. Assim, a meu ver, após a primeira rodada, poderíamos mandar uns dez times embora, e ficariam uns 22 brigando pelas 16 vagas às oitavas-de-final.
Amanhã, depois de Espanha X Suíça, acho que já é bem razoável palpitar, com mínima margem de erro, e ainda que faltando dois jogos de cada time para o final da primeira fase, quem serão os classificados em cada um dos oito grupos.
Anuncio, então: logo, logo, realizarei a sessão de descarrego para adivinhar os classificados, ou melhor, para descarregar em seus respectivos países esses bandos que se convencionou, por pura bondade, chamar de times de futebol.

12 de jun. de 2010

XING LING X PRÉ-SOCRÁTICOS


Embora Xing Ling seja um termo para genéricos chineses, o termo é utilizável aqui porque a Coréia é o genérico da China, ou vice-versa. Onze jogadores iguais de um lado, onze filósofos hedonistas e preguiçosos do outro.
Na partida desse sábado, talvez a Grécia tenha se confundido com tantos jogadores iguais entre si. Quando Xenofonte imaginava estar marcando um, em verdade, outro jogador já o ludibriara. Quando Euclides ainda estudava as triangulações, uma bola em parábola, de escanteio, aos 7 min, já estava nas redes guardadas por Aristarco de Samos.
Na segunda etapa, Park roubou uma bola, driblou Platão e Erastótenes, e mais uma vez vazou a defesa helênica. Socrátes, o magrãonidis, dizia: só sei que nada sei!
A Grécia, inacreditavelmente campeã européia em 2004, foi medíocre. Só chuveirinhos da meia-cancha para dentro da área. Meias sem qualquer criatividade, zagueiros falhando grosseiramente (ninguém subiu no escanteio que originou o primeiro gol sul-coreano e erro na saída de bola no segundo), atacantes batendo cabeça pra dominar os tijolaços que lhes eram lançados.
A Coréia, não se sabe se realmente por ser uma boa seleção, ou se facilitada pela ruindade da Grécia, jogou bem. Praticamente não se viu ameaçada - só duas bolas chegaram a seu gol, teve um bom contra ataque, boas trocas de passes, jogadores com alguma habilidade. Por esse jogo, a Coréia merece um 7. A Grécia, sob as exigentes lentes do Aristóteles, o parvo peripatético, merece nota 3.
Agora acompanharemos aquele que promete ser o primeiro grande jogo de uma seleção que está entre as favoritas - o jogo da Argentina de Messi e Maradona.

11 de jun. de 2010

FRANÇA VERSUS URUGUAI


Um jogo entre campeões mundiais, embora o último título uruguaio seja já sexagenário, é sempre uma boa promessa (ao final, não realizada).
Nos primeiros minutos Govou perdeu gol dentro da pequena área para os azuis,que vestiam branco na peleja, naquela que seria a melhor chance do jogo. Fora bem melhores na primeira etapa, com boas trocas de passes no meio, Diaby e Ribery jogando bem, e uma jogada forte de bola parada com as boas cobranças do Gourcouff (até parece o nosso Ricardinho ... esse me irrita! - Parênteses: o blog é sobre o JEC, logo quase sempre haverá alguma referência ao tricolor), uma inclusive exigiu boa defesa de Muslera. O Uruguai chutou apenas uma bola a gol, com Forlan, e no mais seus atacantes entraram em impedimento quando o time tentava, com pouco sucesso, ir à frente.
Um segundo tempo modorrento, tendo a França caído sensivelmente. O Uruguai, embora levemente melhor no segundo tempo, viveu de alguma eventual jogada de seu único jogador que demonstrou algum talento, o já citado Forlan; no mais uma retranca desavergonhada.
Cada time chutou apenas três bolas com direção, o resto foi só bica pra fora. Após a expulsão do uruguaio Lodeiro, aos 36' do 2T, a França até ameaçou uma pressão, sem qualquer efetividade. Um jogo bem ruinzinho.

Nesse grupo A tudo pode acontecer; se havia, não há mais favoritos pra classificação. O grupo até pode ser o mais equilibrado da Copa, mas é nivelado por baixo, e quaisquer que sejam os eliminados não haverá surpresa; antes dessa rodada, apostar na França fora poderia parecer loucura. Não é mais. Jogo nota 4.

10 de jun. de 2010

ALEA JACTA EST. AFRICA DO SUL X MÉXICO


A sorte está lançada! Para o bem ou para o mal.
Como nunca antes na história desse país (para prestar homenagem a D. Lula I - e único) dependeremos tanto de nosso goleiro - essa figura de mármore aí ao lado - como nessa Copa que agora se inicia. Como diz um amigo meu, pela primeira vez o melhor jogador de nossa seleção é o goleiro. Isso não está muito certo. Uma dorzinha nas costas de nosso arqueiro parece o fim do mundo, com especulações mil de nossa imprensa.
Pra falar rapidamente do JEC, cuido que o futebol tem mistérios insondáveis. Quem diria, há três anos, que o Ramires, que era cotidianamente xingado na Arena estaria na Copa do Mundo, e com chances de vir a ser titular depois do primeiro jogo.
No jogo de abertura, o México dominou completamente o primeiro tempo, tendo criado 5 ou 6 chances, inclusive com um gol (corretamente) anulado, em difícil impedimento bem marcado pelo bandeira (auxiliar é a PQP). A África, por sua vez, no final da primeira etapa, teve uma ou duas boas chances com bolas cruzadas na área do baixinho goleiro chicano.
Aos 8' do 2T, em rápido contra ataque, Thsabalala fez o primeiro gol da Copa e da África do Sul. O jogo ficou truncado a partir daí. Khune, o goleiro africano, fez algumas boas intervenções, o México passou a jogar com grande lentidão, facilitando a marcação africana, até que num lance em que Mokoena (ou Umbabarauma, ponta-de-lança africano), esqueceu bisonhamente de fazer a linha de impedimento e deixou o Rafa Marquez sozinho para empatar o jogo, aos 35min. Inexperiência pura! E foi isso, num joguinho nota 5. No geral, um mau resultado para a África que controlava a partida após ter aberto o placar e chutou uma bola na trave aos 44min. Era jogo pra ganhar, e assim ter chance maior de passar para a 2a fase da Copa.

4 de jun. de 2010

ZIMBÁBUE, ZANZIBAR, TANZÂNIA E RAMIRES


Bem sei que Zanzibar não foi nosso adversário nos amistosos, mas me lembrei que em meus tempos de infância, lá no bairro Glória, havia um infeliz que tinha por nome Zanzibar. O rapaz até fazia parte de uma ganguezinha mequetrefe, que obviamente não deu em nada. Alem disso, o grande Farroukh Bulsara - vulgo Freddie Mercury, ou Frederico Mercúrio - é oriundo daquela ilhota africana.
Mas Zimbábue e Tanzânia (pra falar bem a verdade, Zanzibar parece que faz parte da Tanzânia, mas não podia perder o "glorioso" gancho) tiveram o desplante de enfrentar o Brasil - na verdade nós tivemos o descaramento de enfrentar tais timezinhos.
Contra o Zimbábue (3X0) - 110 do ranking da FIFA, antes de abrirmos o placar, poderíamos ter sofrido dois gols. Só essa frase já é ignominiosa, imaginem o jogo, o gol sofrido, se tivesse acontecido. Depois, até pela inexperiência, pela falta de preparo físico dos adversários, o amadorismo explícito, metemos três gols. Isso sem falar que, a meu ver, o gol do Michel Bastos, num chute a 139 km/h pode ser creditado à criticada Jabulani.
Contra a Tanzânia (108 na FIFA, e 5X1 no jogo), igualmente demonstramos alguns problemas. Além de sofrer um gol de bola parada (sem que ninguém da nossa zaga sequer tenha saído do chão), abrimos o placar com um gol irregular, o Gomes fez três ou quatro defesas difíceis (ah! como vamos precisar do goleiro na Copa), nossa defesa pela esquerda tá uma baba. Isso sem contar que a Tanzânia havia jogado uma partida contra Luanda no dia anterior, e evidentemente não estavam no melhor da forma física.
De tudo isso, só restam preocupações. O que mais me interessou, realmente, foi a ótima participação do ex-JEQUEANO Ramires no segundo tempo da peleja, com dois belos gols. Cada boa partida desse jogador nos dá mais uma esperança de grana entrando nos nossos cofres, pois como 'clube formador' do atleta, se ele for realmente vendido para a Internazionale ou para o Milan, como se comenta, o JEC tem uma beirada pra receber.
Como ainda temos mais uns poucos dias de inatividade antes de pegarmos o Imbituba, amanhã pretendo falar sobre a contratação do Marcelo Silva. AVANTE, JEC!