
Antevejo sérias dificuldades para o Michel Bastos marcar o Robben (isso se o Brasil ganhar do Chile). Terá que ter sempre a ajuda de um volante, podendo tal cobertura abrir o meio-de-campo para os bons e razoáveis meias holandeses (Sneijder, Van Bommel, De Jong) ou para os outros bons atacantes (Van Persie e Kuyt). O eventual jogo contra os holandeses será muito difícil.
Voltando ao jogo, quando parecia que o jogo ficaria fácil, a Eslováquia passou a ter maior passe de bola, as chances de gol rarearam, num jogo pragmático holandês e mecânico (sem imaginação) da Eslováquia. Assim findou o primeiro tempo.
No início do segundo tempo Robben quase ampliou, e depois Mucha pegou uma bola com a cara, numa defesa improvável e dificílima, novamente impedindo o segundo gol holandês. Sneijder teve uma chance em boa jogada de Robben.
Mas a Holanda, de tão pragmática, começou a dar sopa para o azar. Aos 20 e 22', o arqueiro holandês salvou a pátria por duas vezes, em ótimas defesas. Vittek ainda teve mais uma chance, chutou por cima. Passou a hora eslovaca no jogo.
Então, aos 38 minutos, o tiro de misericórdia. Passe do meio campo em cobrança de falta, Kuyt ganhou de cabeça, antecipando-se ao goleiro eslovaco, rolou para trás para Sneijder que fuzilou sem goleiro.
Aos 48, pênalti e gol da Eslováquia. Fim de jogo.
Classificou-se a Holanda. Time firme, só permitiu dois tiros certos ao gol, tem um goleiro fazendo ótima Copa do Mundo, sofreu só dois gols até agora na Copa, terá o Robben, e nenhum dos jogadores pendurados tomou o segundo cartão amarelo - logo time completo contra o Brasil (ou Chile). Não há mais Van Basten, Gullit ou Reijkard, ou Rinus Michels e Cruyff, mas é um senhor time, muito forte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário